Definindo Rumos

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Prefácio do Livro ROTEIRO de Emmanuel por Chico Xavier 

Em verdade, meu amigo, terás encontrado no Espiritismo a tua renovação mental.

O fenômeno terá modificado as tuas convicções.

As conclusões filosóficas alteraram, decerto, a tua visão do mundo.

Admites, agora, a imortalidade do ser.

Sentes a excelsitude do teu próprio destino.

Mas se essa transformação da inteligência não te reergue o coração com o aperfeiçoamento íntimo, se os princípios que abraças não te fazem melhor, à frente dos nossos irmãos da Humanidade, para que te serve o conhecimento? Se uma força superior te não educa as emoções, se a cultura te não dirige para a elevação do caráter e do sentimento, que fazes do tesouro intelectual que a vida te confia?

Não vale o intercâmbio, somente pelo capricho atendido.

A expressão gritante do inabitual pode estar vazia de substância.

A ventania impetuosa que varre o solo, com imenso alarido, costuma gerar o deserto, enquanto que o rio silencioso e simples garante a floresta e a cidade, os lares e os rebanhos.

Se procuras contato com o plano espiritual, recorda que a morte do corpo não nos santifica. Além do túmulo, há também sábios e ignorantes, justos e injustos, corações no céu e consciências no inferno purgatorial…

As excursões no desconhecido reclamam condutores.

O Cristo é o nosso Guia Divino para a conquista santificante do Mais Além…

Não te afastes dEle.

Registrarás sublimes narrações do Infinito na palavra dos grandes orientadores, ouvirás muitas vozes amigas que te lisonjearão a personalidade, escutarás novidades que te arrebatam ao êxtase, entretanto, somente com Jesus no Evangelho bem vivido é que reestruturaremos a nossa individualidade eterna para a sublime ascensão à Consciência do Universo.

Estas páginas despretensiosas constituem um apelo à congregação de nossas forças em torno do Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Sem a Boa Nova, a nossa Doutrina Consoladora será provavelmente um formoso parque de estudos e indagações, discussões e experimentos, reuniões e assembleias, louvores e assombros, mas a felicidade não é produto de deduções e demonstrações.

Busquemos, pois, com o Celeste Benfeitor a lição da mente purificada, do coração aberto à verdadeira fraternidade, das mãos ativas na prática do bem e o Evangelho nos ensinará a encontrar no Espiritismo o caminho de amor e luz para a Alegria Perfeita.

Emmanuel

Pedro Leopoldo , 10 de junho de 1952

Página para ler várias vezes, com a maior atenção que formos capazes. Linha por linha, meditando na leitura.

Uma questão de fé raciocinada

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PUBLICADO NO JORNAL CORREIO DA PARAIBA DESTE DOMINGO 13/10/2013

Quando o médium Chico Xavier tinha 21 anos, lançou em dezembro de 1931 o seu primeiro livro ditado pelos Espíritos – PARNASO DE ALÉM-TÚMULO – Uma coletânea de poemas, mais de 250, que teriam sido ditados por 56 poetas, entre brasileiros e alguns portugueses, como os conhecidos Guerra Junqueiro e João de Deus.

O curioso desta obra é que o Chico foi taxado de charlatão e que teria plagiado poesias dos artistas já mortos, atribuindo-lhes a autoria, o que caracterizaria uma ridícula farsa.

A comunidade cultural analisou o livro e dada à extraordinária semelhança de estilo de cada poeta, de per si, não teve dúvidas em decretar: “ou aceitamos como real a mediunidade deste jovem ou estamos diante de um gênio que merece ingressar imediatamente na Academia Brasileira de Letras.” Se o estilo de um só poeta é algo difícil de ser copiado pelo leigo, que dizer de 56? Seria impossível que isso acontecesse, o que nos leva a acreditar na realidade das comunicações.

Para os nordestinos, em especial os paraibanos, o livro traz uma particularidade que merece destaque. Ao grande Augusto dos Anjos, o paraibano do século, foram reservadas na primeira edição do livro de 512 páginas, formato 18×27 cm., nada menos que 32 páginas, sendo 11 com análises e argumentos de especialistas sobre a autenticidade dos trabalhos, e 21 com 31 poemas de autoria do Espírito Augusto dos Anjos.

