Mecanismos da Obsessão

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Por Octávio Caúmo Serrano 

Atitudes que minam nossas resistências.

Quando certo órgão físico apresenta-se dolorido, fica identificado, com antecedência, que um problema qualquer está surgindo e que é preciso providências. Assim são a dor de dente, a úlcera, a cefaleia, uma articulação enrijecida, dores diversas.

Vejam que não estamos falando em profilaxia, que consiste em examinar-se antes de sentir qualquer sintoma de doença, em inteligente trabalho de prevenção. Estamos nos referindo aos quadros que já mostram a existência de problemas.

Os males do espírito também se identificam por meio de órgãos enfermos. Não há patologia física, mas apesar de o corpo ainda estar saudável, o inquilino não está cuidando da casa como deveria.  Está poluindo-a e não a mantém dentro dos princípios de higiene.

Sujo o corpo, pelos desequilíbrios, começam os distúrbios do espírito. Assim é que rapidamente a pessoa começa a ficar insatisfeita com a sua vida. Nada do que ela tem lhe causa prazer. Chega a desagradar-se até do próprio nome, ainda que seja bonito. Olha a vida com óculos negros e o colorido do mundo começa a dissipar-se. Sente-se um abandonado.

Por essa razão, não podemos deixar crescer em nós os maus pensamentos. Eles são a negação da fé. Se ao rezar a oração do Pai Nosso, concordamos que seja feita a vontade de Deus e não a nossa, temos que confirmar na prática, ainda que essa vontade não coincida com o que esperamos. As doenças físicas são o registro das enfermidades espirituais. Uma vez nascidas na mente, e não nos referimos ao cérebro físico, elas lesam os órgãos do perispírito, os centros de forças, ou chacras como preferem alguns, até chegar aos tecidos e causar lesões. É comum certas pessoas se dirigirem ao médico, em face de dores que as incomodam e, após os exames e as radiografias, o doutor afirmar que elas não têm nada. Na verdade não têm, ainda. Os sintomas estão nas telas fluídicas, duplo etéreo, perispírito, ou em uma ou mais camadas sutis que formam o homem juntamente com o corpo de carne. As enfermidades já nasceram e estão se dirigindo para o corpo, mas seu trajeto pode ser interrompido.

Esta é a razão por que o passe aplicado no centro espírita, que se destina a fortalecer magneticamente o assistido ou equilibrá-lo moral ou psiquicamente, tem sua eficiência. Funciona como um processo de reversão e a doença, que já vinha caminhando em direção à matéria física, começa a desintegrar-se no caminho até desaparecer. Por isso a medicina do futuro é a psicossomática. O médico que não tratar da alma juntamente com o corpo, está condenado ao fracasso. A afirmativa de que não há doenças, mas doentes, cada dia é mais bem compreendida.

Ninguém espere sua obsessão ficar grande para correr no centro em busca de socorro. Observe-se, e toda vez que perceber algo estranho, vá buscar ajuda nessas casas, que são todas filiais ou departamentos da mesma casa matriz de Jesus. E as sementes de onde nascem as grandes árvores da obsessão, são a sonolência sem razão, irritabilidade, incapacidade de dizer uma prece ou ler um livro edificante, desinteresse pela vida, preguiça, cansaço sem causa que o justifique, mania de perfeição, avareza, mesmo nas coisas mais miúdas, insistir em ser dono da verdade, queixas insistentes de dores reais ou imaginárias.

Em uma análise do que acima foi dito, todos argumentarão que se esses são os sintomas do desequilíbrio espiritual, que nos levam aos processos obsessivos, então a humanidade sofre de obsessão crônica e epidêmica. E se nos perguntassem, responderíamos que sim. Em razão dos valores que o mundo elegeu como básicos, onde o egoísmo ultrapassou os limites do suportável para uma convivência saudável, não há espírito encarnado pisando o chão deste planeta que possa garantir-se sadio.

