Meu presente de Natal

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Meu caro Papai Noel,
Escrevo-lhe este papel
Pra contar que sou feliz!
Não preciso de presente,
Pois vivo muito contente,
Tenho até mais do que eu quis.

Quando eu era inda um menino,
Do tipo meio franzino,
Eu não entendia bem…
E ao chegar o Natal,
Como um garoto normal,
Queria um carrinho, um trem…!

Mas o pai, um operário,
Com aviltante salário
Apesar do duro embate,
Só dava balas de mel
E sua imagem, Noel,
Pequena, de chocolate.

Nas paróquias do lugar,
Nas filas ia buscar
Um brinquedo de lembrança,
Voltava, mirando o céu,
E me entregava o troféu
Sorrindo como criança.

Hoje, acabou a ilusão;
Dispenso os prazeres vãos,
Pois tenho Deus como amigo.
Meus pais foram meu presente
E seus exemplos, na mente,
Conservo-os todos comigo.

Diante desses bens eternos
– meus benfeitores paternos -,
Dispenso quinquilharias.
Pra quem tem mais que o sonhado
O resto, sofisticado,
Não passa de ninharia.

Tudo o que brilha e é dourado,
Quando não acaba quebrado,
Um dia vira fumaça.
Eu ganhei a educação,
O presente que o ladrão
Não rouba, nem come a traça.

Eu nasci em berço honesto,
E uma cena que detesto
É ver triste, abandonado,
Um menor numa mansão
Que carrega um coração
Solitário,  amargurado …

Console o menino rico,
Enquanto, Noel, eu fico,
Rezando como jamais…!
Ele supõe ter bastante,
Mas falta-lhe o importante,
Que é o carinho dos pais.

Eu já tenho o que preciso,
Alegria e muito juízo
E fico grato ao Senhor!
Pode levar meu presente,
Dê a esse rico carente,
Que é tão faminto de amor!

Do livro “O Grande Mar”

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Um fardo divino

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Octávio Caúmo Serrano
Jornal O Clarim-Dezembro 2012

Homenagem ao dirigente espírita, o guardião da doutrina na sua instituição.

O dirigente de um Centro
Deve estar sempre por dentro
Para orientar as pessoas;
Descobrir novos talentos,
Que com seus conhecimentos
Possam fazer coisas boas.

É o guardião da doutrina,
Numa tarefa divina
Que o transforma em comandante
De uma equipe organizada,
Sempre muito dedicada,
Mas não se sente importante.

Não poderá ser vaidoso,
Arrogante, pretensioso,
Como se fora especial,
Pois ele é só o zelador
De uma casa do Senhor
Da cidade celestial.

Num ato de caridade,
Dará oportunidade,
A quem quer colaborar.
Nunca estará sem paciência,
Fará da calma ciência,
Para que possam se amar.

A casa não é só um prédio,
Pois o que sofre o assédio,
De um plano dito inferior,
É a casa espiritual,
Muito mais que a material,
Porque ampara o sofredor!

Tem de estar firme na fé,
Se quiser ficar de pé
E superar os percalços,
Distinguir bons instrutores,
Espíritos Superiores,
Dos que são profetas falsos.

De resto basta coragem
E aproveitar a viagem
Até o dia do regresso,
Agradecendo a Jesus
Por ter-nos dado esta luz
Que nos permite o progresso.

Doutrina Consoladora,
Que é também Redentora,
O Espiritismo é cristão…
Deus ajude o dirigente
Para que ele, eternamente,
Seja dela o guardião!

