Afinal, quem é Jesus?

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Octávio Caúmo Serrano

Neste Natal que passou, ouvimos novamente as recomendações de que deveríamos trocar Papai Noel por Jesus Cristo porque Ele sim nos trouxe o maior presente que precisamos: A Boa Nova, A Revelação, o Testamento, o Evangelho. Deem o nome que preferirem. E é o tipo de presente que o ladrão não rouba e a traça não come e a ferrugem não corrói. Para uso por toda a eternidade.

Voltamos todos a recomendar que o Natal é o dia do aniversário desse menino que nasceu entre nós há cerca de vinte séculos e que neste dia é o grande esquecido. Se depois de vinte séculos seu nascimento é ansiosamente lembrado e comemorado, todos os anos, é porque Ele deve ter alguma importância. E que importância nós lhe damos? Reconhecemos, de verdade, o que representou para todos nós a sua passagem pela Terra? Penso que para a maioria não.

Analisemos o que fez este nosso irmão:

Depois de nascer em berço pobre, com os poderes que tinha podia conquistar todas as coisas que desejasse. Mas Ele só queria mostrar amor pelo semelhante. Renunciou aos bens do mundo e desprendeu-se de tudo para ajudar as criaturas. Ensinou contando histórias que até hoje a humanidade tenta interpretar para descobrir nelas as lições verdadeiras. Nada escreveu; apenas falou e deixou que cada um desse às suas orientações sua intepretação particular, de acordo com o entendimento que já tivesse.

Durante trinta anos teve vida comum, embora se destacasse pela bondade e inteligência nos meios onde vivia. Há, inclusive, muitas dúvidas sobre seus primeiros anos de vida, principalmente depois dos treze anos de idade, quando trocou ideias e encantou os doutores do Templo de Jerusalém. Depois, pouco se sabe dele. Teria convivido com a comunidade dos Essênios, de onde também seriam originários João Batista, seu primo, José, seu pai, e outros amigos próximos? Flávio Josefo e Filon de Alexandria, acreditados historiadores da época, dizem que sim. Mas isto é um detalhe.

Aos vinte e seis anos, fica órfão de pai e assume a chefia da casa ao lado de Maria de Nazaré, sua querida mãe, até que aos trinta, movido pelo chamamento divino, começa seu apostolado para deixar aos homens de seu tempo novas revelações. São datas que carecem de comprovação, mas que, em nada, mudam a história. Ensinos tão extraordinários que eram difíceis de ser compreendidos pelos seus contemporâneos e que Ele precisou dar pessoalmente, por exemplificação. O simples discurso já não tinha qualquer eficiência. Era preciso mostrar. E como Ele não era para o seu tempo, não foi compreendido. Foi tido como sonhador, visionário, com recomendações que contrariavam frontalmente tudo o que o povo havia aprendido com Moisés, que lá por 1200 a.C. conduziu os judeus do Egito para a Terra Prometida, a Canaã. Acabou traído pelos seus próprios contemporâneos.

O que aconteceu depois, todos sabemos. Nem seus primeiros e seguidores principais, aproximadamente uma dúzia, ficaram com Ele até o fim. Um negou, outro duvidou e houve até o que o traiu equivocado em suas próprias ideias e ganâncias.

Mais tarde, um antigo perseguidor, o judeu Saulo de Tarso, adere à sua doutrina e revela-se seu maior propagandista. Nasce, então, Paulo de Tarso, que se transforma no grande apóstolo do cristianismo. Foi de inimigo a maior divulgador da doutrina de Jesus.

A semente plantada vinte séculos passados, começa a dar frutos no nosso tempo; em pleno terceiro milênio da era cristã. Passamos a reconhecer que Jesus Cristo foi, efetivamente, o Messias que veio orientar a humanidade para que ela se libertasse da ignorância. Até agora, porém, mesmo com esse reconhecimento, os homens tratam Jesus Cristo como empregado que deve protegê-los indefinidamente. Nada executam de acordo com as lições por Ele deixadas e quando seus procedimentos os levam ao sofrimento, rogam ao Salvador que os livrem dos males do mundo. Até quando continuaremos transferindo para Jesus a solução dos problemas que competem a nós?