Felizmente, o óbvio já não é tão combatido pela ignorância e as religiões estão analisando os fenômenos mediúnicos com naturalidade. Na internet há uma avalanche de sites com instruções a esse respeito e mesmo sobre as reuniões mediúnicas, hoje tão comuns até no Vaticano, autorizadas e confirmadas como importantes por João Paulo II, nos Palácios presidenciais (como a Casa Branca-Washington), nas Universidades e Hospitais. Um exemplo pode ser encontrado neste endereço http://www.igrejacatolicacarismatica.org.br/artigos99.htm

Nos dias tumultuados de hoje é preciso que nos apeguemos a algo racional, porque o que não pode ser percebido pela razão tende a morrer depressa. A fé cega, dogmática, não é mais para o nosso tempo. Não basta crer; é preciso, sobretudo, compreender. Se Deus é soberanamente misericordioso, não tem sentido criar pobres e ricos, aleijados e sãos, bonitos e feios, sem que haja uma razão lógica para isso. E a lógica é que isso decorre de nossas vidas passadas. Somos, cada um individualmente, os construtores do nosso futuro. Só depois de saber, começaremos a mudar.

Octávio Caumo Serrano – caumo@caumo.com
Poeta, palestrante e escritor espírita.

 

 

 

Flores para os mortos

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Octávio Caumo Serrano

Novembro está chegando. Comemoraremos o dia dos Mortos

Em nossos estudos das quintas-feiras, quando analisamos O Livro dos Espíritos, estudávamos as questões 823 e seguintes sobre o desejo de perpetuar a memória dos finados por meio de mausoléus e os espíritos responderam que isso é o derradeiro ato de orgulho.

Diante do argumento que a suntuosidade dos monumentos fúnebres deve-se ao fato de os parentes desejarem honrar a memória dos defuntos e não ao próprio defunto, os espíritos responderam que é “orgulho dos parentes que querem glorificar a si mesmos.” “Oh! Sim, nem sempre é pelo morto que se fazem essas demonstrações: é por amor-próprio, por consideração pelo mundo e para ostentação da riqueza.  Acreditais que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre porque ele só pode colocar uma flor sobre o túmulo? Acreditais que o mármore salva do esquecimento aquele que foi inútil na Terra?” Leiam também, por favor, a questão 824, para fechar o assunto.

Um dos presentes argumentou, porém, que é importante a ida ao cemitério porque os espíritos se reúnem ali, na esperança de rever seus parentes e receber homenagens. Eles esperam merecer velas e flores, especialmente nos dias de finados.

Realmente, há pessoas que passam todo o ano sem recordar de seu falecido, sem lembrar-se de fazer por ele uma simples oração, mas que nesses dias mandam pintar o túmulo e levam suas homenagens. E apesar de as flores terem seu preço inflacionado, porque os oportunistas exploram a crendice e a tradição das pessoas, não deixamos de oferecer nosso ramalhete.

Ao comentar, sugerimos que algo a ser analisado, também, é que os mortos têm recebido mais flores do que os vivos. Quanto marido vai ao cemitério nos finados levar flores para a esposa, sem que jamais tenha ofertado a ela, no convívio de toda uma vida, uma simples rosa solitária. Seria consciência pesada? Remorso?

As verdadeiras homenagens são as que prestamos às pessoas com a gentileza, a atenção, o gesto de carinho, a palavra de afeto, o convívio agradável e respeitoso. Da cumplicidade que deve existir numa vida em comum. Mas em se tratando da flor, ela pode ser ofertada no dia do aniversário, da comemoração do casamento, ou mesmo quando não há nada a festejar. Há negligência tão grande nesse sentido que uma frase jocosa já diz: “Há  maridos fieis e maridos que oferecem flores”. São tão raras essas atenções que muitas vezes surpreendem até quem recebe.

Todavia, mesmo que sua esposa estranhe a gentileza, comece a oferecer-lhe flores e mimos enquanto estão a caminho. Depois que ela for morar sob a lousa dura e fria, só precisará de suas preces e da boa saudade. Nessa hora, em vez de oferecer a ela flores e velas no cemitério, gaste o dinheiro, em nome dela, na compra de pão para dar ao pobre que tem fome. Esta homenagem será mais apreciada e lhe tocará mais profundamente o coração!

