Experimentação

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Sabendo que a força mental é energia atuante e que os pensamentos são recursos objetivos, é imperioso reconhecer que a experimentação nos domínios do psiquismo exige noção de responsabilidade, perante a vida, para que o êxito seja a resposta justa às indagações sinceras.    

Um lavrador bem avisado investiga o solo, plantando com devoção e confiança. Não se ri do pedregulho. Afasta-o, atencioso. Não ironiza o espinheiro. Remove-o, a benefício da lavoura que lhe é própria. Não goza com o duelo entre os grelos tenros e os vermes destruidores. Combate os insetos devoradores com vigilância e serenidade, defendendo o futuro do bom grão.

Não acontece assim, na Terra, com a maioria dos pesquisadores da espiritualidade.

A pretexto de se garantirem contra a mistificação, espalham duros obstáculos sobre a gleba moral onde operam com a charrua da observação e, por isso, muitas vezes inutilizam seus próprios instrumentos de trabalho, antes de qualquer resultado.

Transformam companheiros em cobaias, exigem dos outros qualidades que eles mesmos não possuem, tratam com deliberado desprezo o pequenino embrião da realidade e acabam, habitualmente, na negação, incapazes de penetrar o templo do espírito.

Importa reconhecer que o fruto é sempre a vitória do esforço de equipe. Sem a árvore que o mantém, sem a terra que sustenta a árvore, sem as águas que alimentam o solo e sem as chuvas que regeneram a fonte, jamais ele apareceria.

Sem trilhos, não corre a locomotiva.

O avião não prestaria serviço ao homem, sem campo de aterrissagem.

As revelações do Céu reclamam base para se fixarem na Terra.

Geralmente, quem procura notícias da vida invisível integra-se num círculo de pessoas, com as quais se devota ao cometimento. Quase sempre, no entanto, espera a colaboração alheia, sistematicamente, sem oferecer de si mesmo senão reiteradas reclamações.

A natureza, todavia, revela a necessidade de colaboração em suas mais humildes atividades.

Um simples bolo pede ingredientes sadios para materializar-se com proveito. Se diminuta porção de veneno aparece ligada à farinha, o conjunto intoxica ao invés de nutrir.

Quem deseja inundar-se de claridade espiritual traga consigo o combustível apropriado.

Não adquirimos a confiança, usando o sarcasmo, nem compramos a simpatia, distribuindo marteladas, indiscriminadamente.

O grande rio é a reunião de córregos pequeninos.

A cidade não se levanta de improviso.

Todas as realizações pedem começo com segurança.

Um erro quase imperceptível de cálculo pode comprometer a estabilidade de um edifício.

A experimentação psíquica, realmente, não caminha com firmeza, sem os alicerces morais da consciência enobrecida.

Cada espírito humano – microcosmo do Universo – irradia e absorve. Emitir a leviandade e a cobiça, o ciúme e o egoísmo, a vaidade e a ferocidade, através da atitude menos digna ou da crítica destruidora, é amontoar trevas em torno dos próprios olhos.

Ninguém fará luz dentro da noite, estragando a lâmpada, embora o centro de força continue existindo .

Ninguém recolherá água pura num poço terrestre, trazendo à tona o lodo que descansa no fundo.

Não se colhe a verdade, na vida, como quem engaiola uma ave na floresta.

A verdade é luz. Somente o coração alimentado de amor e o cérebro enriquecido de sabedoria podem refletir-lhe a grandeza.

Livro Roteiro – Emmanuel – 10/06/1952
Cap 37 – Lição para o dia 2/12/2010

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Desenvolvimento psíquico

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Tentando definir a mediunidade, podemos ainda interpretá-la como sendo a capacidade de fazer-se alguém. intermediário entre pessoas e regiões distintas. E assim, como existem agentes de variada espécie para variados assuntos da vida humana, temos medianeiros de especialidades múltiplas para a vida espiritual.

Informados hoje de que a morte física não expressa sublimação, não podemos assim admitir que o desenvolvimento das faculdades psíquicas constitua, só por si, credencial de superioridade.

Daí, o imperativo de fixarmos no aprimoramento pessoal a condição primária do êxito, em qualquer tarefa de intercâmbio.

Aqui, encontramos clarividentes notáveis e além somos defrontados por excelentes médiuns falantes, mas se aquele que vê não possui discernimento para o esforço de seleção e se aquele que se faz portador do verbo não consegue auxiliar a obra de esclarecimento construtivo, o trabalho de transmissão sofre naturalmente consideráveis prejuízos, desajudando ao invés de ajudar.