Ainda não percebemos a extraordinária importância de Jesus Cristo. Quem mais dividiu o mundo em duas eras como Ele? Antes e depois da sua chegada ao planeta? Jesus Cristo mudou a Bíblia, o livro mais lido no mundo e que demorou mais de mil anos para ser completado, precisando de um conjunto de sábios, profetas, reis e líderes para escrever um livro que depois de Jesus limitou-se a ser uma parte da Bíblia conhecida como Velho Testamento, de simples valor histórico, porque foi modificada completamente pela Lei do Amor, base das lições de Jesus.

Em pouco mais de três anos de vida pública, contando com uma dúzia de seguidores sem expressão social ou religiosa, embora evoluídos espiritualmente, ele transformou sua vida no que hoje está na Bíblia como o Novo Testamento, substituindo a velha lei de talião, a do olho por olho e dente por dente, que vigorava desde 1730 a.C, no código de Hamurabi, pela lei do amor, recomendando perdoar setenta vezes sete vezes cada falta, que significa indefinida e incondicionalmente. Isso não significava apoiar o mal e o erro, mas reconhecer que ninguém é tão perfeito que possa julgar o semelhante. Só quem não tiver pecado que atire a primeira pedra, referindo-se ao apedrejamento, forma de execução de quem cometia falta grave. A Bíblia passou a ser explicada por Emmanuel da seguinte maneira: – O Velho Testamento é o grito agoniado da humanidade em busca do Senhor; o Novo Testamento é a resposta do Céu.

Diante destas duas premissas, vemos que Jesus é único entre os filhos nascidos no planeta que renunciou a si mesmo para deixar-nos lições eternas de progresso e felicidade, que, lamentavelmente, ainda são pouco assimiladas pelos homens que insistem em usá-lo como amuleto, jogando nas costas dele os seus problemas, sem se dar conta de que Ele deixou como legado todas as receitas que precisamos para nós mesmos administrarmos nossas vidas. Ele deve ser o espelho onde nos miramos e não um servidor que vai resolver o que a nós compete. Dizem que a salvação consiste em aceitar Jesus, mas não explicam que isso consiste também em beber do cálice amargo das decepções humanas. Paremos de pedir coisas a Jesus e ofereçamos nossa ajuda a Ele para suavizar o fardo dos mais ignorantes. Quanto a nos que já sabemos um pouco, façamos nossa parte sem incomodá-Lo a cada momento.

Desejamos a todos não 2014 melhor do que o ano que findou, mas que cada um de nós possa ser no novo ano melhor do que foi em 2013. Os anos não são bons nem maus; são o que fazemos deles. Por isso, o mesmo ano é bom para uns e mau para outros. Já está na hora do despertar coletivo. Os tempos se afunilam e o joio está sendo separado do trigo e atirado fora. Nós desejamos ser o quê: joio ou trigo?

Jornal Comunic Ação da ADE-PR de janeiro/fevereiro de 2014

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O futuro já está pronto?

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Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Pergunta difícil de responder! Hermínio Correa de Miranda, em seu livro A Memória e o Tempo, diz que “o futuro de alguma forma já está pronto, porque senão até Deus seria pego desprevenido.”

De minha parte, penso que podemos dividir o futuro em dois tipos: o futuro programado por Deus e o futuro resultado das ações humanas. Não fora assim e tudo seria fatalidade, de nada adiantando a luta dos homens para seu melhoramento porque tudo já estaria decidido.

Entendo que os acontecimentos que visam a vida da coletividade, seguem programação da Lei de Deus e se realizam com os homens, sem os homens, apesar dos homens, porque uns não podem pagar pelos outros. No comentário da questão 781.a – L.E.- está que sendo o progresso uma condição da natureza humana, ninguém tem o poder de opor-se a ele. Mas a vida de cada um, conforme o Evangelho, é definida segundo as obras pessoais.

