Sintonia

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As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial.

De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito.

Dai procede a necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos da Grande Luz.

Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada. Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as dificuldades do caminho por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra burilada reflete a luz, certamente nos habilitamos a receber a influência dos grandes gênios da sabedoria e do amor, gloriosos expoentes dá imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do Céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para a elevação de nós mesmos às regiões mais altas.

A fim de atingirmos tão alto objetivo, é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental no Infinito Bem e segui-lo sem recuar.

Precisamos compreender – repetimos – que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual.

Atraímos companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas ideias, aspirações, invocações e apelos.

Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros.

Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar.

Semelhante lei de reciprocidade impera em to dos os acontecimentos da vida.

Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia.

Nos mais simples quadros da natureza, vemos   manifestado o princípio da correspondência.

Um fruto apodrecido ao abandono estabelece no chão um foco infeccioso que tende a crescer, incorporando elementos corruptores.

Exponhamos a pequena lâmina de cristal, limpa e bem cuidada, à luz do dia, e refletirá infinitas cintilações do Sol.

Andorinhas seguem a beleza da primavera. Corujas acompanham as trevas da noite.

O mato inculto asila serpentes.

A terra cultivada produz o bom grão.

Na mediunidade, essas leis se expressam, ativas.

Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem.

Ninguém está só.

Cada criatura recebe de acordo com aquilo que dá.

Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade.

Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, “teremos nosso tesouro onde colocarmos o coração”.

Livro Roteiro – Emmanuel – Cap 28 – 10/06/1952
Lição para o estudo do dia 30/09/2010

 

Mediunidade

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Esmagadora maioria dos estudantes do Espiritismo situa na mediunidade a pedra basilar de todas as edificações doutrinárias, mas cometem o erro de considerar por médiuns tão somente os trabalhadores da fé renovadora, com tarefas especiais ou os doentes psíquicos que, por vezes, servem admiravelmente à esfera das manifestações fenomênicas.

Antes de tudo, é preciso compreender que tanto quanto o tato é o’ alicerce inicial de todos os sentidos, a intuição é a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor de atividade regular em que se coloca.

Dos círculos mais baixos aos mais elevados da vida, existem entidades angélicas, humanas e sub-humanas, agindo através da inteligência encarnada, estimulando o progresso e divinizando experiências, brunindo caracteres ou sustentando  abençoadas reparações, protegendo a natureza e garantindo as leis que nos governam.

Desvendando conhecimentos novos à Humanidade, o Espiritismo incorpora ao nosso patrimônio mental valiosas informações sobre a vida imperecível, indicando a nossa posição de espíritos imortais em temporário aprendizado, nas classes da raça, da nação e do grupo consanguíneo a que transitoriamente pertencemos na Terra.

Cada individualidade renasce em ligação com os centros de vida invisível do qual procede, e continuará, de modo geral, a ser instrumento do conjunto em que mantém suas concepções e seus pensamentos habituais. Se deseja, porém, aproveitar a contribuição que a escola sublime do mundo lhe oferece, em seus cursos diversos de preparação e aperfeiçoamento, aplicando-se à execução do bem, nos menores ângulos do caminho, adquirindo mais amplas provisões de amor e sabedoria, é aceita pelos grandes benfeitores do mundo, nos quadros da evolução humana, por intérprete da assistência divina, onde quer que se encontre, seja na construção do patrimônio de conforto material ou na santificação da alma eterna.

E’ necessário, contudo, reconhecer que, na esfera da mediunidade, cada servidor se reveste de características próprias.

O conteúdo sofrerá sempre a influencia da forma e da condição do recipiente.

Essa é a lei do intercâmbio.

Uma taça não guardará a mesma quantidade de água, suscetível de ser sustentada numa caixa com capacidade para centenas de litros.

O perfume conservado no frasco de cristal puro não será o mesmo, quando transportado num vaso guarnecido de lodo.

O sábio não poderá tomar uma criança por confidente, embora a criança, invariavelmente, detenha consigo tesouros de pureza e simplicidade que o sábio desconhece.      .’

