Vou-lhes fazer um relato que considero especial; deu-se há mais de 2000 anos, no continente africano, junto à costa oriental, na Ilha da Reunião onde se fazia sessão de cunho espiritual.

Émile Charles Baudain, vivia ali com seu clã, a esposa Clémentine, mais Julie e Caroline, as filhas muito queridas, os tesouros de sua vida, plenas de mediunidade, que, apesar da pouca idade, eram médiuns decididas.

Ele era um comerciante no ramo dos alimentos, de onde tirava o sustento, dele e da sua família, e ali, com a esposa e as filhas, vivia muito feliz; nunca pensou em mudar-se e nem dali afastar-se mesmo para a capital, a grande e monumental cidade que era Paris.

Muito contente, também, havia ali uma entidade, que o Espírito Verdade, mandou como orientador, emissário do Senhor naquela comunidade onde se fez conhecido por Zéfiro da Verdade.

No ano 52, do século dezenove enquanto as mesas se movem respondem sobre questões; até as mais desconhecidas e que eram pouco entendidas, fazendo revelações. Tudo isso acontecia na Ilha da Reunião, chamando muito à atenção de quem ali residia.

Zéfiro era brincalhão e dizia ao anfitrião: -você irá se mudar; irá viver em Paris, onde será bem feliz e suas filhas casarão, depois de estarem formadas, contentes e realizadas, com a nova situação.

Emile Charles sorria, pois nem pensava algum dia, deixar sua casa na ilha, onde toda a sua família tinha tudo o que queria. Veio porém uma crise, e aquelas pessoas felizes, precisaram ir à França, onde também havia a dança das mesas ditas girantes ou, para outros, bailantes, tendo pessoas à sua volta, envolvidas pela escolta de entidades Superiores que vinham, entre louvores, ajudar a humanidade, naquela grande cidade, chamada Cidade Luz, que é a capital da França, onde nascia a esperança de novos tempos chegados, porque pra findar a dor viria o Consolador que Jesus havia falado.

Afirma o Espírito ainda, que esta etapa que ora finda iria dar-lhe o prazer de reencontrar um Amigo, um druida destemido que há muito não podia ver. Fora ele um sacerdote, daqueles de grande dote, bem maior que o maior xeque, conhecido por Kardec na velha Gália francesa, aquela que sua beleza foi por César destroçada, até ser reestruturada, e onde hoje é a Franca… é Paris!…

Kardec havia reencarnado muitas vezes, mas agora, finalmente era a hora de realizar um estudo, voltado, acima de tudo, para o progresso da alma. E Deus que é o Senhor da calma, programou este momento para iniciar o evento da salvação dos humanos…

Kardec, o velho druida, era o Rivail desta vida, o Amigo tão importante que Zéfiro havia dito que o buscava no infinito há 2000 anos ou mais, porque é ele que hoje traz como maior incumbência revelar-nos a ciência, filosofia e moral, a doutrina Espiritismo, aquele consolador que prometeu o Senhor, dizia sem fanatismo…

O Espírito mencionado recebe em casa de Emílio o druida que diz: – filho, aceite uma saudação que faço de coração e feliz por reencontrá-lo após tanto procurá-lo, também, como você disse, ao longo da eternidade para trazer a verdade que comanda os nossos atos e eu espero, de fato, cumpramos nossa missão porque nos temos, irmão, que divulgar o Evangelho do nosso Mestre Jesus, aquele que nos conduz, indo das trevas à luz, fazendo novo o homem velho!

O Espírito, reverente, afirma ter à sua frente o seu Mestre do Passado, um Pontífice Druida, que o faz recordar a vida de aprendizado e progresso, quando em sua companhia, viveu a glória dos dias que hoje lhe dão sucesso.

Depois dessa saudação, desse reencontro bendito, tudo aquilo que foi dito só confirmava que Deus, sempre manda  para nós, queridos e amados filhos, recursos para que o brilho aumente cada vez mais e agora com o Espiritismo combatamos o egoísmo rumando ao alto e em paz!

 Octávio Caúmo Serrano