Para comprovar o que dizemos, podemos nos socorrer de vários episódios e revelações. Por exemplo, no livro Plantão de Respostas II, Editora Céu, pela psicografia de Chico Xavier Emmanuel nos informa que o mundo estará regenerado em 2057. Recentes informações da espiritualidade com mensagens de Bezerra de Menezes e outros Espíritos de igual hierarquia, dão conta que essa data é aproximadamente a esperada e correta para a formação da Terra como mundo de Regeneração. No próprio Livro dos Espíritos, 18 de abril de 1857, fala-se em mais três gerações, aproximadamente setenta anos cada, para a formação do novo mundo. Seria entre 2050 e 2070. Tudo muito coincidente.

Outro acontecimento que mostra o cuidado que a programação divina tem com a humanidade e a profecia de Isaias que, 600 anos antes de Cristo, anunciou a chegada do Messias de Israel, que nasceria de uma Virgem, na Belém de Efrata. Não condicionava o acontecimento ao comportamento dos homens, porque a programação divina tem de cumprir-se e não pode ficar dependente da ação das criaturas humanas. A humanidade precisava de um orientador para impulsioná-la ao progresso e ninguém melhor que o nosso Jesus de Nazaré, espírito de altíssima hierarquia, o próprio governador do nosso planeta, para fazê-lo.

Há, todavia, um episódio bíblico que mostra o outro lado: a possibilidade de se alterar o futuro. Refiro-me ao Apocalipse de João, quando o anjo trouxe-o ao futuro (nossos tempos) para constatar a que ponto havia chegado a civilização moderna. O discípulo deveria voltar ao seu tempo, algo por volta de 50 d.C. e alertar seus contemporâneos para que não agissem da mesma forma a fim de não ter o mesmo resultado e o mesmo sofrimento, vinte séculos depois. Significa que somos os donos do tempo presente e é com ele que estamos construindo o nosso futuro. Agora não o futuro coletivo, mas o progresso individual, sem o que a encarnação não teria o menor sentido.

Jesus, que não era sádico e, portanto não se deleitaria em fazer sofrer o jovem João, não iria propor-lhe visitar o futuro, constatar o caos e regressar apenas lamentando sem ter nada a fazer. Seria maldade e desperdício de tempo o que não condizia com a natureza de Jesus. Tratou-se, portanto, de um alerta para modificar algo que poderia trazer resultados melhores do que estamos vivendo nos nossos dias.

Quando dizem que Judas Iscariotes reencarnou com a tarefa de trair o Messias, discordo, porque de Deus não nascem maldades desse tipo. Reencarnamos donos do nosso livre-arbítrio para ser e fazer o que quisermos. As limitações que temos são decorrentes de resgates de vidas anteriores pelo mau uso, geralmente, de órgãos físicos. Aleijões, lesões cerebrais, mas o caráter, mesmo que seja mau, pode ser vencido pela vontade do espírito. Judas traiu porque se equivocou e queria facilidades e privilégios, quando Jesus fosse coroado rei de Israel. Mas Jesus tinha um reinado que Judas não entendeu.

Como confirmação do que afirmei, temos a questão 861 de O Livro dos Espíritos: “O homem que comete um assassinato sabe, ao escolher sua existência, que se tornará um assassino?” Vejamos a resposta: “Não; ele sabe que escolhendo uma vida de luta há possibilidade de matar um semelhante; como pode deliberar matar pode também deliberar não fazê-lo”. E completa: “sempre confundis duas coisas bem diferentes: os acontecimentos materiais da vida e os atos da vida moral.” “Às vezes há fatalidade na vida material, que não se pode evitar, mas a vida moral emana sempre do próprio homem.”

Segundo as ciências modernas, os próprios conceitos de tempo e espaço vêm se alterando a ponto de afirmarem que futuro e passado são quimeras. Só há um tempo que é o agora. É assim que entendo as profecias, como a de Isaias e o Apocalipse, mencionados anteriormente, que nada mais são que viagens aos registros do futuro. Alguns imutáveis porque são decretos de Deus; outros alteráveis porque decorrem do comportamento dos homens.

