Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Todo ano, no mês de abril, vêm-nos à mente várias datas importantes para o Espiritismo. Entre elas, três merecem destaque, a saber:

18 de abril de 1857, lançamento da primeira edição de O Livro dos Espíritos;
1° de abril de 1858, fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (o primeiro Centro para Estudo do Espiritismo);
29 de abril de 1864, lançamento de O Evangelho Segundo o Espiritismo, com seu primeiro nome, “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo”, o terceiro livro da Codificação Espírita.

Dissemos no título que é tempo de agradecer porque se temos hoje tão extraordinárias orientações, devemos ao espírito batalhador de Allan Kardec, que tudo enfrentou para deixar-nos as revelações dos Espíritos Superiores, além de enfatizar a importância do estudo doutrinário para o bom entendimento do legado espiritual. Já disse Emmanuel que “Jesus é a porta e Kardec é a chave”.

O Livro dos Espíritos destaca-se pelas inteligentes perguntas e preciosas respostas contidas em suas 1019 questões. Nada escapou. Tudo o que desejamos saber e compreender, nele iremos encontrar. Sem falar na Introdução e Conclusão, escritas pelo autor, que nos dão exata noção da intenção e dificuldades enfrentadas pelo Codificador para levar avante nossa lúcida Doutrina.

A fundação da Sociedade de Estudos, nove meses depois do lançamento do livro que oficializou o Espiritismo como Doutrina Organizada ou, como preferem outros, Codificada, deixa clara a preocupação de Kardec com o estudo permanente da nova revelação, bem de acordo com a orientação do Espírito de Verdade: “espíritas, uni-vos; espíritas, instruí-vos”.  Uma pequena sala que abrigava cerca de vinte pessoas, mas que foi a pedra fundamental para lançamento de todos os  Centros Espíritas que seriam criados no planeta ao longo do tempo. Mal comparando, foi como o 14 bis para a aviação moderna. Sem ele o resto não existiria e os foguetes não teriam ido ao espaço.

Finalmente, o Evangelho Segundo o Espiritismo, que o escritor Allan Kardec elaborou com base nas máximas de Jesus, atendo-se à moral cristã, sem se preocupar com dogmas, rituais ou quaisquer outros fundamentos que servem para separar as religiões em vez de uni-las, como convém para o entendimento universal.

Nesse livro, Kardec mesclou os textos evangélicos com sua próprias explicações e a assessoria de espíritos que deram mensagens lúcidas  para mais claro entendimento do texto que os evangelistas atribuíram a Jesus ou mesmo aos poucos extraídos do Velho Testamento.

Na Introdução, enfatiza a semelhança da doutrina de Sócrates com o Cristianismo e o Espiritismo, mostrando que os Veneráveis esclareceram de maneira prática e objetiva, tudo aquilo que o mundo já conhecia desde quase quinhentos anos antes de Jesus, devido à lucidez  do filósofo grego e de seu insuperável discípulo Platão. Por isso é que o Espiritismo é o evangelho redivivo, trazendo-nos a simplicidade da Doutrina de Jesus, tão deturpada pelos homens ao longo dos séculos. O Espiritismo é uma doutrina simples de ser praticada, apesar da dificuldade que a humanidade tem para entendê-lo na sua acepção mais simples. Para ser espírita basta amar. Só que amar de forma incondicional é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos humanos. Só depois de vencer o orgulho e o egoísmo é que conseguiremos amar e ser espíritas. Antes disso, seremos simples adeptos de uma religião da qual quase nada entendemos até agora. Se ainda nem conseguimos ser espíritas, como pretender ser cristãos!

Jornal O Clarim – dia a dia de abril de 2012

Peço licença ao Jornal O Clarim para incluir agora o dia 11 de abril, desencarne da nossa Presidente e também de Bezerra de Menezes, que tombaram, ambos, na direção de suas instituições. Ela no Centro Kardecista os Essenios e ele na Presidência da Federação Espírita Brasileira.

E já que falamos em abril, foi no dia 2, ano de 1910, que nascia Francisco Cândido Xavier, o saudoso Chico, o maior médium brasileiro de todos os tempos e dos maiores do mundo.

Fiquem na paz do Senhor!

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