Um Jornal Espírita

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Sacrifício que será recompensado no céu!

O que leva pessoas a editar um veículo espírita, sem esperar lucros ou qualquer tipo de compensação? Por que tantos abnegados, há tanto tempo, lançam seu jornal com pontualidade e constância, apesar do sacrifício que isso representa, devido à insensibilidade da maioria do nosso movimento? Só pode ser pelo despertar que o Espiritismo oferece às pessoas, dando-lhes inúmeras oportunidades de colaborar para a difusão doutrinária, seja de que forma for. Por livros, revistas, jornais, palestras, mensagens, escolas, donativos, exemplos…

O Espiritismo foi o responsável pela apresentação do livro ao brasileiro, pois foi graças às obras espíritas, escritas por médiuns respeitáveis, que nossos patrícios começaram a ler. Pessoas semianalfabetas que jamais entrariam numa livraria para comprar um exemplar, hoje incluem no seu orçamento verba para esse tipo de despesa.

Apesar desse avanço, muito importante para a cultura do povo, pois quem lê se educa, se aprimora, melhora sua fala, sua atenção e entendimento, o mesmo não se dá com os jornais e revistas do Espiritismo. As tiragens ainda são pequenas porque o número de compradores e assinantes é insignificante, se considerarmos o número de frequentadores das casas espíritas. Embora se dê o mesmo com a grande imprensa, não se justifica esse comportamento no movimento espírita.

É imenso o número dos que se dizem espíritas só por que participam da reunião do centro uma vez por semana. E lá vão apenas buscar; buscar a cura para o corpo ou para a alma, buscar conhecimento por meio da exposição doutrinária ou algum tipo de doação material. Nada sabem sobre a instituição da qual dizem participar. Desconhecem as dificuldades que os diretores têm para manter a casa aberta. Por isso, a assinatura do jornal é muitas vezes um valioso adjutório para cobrir os gastos. Habitualmente acontece o inverso. O Centro ainda tira do bolso o que falta para completar os gastos com a edição de cada tiragem.

As assinaturas são tão baratas que deveriam contar com a colaboração, pelo menos, daqueles que frequentam habitualmente a casa. Se assinarmos o jornal e o recebermos em casa, teremos a surpresa de vê-lo ser lido por aqueles que dividem o lar conosco, mas que não participam de nossos ideais religiosos. Quanta esposa vai ao centro e deixa em casa marido de cara feia. O vice-versa também existe. Outras vezes são os filhos que veem no espírita um fanático. Eles não vão a igreja nenhuma, mas censuram quem vai ao Centro Espírita.

Quando nos chamam de fanáticos, lembramo-nos do nosso velho artigo “Bem-aventurados os fanáticos”, do livro Pontos de Vista, da Casa Editora O Clarim. São os fanáticos que mantém a estrutura das Casas Espíritas, os que ficam de plantão para receber os desesperados, os que tomam passe pelos acomodados e desequilibrados da família que não ousam sair da frente da TV. São os fanáticos que assinam jornais e revistas espíritas e ainda presenteiam amigos e parentes, tentando enfiar-lhes goela abaixo o óbvio que insistem em não ver. Fazem por amor e, no entanto, são rotulados como exagerados. E quando se trata dos que vão ao Centro duas ou três vezes por semana, aí é que os comentários realmente proliferam.

Estamos no Espiritismo há cerca de quarenta anos, embora não sejamos dos mais antigos frequentadores espíritas no Brasil. Há pessoas que estão há muito mais tempo. Todavia, nesse período em que professamos essa doutrina, procuramos colaborar das mais diferentes formas para a divulgação doutrinária. Escrevemos para jornais e revistas, damos palestras na nossa casa ou onde somos convidados, assinamos jornais, adquirimos exemplares para distribuir no nosso centro, temos um blog espírita – www.essenios.wordpress.com – , trabalhamos nos passes, administramos o centro que, depois do desencarne da esposa, presidimos, etc.