Nesse sentido, somos obrigados a reconhecer que o espírito do Cristianismo jamais foi alterado, em sua pureza essencial, mas os representantes ou medianeiros dele, no curso dos séculos, impuseram-lhe cultos, interpretações, aspectos e atividades, simplesmente artificiais.

O médium de agora deve exprimir-se em mais altos níveis.

Acham-se, frente à frente, os dois grandes grupos da Humanidade – encarnados e desencarnados  e, em ambos, persistem os “altos e baixos” do mundo moral. . .

Se o intermediário entre eles não se aperfeiçoa, convenientemente, permanece na posição do aprendiz retardado, por tempo indefinível, nas letras iniciantes, quando lhe constitui obrigação avançar sempre, na direção da sabedoria.

O artista é o representante da música. O violino é o instrumento.

Mas se o violino aparece irremediavelmente desajustado, como revelar-se o portador da melodia?

A força elétrica é o reservatório de poder. A lâmpada é o recipiente da manifestação luminosa. Mas se a lâmpada estiver quebrada, como aproveitar a energia para expulsar as trevas?

O benfeitor espiritual é o mensageiro da perfeição e da beleza.

O homem é o veículo de sua presença e intervenção.

Todavia, se o homem está mergulhado no desespero ou no desalento, na indisciplina ou no abuso, como desempenhar a função de refletor dos emissários divinos?

Há muita gente que se reporta ao automatismo e à inconsciência nos estudos da mediunidade, perfeitamente, cabíveis no círculo dos fenômenos. Não podemos olvidar, entretanto, que o serviço de elevação exige esforço e boa vontade, vigilância e compreensão daquele que o executa, a fim de que a tarefa espiritual se sustente em voo ascensional para os cimos da vida.

Por esse motivo, quem se disponha a cooperar em semelhante ministério, precisará buscar no bem a sua própria razão de ser.

Amando, arrancamos no caminho as mais belas notas de simpatia e fraternidade, que constituem vibrações positivas de auxílio e apoio, na edificação que nos compete efetuar.

A bondade e o entendimento para com todos representam o roteiro único para crescermos em aprimoramento dos dons psíquicos de que somos portadores, de modo a assimilarmos as correntes santificantes dos planos superiores, em marcha para a consciência cósmica.

Não há bom médium, sem homem bom. Não há manifestação de grandeza do Céu, no mundo, sem grandes almas encarnadas na Terra.

Em razão disso, acreditamos que só existe verdadeiro e proveitoso desenvolvimento psiquico, se estamos aprendendo a estudar e servir.

Livro Roteiro – Emmanujel – Cap 36 – 10/06/1952
Lição para o estudo do dia 25/11/2010

 

Entre as forças comuns

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Indiscutivelmente a mediunidade, no aspecto em que a conhecemos na Terra, é a resultante de extrema sensibilidade magnética, embora, no fundo, estejamos informados de que os dons mediúnicos, em graus diversos, são recursos inerentes a todos.

Cada ser é portador de certas atividades e, por isso mesmo, é instrumento da vida.

A luz nasce da chama sem ser a chama.

O perfume vem da flor sem ser a flor.

A claridade do núcleo luminoso une-se a radiações do ambiente a o aroma da rosa mistura-se à emanações do meio, dando origem a variadas criações.

Assim também o pensamento invisível do homem, associa-se ao invisível pensamento das entidades espirituais que o assistem, estabelecendo múltiplas combinações, em beneficio do trabalho de todos, na evolução geral.

Importa reconhecer, porém, que existem mentes reencarnadas, em condições especialíssimas, que oferecem qualidades excepcionais para os serviços de intercâmbio entre os vivos da carne e os vivos do Além. Nessas circunstâncias, identificamos os medianeiros adequados aos fenômenos de manifestações do espírito liberto, nos círculos de matéria mais densa.

Contudo, nem sempre os donos dessas energias são mensageiros da sublimação interior.

Na extensa comunidade de almas da Terra avultam, em maioria, as consciências ainda enfermiças, por moralmente endividadas com a Lei Divina; consequentemente, a maior parte das organizações medianímicas, no Planeta, não podem escapar a essa regra.

