Recuperando o antigo modo de orar

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Gregg Braden

Grande parte dos condicionamentos nas tradições ocidentais durante o último meio século, nos tem convidado a “pedir” que circunstâncias específicas em nosso mundo mudem através da intervenção divina; que nossas orações sejam atendidas. Em nossas bem intencionadas petições, contudo, inadvertidamente poderíamos estar dando poder às mesmas condições pelas quais estamos orando para pedir a mudança. Por exemplo, quando pedimos “Querido Deus, por favor, permita que haja paz no mundo”, na verdade estamos estabelecendo que, atualmente, não há paz. As antigas tradições nos lembram que as orações pelas quais pedimos são apenas uma forma de orar, dentre outras. Há, também, outras maneiras que nos levam a encontrar a paz em nosso mundo, por meio da qualidade dos pensamentos, sentimentos e emoções que criamos em nosso corpo. Uma vez que permitimos as qualidades de paz em nossa mente e damos combustível à nossa oração através de sentimentos de paz em nosso corpo, o quinto modelo de oração determina que o resultado já  aconteceu.
A ciência quântica, agora, toma esta idéia e a leva um pouco mais longe, ao afirmar que são justamente essas condições de sentimentos as que a criação responde igualando, dessa forma, o sentimento com que fazemos a oração em nosso mundo interior com condições similares no mundo exterior. Embora o resultado da nossa oração ainda não possa ter acontecido no mundo exterior, estamos sendo convidados a reconhecer a nossa comunhão com a criação e a viver como se nossa oração já tivesse sido atendida.
Através das palavras de outros períodos, os antigos nos convidam a recuperar o antigo modo de rezar, como sendo um estado permanente de consciência em que nos transformamos, em vez de uma determinada forma de ação que fazemos ocasionalmente. Nas palavras que são tão simples como elegantes, somos lembrados, para que nos “cerquemos” das respostas às nossas orações e as “envolvamos” nas condições que as escolhemos experimentar. Em linguagem atual, esta descrição nos sugere que, para que possamos fazer mudanças em nosso mundo, primeiramente será necessário
vivenciar os sentimentos de que esta mudança já ocorreu.
Como a ciência moderna continua confirmando a relação entre nossos pensamentos, sentimentos e sonhos com o mundo que nos rodeia, torna-se claro essa ponte esquecida entre nossas orações e aquilo que vivenciamos. A beleza interna dessa tecnologia é que ela se baseia nas condições humanas que já possuímos.  Desde os profetas em seus ensinamentos, nos lembram que, honrando a vida, cumprimos nosso dever com a sobrevivência de nossas espécies e o futuro do único lar que conhecemos.
Os antigos Essênios nos lembram que existe uma forte relação entre o que acontece em nosso mundo interior dos sentimentos e as condições do mundo que nos rodeia. Talvez, extraordinariamente simples, esta relação nos diz que a condição da nossa saúde, nossa sociedade e, inclusive, os padrões do clima são refletidos pela maneira como lidamos com a vida interior. Experimentos recentes na ciência das energias sutis e na física quântica, agora fornecem credibilidade justamente a essas tradições.
Por meio de uma linguagem que somente agora estamos começando a entender, Isaías nos mostra como ter acesso às possibilidades já criadas de saúde, paz e cooperação e como trazê-las à realidade de nossas vidas. Já que a ação do nosso mundo exterior é um reflexo do nosso mundo interior de sentimentos, Isaías nos sugere que o façamos, sentindo como se nossas orações já tenham sido atendidas. É precisamente o poder deste sentimento o que dará vida às nossas orações. Novas pesquisas sugerem que,
quando sentimos gratidão no cumprimento de nossas orações, em nossos campos de efeito, nossos sentimentos já produzem as condições que trazem novas possibilidades às nossas vidas.
 Entender que os resultados se igualam aos sentimentos pode nos ajudar a compreender o que acontece quando parece que nossas orações não são atendidas. Quando rezamos para a saúde de nossas relações, por exemplo, se experimentamos raiva, ciúmes ou fúria nessas relações, por que ficamos surpresos ao verificarmos que essas mesmas qualidades estão refletidas como uma doença em nossos corpos, nossas famílias, escolas, locais de trabalho e nas condições sociais ao nosso redor? A ciência nos cientifica que cada sentimento que experimentamos, cria uma química única em nossos corpos (a química do amor e do ódio está detalhada nos livros The Isaiah Effect e  Walking Between the Worlds). As boas notícias são que os mesmos princípios são verdadeiros para os sentimentos de afirmação da vida.
Conforme respondemos aos desafios de nossa vida com a compaixão, a compreensão, a tolerância amorosa e a paz, somos capazes de vivenciar estas condições em nossos corpos e, consequentemente, de observar esse efeito sendo espalhado ao mundo que nos rodeia.
Albert Einstein disse, uma vez, que não podemos resolver um problema com o mesmo pensamento que o criou. O poder da oração indenominada (não denominada) que se baseia no sentimento, representa uma oportunidade para conduzir os grandes desafios do nosso tempo, dentro de um novo paradigma de entendimento consciente e sentimentos, que refletem aquilo que desejamos vivenciar.
Em vez de impor nossas crenças sobre uma determinada situação, o nosso “perdido” modo de rezar nos lembra que nada precisa ser “criado”, pois qualquer resultado que se possa imaginar para essa situação já existe. Podemos servir de maneira mais eficaz se, em primeiro lugar, buscamos sentir o resultado de cada condição que escolhemos vivenciar em nosso mundo. Condições estas como a paz e a cooperação entre os governantes e as nações, ou então, a prosperidade que virá após se dar um tratamento igual a todos os povos e raças associado ao ato de honrar a toda forma de vida do planeta. É pelo reconhecimento e gratidão que sentimos na presença dessas condições que será criado os efeitos quânticos que permitirão a criação de vínculos com os nossos sentimentos.