No caso deste jornal, temos de louvar a perseverança, o destemor e a fé do nosso Azamor Cirne que, literalmente, carrega nas costas cada nova edição da Tribuna Espírita. Leva e traz da gráfica e o disponibiliza para distribuição. Para um velho batalhador, cuja juventude já se foi há tempo, é um sacrifício maior do que o comum, mas ele felizmente conta com forças extra- humanas que o sustentam. Tomara que neste 2013 novos auxiliares se apresentem e que alguns dos que lerem este nosso comentário se animem a assinar o jornal, porque além de colaborar, colherão os benefícios de uma leitura salutar e esclarecedora, importante para compreender esta delicado momento planetário.

Como o mundo não acabou em 21 de dezembro passado, nossa única opção e continuar vivendo. E já que temos de viver, que a vida seja agradável e que nossa evolução seja cada vez maior. É preciso aproveitar a vida. E aproveitar a vida é crescer espiritualmente. Tudo o mais é mentira e fantasia!

Feliz Ano Novo!

Jornal Tribuna Espírita – João Pessoa – PB – Fev/Mar

Comentário de Raymundo Espelho do Jornal Correio Fraterno de S. Bernardo do Campo – SP:

Prezado confrade:

Muita Paz.

Acabo de ler seu artigo  “UM JORNAL ESPÍRITA” ao qual dou nota mil.

Trata-se de uma matéria excelente. Tenho lido seus escritos ao longo dos anos, desde que o senhor residia  em São Paulo; sempre muito bons, mas este superou.

Pena ( como o senhor sabe) que nossos irmãos não desejam entender isso.

Toda tentativa é válida e essa é muito válida.

Queira Deus que dê resultados positivos.

Que o PAPAI DO CÉU o abençoe sempre.

Tenha uma bela noite.

Muita Paz

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V Congresso Espírita Paraibano – 2013

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Texto Octávio Caúmo Serrano

Participamos nos dias 4,5 e 6 de janeiro último do evento acima, cujo tema foi “O Amanhecer de uma Nova Era”.

O Congresso foi aberto na noite do dia 4 com a conferência da vice-presidente da FERN, professora-doutura Sandra Borba, que abordou o tema “A educação da criança e do jovem na perspectiva da Nova Era”. Pernambucana de nascimento e natalense por adoção, mostrou-se, como sempre, uma expositora brilhante, clara e objetiva, a par de um bom humor contagiante, que ela sabe explorar muito bem em meio à oratória, o que  transforma qualquer tema, por mais árido que seja, em assunto suave e agradável.

Na manhã do dia 5, o mineiro, Dr. Haroldo Dutra Dias, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, coordenou o seminário lítero-musical PAULO E ESTEVÃO, com apresentação de teatro e palestra sobre o livro de Emmanuel psicografado por Chico Xavier. Conhecedor profundo da obra que narra a história de Saulo/Paulo, o sereno, culto e equilibrado expositor é também um estudioso das escrituras nos idiomas originais, o que faz desde os 17 anos.

Na tarde do mesmo dia houve Mesa Redonda – ecumênica sob o tema “A religiosidade do ser na Nova Era – Diálogos Inter-Religiosos”.

Além dos espíritas Haroldo Dutra, Severino Celestino (mediador) e Sandra Borba, participaram a Irmã Aila (CE), o pastor protestante Estevam Fernandes – da Primeira Igreja Batista da Paraíba (a mais importante do Estado) e o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo de Cillo Pagotto, natural de São Paulo, que habitualmente vai à Federação, porque não perde palestra de Divaldo.