Missão do homem inteligente

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Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo VII, item 13, há uma orientação do Espírito Ferdinando com o título acima.
Frequentemente somos alertados pelos Espíritos que certos valores do mundo, que ansiamos possuir, são na verdade grandes provas a serem vencidas com simplicidade e humildade: riqueza, beleza e inteligência são pedras no caminho do orgulhoso que lida mal com essas pretensas qualidades que são, na verdade, os mais difíceis testes por que passa o ser humano.
Ao analisá-los, constatamos facilmente nossos equívocos quando cuidamos do cabelo, mas esquecemos da cabeça; quando enfeitamos os lábios, mas não policiamos a boca; quando adornamos as orelhas, mas não selecionamos o que entra pelos ouvidos; quando enfeitamos as unhas do pé, mas não trilhamos o caminho certo; ou quando passamos cremes nas mãos sem nos lembrar de usá-las no carinho quando do encontro com outras mãos, muitas vezes mais ásperas e calejadas, ou na oferenda do prato de comida para aplacar a fome de um carente.
Ao administrar a riqueza, não percebemos que gastamos num só almoço entre amigos ou parentes, o salário do mês de uma família pobre. E somos prepotentes quando lidamos com a empregada, o motorista, o faxineiro, porque estagiam provisoriamente em faixas sociais ditas inferiores. Esquecemos que eles não são pobres; apenas estão, porque é nessa função que cuidam de reparar falhas do passado. Talvez!
A inteligência, outro item que nos faz pretensiosos, levando-nos a ofender aquele que tem mais dificuldade para assimilar as explicações. Saem-nos da boca facilmente expressões como: – Você é surdo ou é burro? – Já lhe expliquei várias vezes. Como se soubéssemos tudo. No entanto há muito mais a aprender do que conhecemos e, diz a mensagem de Ferdinando, mesmo que estejamos entre os gênios da Terra, ainda estamos mais próximos da ignorância que da sapiência.
De que vale ter olhos de gato, se dele só emanam vibrações de ódio. De que vale ter porte atlético se a força é usada para agredir em vez de apaziguar. A saúde do corpo é importante, mas será nada sem a saúde da alma!
Não fossem os professores, os filósofos, os pensadores e evangelizadores e estaríamos muito mais atrasados do que estamos. Não fora Jesus deixar-nos suas receitas de bem viver e sofreríamos ainda mais do que sofremos. Não fora Kardec submeter-se às perseguições do clero e da sociedade de seu tempo para nos deixar o Espiritismo e seria ainda mais difícil viver. A revelação de que não morremos e que ninguém paga dívidas de terceiros é altamente confortador. Ficamos sabendo que não há injustiça e que quando agredimos é a nós que o fazemos. Temos tudo para ser felizes e só não somos porque não queremos.
Nesse mesmo capítulo está dito que “se todos os homens bem dotados se servissem da inteligência segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade”. “ Muitos infelizmente a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-os de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu”. Segundo a lei de ação e reação, é este o candidato a retardado mental de futuras encarnações.
Lições não nos faltam; só precisamos acreditar que são verdadeiras e que, seguindo-as, podemos ser mais felizes.

Jornal O Clarim – Dezembro de 2012

Religiones y fanatismo

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La mejor religión es la que mejora al hombre

Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Traducción- Maria Renee San Martin – relu2521@yahoo.com

 

Esta es una afirmativa tradicional, porque es preferible que alguien esté reconciliado con su doctrina, a que venga a la nuestra y no se cumplan sus necesidades, que consisten, básicamente, en el entendimiento de la vida y su verdadera razón de ser.

Las religiones no fueron creadas por ningún poder superior. Ellas son fragmentos de ideales y puntos de vista humanos que, con el pasar del tiempo, acaban por ser selladas en un tratado que le confiere el titulo de doctrina. Paulo de Tarso creó la doctrina Cristiana, Moisés, la judía, Seguidores del profeta Mahoma, el islamismo; adeptos de de Buda crearon el budismo y Allan Kardec codifico el Espiritismo.

El buen censo del codificador espirita, y ahí está la sabiduría, hizo con que el abriese un paréntesis para explicar que el Espiritismo no está listo ni acabado, pero que es una doctrina que atiende a un instante de la humanidad, condescendiente con los conocimientos de su época. Un día vendrá en que él será perfeccionado, porque los hombres estarán en condiciones de entender un poco más. Como en una clase de matemática, cuando primero se enseña las cuatro operaciones para después explicar sobre cálculos avanzados.