Comparando as Formas de Rezar através do exemplo da Paz Global

(OL) = Oração baseada na lógica: solicitando intervenção
(OS) =
Oração baseada nos sentimentos: sabendo que nossa oração já foi aceita

 1. (OL) Em nossas condições atuais nosso foco está centrado em que não acreditamos que existe a paz.
1. (OS) Presenciamos todos os eventos – os de paz e aqueles que vemos como falta de paz -, como possibilidades, sem julgamentos de certo ou errado, bom ou mau.
2. (OL) Podemos nos sentir desamparados, impotentes ou aborrecidos com os acontecimentos e condições que presenciamos.
2. (OS) Liberamos nosso juízo sobre as situações, Bendizendo as condições que nos causaram sofrimento. A Benção não condena conscientemente nem o acontecimento nem a condição. Ao contrário, reconhece que o acontecimento é parte da única fonte de tudo o que é (Por favor, consulte o livro Walking Between the Worlds: The Science of Compassion, para mais detalhes).
3. (OL) Usamos nossas orações de petição solicitando a divina intervenção de um poder superior que traga a paz sobre os indivíduos, as condições e os lugares onde acreditamos que a paz está ausente.
3. (OS) Sentindo os sentimentos de que nossa oração já foi aceita, demonstramos o antigo princípio quântico, que estabelece que as condições de paz em nossos corpos são refletidas fora dele.
4. (OL) Através do nosso pedido, inadvertidamente afirmamos as mesmas condições que menos desejamos. Quando, por exemplo, pedimos: “Por favor, que haja a paz!”, estamos declarando que a paz não está presente na situação atual. Fazendo isso, na verdade estamos dando combustível à condição que escolhemos mudar.
4. (OS) Reconhecemos o poder da nossa oração e sabemos (sentimos) que seu foco já se tornou passado.
5. (OL) Continuamos solicitando a intervenção até que vemos que a mudança ocorreu em nosso mundo ou desistimos e abandonamos o caminho da oração.
5. (OS) Nossa oração, agora, é composta de: a) reconhecimento de que a paz já está presente em nosso mundo, vivendo de acordo com o conhecimento de que essas mudanças já ocorreram; b) reforçando nossa oração, dando graças pela oportunidade de eleger a paz em vez do sofrimento.

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Prece da Gratidão – Emmanuel

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Ano Novo Vida Nova

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Octávio Caúmo Serrano [caumo@caumo.com]

Mais uma expressão popular que raramente é levada a sério. Geralmente, apesar da mudança da folhinha, repetimos na nova etapa a mesma vidinha desprovida de ideais verdadeiros.

Embora tenhamos nos proposto a mudar, fazemos como os políticos que nunca cumprem suas promessas. É fácil de explicar: mudar dá trabalho. É preciso romper com velhos e arraigados hábitos nocivos que, muitas vezes, nem percebemos ter. O mesmo se dá no campo dos vícios, que temos muita dificuldade em abandonar. Livrar-se de um simples e inanimado cigarro é um tormento para a maioria. E observem que o cigarro não é como um defeito moral que mora dentro de nós; ele está fora e bastaria não comprá-lo para não consumi-lo.

Se não conseguimos deixar de fumar ou de beber, imaginem como conseguir deixar de ser egoístas e orgulhosos, impacientes e inconformados, aflitos e inseguros, se esses vilões moram dentro da nossa mente e não conseguimos vencê-los. Nem percebemos que eles nos dominam a ponto de se alguém nos taxar de egoístas ficarmos surpresos e nos revoltamos com a pessoa. Não nos conhecemos e é isso que dificulta a nossa mudança. Em O Livro dos Espíritos temos a clássica questão 919 que nos dá segura recomendação sobre tal problema. “Conhece-te a ti mesmo”.

