Octávio Caúmo Serrano

Psicometria (do grego psyké, alma e metron, medida, medição) é um termo criado pelo médico americano Joseph Rhodes Buchanan, em meados do século XIX (1849), para designar a faculdade extra sensível que alguns indivíduos têm de conhecer o conteúdo de um objeto ou evento impressos fora de nossa realidade física, ou seja, captar seu passado através de uma viagem psíquica em que tudo que está encoberto para a maioria dos seres, se descortina perante o indivíduo com essa capacidade real de tirar do ambiente ou coisa a sua realidade ou conteúdo antes desconhecido.

Para a Doutrina Espírita a psicometria é uma faculdade mediúnica muito rara.

Em “Enigmas da Psicometria”, Ernesto Bozzano nos dá uma informação adicional importante.Diz o pesquisador psíquico italiano, que, dentre as diversas pessoas que, ao longo do tempo, possam ter possuído ou manipulado um objeto sobre o qual o médium colhe as impressões, este sentirá com mais força os fatos relacionados ao possuidor que tiver impregnado o dito objeto com fluidos mais ativos em relação ao sensitivo. A este aspecto do fenômeno Bozzano intitula de afinidade eletiva.             

 

Jeffrey Goodman, ele mesmo um médium psicômetra, relata em seu livro “Psychic Arcahelogy – Time Machine to the Past” não só a experiência dele e de outros psicômetras em grandes achados arqueológicos como o estágio atual do uso da psicometria em arqueologia em vários cantos do mundo. Mostra ele, por exemplo, que no Canadá a “arqueologia psíquica” conta com o respeito e o incentivo de arqueólogos de destaque devido ao sucesso com que ela tem sido utlizada.

 

A série “Investigadores Psíquicos”, no Discovery Channel, aborda casos em que médiuns dotados da faculdade da psicometria auxiliam com sucesso na investigação policial de casos criminais complexos em que as pistas materiais são escassas.

 

Por que estamos tratando deste assunto num veículo espírita? Exatamente para alertar as pessoas que não se prevaleçam de dificuldades financeiras para adquirir por valores irrisórios peças que são importantes para o possuidor. O móvel, o carro, a jóia, a casa, ficarão impregnados de energia pesada devido à revolta daquele que teve de se desfazer de algo que gostava, por circunstâncias acima do seu controle.

 

Esses objetos poderão conservar uma carga obsessiva que atinge o aproveitador, criando-lhe uma atmosfera negativa sem que ele saiba as razões. Da mesma forma, jamais devemos reter junto a nós objetos deixados por um desafeto, um cônjuge que se foi  (mesmo por desencarne) trazendo tristes lembranças. Aquele objeto é a materialização de uma saudade de amargas recordações, que volta à mente toda vez que o observamos. É como se estivéssemos diante da própria pessoa, revivendo os fatos indefinidamente. Ficamos cultuando fantasmas. A doação ou destruição da peça representa a libertação desse passado triste e agressivo.

 

É preciso coragem a todo aquele que sofre com seu passado para ajudar a extirpá-lo de sua mente. A melhor medicina contra depressão e outras enfermidades psíquicas, como por exemplo a obsessão, é a libertação de tralhas que entulham nossa vida. Livrando-nos delas, nos livraremos das inferioridades e dos espíritos inferiores vinculados a elas. Encarnados ou não.

 

Aprendemos também, pela psicometria, que podemos nos envolver com energias boas. A mulher que produz uma peça de vestuário para um necessitado, entrega-lhe, além da peça, uma dose do amor usado para produzi-la. Diferente de uma roupa comprada numa loja para ser presenteada, embora esta também tenha algum valor.

 

A escolha é nossa:conviver com boas ou más vibrações!

 

Jornal O Clarim – fevereiro de 2012