Sem dúvida, essa mesa redonda já representa um marco na história do Espiritismo e das religiões no Brasil. Depoimentos interessantes mostraram a coragem desses líderes de suas doutrinas que não hesitaram em expor-se, sabendo que poderiam ser mal interpretados pelos adeptos de sua igreja. O pastor Estevam, por exemplo, que há mais de trinta anos dirige sua igreja, confessou-se indeciso e inseguro quanto à sua atitude porque corre o risco de ser mal interpretado pelos evangélicos. Disse mesmo que sabe da péssima imagem que se faz hoje dos pastores protestantes, taxados de desonestos, aproveitadores e outros adjetivos, mas tem consciência que isso não se aplica a ele e outros de igual caráter.

Severino Celestino, odontólogo por profissão,  citou fatos que dão razão  a esses religiosos. Disse que Dom Aldo foi advertido pelo Vaticano porque prefaciou um livro seu. Mas Dom Aldo lhe disse que não se preocupasse porque estava coberto de direitos por orientação do próprio Vaticano que atesta a importância do ecumenismo no Concilio Vaticano II. Errado estava o Vaticano que diz uma coisa e faz outra.

Da parte do Pastor Estevam, houve seguidores da sua Igreja que o criticaram por ter como seu dentista um espírita, ao que ele retrucou dizendo que gostaria de ter milhares de adeptos da sua igreja com a qualidade do espírita Severino Celestino.

Não acredita o leitor que este encontro foi efetivamente um passo importante para o entendimento entre as religiões ou, no mínimo, para começar a romper barreiras?

À noite, uma apresentação musical com o conhecido Grupo Acorde, da Paraíba, e do cantor pernambucano Nando Cordel, ambos muito aplaudidos. Nando cada dia mais espírita, confessou que o Espiritismo  amansou-o, modificou-o e ele atualmente tem a preocupação de colocar, sempre que possível, uma pitada de doutrina espírita nas letras das suas composições.

Logo após, foi feita a entrega solene do título de Cidadão Paraibano ao conferencista Divaldo Pereira Franco, conferido pela Assembleia Legislativa da Paraíba,  com aprovação unânime à propositura do Deputado Janduhy Carneiro, que é também espírita.

Ao agradecer, o tribuno baiano confessou ser o título imerecido, embora aceitasse e agradecesse a homenagem, por ser ele quem deve ser grato ao Espiritismo e à Paraíba, que visita desde 1954, citando Romero, Laurindo e Raimundo, os três presidentes anteriores  ao Sr. Marco Granjeiro Lima, atual titular do cargo, os quais sempre o trataram com fidalguia e apreço.

A seguir, o homenageado proferiu conferência sob o tema “A imortalidade em triunfo – O amanhecer de uma Nova Era”. Desnecessário dizer que mais uma vez Divaldo encantou o auditório totalmente lotado, que acomoda cerca de 700 pessoas.

No domingo, das 8h30 às 12h30 o mesmo Divaldo coordenou o seminário “Mediunidade, desafios e bênçãos” com intensa participação do público que saiu recompensado com os esclarecimentos recebidos e perguntas respondidas. Aproveitou para uma manhã de autógrafos dos mais recentes lançamentos.

Um evento de absoluto sucesso pela qualidade e quantidade de participantes, atentos e interessados, não só da Paraíba, mas de outros estados, além de um volume grande de internautas porque foi transmitido pela internet em vários canais de comunicação.

Adiantando ao leitor em primeira mão, a Paraíba também sediará em 2014 o V Congresso Espírita Nacional, e já tem reserva confirmada pelo governo do Estado no novo Centro de Convenções que será brevemente inaugurado e onde há um auditório para três mil pessoas.

O Espiritismo é cristão?