Mediunidade, pois, para o serviço da revelação divina reclama estudo constante e devotamento ao bem para o indispensável enriquecimento de ciência e virtude.

A ignorância poderá produzir indiscutíveis e belos fenômenos, mas só a noção de responsabilidade, a consagração sistemática ao progresso de todos, a bondade e o conhecimento conseguem materializar na Terra os monumentos definitivos da felicidade humana.

Livro Roteiro – Emmanuel – Capítulo 27 – 10/06/1952
Para estudo do dia 23/09/2010

 

Finalidades

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O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.  

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando’ correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tonus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.

Demoramo-nos com quem se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsediados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes..

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

Livro Roteiro – Cap 26 – 10/06/52
Para estudo do dia 16/09/2010

Prenúncios do Espiritismo – Da Reunião a Paris

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Vou-lhes fazer um relato que considero especial; deu-se há mais de 2000 anos, no continente africano, junto à costa oriental, na Ilha da Reunião onde se fazia sessão de cunho espiritual.

Émile Charles Baudain, vivia ali com seu clã, a esposa Clémentine, mais Julie e Caroline, as filhas muito queridas, os tesouros de sua vida, plenas de mediunidade, que, apesar da pouca idade, eram médiuns decididas.

Ele era um comerciante no ramo dos alimentos, de onde tirava o sustento, dele e da sua família, e ali, com a esposa e as filhas, vivia muito feliz; nunca pensou em mudar-se e nem dali afastar-se mesmo para a capital, a grande e monumental cidade que era Paris.

Muito contente, também, havia ali uma entidade, que o Espírito Verdade, mandou como orientador, emissário do Senhor naquela comunidade onde se fez conhecido por Zéfiro da Verdade.

No ano 52, do século dezenove enquanto as mesas se movem respondem sobre questões; até as mais desconhecidas e que eram pouco entendidas, fazendo revelações. Tudo isso acontecia na Ilha da Reunião, chamando muito à atenção de quem ali residia.

Zéfiro era brincalhão e dizia ao anfitrião: -você irá se mudar; irá viver em Paris, onde será bem feliz e suas filhas casarão, depois de estarem formadas, contentes e realizadas, com a nova situação.

Emile Charles sorria, pois nem pensava algum dia, deixar sua casa na ilha, onde toda a sua família tinha tudo o que queria. Veio porém uma crise, e aquelas pessoas felizes, precisaram ir à França, onde também havia a dança das mesas ditas girantes ou, para outros, bailantes, tendo pessoas à sua volta, envolvidas pela escolta de entidades Superiores que vinham, entre louvores, ajudar a humanidade, naquela grande cidade, chamada Cidade Luz, que é a capital da França, onde nascia a esperança de novos tempos chegados, porque pra findar a dor viria o Consolador que Jesus havia falado.

Afirma o Espírito ainda, que esta etapa que ora finda iria dar-lhe o prazer de reencontrar um Amigo, um druida destemido que há muito não podia ver. Fora ele um sacerdote, daqueles de grande dote, bem maior que o maior xeque, conhecido por Kardec na velha Gália francesa, aquela que sua beleza foi por César destroçada, até ser reestruturada, e onde hoje é a Franca… é Paris!…

Kardec havia reencarnado muitas vezes, mas agora, finalmente era a hora de realizar um estudo, voltado, acima de tudo, para o progresso da alma. E Deus que é o Senhor da calma, programou este momento para iniciar o evento da salvação dos humanos…

Kardec, o velho druida, era o Rivail desta vida, o Amigo tão importante que Zéfiro havia dito que o buscava no infinito há 2000 anos ou mais, porque é ele que hoje traz como maior incumbência revelar-nos a ciência, filosofia e moral, a doutrina Espiritismo, aquele consolador que prometeu o Senhor, dizia sem fanatismo…

O Espírito mencionado recebe em casa de Emílio o druida que diz: – filho, aceite uma saudação que faço de coração e feliz por reencontrá-lo após tanto procurá-lo, também, como você disse, ao longo da eternidade para trazer a verdade que comanda os nossos atos e eu espero, de fato, cumpramos nossa missão porque nos temos, irmão, que divulgar o Evangelho do nosso Mestre Jesus, aquele que nos conduz, indo das trevas à luz, fazendo novo o homem velho!