Para resumir, gostaria de dizer: Não nos preocupemos com o futuro de Deus que sempre será a nosso favor. É planejamento que sempre dá certo. Devemos voltar nossa preocupação para o futuro dos homens porque este, sim, é da nossa responsabilidade e o construímos dia a dia para mais tarde colher os resultados do que fizermos agora. A lei de ação e reação funciona de forma intensiva e ininterrupta. Plantamos e colhemos, agimos e recebemos de volta, na mesma proporção. Vinte e quatro horas, todos os dias. Sugestão, façamos o bem e o lucro será todo nosso. Um presente de utilidade gerará um futuro feliz. Quem acredita faz; quem duvida, faça a prova!

Construamos, portanto, um feliz 2014 para nós e todos os que nos rodeiam.

Tribuna Espírita da Paraíba – Janeiro/Fevereiro de 2014

 

Carta aos meus filhos

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Da.Nenê e seus filhos

Uma carta que Da. Nenê, da Mata Redonda, Allhandra, PB, nunca escreveu e que eu imagino escreveria assim.

Meus filhos! Permitam-me chamá-los de meus filhos!

Muitos de vocês nem sabem que meu nome é Egrinalda da Silva Costa, nem que ganho tão pouco como agente carcerária, que quase nem posso me sustentar. Mas uma coisa vocês sabem: Amo todos vocês, que não são nascidos do meu ventre, mas que são filhos diletos do meu coração.

Para vocês, eu sou a mãe e para o povo eu sou Da. Nenê, que já foi acusada de maltratar crianças e ameaçada de que todos seriam tirados de mim porque não os cuido como devia. Isto, depois de trinta anos de intenso zelo pelo semelhante. Sabe o que disseram as autoridades? “Irregular e precário, abrigo acolhia há 28 (sic!) anos crianças e adultos em Alhandra.” Não sei onde se esconderam essas promotoras que só recentemente apareceram. Nos seus gabinetes com ar condicionado, quem sabe. Paciência, cada um faz o que sabe.

É certo que eu gostaria de dar-lhes mais do que dou, em comida, em roupa, em moradia; bem como eu gostaria de ter sido instruída na mocidade para transmitir a vocês mais conhecimentos e boas maneiras. Mas não aprendi nem para mim; o que sei foi a vida que me ensinou. É o que reparto com vocês e é só o que tenho para lhes dar. Faço-o com toda a força do meu melhor empenho e sou feliz por isso.

Hoje, olho para cada um de vocês e sinto que me amam também! Desde os pequeninos até os adultos, que são irmãos de alma, o que não se vê muitas vezes nos irmãos de sangue. Vejo todos saudáveis, serenos, limpos, educados e alegres e digo para mim mesma: Obrigada, meu Deus, pela dádiva de me permitir transformar esses deserdados da vida em criaturas de bem. Em cada um de vocês brilha uma centelha do meu amor.

Que destino teriam, se eu não os tirasse da rua? Quem poderá adivinhar… Estariam mais felizes do que ao meu lado, orientados por mim, ou se perdendo pelas ruas e adquirindo maus hábitos? Teriam tido melhor sorte ou nem existiriam mais? Só o Pai Celestial para responder a pergunta. Mas que importa a resposta, diante da realidade. Olho para vocês e sinto que estão felizes. Tenho a consciência tranquila de ter feito o melhor que podia e sabia.

Quero informar-lhes, meus filhos, que algumas pessoas de bom coração entenderam meu gesto e me ajudaram. Não me ajudaram a amá-los porque amor eu tenho de sobra para todos. Mas me ajudaram a sustentá-los, a alegrá-los, porque o caráter de vocês foi formado por mim com a parceria da índole de cada um. Eu soube identificar nos meus diferentes filhos cada alma, individualmente, e pude lidar com eles em harmonia.

Obrigado por me aceitarem como mãe e me amarem também. Perdoem se não pude fazer mais. Quero crer, porém, que com a base que lhes dei e o exemplo de família espiritual que tiveram vocês continuarão abrindo caminhos na vida e transmitindo sabedoria aos seus descendentes, multiplicando o pouco que lhes dei.

E quando eu me for, não chorem; façam por mim uma simples e curta oração. Basta que digam: – Vai com Deus, mãe Nenê. Que Jesus a recompense pelo que fez por todos nós! Amém.

– E eu seguirei em paz!