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Segundo entendemos, sim. O Espiritismo é a volta da doutrina de Jesus Cristo, clara e objetivamente, porque ela foi deturpada ao longo do tempo, e é conhecido entre os seus seguidores como cristianismo redivivo.
Se somos cristãos, por que não estudamos mais sobre Jesus? Por que os espíritas não leem a Bíblia, especialmente na parte do Novo Testamento, onde há revelações extraordinárias sobre a passagem deste Mestre pelo planeta?
O Novo Testamento começa com o enunciado dos quatro principais Evangelistas, os escolhidos pela Igreja Romana, que narram fatos da vida de Jesus: Mateus, Marcos, Lucas e João.
Registra também vinte e uma cartas – conhecidas como Epístolas -, destacando-se as catorze de Paulo de Tarso, que não conheceu Jesus, mas que foi o mais importante divulgador do Cristianismo. Além delas há uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas Tadeu. Temos o Apocalipse de João – O Evangelista – e o extraordinário Ato dos Apóstolos que começa logo depois do Evangelho de João.
Falam de novas lições de Jesus, depois do episódio da crucificação, já que ainda por quarenta dias falou aos seus seguidores sobre o Reino de Deus. Relata também trabalhos feitos pelos Apóstolos, em nome de Jesus, e dos prodígios não compreendidos pelos chefes religiosos. Menciona casos envolvendo diferentes pessoas, crentes e não crentes. Enfim, são vinte e oito capítulos cheios de revelações e belezas. Falam das andanças e atuação do Velho Saulo de Tarso, agora o Paulo, conhecido como o convertido de Damasco, depois que teve na estrada uma visão de Jesus que lhe perguntou: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” É quando o coerente rabi pergunta a Jesus: “Que queres que eu faça, Senhor?” É Jesus lhe recomenda que siga até Damasco onde teria a resposta para todas as suas indagações. É ali que o velho Ananias impõe-lhe as mãos sobre os olhos e lhe restitui a visão perdida durante a viagem.
Uma leitura que vale a pena porque conheceremos mais de Jesus além das parábolas e dos acontecimentos que o envolveram enquanto esteve conosco na Terra. Muitas revelações do Espírito Jesus Cristo que norteou a vida de seus mais diretos seguidores para que não debandassem, já que Ele mesmo havia predito que “morto o pastor o rebanho se dissiparia”.
Não somos dos que defendem que a Bíblia é um livro infalível e que é a palavra de Deus. Muitas coisas mencionadas na Bíblia afrontam a razão humana. Mas pelo menos devemos ler a Bíblia como um livro que conta a história da humanidade, sem nos perdermos em simbologias que não podemos entender. Ali está escrito o desenvolvimento das raças e das sociedades até os nossos dias. E quanto ao Novo Testamento, nenhum cristão deve deixar de ler.

Jornal O Clarim – Matão – Março de 2013

No podemos más perder tiempo

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Octávio Caumo Serrano
Traducción Maria Renee San Martin Gomes – relu2521@yahoo.com

 

Al examinar las actividades del movimiento espiritista, en cualquier lugar, tenemos muchos asuntos para meditar y analizar.

Observemos el comportamiento del frecuentador de Centros, que solo por esa práctica se considera espirita. Llega al auditorio, se sienta pasivamente y oye la conferencista que divulga los principios espíritas. Al final, satisfecho por lo que oyó y por la energía del ambiente, vuelve para su casa con la sensación del deber cumplido. Eso, si no es de los que duermen, se acarician el cabello todo el tiempo o de los que se concentran en los celulares, tablets y similares, durante la conferencia, lo que ya se vio.

Mal comparando, es como la visita que hacemos a la Iglesia para escuchar la misa. Oímos al padre, al joven, carismático, buen orador, cantor y bien humorado, que expone el evangelio con mucha belleza; o la participación en el culto de cualquier doctrina, para oír a los maestros de la institución, conocedores profundos de la Biblia, que nos explican conforme la visión de ellos. Oímos callados y volvemos a casa.

¿Valió la pena? Claro! Cada momento de vida vale la pena, sea para aprender lo que hacer o no hacer. ¡Porque no valiera la pena un encuentro religioso cuando oímos orientaciones sobre moral, caridad y otras acciones que demuestran amor al prójimo!