Percibimos, y eso es tan antiguo así como la humanidad, que hay intereses muy por encima de la divulgación de la verdad cuando alguien defiende su religión como siendo la única que tiene el poder de “salvación”. Quien nos salva no son las religiones, sino cada uno por sí  mismo; no adelanta nada rezar, no adelanta nada pagar, no adelanta nada hacer penitencias, si no actuar como personas de bien. Es el hombre que se salva, porque si dependiese de Dios, estaríamos todos salvos. Nada entristece más al poder divino que contemplar la inferioridad de los humanos desinteresados en ser mejores. La salvación del hombre consciente es la conciencia tranquila.

La competición que existe entre las diferentes doctrinas tiene más que ver con el comercio que envuelve – y siempre envolvió – las religiones. Jesús ya había criticado las ofrendas del Templo de Jerusalén, sugiriendo que era más importante que antes el hombre se reconcilie con su adversario. Las ofrendas eran vendidas por quien detenía el monopolio de los negocios en el templo. Y ese monopolio pertenecía al administrador, sus amigos y familiares. Dos o tres familias se turnaran por muchos años em la gerencia de aquella “casa de oración”.

Veinte siglos pasaron y las multinacionales de la fe continúan actuando sin cambiar una coma de la receta dejada por los hermanos de la vieja Palestina. Combaten la religión del otro e intentan arrebatar los fieles con todo tipo de promesas. Generalmente ofreciendo facilidades mediante pagos o diferentes tipos de donaciones o instandoles a las promesas. Todo muy bien orquestado como hacen los médios de comunicación en la búsqueda de la audiencia.

No ignoramos que el discurso de cada doctrina agrada a un tipo de adepto que com ella sintoniza con más afinidad, por su comprensión en este momento. El Espiritismo, por ejemplo, es víctima del preconcepto porque es la única doctrina cristiana que defiende y explica las razones de la reencarnación. Ni por eso deja de tener adeptos, que son más cada día, que se mantienen coherentes en sus principios. Defiende lo que cree, sin intenciones ocultas.

Lo que importa esclarecer encima de todo es la recomendación de Jesús, en quien se basaba el cristianismo, es que debemos amarnos unos a otros, sin dintinción de raza, cultura, edad o religión. Las religiones, principalmente, deberían unirse para fortalecer lo que es más importante: armonización del mundo y la unión entre los hombres. Lamentablemente ellas han sido enemigas. Quien no reza por la cartilla de cada una es enemigo declarado. Las Cruzadas, la Inquisición, las guerras entre sectas, los conflictos religiosos de Irlanda del Norte, son ejemplos que aún permanecen en nuestra memoria. Y mismo las guerras actuales, más económicas que armadas, están presentes en el día a día.

Recuerdo de un ejemplo cuando el ex presidente Jânio da Silva Quadros, candidato en São Paulo, fue acusado de ser abogado de puerta de cárcel, donde quedaba para sacar a los comunistas de la prisión. Dijo en la tribuna: “Los sacaba, los saco y los sacare porque entiendo que ellos tienen derecho de ser comunistas, como yo tengo de no serlo”.

Parodiando el viejo del Estado de Mato Grosso, aplicaríamos la misma premisa a los religiosos: ellos tienen el derecho de ser católicos, de ser ateos, de ser protestantes o lo que desean ser, como nosotros tenemos el derecho de ser espiritas. O partiendo del raciocinio de nuestro lado, de forma inversa, como deseamos ser espiritas tenemos que darles el derecho de tener la religión que pretendan o mismo no tener ninguna para nortear sus vidas. Se llama libre albedrio que es el bien más precioso del ser humano: o su derecho de ser y de hacer.

De la parte de la población se trata de fanatismo, mas se consideramos a los jefes de las sectas queda claro que el interés es más comercial que de ideologías. De todas maneras, por lo menos nosotros, los espiritas, vamos respetar la religión de los otros, mismo que ellos no tengan la misma actitud en relación a la nuestra.