Assinado: Nenê

Jornal O Clarim – Matão – maio de 2014

La Ley del Trabajo

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Pocos se dan cuenta de la importancia que el trabajo tiene para el hombre

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

El Día Internacional del Trabajo empezo el 1889 cuando un congreso, en Paris, reunió sindicatos de toda Europa. Al escoger el día 1r. de mayo, los participantes de ese encuentro lo hicieron en homenaje a obreros de Estados Unidos que, años antes, organizaron movimiento por mejores condiciones de trabajo, haciendo huelgas en todo el país. Una de las principales reclamaciones era garantizar la jornada de ocho horas diarias, pues muchos obreros trabajaban hasta 14 horas al día. Chicago se volvió uno de los principales centros de protestas y una de las manifestaciones en la ciudad terminó en tragedia, cuando la policía reprimió un movimiento de forma violenta, provocando la muerte de cuatro obreros. Era el día 1r. de mayo de 1886.

Una vez más, a ejemplo del Día Internacional de la Mujer, el origen de la fecha vino de una tragedia. Actualmente es un feriado conmemorado en casi todo el planeta y sirve solamente para que las personas se queden sin trabajar. Un simple día en que salimos de paseo sin darnos cuenta de lo que representa, para el hombre, el trabajo.

En El Libro de los Espíritus, lanzado en 1857, Allan Kardec ya había incluido, en la parte tercera de la edición actual, sobre las Leyes Morais, la Ley del Trabajo como la segunda de las escogidas por el Codificador. Da destaque al trabajo no solamente para las personas alimentarse, sino como recurso de aprendizaje intensivo que desarrolla y apura diferentes calidades: la disciplina, la inteligencia, la responsabilidad, la iniciativa, la experiencia. Pocas personas se dan cuenta de que el patrón, que puede haber invertido su propio dinero en la empresa, dispone de material y tecnología de su propiedad que dan al empleado la posibilidad de aprender, gratuitamente y en la práctica, lo qué la mayoría de las escuelas proporciona cobrando caras mensualidades. Y el empleado aún recibe por ese aprendizaje. ¡Es común empleados transformarse en patrones después de adquirir know-how en la empresa dónde trabajaban!

El trabajo evita la atrofia física y mental y cuando el hombre valorarlo de verdad, entenderá porque André Luiz afirmó que “cuando el trabajador convierte el trabajo en alegría, el trabajo se transforma en la alegría del trabajador”. El compromiso de trabajo incluye por deber asociar la criatura al esfuerzo de equipo en la obra a realizar.

Vean otras frases de André Luiz, del libro Señal Verde, por Chico Xavier: “Obediencia digna tiene el nombre de deber cumplido en el diccionario de la realidad”. “Quien ejecute con alegría las tareas consideradas menores, espontáneamente se promueve a las tareas consideradas mayores”. “La Cámara fotográfica nos retracta por fuera, sin embargo, el trabajo nos retracta por dentro”. “Quien menosprezia la obra que le da honor a la existencia, desprestigia a sí mismo”. “Servir además del propio deber no es halagar y sí atesorar apoyo y experiencia, simpatía y cooperación”. “En la formación y complementación de cualquier trabajo, es necesario comprender para ser comprendido”.

En verdad, un trabajo valorado y hecho con placer será más bien ejecutado y hay de cansar menos el trabajador, si comparamos con el de otro que hace todo subvertido, quejoso, hallándose explorado y mal remunerado. Hay aquella dueña de casa que prepara la comida, lava la vajilla y plancha la ropa agradeciendo a Dios por la bendición de lo que tiene. Sin embargo, hay aquélla otra que bate la olla y la cuchara en el grifo, enojada por tener de cocinar para la familia, porque se siente como esclava. Su comida no tendrá el mismo sabor ni hará tan bien como la de la otra que todo hizo con placer.

No fue sin más ni más que el lúcido Allan Kardec consideró el trabajo una de las leyes Morales. En las cuestiones 674 a 685 de El Libro de los Espíritus él aborda sobre trabajo, reposo, la fuerza de cada uno y la responsabilidad de quien puede y quien ya no puede producir. Y condena, por supuesto, la exploración de quien necesite trabajar por lo que puede más.