Jornal O Clarim – Matão – Outubro de 2013

 

Espiritismo Moderno

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Nadie imagine que hablo de reforma del Espiritismo.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com – traducción – Prof. Edda Fontes – eddafontes@gmail.com

 

Hay quien defienda la modernización de nuestra doctrina porque El Libro de los Espíritus estaría superado y necesitaría de actualización con base en la moderna ciencia y en las transformaciones sociales. El propio Kardec ya dijo más o menos eso, cuando defendió que el Espiritismo es una doctrina evolutiva y, por lo tanto, no está lista y acabada.

Lo que entiendo, sin embargo, es que todavia estamos en el jardín de la infancia en ese asunto y la casi unanimidad de los espiritistas aún desconoce las orientaciones más elementales de la doctrina. Y los pocos que ya leyeron o estudiaron algo, aún tienen poco conocimiento del mensaje de los Espíritus, porque ella está arriba de nuestro entendimiento. Decoramos lo que dice la letra, pero no entendemos lo que nos habla el alma de la letra; el mensaje espiritual. Si no fuese eso, tendríamos comportamiento diferente.

A pesar de no ser de los más antiguos, ya cuento cuatro décadas de estudio y divulgación doctrinarios y comparo lo que me enseñaron en la década de 1970 con qué hoy se divulga. Mejoró mucho. Cuando empezé en la doctrina, me informaron que reencarnábamos para sufrir y no adelantaba reclamación. A lo largo del tiempo, comprendí que la reencarnación es un regalo de Dios y que volvemos para aprender y crecer, y no para el sufrimiento. Sufrir o no es opción y depende del entendimiento y de la fe de cada uno.

Me enseñaron también sobre el karma, palabra sánscrita que en las filosofías de India significa “el conjunto de las acciones de los hombres y sus consecuencias”. Solo que nunca me dijeron que yo podría tener un karma bueno. Si él es consecuencia de lo que hago – acción y reacción –, puedo crear karmas favorables. Y decían más: si usted tiene problemas en el hogar tiene de aguantar hasta el fin de la vida. No adelanta deshacer el matrimonio porque tendrá de volver con el compañero cuántas veces sea necesario. Y se usted maltrató a su mujer, la situación se invertirá y usted es quien será agredido por ella. Oía y creía, al final, era recién-llegado al Espiritismo. Hoy, sé que hay muchas formas de rescatarse errores y que los agentes pueden ser otros – y no las propias víctimas de nuestra acción, cuando ellas no son vengativas.

Ya comprendo que no existe el fin de la vida y que estoy en la vida eterna desde el día en el que Dios me creó, simple y sin cualquier conocimiento. Ése fue el primer día del resto de mi vida, que jamás terminará, porque soy inmortal. Aun cuando yo quiera morir, no consigo; estoy condenado a vivir por toda la eternidad, porque fui creado a la imagen y semejanza de Dios y tengo de la misma inmortalidad que Él. Soy fruto de Su árbol.

Un día me invitaron a aprender a adoctrinar Espíritus. Un orientador me dio las primeras lecciones y dijo que era fácil; bastaban cuatro ítenes para hacer el trabajo, conversando con la entidad: ¿1 – Sabe dónde está? En un centro espiritista, una casa de caridad. ¿2 – Sabe qué ya murió? 3 – Pide perdón a Dios por sus errores. 4 – Siga con esos hermanos y vaya con Dios.

“Es solo eso”, me explicó el “maestro”. Lo hizo en cuestión de minuto. En la semana siguiente, el lunes de carnaval, había apenas dos médiums y un único doctrinador: YO, que había hecho un cursillo de una hora en la semana anterior. Felizmente, al recibir el Espíritu, hablé con él fraternalmente e intenté calmarlo, garantizándole que estaba en el lugar ideal para ser ayudado; que aprovechase la oportunidad.