Un día todos nosotros formaremos un solo rebaño guiado por el mismo pastor; y el no pertenecerá a ninguna iglesia actualmente conocida, porque ellas ya perdieron el tren de la historia. Las religiones están todas en la UTI, intentando sobrevivir con nuevas ideas, nuevos rituales y revolucionarias propagandas, respirando lo estertores finales de una fe enferma que no consigue mejorar al hombre para ayudarlo a encontrar el camino hacia Dios.

Pero no podemos desistir. Ya dice el Espíritu Meimei, en un mensaje dictado a Chico Xavier, sobre el nombre “Confía Siempre”: “De todos los infelices, los mas desdichados, son los que perdieron la confianza en Dios y en sí mismos, porque el mayor infortunio es sufrir la privación de la fe y proseguir viviendo”.

En este momento, cuando festejamos el nacimiento de Jesús, recojámonos a lo íntimo de nuestra razón de buen censo, para festejar una Navidad que sea realmente llena de Luz, preparándonos, desde ahora, para la inminente llegada del nuevo Planeta Renovado.

Los tiempos ya llegaron; no perdamos, nosotros también, el llamado divino a fin de incluirnos entre los escogidos.

Buenas Fiestas y Feliz Año Nuevo, a los estimados seguidores de la Doctrina de los Espíritus.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Deciembre 2012

 

Religiões e fanatismo

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RIE dezembro 2012A melhor religião é a que melhora o homem

Esta é uma afirmativa tradicional, porque é preferível que alguém esteja ajustado na sua doutrina a que venha para a nossa e não se complete nas suas necessidades, que consistem, basicamente, no entendimento da vida e sua verdadeira razão de ser.

As religiões não foram criadas por nenhum poder superior. Elas são fragmentos de ideias e pontos de vista humanos que, com o decorrer do tempo, acabam por ser enfeixadas num tratado que lhe confere o título de doutrina. Paulo de Tarso criou a doutrina cristã. Moisés, a judia. Seguidores do profeta Maomé, o islamismo; adeptos de Buda criaram o budismo e Allan Kardec codificou o Espiritismo.

O bom-senso do Codificador Espírita, e aí está a sabedoria, fez com que ele abrisse um parêntesis para explicar que o Espiritismo não está pronto e acabado, mas que é uma doutrina que atende a um instante da humanidade, condizente com os conhecimentos de sua época. Dia virá em que ele será aperfeiçoado, porque os homens estarão em condições de entender um pouco mais. Como numa aula de matemática, quando primeiro ensinam-se as quatro operações para depois explicar sobre cálculos avançados.

Percebemos, e isso é tão antigo quanto a humanidade, que há interesses muito acima da divulgação da verdade quando alguém defende sua religião como sendo a única que detém o poder de “salvação”. Quem nos salva não são as religiões, mas cada um a si próprio. Não adianta rezar, não adianta pagar, não adianta fazer penitências, se não agir como pessoa de bem. É o homem que se salva, porque se dependesse de Deus, estaríamos todos salvos. Nada mais entristece o poder divino que contemplar a inferioridade dos humanos, desinteressados em ser melhores. A salvação do homem consiste na consciência tranquila.

A competição que existe entre as diferentes doutrinas tem mais a ver com o comércio que envolve – e sempre envolveu – as religiões. Jesus já havia criticado as oferendas do Templo de Jerusalém, sugerindo que era mais importante que antes o homem se reconciliasse com seu adversário. As oferendas eras vendidas por quem detinha o monopólio dos negócios no templo. E esse monopólio pertencia ao administrador, seus amigos e familiares. Duas ou três famílias revezaram-se por muitos anos na gerência daquela “casa de oração”.