Es muy común ver como nos preocupamos por el tiempo de servicio para lograr la jubilación. El primer día de trabajo ya comenzamos la conta atrás para los treinta y cinco años. En vez de bendecir la oportunidad de tener un trabajo, señal que tenemos capacidad y salud, nos sentimos punidos por tener de trabajar. Común también que después de jubilados nos pongamos desesperados delante de la desocupación, cuando empezamos a morir más deprisa.

Nadie debe quedar sin trabajar. Si no necesita para el propio mantenimiento, ofrezca su capacidad y habilidad para enseñar o producir en el campo de la caridad. Use sus habilidades, haga y enseñe a quien no sabe y se sentirá útil con su mente sana. El cuerpo humano es una máquina que cuanto más trabaja más rejuvenece. Quien vive parado atrofia mente y físico.

Bienaventurados los empresarios y el propio gobierno cuando abren frentes de trabajo que permitan al pueblo ganar su vida con dignidad. La mayor caridad que se hace a una persona es darle la oportunidad de sostenerse. Un dicho norestino afirma que “cuando usted da una limosna al hombre, o usted envicia el cabra o agravia el ciudadano”. Y de la parte de los gobernantes es lo que más se ve. Se compra el voto del pobre, coaccionándolo a aceptar donaciones con los más diferentes nombres. Con eso él trabaja cada vez menos y pasa la encarnación en ritmo de dependencia sin nada realizar por esfuerzo propio. Saldrá de la vida debiendo años de trabajo que tendrá de ejecutar en las encarnaciones siguientes, no se sabe a que precio.

La culpa mayor es de los que nos contaron la fantasía de Adan y Eva. Nos dijeron que por culpa de Adan, que avanzó en la manzana, perdimos el paraíso y fuimos condenados, por su pecado a ganar el pan con el sudor del propio rostro. A partir de ahí, el trabajo viró sinónimo de castigo. ¿Y qué tenemos nosotros con el pecado de Adan? ¿Ya no bastan nuestros propios errores? Vamos a aprender con Kardec que la realidad es completamente diferente. Con él conoceremos la verdad y no nos esclavizaremos a leyendas que agreden a la inteligencia humana.

¡Buen trabajo para todos!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – mayo 2014

 

A Lei do Trabalho

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RIE_Maio_2014

Poucos se dão conta da importância que o trabalho tem para o ser humano.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

O Dia Internacional do Trabalho data de 1889 quando um congresso, em Paris, reuniu sindicatos de toda Europa. Ao escolher o dia 1o de maio, os participantes desse encontro homenagearam operários dos Estados Unidos que, anos antes, organizaram campanha por melhores condições de trabalho, fazendo greves em todo o país. Uma das principais reivindicações era garantir a jornada de oito horas diárias, pois muitos operários trabalhavam até 14 horas por dia. Chicago se tornou um dos principais centros de protestos e uma das manifestações na cidade terminou em tragédia, quando a polícia reprimiu um movimento de forma violenta, provocando a morte de quatro operários. Era o dia 1o de maio de 1886.

Mais uma vez, a exemplo do Dia Internacional da Mulher, a origem da data adveio de uma tragédia. Atualmente é um feriado comemorado em quase todo o planeta e serve somente para as pessoas ficarem sem trabalhar. Um simples dia em que saímos a passeio sem nos darmos conta do que representa, para o homem, o trabalho.

Em O Livro dos Espíritos, lançado em 1857, Allan Kardec já havia incluído, na parte terceira da edição atual, sobre as Leis Morais, a Lei do Trabalho como a segunda das escolhidas pelo Codificador. Ele dá destaque ao trabalho não apenas para o sustento das pessoas, mas como recurso de aprendizado intensivo que desenvolve e aprimora diferentes qualidades: a disciplina, a inteligência, a responsabilidade, a iniciativa, a experiência. Poucas pessoas se dão conta de que o patrão, que pode ter investido seu próprio dinheiro na empresa, disponibiliza material e tecnologia de sua propriedade que dão ao empregado a possibilidade de aprender, gratuitamente e na prática, o que a maioria das escolas proporciona cobrando caras mensalidades. E o empregado ainda recebe por esse aprendizado. É comum empregados se transformarem em patrões depois de adquirir know-how na empresa onde trabalhavam!