A lo largo del tiempo, los centros se abrieron más para el estudio y el misticismo y la fantasía aparecen cada vez menos. Actualmente, vemos universitarios y doctores en el movimiento, estudiando la Codificación y el Evangelio con objetividad y buen sentido. Para confirmar, tenemos la existencia de las Asociaciones Médico-Espiritistas en todo el Brasil, además de la AME Internacional. Hay asociaciones espiritistas de magistrados, de militares y de muchos otros profesionales. Hay reuniones de estudio y mediúmnicas en muchos hospitales, empresas y universidades.

Mismo con ese progreso, aún es necesario estudiar bastante para entender sobre nuestra existencia y lo qué nos compete en esto largo e interminable viage. Una escalera de infinitos escalones, que mismo ya habiendo ascendido muchos, estamos aún más cerca de la Tierra que del Cielo. Las casas espiritistas deben crear más reuniones de estudio y mismo en las escuelas de moral cristiana, para niños, es preciso jugar y cantar menos y ya empezar a estudiar el Evangelio, desde los primeros años de vida.

Cierta tarde, al final de la reunión del centro, una niña de tres años, que iba con la madre asistir a la exposición – y generalmente dormía –, me salió con ésta:

– Madre, la exposición de don Octávio fue tan legal.

– ¿Fue hija? ¿De lo qué usted gustó más?

– Gusté cuando él habló que nosotros debemos hacer para los otros solo lo qué nosotros queremos que los otros hagan a nosotros. ¡Hallé muy legal!

Después de oírla con atención y respeto, tuve la certeza de que no hay niños, según nos explica el Espiritismo. Son los mismos Espíritus que regresan y que ya traen su sabiduría particular. Por eso debemos estar siempre muy atentos.

Las magistrales exposiciones de los médicos, psicólogos, ingenieros y que tales, deben ser canalizadas más para los principiantes o para los que no son espiritistas y quieren ser convencidos por argumentos sólidos sobre la supervivencia del alma y las consecuencias de sus acciones. Los más entendidos solo necesitan ser inducidos a mejorar el carácter y eso se consigue con el estudio y el trabajo incesantes. Conocemos espiritistas con veinte años de frecuencia a los centros que apenas se complacen en oír exposiciones. Tienen la cabeza llena de información, pero las manos vaciadas y el corazón duro.

Cómo los Nicodemus del siglo XXI, si todavia no entendemos siquiera de las cosas de la tierra, ¡qué será cuándo necesitemos entender de las cosas del cielo! El alerta del Cristo sigue valiendo; ¡y tenemos de correr porque el tiempo está terminando!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Octubre 2013

 

 

Espiritismo Moderno

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RIE_Outubro_2013

Ninguém imagine que falo de reforma do Espiritismo.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

 

Há quem defenda a modernização da nossa doutrina porque O Livro dos Espíritos estaria superado e precisa de atualização com base na moderna ciência e nas transformações sociais. O próprio Kardec já disse mais ou menos isso, quando defendeu que o Espiritismo é uma doutrina evolutiva e, portanto, não está pronta e acabada.

O que entendo, porém, é que ainda estamos no jardim da infância nesse assunto e a quase unanimidade dos espíritas ainda desconhece as orientações mais elementares da doutrina. E os poucos que já leram ou estudaram algo, ainda têm pouco conhecimento da mensagem dos Espíritos, porque ela está acima do nosso entendimento. Decoramos o que diz a letra, mas não entendemos o que nos fala a alma da letra; a mensagem espiritual. Se não fosse isso, teríamos comportamento diferente.

Apesar de não ser dos mais antigos, já conto quatro décadas de estudo e divulgação doutrinários e comparo o que me ensinaram lá por 1970 com o que hoje se divulga. Melhorou muito. Quando comecei na doutrina, informaram-me que reencarnávamos para sofrer e não adiantava reclamar. Com o passar do tempo, compreendi que a reencarnação é um presente de Deus e que voltamos para aprender e crescer, e não para o sofrimento. Sofrer ou não é opção e depende do entendimento e da fé de cada um.