O mundo moderno criou doenças da civilização e deu a elas o nome de estresse e depressão. E quem não tem não imagina o que sejam e o estrago que causam. Destroem a estrutura do homem, castrando-lhe o desejo de viver, de lutar, de ser. Fica tolhido em sua vontade, só quer cama, não sente disposição para comer e é tomado por apatia que o impede de tomar banho e de ser ele mesmo. Desiste de lutar e pensa quase sempre em morrer, como solução para seus males.

O grande problema do nosso tempo é realmente o desconhecimento de nós mesmos, o que nos impede de saber o que realmente desejamos da vida. Não percebemos que num mundo de provas e expiações, onde noventa por cento dos seus sete bilhões de seres são miseráveis, a felicidade mais ampla é coisa rara. Vivemos nos iludindo sonhando com o que não podemos ter e ficamos revoltados.

Quando se aproximam as festas de fim de ano, fazemos nosso planejamento. O que vamos fazer com o 13º, no que vamos usar a restituição do imposto de renda, que presentes e para quem vamos comprar. Tudo com antecedência para não ter problemas na hora H. Das coisas materiais entendemos bem. Pena que não façamos o mesmo planejamento no que concerne às coisas morais-espirituais, as mais importantes e que podem efetivamente levar-nos à felicidade.

Neste novo ano que agora desponta, seria muito bom aprendermos a planejar dentro da nossa capacidade e condições. Vamos prometer ser melhores e esperar que Deus nos recompense por isso. Prometer brigar menos a fim de que desentendimentos desnecessários não nos infelicitem ainda mais. Prometer melhorar nossa cultura, nossos modos, educando-nos para viver em sociedade. Ser menos prepotentes e não desejar que o mundo gire em volta de nós. Saber que só o trabalho em favor do bem nos traz a verdadeira alegria.

É esse tempo o ideal para planejarmos nossa reforma íntima, tão preconizada pela doutrina espírita. E como não é possível santificar-nos numa única encarnação, que tal eleger um defeito mais grave, ou o que mais nos incomode, ou o que seja mais fácil de combater e iniciarmos nossa luta contra nós mesmos. Não adianta querer consertar todos os problemas de uma vez porque acabaremos nos perdendo no emaranhado de nossas imperfeições.

Há situações que um defeito aparentemente sem importância, especialmente se é aquele que prejudica apenas a nós mesmos, não é tomado a sério. Exemplo, a introversão, que é o fechamento do indivíduo em si mesmo, deixando-o acanhado e com dificuldade de relacionamento. Muitos dirão: – Mas isso não é grave.

Imaginemos um indivíduo introvertido. Se estiver num baile desacompanhado dificilmente encontrará um par para dançar. Se for a uma entrevista de emprego sequer olha nos olhos do entrevistador. Já de início perderá muitos pontos e o emprego facilmente lhe escapará. Não inspira confiança. O que fazer nesses casos? A resposta é buscar ajuda de um psicólogo, entrar numa escola de arte, fazer um treinamento para falar em público, participar de uma reunião de estudo com interação dos componentes. Há muitas outras sugestões, que cada um pode descobrir por si mesmo ou com o auxílio de terceiros.

Combatida a introversão e o indivíduo voltando-se para fora de si mesmo, muitas portas poderão se abrir e ele passará a viver com maior naturalidade. Do conserto dessa falha poderá redundar o conserto de muitas outras.

Desejamos a todos os leitores da RIE um feliz 2012, pleno de realizações espirituais, porque as financeiras serão uma decorrência. Quando a pessoa está bem moralmente, a parte material também se ajusta e a espiritualidade que nos assiste sempre cuida de nós física e moralmente. Para confirmação, vide questão 524 em O Livro dos Espíritos, no estudo sobre os pressentimentos.

Boa sorte!

RIE -Revista Internacional de Espiritismo – janeiro de 2012

Año Nuevo, vida nueva

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Traducción Octávio Caúmo Serrano [caumo@caumo.com]

Más una expresión popular que raramente es llevada en serio. Generalmente, a pesar del cambio del calendario, repetimos en la nueva etapa la misma vida desproveyda de ideales verdaderos.

Aunque tengamos en lo propuesto a alterar, hacemos como los políticos que nunca cumplen sus promesas. Es fácil de explicar: cambiar da trabajo. Es necesario romper con viejos y arraigados hábitos nocivos que, muchas veces, ni percibimos tener. El mismo se da en el campo de los vicios, que tenemos mucha dificultad en abandonar. Desahacerse de un simple e inanimado cigarrillo es un tormento para la mayoría. Y observen que el cigarrillo no es como un defecto moral que vive adentro de nosotros; está afuera y bastaría no comprarlo para no consumirlo.