Mais de dois terços dos médiuns do mundo jazem, ainda, nas zonas de desequilíbrio espiritual, sintonizados com as inteligências invisíveis que lhes são afins. Reclamam, em razão disso, estudo e boa vontade no serviço do bem, a fim de retomarem a subida harmônica aos cimos da luz, assim como os cooperadores de qualquer instituição respeitável da Terra necessitam exercício constante no trabalho esposado para crescerem na competência e no crédito moral.

Ninguém se esqueça de que estamos assimilando incessantemente as energias mentais daqueles com quem nos colocamos em relação.

E, além disso, estamos sempre em contacto com o que podemos nomear como sendo “geradores específicos de pensamento”. Através deles, outras inteligências atuam sobre a nossa.

Um livro, um laço afetivo, uma reunião ou uma palestra são geradores dessa classe. Aquilo que lemos, as pessoas que estimamos, as assembleias que contam conosco e aqueles que ouvimos, influenciam decisivamente sobre nós.

Devemos ajudar a todos; mas precisamos selecionar os ingredientes de nossa alimentação mais íntima.

Certo, não podemos menosprezar o nosso irmão que se arrojou aos despenhadeiros do crime, constituindo simples dever nosso o auxilio objetivo em favor do reajuste e soerguimento dele, todavia, não podemos absorver-lhe as amarguras e os remorsos, que se dirigem a natural extinção.

Visitaremos o enfermo, encorajando-o e levantando-lhe o bom ânimo, contudo, não será aconselhável adquirir-lhe as sensações desequilibrantes, que precisam desaparecer, tanto quanto os detritos de casa que nos cabe eliminar.

A obra da caridade tudo transforma em favor do bem.

A atitude é oração. E, pela atitude, mostramos a qualidade dos nossos desejos.

Os pensamentos honestos e nobres, sadios e generosos, belos e úteis, fraternos e amigos, são a garantia do auxílio positivo aos outros e a nós mesmos.

Quanto mais nos adiantamos na ciência do espírito, mais entendemos que a vida nos responde, de conformidade com as nossas indagações.

O princípio dos “semelhantes com os semelhantes” é indefectível em todos os planos do Universo.

Caminhamos ao encontro de nós mesmos e, por isso, surpreendemos invariavelmente conosco aqueles que sentem com o nosso coração e pensam com a nossa cabeça.

Os médiuns, em qualquer região da vida, filtros que são de rogativas e respostas, precisam

pois, acordar para a realidade de que viveremos sempre em companhia daqueles que buscamos, de vez que, por toda parte, respiramos ajustados ao nosso campo de atração.

Livro Roteiro Emmanuel – Cap 35 – 10/06/1952
Lição para o dia 18 de novembro de 2010

Observações

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Quase todos os que se abeiram das atividades espiritas estimariam o desenvolvimento rápido das faculdades psiquicas de que são portadores e, por vezes, quando não atendidos, padecem nocivo arrefecimento de ideal.

Esmaece o fervor dos primeiros contactos com a fé, porque o propósito fixo de surpreenderem o milagre transforma-se neles em aflitiva obsessão.

Contudo, há singularidades no assunto, que não podemos menosprezar.

Que seria da ordem e do equilibrio dos serviços terrestres, se a totalidade das criaturas, instruidas ou não, se pusessem a investigar quanto à vida nos outros mundos?

Toda colheita exige preparação e sementeira. Imaginemos um avião moderno, perfeitamente equipado, sobrevoando pacifico vilarejo do sécul0 XIV, sem aviso prévio. Que lucraria a ciência náutica de imediato, senão espalhar o terror? Que recompensa adviria, em nosso favor, se constrangêssemos uma taba indigena a ouvir um concerto de Paganini, sem oferecer-lhe os rudimentos da educação musical?

O progresso, como a luz, precisa graduar-se para não ferir ou cegar as pupilas que o con­templam.

Compreendamos, acima de tudo, que a existência não é fenômeno que se articule  à revelia dos Grandes Responsáveis da Evolução.

A liberdade do homem ainda está longe de atingir os princípios cósmicos que nos presidem os destinos.

A inteligência humana interferirá nos domínio da matéria densa, alterando o que pode ver; todavia, jaz extremamente distante das regiões do espirito puro, onde se guarda o controle das leis universais.

Desdobrando novos painéis da vida, diante da mente sequiosa de conhecimento e renovação, não é o mundo espiritual que deve descer para o homem e sim o homem que precisa elevar-se ao encontro dele.