Solo que es poco. Poquísimo, para quien consiguió a duras penas una nueva oportunidad de renacimiento en la Tierra, especialmente en una época en que eso es privilegio cada vez más difícil de conseguir. La sociedad, al limitar la natalidad dificulta la vuelta de los Espíritus a la carne y quien consigue debería aprovechar un poco más.

El día de la conferencia semanal, cuando también recibimos el pase, notamos que la casa se llena. Pero el día de estudio, encontramos público bastante disminuido en relación al de la conferencia pública. Si el estudio – que a veces no es, a pesar de tener este nombre – es administrado por un orientador, cuando solo el habla, el publico aun es un poco mayor. Fuera de eso, la reunión generalmente es vaciada.

El número pequeño de personas, por eso, no debe causarnos preocupación ni servir de desanimo. Recordemos que el primer lugar creado por Kardec para el estudio regular del Espiritismo, la Sociedad Parisiense de Estudios Espiritas, en 1r de abril de 1858, era y una sala con poco más de veinte metros cuadrados para diez o quince personas. El codificador era adepto de reuniones con poca gente porque, decía, son más productivas. En sus visitas afirmaba que eran preferibles diez centros con diez personas en cada uno que uno con cien. Este generalmente queda impersonal y dificulta la armonía entre los participantes.

En las reuniones con pocas personas, hay mas oportunidad para preguntas y esclarecimientos de dudas, con oportunidad de interacción. Siempre respetando el tema que esta en discusión, es importante que preguntemos y hablemos de nuestras experiencias. Más allá de ser orientados, la lección sirve, también, para los demás. Diferente de las grandes reuniones o conferencias cuando apenas oímos y salimos llenos de dudas, sin poder discutirlas. Y espiritismo se aprende estudiando. No basta saber; es necesario, sobretodo, comprender. Y solo con estudio perseverante podemos conseguirlo.

“Años son necesarios para formarse un medico mediocre y tres cuartas partes de la vida para llegar a ser un científico. Como pretender en algunas horas adquirir la Ciencia de lo Infinito? “comenta Kardec en la introducción del Libro de los Espíritus – ítem XIII. Y completa: “(…)el estudio de una doctrina, cual la Doctrina Espirita, que nos lanza de súbito en una orden de cosas tan nueva cuál grande, solo puede ser hecho con utilidad por hombres serios, perseverantes, libres de prevenciones y animados de firme e sincera voluntad de llegar a un resultado”. (instrucción Libro de los Espíritus – ítem VIII) “Nunca (…) dijimos que esta ciencia fuese fácil, ni que se pudiese aprenderla jugando, lo que, más allá, no es posible, cualquiera que sea la ciencia. Jamás habremos repetido bastante que ella demanda estudio asiduo y a veces muy prolongado.” Aumentamos nosotros, ¡y por varias encarnaciones! 

 Es necesario aprovechar este precioso y corto tiempo em la tierra, ya que descubrimos el Espiritismo para nuestra vida. Felices los que reciben el Evangelio de Jesús con la asesoría de los Espíritus Superiores. Sin fantasías, sin subterfugios, sin misterios. Todo con clareza. Y no reclamamos que nos faltan informaciones. Más Allá de la codificación organizada por Kardec, tenemos más  de cuatrocientos libros psicografiados por Chico Xavier, más de dos centenas y media por la mediumindad de Divaldo Pereira Franco, cerca de  ciento y treinta del lúcido Roque Jacintho, más allá de una vastísima biblioteca de muchos otros renombrados autores, brasileños y extranjeros.

Podemos afirmar periódicos y revistas serias que traen artículos revisados por los editores y que sirven de soporte para el estudio del Espiritismo. Por el precio de un almuerzo de domingo, hacemos una inscripción anual de una revista. Más allá de eso hay una infinidad de blogs espiritas que pueden ser acompañados por el internet y que se disponen, gratuitamente. Libros para lectura “on line” o download, para lo que prefieren imprimir y leer en el papel.