Esta afirmativa em nada desmerece o homem da Terra, que aqui reencarnou por ser gêmeo dela. Mas considerando-se a longevidade do espírito, não restrita aos poucos minutos espirituais de uma encarnação, o esforço de melhoramento deve fazer parte das nossas metas. Quem menosprezar as coisas miúdas, taxando-as de insignificantes e secundárias, é sério candidato a perder-se no labirinto de suas próprias aflições.

O primeiro médico do homem é ele mesmo. Como é ele também o primeiro doutrinador de seus obsessores o que faz, não por palavras, mas por atitudes. Iluminando-se o homem deixa o obsessor perdido nas suas próprias trevas. Caso ele já esteja no tempo do progresso, aproveitará para igualmente iluminar-se. É este, também, um trabalho de caridade.

Jornal Tribuna Espírita – João Pessoa Paraíba – julho/agosto 2013

Quem sabe ouvir, que ouça

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Octávio Caúmo Serrano.

Histórias contadas no Espiritismo. Verdade ou ficção?

Nas reuniões do centro, toda semana entrava um homem moreno, cheirando a álcool, e se sentava nas últimas cadeiras. Geralmente, ao iniciar a palestra ele começava a cochilar.

O dirigente nunca proibiu a entrada dele, porque se comportava, apesar dos vapores etílicos que se espalhavam pelo ambiente, mas nada que a espiritualidade não pudesse neutralizar.

E assim o tempo passava!

Certo dia, o homem, conhecido como baiano, não apareceu e todos estranharam e até sentiram sua falta. Semanas, meses e o baiano nunca mais veio ao centro. Ninguém sabia dar notícias dele e jamais fora visto nas redondezas.

No dia da reunião mediúnica,  um espírito se comunica e se apresenta: – Boa noite! Aqui é o baiano…

Imediatamente o dirigente tratou de pedir-lhe compostura e respeito, porque era uma reunião de socorro aos espíritos desajustados que vivem perdidos nos próprios erros e precisam de orientação e encaminhamento. Mas o baiano aparteou:

– Dá licença, mas eu quero falar. Eu morri. Mas eu não sabia que havia morrido, porque tudo continuava igual. Eu via as pessoas, os lugares, vinha aqui assistir às palestras, mas me parecia que alguma coisa estava estranha. Lembrei-me das lições que eu escutava aqui e recordei-me que nós temos um anjo da guarda que toma conta de nós o tempo todo e se o chamarmos ele nos atende.

– Foi o que eu fiz, e ele veio. Então perguntei: – Eu… E ele respondeu: – É isso mesmo que você está pensando. Você morreu, mas como vê, nada mudou. Continua vivo e aprendendo porque ninguém morre. Apenas muda de plano: do físico para o espiritual. Entendeu?

– Mais ou menos. Mas agora faz mais sentido o que está acontecendo.

Aí eu decidi ajudar esses espíritos que morreram viciados e que nunca foram  a um centro ouvir aquilo que eu ouvi e que agora me ajuda tanto. Toda semana, no dia da palestra, eu pergunto a uma porção deles: – Quem quer ir a uma festa comigo? Tem comes e bebes e é divertido. Todo mundo quer. E eu trago todos aqui para o centro.

– Quando começa a palestra, eles desconfiam e perguntam quando vai começar a festa. E eu respondo que já começou e é só ter um pouco de paciência, que eles vão gostar. No final, embora muitos fiquem zangados comigo e dizem que eu os enganei, já há os que gostam e dizem que na semana seguinte querem vir novamente. E assim aos pouquinhos, trago muitos amigos perdidos que já estão se encontrando.

-Desculpe, mas eu só queria falar do trabalho que eu estou fazendo porque aprendi muito quando estava vivo e vinha aqui assistir às palestras. Boa noite e obrigado.

Tomara que todos os sóbrios que vão ao centro assistir às reuniões,  possam assimilar tanto quanto o baiano, que aos olhos das pessoas não passava de um alcoólatra que desperdiçava a sua encarnação. Às vezes o que parece não é e, como vimos, não podemos ter pressa em julgar pessoas ou acontecimentos, porque poderemos ter grandes surpresas.