E semelhante ascensão não será simples serviço da mediunidade espetacular. E’ obra de sublimação interior, gradativa e constante, sobre os alicerces do bem, ao alcance de todos.

As portas do tesouro psíquico estão vigiadas com segurança.

A direção de uma central elétrica não pode ser confiada às frágeis mãos de um menino.

Como conferir, de improviso, ao primeiro candidato à prosperidade mediúnica a chave dos interesses fundamentais e particulares de milhões de almas, colocadas nos mais variados planos da escada evolutiva? .

Naturalmente que as grandes responsabilidades não são inacessíveis, mas a criança precisa crescer para integrar-se em serviços complexos; e o colaborador iniciante, em qualquer realização, necessita do tempo e do esforço a fim de converter-se em auxiliar prestimoso.

Nos problemas de intercâmbio com a Esfera Superior, desse modo, antes do progresso medianímico, há que considerar o aprimoramento da personalidade para melhor ajustar-se à obra de perfeição geral.

O grande rio, sem leito adequado, ao invés de correr, beneficiando a paisagem, encharca o solo, transformando-o em pântano letal.

A ponte quebradiça não suporta a passagem das máquinas de grande porte.

A mediunidade, como recurso de influenciar para o bem, não se manifesta sem instrumento próprio.

Só o grande amor pode compreender as necessidades de todos. Só a grande boa vontade pode trabalhar e aprender incessantemente para servir sem distinção.

Antes de nos mediunizarmos, amemos e eduquemo-nos. Somente assim receberemos das ordenações do mais alto o verdadeiro poder de ajudar.

 

Livro Roteiro – Emmanuel – Cap 34 – 10 de Junho de 1952
Lição para o dia 11 de novembro de 2010

Tratamiento espiritual

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TRATAMIENTO ESPIRITUAL – Finalidades

Octávio Caúmo Serrano
Traducción – Maria Renee San Martin – relu2521@yahoo.com

La cura depende del merecimiento y de la utilidad que tenga para el Espíritu encarnado.

Hay muchos tipos de tratamientos hechos por médiums coadyuvados por los Espíritus o con la aplicación de su propio magnetismo.

Ellos pueden ser hechos por medio de pases y oraciones – mismo a distancia – cirugías mediumnicas, con o sin cortes, o mismo por los Espíritus directamente en el paciente, muchas veces, sin que él lo sepa. Durante una reunión espirita es posible que seamos operados de una enfermedad que tengamos y la ignoramos.

El tratamiento espiritual da oportunidades a los hombres para ejecutar sus tareas delante de la vida, generalmente compromisos asumidos entes de la encarnación. En este sentido, es común que la cura total no se procese, pero que el necesitado experimenta una mejora provisoria con una pausa en la enfermedad, para que pueda ejecutar alguna tarea que aun  necesite realizar. Cesando el tiempo, muchas veces en el sufrimiento recomienza.

Considerándose que una persona enferma en la tierra, continuará enferma en la espiritualidad hasta que su mal sea totalmente debelado, el tratamiento espiritual es siempre eficiente, porque  la medicina solo cura su cuerpo. Con la asistencia de  los Espíritus, el tiempo de internación en los hospitales espirituales puede ser ampliamente reducido, porque ya salió de aquí con parte de la cura obtenida por el tratamiento vía mediumnica o similar.

Aunque los Espíritus cuenten muchas historias de ese tenor, vivimos en mi familia un hecho que posiblemente ilustre el relato.

Nuestro padre, albañil y analfabeto, fue atacado por las ulceras de estomago a los treinta y ocho años de edad. El año era 1941, cuando yo tenía solamente siete años.

Internado en el Hospital San Paulo para someterse a una cirugía, huyó del nosocomio, alegando que no le mostraron la radiografía que comprobase su enfermedad. ¡Como si él supiese leer la radiografía!

Por más de un año, sin que su organismo retuviera ningún tipo de alimentación, sólido o líquido, era inyectado casi diariamente, estaba enflaqueciendo. No había medicamento que resolviera el problema. Llego a los cuarenta y cinco kilos.

Una de sus hermanas mayores le pregunto, si no le gustaría visitar a un señor que tal vez pudiese ayudarlo. Su nombre era Valdomiro y vivía  próximo al hospital de las Clínicas, en Sao Paulo. Él acepto y allá fueron los dos.

Llegando allí, el hombre pregunto a mi padre:

          ¿Usted tiene fe?