Vinte séculos se passaram e as multinacionais da fé continuam agindo sem mudar uma vírgula da receita deixada pelos irmãos da velha Palestina. Combatem a religião do outro e tentam arrebanhar os fiéis com todo tipo de promessas. Geralmente oferecendo facilidades mediante pagamentos ou diferentes tipos de doações ou concitando-os às promessas. Tudo muito bem orquestrado como faz a grande mídia na busca da audiência.

Não ignoramos que o discurso de cada doutrina agrada a um tipo de adepto que com ela sintoniza com mais afinidade, pela sua compreensão neste momento. O Espiritismo, por exemplo, é vítima do preconceito porque é a única doutrina cristã que defende e explica as razões da reencarnação. Nem por isso deixa de ter adeptos, que são mais a cada dia, que se mantém coerente nos seus princípios. Defende o que acredita, sem intenções ocultas.

O que importa esclarecer acima de tudo é que a recomendação de Jesus, em quem se baseia o cristianismo, é que devemos amar-nos uns aos outros, sem que fossem feitas ressalvas de raça, cultura, idade ou religião. As religiões, principalmente, deveriam  unir-se para fortalecer o que é mais importante: a harmonização do mundo e a união entre os homens. Lamentavelmente elas têm sido inimigas. Quem não reza pela cartilha de cada uma é inimigo declarado. As Cruzadas, a Inquisição, as guerras entre árabes e judeus, as revoluções intestinas na Índia, dada à multiplicidade de seitas, os conflitos religiosos da Irlanda do Norte, são exemplos que ainda permanecem em nossa memória. E mesmo as guerras atuais, mais econômicas que armadas, estão presentes no dia a dia.

Lembro-me de um exemplo político quando o ex-presidente Jânio da Silva Quadros, candidato em São Paulo, foi acusado de ser advogado de porta de cadeia, onde ficava para tirar os comunistas da prisão. Disse ele, em palanque: “Tirava-os, tiro-os e tirá-los-ei, porque entendo que eles têm o direito de ser comunista, como eu tenho de não sê-lo.”

Parodiando o velho mato-grossense, aplicaríamos a mesma premissa aos religiosos: eles têm o direito de ser católicos, de ser ateus, de ser protestantes, ou o que desejarem ser, como nós temos o direito de ser espíritas. Ou, partindo o raciocínio do nosso lado, de forma inversa, como desejamos ser espíritas temos de dar a eles o direito de ter a religião que pretendam ou mesmo não ter qualquer doutrina para nortear a sua vida. Chama-se livre-arbítrio que é o bem mais precioso do ser humano: o seu direito de ser e de fazer.

Da parte da população trata-se de fanatismo, mas se considerarmos os chefes das seitas fica claro que o interesse é mais comercial que de ideologia. De toda maneira, pelo menos nós, os espíritas, vamos respeitar a religião dos outros mesmo que eles não tenham a mesma atitude em relação à nossa.

Um dia todos nós formaremos um só rebanho guiado pelo mesmo pastor; e ele não pertencerá a nenhuma igreja atualmente conhecida, porque elas já perderam o bonde da história. As religiões estão todas na UTI, tentando sobreviver com novas ideias, novos rituais e revolucionárias propagandas, respirando os estertores finais de uma fé doente que não consegue melhorar o homem para ajudá-lo a encontrar o caminho para Deus.

Mas não podemos desistir. Já diz o Espírito Meimei, em mensagem ditada a Chico Xavier, sob o nome “Confia Sempre”: “De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo”.

Neste momento, quando festejamos mais uma vez o nascimento de Jesus, recolhamo-nos  ao íntimo de nossa razão e bom-senso, para festejar um Natal que seja realmente cheio de Luz, preparando-nos, desde agora, para a iminente chegada no novo Planeta Renovado.

Os tempos já chegaram; não percamos, nós também, o chamado divino a fim de nos incluirmos entre os escolhidos.

Boas Festas e Feliz Ano Novo, aos estimados seguidores da Doutrina dos Espíritos.

RIE-Revista Internacional de Espiritismo – Dezembro de 2012