Ensinaram-me também sobre o carma, palavra sânscrita que nas filosofias da Índia significa “o conjunto das ações dos homens e suas consequências”. Só que nunca me disseram que eu poderia ter um carma bom. Se ele é consequência do que faço – ação e reação –, posso criar carmas favoráveis. E diziam mais: se você tem problemas no lar tem de aguentar até o fim da vida. Não adianta desfazer o casamento porque terá de voltar com o parceiro quantas vezes for necessário. E se você maltratou sua mulher, a situação se inverterá e você é quem será agredido por ela. Eu ouvia e acreditava, afinal, era recém-chegado ao Espiritismo. Hoje, sei que há muitas formas de se resgatar erros e que os agentes podem ser outros – e não as próprias vítimas da nossa ação, quando elas não são vingativas.

Já compreendo que não existe o fim da vida e que estou na vida eterna desde o dia em que Deus me criou, simples e sem qualquer conhecimento. Esse foi o primeiro dia do resto da minha vida, que jamais terminará, porque sou imortal. Mesmo que eu queira morrer, não consigo; estou condenado a viver por toda a eternidade, porque fui criado à imagem e semelhança de Deus e gozo da mesma imortalidade que Ele. Sou fruto da Sua árvore.

Um dia me convidaram para aprender a doutrinar Espíritos. Um orientador me deu as primeiras lições e disse que era fácil; bastavam quatro itens para fazer o trabalho, conversando com a entidade: 1 – Sabe onde está? Num centro espírita, uma casa de caridade. 2 – Sabe que já morreu? 3 – Pede perdão a Deus pelos seus erros. 4 – Siga com esses irmãos e vá com Deus.

“É só isso”, explicou-me o “professor”. O fez em questão de minuto. Na semana seguinte, segunda-feira de carnaval, havia apenas dois médiuns e um único doutrinador: EU, que havia feito um estágio de uma hora na semana anterior. Felizmente, ao receber o Espírito, conversei com ele fraternalmente e tentei acalmá-lo, garantindo-lhe que estava no lugar ideal para ser ajudado; que aproveitasse a oportunidade.

Com o passar do tempo, os centros se abriram mais para o estudo e o misticismo e a fantasia aparecem cada vez menos. Atualmente, vemos universitários e doutores no movimento, estudando a Codificação e o Evangelho com objetividade e bom senso. Para confirmar, temos a existência das Associações Médico-Espíritas em todo o Brasil, além da AME Internacional. Há associações espíritas de magistrados, de militares e de muitos outros profissionais. Há reuniões de estudo e mediúnicas em muitos hospitais, empresas e universidades.

Mesmo com esse progresso, ainda é preciso estudar bastante para entender sobre a nossa existência e o que nos compete nesta longa e interminável caminhada. Uma escada de infinitos degraus, que mesmo já tendo subido muitos, estamos ainda mais perto da Terra do que do Céu. As casas espíritas devem criar mais reuniões de estudo e mesmo nas escolas de moral cristã, para crianças, é preciso brincar e cantar menos e já começar a estudar o Evangelho, a partir dos primeiros anos de vida.

Certa tarde, ao final da reunião do centro, uma menina de três anos, que ia com a mãe assistir à palestra – e geralmente dormia –, saiu-me com esta:

Mãe, a palestra do seu Octávio foi tão legal.

– Foi filha? Do que você gostou mais?

– Gostei quando ele falou que nós temos de fazer para os outros só o que nós queremos que os outros façam para nós. Achei muito legal!

Após ouvi-la com atenção e respeito, tive a certeza de que não há crianças, conforme nos explica o Espiritismo. São os mesmos Espíritos que retornam e que já trazem sua sabedoria particular. Por isso devemos estar sempre muito atentos.

As magistrais palestras ministradas por médicos, psicólogos, engenheiros ou que tais, devem ser canalizadas mais para os iniciantes ou para os que não são espíritas e querem ser convencidos por argumentos sólidos sobre a sobrevivência da alma e as consequências de suas ações. Os mais entendidos só precisam ser induzidos a melhorar o caráter e isso se consegue com o estudo e o trabalho incessantes. Conhecemos espíritas com vinte anos de frequência aos centros que apenas se comprazem em ouvir palestras. Têm a cabeça cheia de informação, mas as mãos vazias e o coração ressequido.

Como os Nicodemus do século XXI, se não entendemos ainda nem das coisas da terra, que será quando precisarmos entender das coisas do céu! O alerta do Cristo continua valendo; e temos de correr porque o tempo está acabando!

RIE-Revista Internacional de Espiritismo – outubro de 2013