          Yo tengo, sí señor. – fue la respuesta.

Atendió a otra persona y luego dio a mi papá una taza con un mate.

          Beba, por favor.

Ingerida la bebida, él pregunto cuando debería volver para una nueva consulta. Y la respuesta fue que no necesitaba volver más porque ya estaba curado.

Imagino que mi padre, aun que agradecido por la ayuda, no creyó mucho en aquel milagro. Se despidieron y se fueron.

Dos o tres días después él volvió a trabajar, lo que no hacía casi a un año, paso a comer de todo. Sin más dolores o incomodidades de cualquier naturaleza.

En navidad de 1956, más de quince años después, los dolores y los síntomas recomenzaron, exactamente igual. Un sufrimiento entre gemidos y desespero.

Después de atenciones de urgencia, ulcera soportada, hemorragias, finalmente se preparo para la cirugía  que se dio un lunes, 16 de septiembre de 1957, en la Santa Casa de Misericordia de Sao Paulo, por el INSS.

Recuerdo que, sentado en la puerta de la cocina, él dijo a mi mamá:

          Sabes, ahora puedo ser operado, porque si yo muero no habrá problema. Tú ya tienes la casa y los hijos que están criados y cuidaran de ti. En aquel tiempo yo no podía correr el riesgo de dejarte viuda con dos niños sin una casa para vivir.

Y realmente desencarno el domingo siguiente, 22 de septiembre de 1957, una semana después de la cirugía.

            Corrió notícia en el hospital que él estaba bien y había sido víctima de  anafilaxia, choque causado por la transfusión de sangre incorrecta. Durante mucho tiempo me  pregunte si él hubiera sido operado en un hospital particular habría sobrevivido y el error no habría acontecido. Sin embargo, no podíamos pagar, infelizmente. Hoy, como espirita, yo sé que eso no cambiaría nada. Lo que él tuvo fue una moratoria de quince años, concedida por el Plano Divino, para que completase la asistencia a las personas que dependían de él, a fin de que pudiesen encaminarse en la vida, lo que realmente aconteció.

Hoy yo entiendo mejor lo que es asistencia espiritual y sé que ella tiene por objetivo más el alma que el cuerpo. Morir no es el problema, porque volveremos a nacer. Grave es desencarnar dejando errores cometidos en la Tierra o servicios inconclusos que, tarde o temprano, tendrán que ser reparados o completados, casi siempre con mucho sufrimiento.

El conocimiento de la verdad nos libera. Cada mes de noviembre cuando visitamos a nuestros muertos en los cementerios, es necesario meditar sobre la belleza de vida y la liberación por la muerte. Nostalgia sin indignación, porque la muerte es autorizada por Dios. Y cada ser espiritual en evolución en la Tierra, por medio de las reencarnaciones, debe ver la vida con buen censo y justicia.

La misericordia siempre llega hasta nosotros, pero ella atiende las necesidades del Espíritu más que las exigencias del cuerpo. El cuerpo solo enferma cuando el espíritu está enfermo. Y su cura sin cogitar de la renovación espiritual no está de acuerdo con las súplicas de la Vida Superior.

En este noviembre de los Santos y de los Muertos, recordémonos de nuestros queridos que se fueron con la alegría y nostalgia, pero sin indignación. Morir es liberarse después del cumplimiento de la pena y es señal  de la igualdad perfecta que existe en todos los hombres del mundo. Todos nacemos y un día y morimos, con el compromiso de nacer nuevamente, aun que por muchas veces.

Que la paz del Señor permanezca en los corazones de todos.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Noviembre 2010