O trabalho evita a atrofia física e mental e quando o homem valorizá-lo de verdade, entenderá porque André Luiz afirmou que “quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador”. O compromisso de trabalho inclui o dever de associar a criatura ao esforço em equipe na obra a realizar.

Vejam outras frases de André Luiz, do livro Sinal Verde, por Chico Xavier: “Obediência digna tem o nome de obrigação cumprida no dicionário da realidade”. “Quem executa com alegria as tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove às tarefas consideradas maiores”. “A câmara fotográfica nos retrata por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro”. “Quem escarnece da obra que lhe honorifica a existência, desprestigia a si mesmo”. “Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação”. “Na formação e complementação de qualquer trabalho, é preciso compreender para sermos compreendidos”.

Na verdade, um trabalho valorizado e feito com prazer será melhor executado e há de cansar menos o trabalhador, se compararmos com o do outro que faz tudo revoltado, queixoso, achando-se explorado e mal remunerado. Há aquela dona de casa que faz a comida, lava a louça e passa a roupa agradecendo a Deus pela bênção do que tem. Mas há aquela outra que bate a panela e a colher na torneira, revoltada por ter de cozinhar para a família, porque se sente escravizada. A sua comida não terá o mesmo sabor nem fará tão bem como a da outra que tudo fez com prazer.

Não foi sem razão que o lúcido Allan Kardec considerou o trabalho uma das Leis Morais. Nas questões 674 a 685 de O Livro dos Espíritos ele aborda sobre trabalho, repouso, a força de cada um e a responsabilidade de quem pode e quem já não pode produzir. E condena, é claro, a exploração de quem precisa trabalhar pelo que pode mais.

Vemos amiúde como nos preocupamos com o tempo de serviço para obter a aposentadoria. No primeiro dia de trabalho já começamos a contagem regressiva para os trinta e cinco anos. Em vez de abençoar a oportunidade de ter um trabalho, sinal que temos capacidade e saúde, sentimo-nos punidos por ter de trabalhar. Comum também que depois de aposentados fiquemos desesperados diante da ociosidade, quando começamos a morrer mais depressa.

Ninguém deve ficar sem trabalhar. Se não precisar para o próprio sustento, ofereça sua capacidade e habilidade para ensinar ou produzir no campo da caridade. Use suas habilidades, faça e ensine a quem não sabe e se sentirá útil mantendo a mente sã. O corpo humano é uma máquina que quanto mais trabalha mais rejuvenesce. Quem para atrofia a mente e o físico.

Bem-aventurados os empresários e o próprio governo quando abrem frentes de trabalho que permitam ao povo ganhar o seu sustento com dignidade. A maior caridade que se faz a uma pessoa é dar-lhe a oportunidade de sustentar-se. Um dito nordestino afirma que “quando você dá uma esmola ao homem, ou você vicia o cabra ou ofende o cidadão”. E da parte dos governantes é o que mais se vê. Compra-se o voto do pobre, coagindo-o a aceitar doações com os mais diferentes nomes. Com isso ele trabalha cada vez menos e passa a encarnação em ritmo de dependência sem nada realizar por esforço próprio. Sairá da vida devendo anos de trabalho que terá de executar nas encarnações seguintes, sabe-se lá a que preço.

A culpa maior é dos que nos contaram a fantasia de Adão e Eva. Disseram-nos que por culpa de Adão, que avançou na maçã, perdemos o paraíso e fomos condenados, pelo pecado dele, a ganhar o pão com o suor do próprio rosto. A partir daí, o trabalho virou sinônimo de castigo. E o que temos nós com o pecado de Adão? Já não bastam nossas próprias fraquezas? Vamos aprender com Kardec que a realidade é completamente diferente. Com ele conheceremos a verdade e não nos escravizaremos a lendas que agridem a inteligência humana.

Bom trabalho para todos!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – maio de 2014

Mágoa

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