Roguemos a Deus para que nos dê sempre muito discernimento.

Jornal O Clarim – setembro de 2013

Alegría, un componente de la fe

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Sentir alegría es estar bien con la vida.
•  Traducción: Edda Fontes

Hay una falsa idea de que los religiosos, particularmente los espiritistas, deben ser tristes y están prohibidos de reírse y de sentir alegría. Nos parece que esto ofende al prójimo y agrede la miseria del mundo, como si estuviésemos impedidos de ser felices por las desigualdades humanas. ¡Pero ni todo es nuestra culpa! Ni ésa es la orientación de los espíritus. Al contrario, dicen ellos que debemos brindar la vida como una forma de agradecer por esta encarnación que nos permite avanzar un poco más hacia la perfección espiritual. La reencarnación, al final, es la misericordia del Padre que sabe que sus hijos son hechos a Su imagen y semejanza.
Cuando analizamos la vida de los grandes médiums, vemos que, aunque ellos disponen da la mediumnidad las veinticuatro horas, no están todo el día en trabajo mediúmnico ostensivo, tarea en explícita. También duermen, comen, pasean, se divierten, porque eso les reabastece para que hagan su trabajo contentos. Cuando pensamos en la figura del excelso Chico Xavier en su intercambio con el plan invisible, atendiendo a las madres y personas aflictas, o cuando le veíamos a la sombra del aguacatero distribuyendo alimentos a los pobres de su ciudad, no imaginamos a aquella persona como a alguien tan alegre como era el gran misionero del Espiritismo.
Pocas veces estuvimos con él, en la intimidad, porque somos de aquéllos que le respetaban, dejándole libre para los que estuviesen más necesitados de hablarle. Pero en estas pocas oportunidades, sentimos alegría en aquel hermano, ya mayor, enfermo y debilitado, charlando con los más próximos, comentando y riéndose de hechos cotidianos.
Nuestro viejo y querido amigo Miguel Pereira, del Grupo Espirita Los Mensajeros, editaba mensualmente los folletos distribuidos en los Centros, bajo la orientación de Chico. Eran nueve mensajes de cuestiones de moral y una doctrinaria, generalmente extraída de la codificación. El primero a recibir el paquete era Chico Xavier. Al llevar el material hasta Uberaba, Miguel no podía olvidarse de su guitarra, porque después de su trabajo mediúmnico, aquel médium le pedía para tocar y cantar. Y Miguel, que era un cantante nato, que incluso vivió de la música por algun tiempo, cantaba las viejas canciones de famosos trovadores, para deleite del médium, que también cantaba y se reía feliz en aquella fiesta. Era como si él recargase las pilas para continuar un poco más.
A pesar de toda su edad, se reerguía del desgaste provocado por el trabajo, y cuando parecía que no más se levantaba de su cama, luego estaba él renovado para proseguir su lucha. Y así, enfermo por toda su encarnación, llegó a los 92 años produciendo hasta el día final, cuando desencarno en una fecha que siempre la recordaremos: 30 de junio de 2002.
Cuando estamos alegres es porque nuestra alma está en paz, aunque según los valores de este mundo, nos falte algo. Sentimos paz, conciencia tranquila, disposición física, esperanza, somos pacientes, pacíficos y dispuestos a servir, en un ademán de gratitud por lo que recibimos de la vida. No somos impacientes, ni inseguros, ni precipitados. Seguimos el tiempo de Dios y no el nuestro. Es en aquella hora que vivimos la práctica del “Padre Nuestro”, al decir “sea hecha vuestra voluntad”. Cuando, en lugar de preocuparnos solamente por lo qué nos hace falta, decidimos agradecer por lo que ya tenemos, facilitamos así la conquista de nuestra dicha.
En vez de desgastarnos con el cambio del coche por otro moderno, recordemos a los que andan en metro, en autobús, en tren, en barco, a caballo o a pie. En lugar de aburrirnos con el puesto que tenemos y con el salario que ganamos, observemos los que piden limosna por falta de trabajo y a los que sobreviven del alimento recogido en la basura. No es masoquismo, sino un recurso comparativo para ver como todavía tenemos más a agradecer que a lamentar.
Tenemos que aceptar nuestro cuerpo, nuestro rostro, nuestras deficiencias o limitaciones, porque ellas atienden a los imperativos de esta encarnación, para reparo de los antiguos errores. Cuando sufrimos del hígado, del pulmón, de los bronquios, del corazón, comprendamos que son deficiencias grabadas en el perispíritu en vidas pasadas y que ahora sirven de freno y alerta para que no cometamos los mismos engaños. Por lo tanto, la enfermedad en vez de castigo, es una aliada preservando nuestra salud. Limita nuestra acción para que no repitamos los mismos excesos. ¿Difícil comprender esto? Para los que tienen fe, no.
Todo lo que Dios hace es bueno; aunque nos duela, porque es necesario y para nuestro bien. Nunca dejemos que nada ni nadie nos quite la alegría. No entreguemos el bien más precioso que tenemos – nuestra VIDA – al primero que llega, sea el gobierno, el patrón, el cónyuge, el hijo, el amigo, el gurú o el desafecto. Somos una individualidad con duración eterna. ¡Y fíjense qué eterno es bastante tiempo! Por lo tanto, no tengamos prisa desaforada y, sigamos el ritmo natural que construye cada cosa en su debido tiempo. Cuando estamos en equilibrio, raciocinamos mejor. Todo pasa a tener más sentido y difícilmente nos arrepentimos de lo que hacemos, pensamos o decimos.
Vale la pena practicar esto porque el beneficio va para aquél que lo aplica. No hay que sonreír desorbitada o burlonamente, como los portadores de la idiotez; no hay que alegrarse con irracionalidad, no hay que carcajear con conversas chulas. Sin embargo, nunca perdamos la oportunidad de reírnos, con la boca, con los ojos y con el alma, para que nos sintamos felices. Esto es el elixir para una vida larga. Un secreto para pocos: ¡sólo para los que tienen FE!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Setiembre 2013