Tratamento espiritual

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Há muitos tipos de tratamentos feitos por médiuns coadjuvados pelos Espíritos ou com a aplicação do seu próprio magnetismo.
Eles podem ser feitos por meio de passes, orações – mesmo à distância – cirurgias mediúnicas, com ou sem cortes, ou mesmo pelos Espíritos diretamente no paciente, muitas vezes, sem que ele mesmo saiba. Durante uma reunião espírita é possível que sejamos operados de uma enfermidade que temos, mas ignoramos.
O tratamento espiritual visa dar oportunidades aos homens de executarem suas tarefas diante da vida, geralmente compromissos assumidos antes da encarnação. Nesse sentido, é comum que a cura total não se processe, mas que o necessitado experimenta uma melhora provisória com uma pausa na doença, para dar conta de alguma tarefa que ainda precise realizar. Cessado o tempo, muitas vezes o sofrimento recomeça.
Considerando-se que uma pessoa doente na Terra continuará doente na espiritualidade até que seu mal seja totalmente debelado, o tratamento espiritual é sempre eficiente, porque a medicina só cura o corpo. Com a assistência dos Espíritos, o tempo de internamento nos hospitais espirituais pode ser amplamente reduzido, porque já saiu daqui com parte da cura obtida pelo tratamento via mediúnica ou similar.
Embora os Espíritos contem muitas histórias desse teor, vivemos em família um fato que possivelmente ilustre o relatado.
Nosso pai, pedreiro e analfabeto, foi acometido de úlcera de estômago aos trinta e oito anos de idade. O ano era 1941, quando eu tinha sete anos de idade e meu irmão apenas um.
Internado no Hospital São Paulo para submeter-se à cirurgia, fugiu do nosocômio sob a alegação que não lhe mostraram a radiografia que comprovasse a sua doença. Como se ele soubesse ler uma radiografia!
Por mais de ano, sem que seu organismo retivesse qualquer tipo de alimentação, sólido ou líquido, tomando injeções quase que diárias, estava definhando. Não havia medicamento que resolvesse o problema. Chegou a quarenta e cinco quilos.
Uma de suas irmãs mais velhas perguntou-lhe se não gostaria de visitar um senhor que talvez pudesse ajudá-lo. Seu nome era Valdomiro e residia próximo ao hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele aceitou e lá foram os dois.
Ali chegando, o homem pergunta ao meu pai:
– Você tem fé?
– Eu tenho, sim senhor. – Foi a resposta.
Atendeu a uma pessoa e logo depois deu ao meu pai uma xícara com um chá.
– Beba, por favor.
Ingerida a bebida, ele perguntou quando deveria voltar para nova consulta. E a resposta foi que não precisava voltar mais porque já estava curado.
Imagino que meu pai, embora agradecido pela ajuda, não acreditou muito naquele milagre. Despediram-se e foram embora.
Dois ou três dias depois ele voltou a trabalhar, o que não fazia havia quase um ano, e passou a comer de tudo. Sem mais dores ou desconfortos de qualquer natureza.
No Natal de 1956, mais de quinze anos depois, as dores e os sintomas recomeçaram, exatamente iguais. Um sofrimento entre gemido e desespero.
Depois de atendimentos de urgência, úlcera soporada, hemorragias, finalmente preparou-se para a cirurgia que se deu na segunda-feira, 16 de setembro de 1957, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, pelo INSS.
Lembro-me que, sentado na soleira da porta da cozinha, ele disse à minha mãe:
– Sabe? Agora posso ser operado porque se eu morrer não tem problema. Você já tem sua casa e os filhos estão criados e cuidarão de você. Naquele tempo eu não podia correr o risco de deixar você viúva com duas crianças sem uma casa para morar.
E realmente desencarnou no domingo, 22 de setembro de 1957, uma semana depois da cirurgia.
Correu boato no hospital que ele estava bem e havia sido vítima de anafilaxia, choque causado por transfusão de sangue incorreto. Durante muito tempo me perguntei se ele tivesse sido operado em hospital particular não teria sobrevivido e o erro não teria acontecido. Mas não podíamos pagar, infelizmente. Hoje, como espírita, eu sei que isso não mudaria nada. O que ele teve foi uma moratória de quinze anos, concedida pelo Plano Divino, para que completasse a assistência às pessoas que dependiam dele, a fim de que pudessem encaminhar-se na vida, o que realmente aconteceu.
Hoje eu entendo melhor o que é assistência espiritual e sei que ela tem por objetivo mais a alma do que o corpo. Morrer não é problema, porque voltaremos a nascer. Grave é desencarnar deixando erros cometidos na Terra ou serviços inacabados que, cedo ou tarde, terão de ser reparados ou completados, quase sempre com muito sofrimento.
O conhecimento da verdade é libertador. A cada mês de novembro quando visitamos nossos mortos nos cemitérios, é preciso meditar sobre a beleza de vida e a libertação pela morte. Saudade sem revolta, porque a morte é autorizada por Deus. E cada ser espiritual em evolução na Terra, por meio das reencarnações, deve ver a vida com bom-senso e justiça. A misericórdia sempre chega até nós, mas ela atende às necessidades do Espírito mais do que às exigências do corpo. O corpo só adoece quando o Espírito está enfermo. E a sua cura sem cogitar da renovação espiritual não está de acordo com os apelos da Vida Superior.
Neste novembro dos Santos e dos Mortos, lembremo-nos dos nossos queridos que se foram com alegria e saudade, mas sem revolta. Morrer é libertar-se após o cumprimento da pena e é sinal da igualdade perfeita que existe em todos os homens do mundo. Todos nascemos um dia e todos um dia morreremos, com o compromisso de nascer novamente, ainda por muitas vezes.
Que a paz do Senhor permaneça nos corações de todos.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Novembro de 2010