O Espírito, reverente, afirma ter à sua frente o seu Mestre do Passado, um Pontífice Druida, que o faz recordar a vida de aprendizado e progresso, quando em sua companhia, viveu a glória dos dias que hoje lhe dão sucesso.

Depois dessa saudação, desse reencontro bendito, tudo aquilo que foi dito só confirmava que Deus, sempre manda  para nós, queridos e amados filhos, recursos para que o brilho aumente cada vez mais e agora com o Espiritismo combatamos o egoísmo rumando ao alto e em paz!

 Octávio Caúmo Serrano

Modo de Orar

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Octávio Caúmo Serrano
Traducción Maria Renée San Martin – relu2521@yahoo.com

Debemos orar por la  mañana, al iniciar el nuevo dia.

En el Evangelio Según el Espiritismo, cap. XXVII, ítem 2, comunicación de 1862, en Bordeaux, en Francia, el espíritu Monod nos orienta que el primer deber de la criatura humana, al despertar, debe ser hacer una oración. Advierte que no se refiere a los rezos mecánicos que habitualmente hacemos, con recetas padronizadas, pero la oración nacida del corazón. 

¿Cual sería, cabe preguntar, la finalidad de la oración, ya que la mayoría ora para pedir y no para agradecer? ¿Y muchos alegan que es desnecesario orar porque Dios conoce nuestras necesidades?

La propuesta es que analicemos la ventura que vivimos, en el momento de despertar, para dar gracias al Padre, por tanta generosidad. Cuando estamos bien, no percibimos los dolores ajenos, hasta que un día somos la noticia.

Debemos agradecer, porque despertamos. Muchos se acuestan y, victimas de un mal súbito, no despiertan. Si nosotros estamos de nuevo despiertos es motivo para agradecer.

Debemos ser agradecidos, porque dormimos. Para quien cree que ese es un acto común, recordemos que millones de personas sufren de insomnio crónico, y muchas llegan a depender de medicación para dormir. Si nosotros podemos tener una noche de sueño natural, debemos ser agradecidos por esa ventura. Hay personas que ni duermen. Conocí un señor con cincuenta años de edad que no dormía hacia dieciocho años. ¡Se echaba, reposaba y se levantaba, pero no dormía! Solo como ejemplo.

Debemos analizar que no sufrimos ningún problema, durante la noche, y despertamos saludables como nos acostamos. Muchos tienen AVCs, problemas con el síndrome de Apneia Obstructiva del sueño – la grave enfermedad del ronquido-, infartos, etc., durante la noche. Es más una razón para orar en agradecimiento.

Agradezcamos, también, por la cama suave que nos abrigó durante la noche. Cuando el colchón esta viejo reclamamos de dolor de espalda. Por tanto, cuando el está nuevo, agradezcamos por el confort. Es bueno recordar de los que duermen en la calle o en las barracas, teniendo como cama, una hoja de papelón.

Normalmente, después de despertar, tomamos un baño. Agua limpia, ducha, jaboncillo con olor delicioso, espejo para afeitarse y peinarse, toalla suave y limpia. Considere que hay quien no tiene nada de esto y toma un baño en el rio, o en el albergue, con un vaso, o aun, se quede sin el, por falta de condiciones. Entonces, en su oración matinal, agradezca también por el confort de su cuarto de baño. Y también por poder tomar una baño solo, sin la ayuda de un enfermero o pariente… Ni todos pueden!

Después, una primera alimentación nos espera, por la mañana. El desayuno, con café, leche, jugos, frutos, quesos, fríos. Para los que imaginan que eso es natural, porque lo hacen automáticamente, no se olviden  de los que no tienen que comer y comienzan a pasar hambre, desde la hora en que despiertan. El hambre de hoy es apenas un capítulo más de la novela del hambre de los capítulos anteriores. Despiertan, ya pensando en que lata de basura van a buscar comida o en que esquina van a pedir moneda para el café en la panadería. Dé gracias a dios por su primera comida. Una gran mayoría no tiene agua tratada; ¡toman agua contaminada, recogida de riachos con lamas!