No podemos perder más el tiempo porque los días están con prisa. Muchos espíritus están hoy en la erraticidad soñando con una nueva vida en la Tierra para avance en el conocimiento y aprimoraniento moral. Y tienen que esperar porque la cola es grande y las oportunidades son pocas. Peor de lo que acontece en los bestibulares para las universidades. No es necesario abandonar la vida, ni privarse de los placeres del mundo, que son también dadivas divinas. Sin embargo, que nadie se compromete como si fuera a vivir para siempre porque, inesperadamente, podemos recibir la invitación para regresar. Y volver con las manos vacías es lo peor que puede pasar. Cambiemos con más frecuencia la Tv por una lectura. Substituyamos los bailes que nos llenan de vicios por placer edificante, instructivo, esclarecedor, que al final deje algo que valga la pena. Que sirva de equipaje para el alma en la hora de la gran e inevitable viaje de retorno al mundo de la verdad.

Un comentario final: Lea cuidadosa y atentamente la Introducción al estudio de la Doctrina Espirita en el Libro de los Espíritus para conocer mejor al Codificador. El volvió a la espiritualidad el 31 de marzo de 1869 a los casi sesenta y cinco años de edad, pero nos dejo material de estudio para muchas encarnaciones.

Quien no estuviera interesado, después no se queje, “A cada uno, según sus obras”, enseño Jesús, conforme registra el apóstol Mateos.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – marzo de 2013

 

 

 

 

 

 

Não podemos mais perder tempo

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RIE março 2013 Palestra é palestra; estudo é estudo!