Alegria, um componente da fé

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RIE_Setembro_2013                                                                               Sentir alegria é estar de bem com a vida.

Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com 

Há uma falsa ideia de que os religiosos, mais particularmente os espíritas, devem ser fechados, introvertidos, e estão proibidos de sorrir e de sentir alegria. Parece que isso ofende o próximo e agride a miséria do mundo, como se estivéssemos impedidos de ser felizes em função das desigualdades humanas.

 Mas nem tudo é culpa nossa! Nem é essa a orientação ensinada pelos espíritos. Pelo contrário: dizem eles que devemos festejar a vida como forma de agradecer por mais uma encarnação a nós concedida e que nos permitirá avançar um pouco mais no sentido do apogeu espiritual.

Afinal, a reencarnação é a misericórdia do Pai que sabe que seus filhos são todos feitos à Sua imagem e semelhança.

Quando analisamos a vida dos grandes médiuns, notamos que, embora eles mantenham esta qualificação nas vinte e quatro horas do dia, nem por isso estarão o dia todo em trabalho mediúnico ostensivo, de tarefa explícita. Também dormem, comem, passeiam, divertem-se porque tudo isso os reabastece para que façam seu trabalho com alegria.

Quando imaginamos a figura do excelso Chico Xavier no seu intercâmbio com o plano invisível, atendendo e socorrendo mães e aflitos de toda ordem, ou quando o víamos à sombra do abacateiro distribuindo alimentos aos pobres da sua cidade, não imaginamos a figura alegre que era o grande missionário do Espiritismo.

Poucas vezes estivemos com ele, frente a frente, na intimidade, porque éramos dos que o poupavam, deixando-o para os que tivessem mais necessidade de falar-lhe. Mas nessas poucas oportunidades, constatamos a alegria do irmão, já idoso, doente e alquebrado, quando em colóquio com os mais chegados, comentando e rindo sobre fatos do cotidiano.