 Después, muchos van para el trabajo o para la escuela. En el garaje, hay un carro a disposición. Y quien no tiene carro, puede ir hasta la esquina y pegar un ómnibus, un tren, un metro y ser transportado hasta su destino. Si se siente infeliz por depender de conducción pública, apretada, recuerde de los que viven en pueblos, en campos y que caminan kilómetros para estudiar o trabajar, a pie, en lomo de burro o carrozas.

Si salimos de casa para la escuela o para el trabajo, es porque tenemos la posibilidad de frecuentar una escuela, lo que no es privilegio de todos. Igualmente, si vamos para el trabajo, agradecemos por tener un empleo. Aun que no sea lo que  deseamos y reclamemos que nos pagan menos de lo valemos, es bueno considerar que  a muchos les gustaría estar en nuestro lugar, aunque sin ganar una fortuna. Seamos agradecidos a Dios por el empleo que nos ofrece.

Las razones para orar en agradecimiento surgen, en nuestras vidas, a cada minuto. Y después la meditación sobre cada uno de nuestros momentos felices, aprendamos a dar a Dios nuestras gracias de forma corta, gentil y sincera, sin largas y complejas formulas de rezar. Basta como decir “gracias, Padre, por el día que comienza” y después, repetir “gracias, Señor, por el día que viví, por el bien que hice, por el mal que no cometí y por las lecciones que pude aprender y enseñar. Y también, Señor, por el hogar, por la comida y por la familia, porque a muchos les gustaría tener una familia y no la tienen. Agradecer por todo lo que recibimos y pedir simplemente fuerza, paciencia y aceptación”.

El Espíritu Monod, nos dice, aun que no es necesario estar de rodillas o exhibirnos públicamente, pero que debemos cuidar el cumplimiento de nuestros deberes, sin excepción, de cualquier naturaleza que sea, porque esto es la verdadera oración.

Pide que analicemos, cuando conseguimos evitar un accidente, o de el fuimos salvos, que digamos apenas: “¡Seas Bendito Señor!” y que, cuando cometemos un error, aunque que una  simple equivocación, nacido del orgullo o del egoísmo, que tengamos la grandeza de decir: “perdóname y dame fuerzas para no fallar nuevamente”.

Las actitudes, ya mencionadas, son independientes de las oraciones más formales que hacemos, por la noche y por la mañana, por que debe ser la oración de todos los instantes; debemos cultivar el hábito del agradecimiento permanente, sin reclamar de nada, en cuanto nos transportamos, comemos, trabajamos, porque establecemos una sintonía permanente con el  Padre Divino, del cual somos hijos dilectos y de quienes Él cuida con cariño e interés. Y Dios se alegra más de los que son agradecidos que de los ingratos. Estos normalmente necesitan del dolor para aprender.

Tenemos que orar, de forma espontánea, para el fortalecimiento espiritual. Con la misma naturalidad y apetito con nos alimentamos para tener un cuerpo sano. De nada adelanta estar fuerte y saludable, pero infeliz e inconforme. Cuerpo y alma son dos importantes departamentos del hombre encarnado, y es necesario cuidar de ambos.

Agradezcamos por la orientación del bienhechor espiritual y roguemos a Jesús para que nos ayude a vivir dentro de esos sabios principios.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Setiembre 2010

Dar gratuitamente

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 Octávio Caúmo Serrano
Traducción Maria Renée San Martin – relu2521@yahoo.com

Dar gratuitamente lo que gratis recibiste – ESE Cap XXVI

¿A qué se refería Jesús cuándo nos recomendó qué deberíamos distribuir gratuitamente lo qué gratis también recibimos?

Evidentemente que muchas cosas. Un donativo que se recibe en una institución debe ser distribuido o utilizado sin provecho personal para quien recibió, sino en favor de la comunidad asistida por la agrupación.

Decimos esto, porque hemos visto personas en casas espiritistas que, después de recibir una ropa de mejor calidad o en mejor estado, en vez de encaminar a los asistidos, guardaron a sí, bajo el argumento de que también son necesitadas. Y, al final dicen, son colaboradores sin remuneración y juzgan también tener derecho a algún beneficio… Es la excusa.