Ao examinar as atividades do movimento espírita, em qualquer local, temos muito assunto para meditação e análise.
Observemos o comportamento do frequentador de Centro, que só por essa prática se considera espírita. Chega ao auditório, senta-se passivamente e ouve o palestrante que divulga os princípios espíritas . Ao final, satisfeito pelo que ouviu e pela energia do ambiente, volta para a casa com a sensação de dever cumprido. Isso, se não é dos que dormem, alisam o cabelo o tempo todo ou dos que se concentram nos celulares, tablets e similares, durante a palestra, o que já testemunhamos.
Mal comparando, é como a visita que fazemos à Igreja para assistir à missa. Ouvimos o padre, jovem, carismático, bom orador, cantor e bem humorado, que explana o Evangelho com muita beleza; ou a participação no culto de qualquer doutrina, para ouvir os mestres da instituição, conhecedores profundos da Bíblia, que nos explicam conforme a visão deles. Ouvimos calados e voltamos para a casa.
Valeu à pena? Claro! Cada momento de vida vale à pena, seja para aprender o que fazer ou o não fazer. Por que não valeria à pena um encontro religioso quando ouvimos orientações sobre moral, caridade e outras ações que demonstrem amor ao próximo?
Só que é pouco. Pouquíssimo, para quem conseguiu a duras penas uma nova oportunidade de renascimento na Terra, especialmente numa época em que isso é privilégio cada vez mais difícil de conseguir. A sociedade, ao limitar a natalidade dificulta a volta dos Espíritos à carne e quem conseguiu deveria aproveitar um pouco mais.
No dia da conferência semanal, quando também recebemos o passe, notamos que a casa se enche. Mas no dia de estudo, encontraremos público bastante diminuído em relação ao da palestra pública. Se o estudo – que às vezes não é, apesar de ter o nome – é ministrado por um orientador, quando só ele fala, o público ainda é um pouco maior. Fora isso, a reunião geralmente é esvaziada.
O número pequeno de pessoas, porém, não deve nos causar preocupação nem servir de desânimo. Lembremos que o primeiro local criado por Kardec para estudo regular do Espiritismo, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1o de abril de 1858, era uma sala com pouco mais de vinte metros quadrados para dez a quinze pessoas. O Codificador era adepto de reuniões com pouca gente porque, dizia, são mais produtivas. Em suas visitas afirmava que eram preferíveis dez centros com dez pessoas cada a um centro com cem. Este geralmente fica impessoal e dificulta a harmonia entre os participantes.
Nas reuniões com poucas pessoas, há mais oportunidade para perguntas e esclarecimentos de dúvidas, com oportunidade de interação. Sempre respeitando o tema que está em discussão, é importante que perguntemos e falemos de nossas experiências. Além de sermos orientados, a lição serve, também, para os demais. Diferente das grandes reuniões ou palestras quando apenas ouvimos e saímos cheios de dúvidas, sem poder discuti-las. E Espiritismo se aprende estudando. Não basta saber; é preciso, sobretudo, compreender. E só com estudo perseverante podemos consegui-lo.
“Anos são precisos para formar-se um médico medíocre e três quartas partes da vida para chegar-se a ser um cientista. Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?”, comenta Kardec na introdução de O Livro dos Espíritos – item XIII, e completa: “(…) o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado”. (Introdução de O Livro dos Espíritos – item VIII) “Nunca (…) dissemos que esta ciência fosse fácil, nem que se pudesse aprendê-la brincando, o que, aliás, não é possível, qualquer que seja a ciência. Jamais teremos repetido bastante que ela demanda estudo assíduo e por vezes muito prolongado” Acrescentaríamos nós, por várias encarnações!
É preciso aproveitar este precioso e curto tempo na Terra, já que descobrimos o Espiritismo para a nossa vida. Felizes os que recebem o Evangelho de Jesus com a assessoria dos Espíritos Superiores. Sem fantasias, sem subterfúgios, sem mistérios. Tudo com clareza. E não reclamemos que nos faltam informações. Além da codificação organizada por Kardec, temos mais de quatrocentos livros psicografados por Chico Xavier, mais de duas centenas e meia pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco, cerca de cento e trinta do saudoso e lúcido Roque Jacintho, além de vastíssima biblioteca de muitos outros renomados autores, brasileiros e estrangeiros.
Podemos assinar jornais e revistas sérios que trazem artigos revisados pelos editores e que servem de suporte para o estudo do Espiritismo. Pelo preço de um almoço de domingo, fazemos uma assinatura anual de uma revista. Além disso, há uma infinidade de blogs espíritas que podem ser acompanhados pela internet e que disponibilizam, gratuitamente, livros para leitura “on line” ou download, para os que preferem imprimir e ler no papel.
Não podemos mais perder tempo porque os dias estão com pressa. Muitos espíritos estão hoje na erraticidade sonhando com uma nova vida na Terra para avanço no conhecimento e aprimoramento moral. E têm de esperar porque a fila é grande e as oportunidades são poucas. Pior do que acontece nos vestibulares para as universidades.
Não é preciso abandonar a vida, nem privar-se dos prazeres do mundo, que são também dádivas divinas. Mas ninguém se comporte como se fora viver para sempre porque, inesperadamente, podemos receber o convite para regressar. E voltar de mãos vazias é o pior que pode nos acontecer. Troquemos com mais frequência a tela da TV pela leitura. Substituamos a balada que nos enche de vícios por um lazer edificante, instrutivo, esclarecedor, que ao final deixe algo que valha mesmo à pena. Que sirva de bagagem para a alma na hora da grande e inevitável viagem de retorno ao mundo da verdade.
Um comentário final: Leiam cuidadosa e atentamente a Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita em O Livro dos Espíritos para conhecer melhor o Codificador. Ele voltou à espiritualidade em 31 de março de 1869, aos quase sessenta e cinco anos de idade, mas deixou-nos material de estudo para muitas encarnações.
Quem não estiver interessado, depois não se queixe. “A cada um, segundo as suas obras”, ensinou Jesus, conforme registra o apóstolo Mateus.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – março 2013