Nosso velho e saudoso amigo Miguel Pereira, do Grupo Espírita Os Mensageiros, editava mensalmente os folhetos distribuídos nos Centros, sob a orientação do Chico. Eram nove mensagens de cunho moral e uma doutrinária, geralmente extraída da codificação. O primeiro a receber o pacote era o Chico. Ao levar o material para Uberaba, Miguel não podia se esquecer de pôr o violão no carro, porque depois do trabalho mediúnico, Chico pedia-lhe para tocar e cantar. E Miguel, que era um seresteiro nato, tendo mesmo vivido da música por um tempo, cantava os velhos sucessos dos mais famosos menestréis, para deleite do médium, que cantava junto e ria feliz com a festa.

Era como se ele recarregasse as baterias com doses de felicidade para continuar por mais um pouco. Deste modo, apesar de toda a idade, reerguiase aqui e ali do desgaste provocado pelo trabalho, e quando parecia que não mais sairia do leito, lá surgia ele renovado para prosseguir na luta. E assim, doente por toda a encarnação, chegou aos 92 anos de idade, produzindo até o dia final, o sempre lembrado 30 de junho de 2002.

Quando estamos alegres é porque em nossa alma tudo está bem, mesmo que, segundo os valores do mundo, ainda nos falte algo. Sentimos paz, consciência tranquila, disposição física, esperança, somos pacientes, pacíficos e dispostos a servir, num gesto de gratidão pelo que recebemos da vida. Não somos impacientes, nem inseguros, nem precipitados. Seguimos o tempo de Deus e não o nosso. É aquela hora em que vivemos na prática o Pai Nosso, ao dizermos “seja feita a Vossa vontade”.

Quando, em vez de ficarmos preocupados apenas com o que nos falta, decidirmos agradecer pelo que já temos, facilitamos a conquista da nossa felicidade. Em vez de nos desgastarmos pela troca do carro atual por um mais moderno, lembremos os que andam de metrô, de ônibus, de trem, de barco, no lombo de um burro ou a pé. Em vez de reclamarmos do emprego que temos e do salário que recebemos, observemos os que pedem esmola por falta de trabalho e os que sobrevivem do alimento recolhido nas latas de lixo. Não é masoquismo nem autoflagelo, antes um recurso comparativo para ver como ainda temos mais a agradecer do que a lamentar.

Aceitemos nosso corpo, nosso rosto, nossas deficiências ou limitações, sabendo que elas atendem aos imperativos desta encarnação, para reparo das falhas do passado. Quando sofremos do fígado, do pulmão, dos brônquios, do coração, compreendamos que são deficiências gravadas no perispírito em vidas passadas e que agora servem de freio e alerta para não cometermos os mesmo enganos. A doença, portanto, em lugar de parecer um castigo, é uma aliada preservando a nossa saúde. Ela limita nossa ação para não repetirmos os mesmos excessos. Difícil compreender isso? Para quem tem fé, não. Tudo o que Deus faz é bom. Pode doer, mas é necessário e é para o nosso bem.

Nunca deixemos que nada nem ninguém tire a nossa alegria. Não entreguemos o bem mais precioso que temos – A NOSSA VIDA – ao primeiro que passa, seja ele o governo, o patrão, o cônjuge, o filho, o amigo, o guru ou o desafeto. Somos uma individualidade com duração eterna. E olhem que eterno é bastante tempo! Logo, não tenhamos pressa desmedida, atropelando o ritmo natural que constrói cada coisa no devido tempo. Quando estamos em equilíbrio, raciocinamos melhor. Tudo passa a ter mais sentido e dificilmente nos arrependemos do que fazemos, pensamos ou dizemos. Vale a pena treinar porque o lucro é de quem consegue.

Não há que sorrir exagerada ou debochadamente, como os portadores da idiotia; não há que alegrar-se com irracionalidade, não há que gargalhar com conversas chulas. Mas nunca percamos a oportunidade de rir, com a boca, com os olhos e com a alma, para nos sentirmos felizes.

Eis aí um elixir da longa vida. Um segredo para poucos: só para os que têm FÉ!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – setembro de 2013
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