Si no conseguimos dejar de fumar o de beber, imaginen como conseguir dejar de ser egoístas y orgullosos, impacientes y no conformados, aflictos e inseguros, si esos villanos viven adentro de nuestra mente y no conseguimos vencerlos. Ni percibimos qué ellos nos domeñan a punto de se alguien llamarnos egoístas nos pongamos sorprendidos y nos subvertimos con la persona. No nos conocemos y es eso que dificulta nuestro cambio. En El Libro de los Espíritus tenemos la clásica cuestión 919 que nos da segura recomendación sobre tal problema. “conocete a ti mismo”.

El mundo moderno creó enfermedades de la civilización y dio a ellas el nombre de estrés y depresión. Y quien no tiene no imagina lo que sean y el mal que causan. Destruyen la estructura del hombre, castrándole el deseo de vivir, de luchar, de ser. Se queda impedido en su voluntad, solo quiere acostarse, no siente disposición para comer y es tomado por apatía que lo impide de bañarse y de ser él mismo. Desiste de luchar y piensa casi siempre en morir, como solución para sus males.

El gran problema de nuestro tiempo es realmente el desconocimiento de uno mismo, qué nos impide de saber lo que realmente anhelamos de la vida. No percibimos qué en un mundo de pruebas y expiaciones, donde un noventa por ciento de sus siete mil millones de seres son miserables, la dicha más amplia es cosa rara. Vivimos engañandonos soñando con lo que no podemos tener y quedamos subvertidos.

Cuando se aproximan las fiestas de fin de año, hacemos nuestra planificación. Lo que vamos a hacer con el sueldo extra, en lo que vamos a usar la restitución del impuesto sobre ganancias, que regalos y para quien vamos a comprar. Todo con antecedencia para no tener problemas en la hora H. De las cosas materiales entendemos bien. Lástima que no hagamos igual planificación en lo que concerne a las cosas morales y espirituales, las más importantes y que pueden efectivamente llevarnos a la dicha.

En este nuevo año que ahora llega, sería muy bueno aprender a planear adentro de nuestra capacidad y condiciones. Vamos a prometer ser mejores y esperar que Dios nos recompense por eso. Prometer pelear menos a fin de que desentendimientos innecesarios siquiera nos infelicitem aún más. Prometer mejorar nuestra cultura, nuestros modos, educándonos para vivir en sociedad. Ser menos prepotentes y no anhelar que el mundo gire en vuelta de nosotros. Saber que solo el trabajo en favor de lo bien nos trae la verdadera alegría.

Es ese tiempo el ideal para que planeemos nuestra reforma íntima, tan preconizada por la doctrina espiritista. Y como no es posible santificarnos en una única encarnación, que tal elegir un defecto más grave, o lo que más nos enoje, o lo que sea más fácil de combatir e iniciar nuestra lucha en contra de nosotros mismos. No adelanta querer arreglar todos los problemas a la vez porque acabaremos nos perdiendo en el enmarañado de nuestros defectos.

Hay situaciones que un defecto aparentemente sin importancia, especialmente si es aquél que perjudica solamente a nosotros mismos, no es tomado en serio. Ejemplo, la introversión, que es el encerramiento del individuo en sí mismo, dejándolo bisoño y con dificultad de relación. Muchos dirán: – Pero eso no es grave.

Imaginemos un individuo introvertido. Si está en un baile desacompañado difícilmente encontrará un par para bailar. Si va a una entrevista de empleo siquiera mira en los ojos del entrevistador. Ya de inicio perderá muchos puntos y el empleo fácilmente le escapará. No inspira confianza. ¿Lo qué hacer en esos casos? La respuesta es buscar ayuda de un psicólogo, entrar en una escuela de arte, hacer un entrenamiento para hablar en público, participar de una reunión de estudio con interacción de los componentes. Hay muchas otras sugerencias, que cada un puede descubrir por sí propio o con el auxilio de terceros.

Combatida la introversión y el individuo volviéndose a fuera de sí mismo, muchas puertas podrán abrirse y él pasará a vivir con mayor naturalidad. De lo arreglo de ese fallo podrá redundar lo arreglo de muchas otras.

Anhelamos a todos los lectores de la RIE un feliz 2012, pleno de realizaciones espirituales, porque las financieras serán una consecuencia. Cuando la persona está bien moralmente, la parte material también se ajusta y la espiritualidad que nos asiste siempre cuida a nosotros física y moralmente. Para confirmación, lean La cuestión 524 en El Libro de los Espíritus, en el estudio sobre las premoniciones.

¡Buena suerte!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – dezembro de 2011