¡Nos parece equivocado! Todo lo que es recibido por el Centro Espiritista es para ser encaminado. Está claro, que si entre los trabajadores de la casa haya alguien que pasa por una real dificultad, auxiliarlo es una laudable excepción. Pero que no sea hábito entre los colaboradores que en verdad no necesitan. En el caso que el donador venga a saber, la institución quedará desacreditada. Y en las donaciones para bazares beneficiadores, los de la casa deben tener acceso a el en igualdad de condiciones con las otras personas.

Creemos, todavía, como Jesús enseñaba – Mateo X – 8 -, que curasen a los enfermos, limpiasen a los leprosos y expulsasen a los demonios, recomendando dar gratuitamente lo que gratis es recibido, a lo que Él se refería principalmente era la mediumnidad y mismo al magnetismo que muchos tienen y que son utilizados por sus fluidos de cura física.

Esa capacidad – es un recurso de más crecimiento espiritual y que muchos llaman de “don” – que no fue conquistado solo por el hombre por el estudio y esfuerzo, pero vino con él para que la usase en beneficio de los más necesitados. Ofrecida por Dios, gratuitamente.

Por eso, en el mismo capítulo, ya mencionado, Kardec habla de oraciones pagadas. Se refiere a los que cobran para orar por los otros, dejando claro que los resultados no dependen de quien hizo la oración. Antes que el beneficio llegue a aquel que sufre, es necesario verificar si él está listo para el momento de recibir la ayuda y si ya acumuló merecimiento para librarse del mal que está viviendo. Sabemos que, las dificultades nos impelen al progreso y sacarlas de nosotros antes del tiempo elimina la finalidad de la encarnación.

La argumentación es bastante lúcida. No somos nosotros los qué vamos a favorecer al suplicante con nuestros ruegos, sino, los Espíritus – ¿incluyendo Jesús y los Santos – cómo cobrar por un trabajo qué no realizamos?

Pregunta también, si la plegaria debe ser larga o corta y si ella es remunerada por el tamaño que es proferida. Si es necesaria una plegaria larga y la persona solo puede pagar poco, ésta sería una plegaria sin calidad. Si no es necesaria tanta charla, porque el Plan Divino es  tan atencioso y para éste bastan pocas palabras, ¿por qué orar tan largo?

Si pusiéramos más atención y buen-sentido, aprenderíamos que no se compra a Dios con favores. Ni con diezmos, ni con velas, ni con promesas, cintas, bebidas o gallina negra. La única moneda que Dios aprecia se llama Amor. Si destinamos el valor de una vela para la compra de pan para un pobre, seremos más recompensados por el Plan Divino. Todo lo bueno que hagamos se refleja en nosotros también como algo favorable. Es la conocida ley de acción y reacción. Por tanto, todo lo que es pagado es de resultado dudoso. La bola de cristal, las cartas o las piedras coloridas, van a decirnos siempre lo que queremos oír. Nunca lo que es real, porque los que manchan la fe no tienen acceso a los planes de la verdad. Y, cómo son astutos, ¡sabrán siempre manejar nuestro orgullo!

Quien cobra por las oraciones que hace, tiene que garantizar el éxito del trabajo. Quien vende una mercancía tiene que entregarla. ¿Si la responsabilidad del auxilio es del Espíritu invocado, ¿cómo el intermediario puede garantizar el resultado?

Nadie entregue sus problemas para que otros resuelvan. Cada uno es el responsable, de forma individual e intransferible, por su crecimiento y, por tanto, cada uno debe hacer sus propias oraciones y pedir ayuda directamente a Dios, para que Él le dé fuerza, discernimiento y coraje para enfrentar las dificultades y de ellas sacar el conocimiento y la experiencia que el problema siempre trae con él.

Si cada uno tiene su propia deuda y solamente el Plan de Dios conoce la extensión del debe, las oraciones hechas pueden ser insuficientes para solucionar el problema. Pero si cada uno  se entendiera directamente con Dios, demostrando esfuerzo e interés en su renovación, la parcela de misericordia es grande y mucha cosa puede ser atenuada. No olvidemos que, según la primera epístola de Pedro (I Pedro, las 4:8), si “el Amor cubre una multitud de pecados”, podemos rescatar por la práctica del Bien todo el mal que hicimos en otras instancias.