Individualismo

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Em contacto com os ideais da Revelação Nova, o homem, sentindo dilatar-se-lhe naturalmente a Visão, começa a perceber, com mais amplitude, os problemas que o cercam.

Aguça-se-lhe a sensibilidade, intensifica-se-lhe a capacidade de amar. Converte-se-lhe o coração em profundo estuário espiritual, em que todas as dores humanas encontram eco.        

Por isso mesmo, acentuam-se-lhe os sofrimentos, de vez que as suas aspirações não surpreendem qualquer sintonia nos planos inferiores em que ainda respira.

Desejaria o aprendiz acompanhar-se por todos aqueles que ama, na caminhada para a vida superior, entretanto, à medida que se adianta em conhecimentos e se sutiliza em sensações, reconhece quase sempre que os amados se fazem dele mais distantes.

Aqui é a companheira que persevera em rumo diferente, além, é o coração paternal que, por afetividade mal dirigida dificulta a ascensão para a luz. Ontem, era um filho a golpear-lhe as fibras mais íntimas; hoje, é um amigo que deserta.

Se o discípulo não se rende à perturbação e ao desânimo, gradativamente começa a compreender que está sozinho, em si mesmo, para aprender e ajudar, entendendo, outrossim, que na boa vontade e no sacrifício adquire valores eternos para si próprio.

Quanto mais cede a favor de todos, mais é compensado pela Lei Divina que o enriquece de força e alegria no grande silêncio.

Na marcha diária, chega à conclusão de que o individualismo ajustado aos princípios inelutáveis do bem é a base do engrandecimento da coletividade. Reconhece que o espírito foi criado para viver em comunhão com os semelhantes, que é a unidade de um todo em processo de aperfeiçoamento e que não pode fugir, sem dano, à cooperação. Mas, à maneira da árvore no reino vegetal, precisa crescer e auxiliar Com eficiência para garantir a estabilidade do campo e fazer-se respeitável.

Ninguém vive só, mas chega sempre um momento para a alma em que é imprescindível saber lutar em solidão para viver bem.

Para valorizar o celeiro e enriquecer a mesa, a semente descansa entre milhões de outras que com ela se identificam; todavia, quando chamada a produzir com a vida para o conforto geral, deve aprender a estar isolada no seio frio da terra, desvencilhando-se dos envoltórios inferiores, como se estivesse reduzida a lodo e morte, a fim de estender novos ramos e elevar-se para o Sol.

Sem o indivíduo forte e sábio, a multidão agitar-se-á sempre entre a ignorância e a miséria.

Esforço e melhoria da unidade, para o progresso e sublimação do todo, é uma lei.

A navegação a vapor, atualmente, é patrimônio geral, mas devemo-la ao trabalho de Fulton.

A imprensa de hoje é força direcional de primeira ordem, contudo, não podemos olvidar o devotamento de Gutenberg, que lhe amparou os passos iniciantes.

A luz elétrica, nos dias que passam, é questão resolvida, no entanto, a Edison coube a honra de sofrer para que semelhante bênção desintegrasse as noites do mundo.

A locomotiva, agora, é máquina vulgar, mas no princípio dela temos a dedicação de Stephenson.

Na Terra, surgira Newton, invariável, à frente de todos os conhecimentos alusivos à gravitação universal e o nome de Marconi jamais será apagado na base das comunicações sem fio.

Cada flor irradia perfume característico. Cada estrela possui brilho próprio.

Cada um de nós é portador de determinada missão.

O Espiritismo, confirmando o Evangelho, vem amparar os homens e convidar o homem a aprimorar-se e engrandecer-se, consoante a sabedoria da Lei que determina: “a cada um, segundo as suas obras”.

Livro Roteiro – Emmanuel – Cap 33 – 10/06/1952
Lição para o dia 04/11/2010

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