Nunca desairemos el valor de la oración diaria, pero nunca perdamos una oportunidad de ayudar quienquiera que sea, porque es dando que se recibe, ya nos enseñó el lúcido Francisco de Asís. La oración debe bajar de la mente y de la boca para las manos y el corazón. Una oración materializada en el servicio es un eficiente antídoto contra la inferioridad. Si encargamos otros que oren por nosotros, además de menospreciar el cuidado de nuestra propia vida, no podemos tener certeza de que él hará el trabajo con interés y seriedad. Solo nosotros conocemos realmente que pedir y sabremos si fuimos atendidos.

Distribuya el bien y recoja los frutos de lo que esparció. ¡Tenga fe y siga adelante! ¡Todo lo demás vendrá por añadidura!

RIE – Revista Internacional De Espiritismo – Agosto 2010

¿Quien somos nosotros, los hombres de la Tierra?

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Octávio Caúmo Serrano
Traducción Maria Renée San Martin – relu2521@yahoo.com

No es difícil contestar a esa pregunta. Somos seres imperfectos, pues habitamos en un mundo de pruebas y expiaciones. Parecenos una explicación perfectamente razonable.

¿Por cuanto tiempo seguiremos imperfectos y con tendencias más malas que buenas? Ahora, la respuesta se torna más dificil, porque eso va depender de cada uno, individualmente, aunque el colectivo pueda ejercer alguna influencia para que el hombre sea mejor o peor. Incluso, porque la humanidad es la suma de todos nosostros. Es la consciencia planetaria. Sin embargo, todos tenemos un derecho sagrado que se llama libre albedrío lo que decide se vamos mejorar o desmejorar.

¿Por qué razón nosotros aún somos tan imperfectos? La respuesta primera es: por ignorancia. El desconocimiento de los valores verdaderos nos perjudica más de lo que los errores que cometemos. Hay ocasiones en las que hacemos el mal, imaginando que es un bien.

¿Por qué somos ignorantes? Porque fuimos criados por Dios simple y sin ningún conocimiento y, desde el momento en el que migramos del raciocinio hacia la razón, nos llenamos de necesidades que nos crearon más problemas que alegrías. Después de pasar por los reinos primarios de la creación, donde solamente nos defendíamos, sobrevivíamos y procreábamos, empezamos a tener deseos: pasiones, vanidades, avaricias, aflicciones, etc. Sofocamos las virtudes de la paciencia, de la resignación, de la fe y del deseo de crecimiento moral que generalmente conflictan con el desarrollo material. “¡Nadie puede adorar a dos señores”, ya nos enseñó Jesus!

¿Cuánto tiempo nosotros tuvimos para aprender lo que aún desconocemos?

Podríamos decir que eso es variable de individuo para individuo. Unos ya vivieron muchas encarnaciones; otros, menos que ésos y, otros, hasta mucho más. ¿Cuántas? Cientos, millares. ¿Quién sepa? El cierto es que fueron innumeras, y eso puede ser constatado por nuestro actual momento. Si, con el conocimiento del Evangelio y,  para nosotros, con  las orientaciones del Espiritismo, nuestro avance es tan pequeño, imaginemos nuestra estagnación, cuando desconocíamos las informaciones básicas que la Doctrina Espiritista nos ofrece. Nos dice Emmanuel, en el libro “Viña de Luz”, que “el Evangelio no habla a los embriones de la espiritualidad, sino a las inteligencias y corazones que ya se muestran interesados de recibirle el concurso”.

Aún somos de aquellas personas que faltan con la palabra, que sienten desánimo delante de los menores obstáculos y que son insensibles frente a las miserias del mundo. Cómo no nos comportábamos, entonces, ¿cuándo vivíamos cual si esta vida fuese la única? Si nuestro egoísmo, hoy, es avasallador, podemos imaginar como era antes de este conocimiento.

Cuál la ventaja de mejorar, espiritualmente, ¿mientras vivimos en un planeta inferior cómo nuestro? ¿Dónde iremos a reencarnar, después de vencer esa etapa? ¿Va a valer a pena? Las respuestas son muchas…

Estamos enterados de que la Tierra está en transición y será, muy breve, un planeta mejor, pues se quedará entre los llamados mundos de regeneración. Todavía, nada extraordinario cuando comparado a los mundos felices o puros, habitados por espíritus que se aproximan a la perfección y que, según el Sermón de la Montaña, serán los puros de corazón que, bienaventurados, verán Dios.

Considerándose el avance de la Tierra para un planeta de regeneración, sus habitantes deberán tener un esmero bien mayor que nuestro actual, para ser dignos de hacer parte de su humanidad. Por tanto, quedarse en la Tierra, en una nueva encarnación, ya será un progreso extraordinario. Basta que nos recordemos de la expurgación de los habitantes de Capilla  y otros análogos  que fueron desterrados de sus mundos, cuando ellos progresaron, en episodios análogos a lo que está ocurriendo con la Tierra. Si no somos los Exiliados Terráqueos, ya debemos nos sentir recompensados por cualquier esfuerzo que hayamos hecho, porque viviremos en la nueva Tierra de menos enfermedades y conflictos, aunque el trabajo y el esfuerzo de evolución sigan siendo primordiales para el crecimiento espiritual.

¿Por qué se da ese tipo de exilio? Porque la sintonía entre el planeta y su habitante es fundamental para que las partes se armonicen. Emmanuel ya dijo que, sin antes cuidar de nuestra mejora individual, sera inútil intentemos nuestra entrada en mundos adelantados, porque estaríamos huérfanos de sintonía para corresponder a los apelos de la Vida Superior. O sea, nadie llega a los Planes Elevados por favores, sino que por conquista personal e intransferible.

¿Y si no conseguimos progresar, qué pasará con nosotros?

Va a revivirse el episodio de Capilla, cuando seremos transferidos para mundos primitivos o inferiores, para ayudar con el conocimiento que aquí adquirimos. Sin embargo, caso no pasemos en esa selección para ingresar en el nuevo mundo, dondequiera que reencarnemos, ya seremos personas mejores, y tendremos tareas de auxilio al prójimo, amparados por la Espiritualidad Mayor.

Sirviendo el semejante, estaremos ejercitando nuestra bondad, caridad, benevolencia. Una ala ya estaría emplumada: la del conocimiento. La otra estaba aún implume: la de la moral. Y, sin las dos alas completas, nadie vuela. Por la misericordia de Dios, recibimos nuevas oportunidades para un crecimiento que podría haber sido natural, espontáneo, pero que no encontró eco en nuestro corazón y solo se dará bajo coacción. No la coacción del castigo, sino de la conciencia que se verá cada vez más cobrada por la vida, a fin de que el ser se humanice y comprenda que nadie puede ser feliz solo.

Finalizamos con palabras de Kardec, del Libro “De la Comunión del Pensamiento”, editora CELD: “El conocimiento del Espiritismo no es indispensable a la dicha futura, porque no tiene el privilegio de hacer electos. Es un medio de llegar más fácilmente y más seguramente al objetivo, por la fe razonada que él da y a la caridad que inspira. Alumbra el camino, y el hombre, no más siguiendo a ciegas, marcha con más seguridad, pues él comprende el bien y el mal; da más fuerza para practicar uno y evitar el otro. Para ser agradable a Dios, observar sus Leyes, esto es, practicar la caridad que las condensa la todas. Ora, la caridad puede ser practicada por todo el mundo. Despojarse de todos los vicios y de todas las inclinaciones contrarias a la caridad es, pues, condición esencial de salvación.”

Quien quiera, por tanto, trate de salvarse, porque el Espiritismo, o cualquiera otra religión, no salva a nadie. Solamente da el guión. ¡Y el guión espiritista es lo más lógico y lo más seguro!

Finalizamos con la afirmativa de Emmanuel: “el espiritista no es mejor que nadie, pero tiene de ser siempre mejor de lo que es.”

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Julio 2010

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