Salão reformado para receber mais gente.

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Os Essênios

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No Qumran, lá no Mar Morto,
Quase sem nenhum conforto,
Por que o calor era intenso,
Viviam homens essênios,
Tidos como bons e gênios,
Num Mosteiro que era imenso.

Tinham água de piscina,
Porque ali o duro clima
Chega perto dos cinquenta,
Nos graus que nós conhecemos,
E quase nos derretemos,
Pois um qualquer não aguenta.

Moravam junto ao deserto,
Onde nada havia por perto,
Povo bom, trabalhador,
Que com o esforço e a prece,
Preparou pra que viesse
Viver na Terra o Senhor.

Como não faz qualquer um,
Tinham seus bens em comum
Porque eram desprendidos,
Olhavam velhos e moços,
Davam-lhes roupas e almoço
Como parentes queridos.

Se alguém ficasse doente
Podia, tranquilamente,
Esperar por atenção.
E não era fato raro,
Todos recebiam o amparo
Nascido do coração.

Não utilizavam arma,
Porque o amor nos desarma
Quando a fé se instala em nós,
Cuidavam da plantação
Para ter sua nutrição
Naquela secura atroz.

Fim de tarde, após o banho,
Reunia-se esse rebanho
E liam histórias dos reis,
Estudavam as escrituras
E aquelas criaturas
Eram informadas das leis.

E todos tinham respeito
Por esse povo direito
Que vivia em sua labuta,
Porque só fazia o bem
Sem se preocupar a quem,
Sendo exemplo de conduta.

Eram calmos, silenciosos,
Mas dos deveres ciosos,
Pondo em tudo seriedade,
Mas quando chegou Jesus,
Amainou-se aquela luz
Pela nova claridade.

E o Salvador verdadeiro,
O que ampara o mundo inteiro,
Veio trazer a renova
E agradeceu o carinho,
Por ver já pronto o caminho
Para falar da Boa Nova!…

Inda por quarenta anos,
Sob a mira dos romanos,
Só fizeram o que era certo,
Mas em batalha sangrenta,
Lá pelos anos setenta,
Calou-se a voz do deserto!

Octávio Caúmo Serrano – http://www.ocaumo.wordpress.com

Do Livro “Luz no Túnel” – 1998

 

Espiritismo e Disciplina-Bezerra de Menezes

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Bezerra fala sobre o Ambiente do Centro Espírita

Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus frequentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde, em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passatempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o levará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida.

Somente esses, portanto, serão registrados no Além Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.
Assim sendo, precisamos ter os devidos cuidados com as vibrações que disseminamos pelos diversos ambientes da nossa Casa Espírita, procurando participar com alegria e dignidade dos trabalhos realizados sob a inspiração e comando dos Amigos do invisível, mantendo o desejado equilíbrio emocional, cedendo nossos melhores fluidos, tornando-nos instrumentos úteis aos variados e delicados trabalhos que ali se processam.
Seja na tarefa da mediunidade de cura dos enfermos que buscam o auxílio espiritual das casas espíritas para suas enfermidades, seja na tarefa de conversar com as entidades desencarnadas sofredoras, ou ainda na sublime oportunidade de falar da consoladora mensagem espírita através da oratória, precisamos demonstrar principalmente preparo e fé para estarmos aptos a captar e transmitir pela inspiração que nos serão dadas pelos instrutores espirituais, os melhores recursos para a eficácia da tarefa a nós confiadas.
Precisamos ouvir a advertência dos Emissários Celestes da espiritualidade esclarecida, que nos recomendam o máximo respeito nas assembléias espíritas, onde jamais deverão penetrar a frivolidade e a indisciplina, a maledicência e a intriga, o comércio, o barulho e as atitudes menos dignas de qualquer jaez.
Quando não procedemos conforme nos instruem os Celestes Emissários, estamos nos sujeitando a atrair para tais atividades, e, portanto, para a nossa instituição, bandos de entidades hostis, malfeitoras e ignorantes do invisível, que virão interferir de forma negativa nos trabalhos ali realizados, pois, os Espíritos Benfeitores não participam de atividades frívolas nem de ambientes incompatíveis com a prática da verdadeira caridade.

Do Livro “Dramas da Obsessão”, de Bezerra de Menezes, psicografado por Ivone A. Pereira – Editado pela FEB .

Espiritismo e Disciplina -Luis Sérgio

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Muita Paz

O Traje na Casa Espírita

O homem deve trajar-se de acordo com as estações do ano.
No inverno, não podemos estar vestidos como se estivéssemos no verão. Como podemos usar um sobretudo em pleno verão brasileiro?
Assim também não se concebe as pessoas buscarem os locais de oração trajando roupas sumárias, apropriadas para clubes, praias e piscinas, ou vestidas como se fossem  a casamentos.
As Casas Espíritas são hospitais de almas. Devemos chegar a elas com trajes discretos e que não façam desviar a atenção dos seus frequentadores para a nossa pessoa.
Frequentamos a Casa Espírita para ajudar a nós mesmos e aos Espíritos, sejam eles bons ou menos evoluídos, e muitas vezes uma roupa por demais sensual causa transtorno em algum Espírito sem evolução.
Repetimos: se não é prudente comparecermos a uma cerimônia com roupa de banho, por que zangarmos com a diretoria de uma Casa Espírita, quando esta nos pede roupas decentes? As bermudas, como as ditas minissaias, não são trajes apropriados para quem deseja orar.
Os piores obsessores são os encarnados. Eles é que muitas vezes atormentam os Espíritos que tanto necessitam encontrar guarida no mundo espiritual.
Muitos acham que não deve haver preocupação com as roupas, porque a Doutrina Espírita é uma doutrina de respeito ao livre arbítrio.
Respeitar o livre arbítrio não quer dizer cooperar com a indisciplina. Casa sem disciplina é pasto de obsessores e a conduta dos seus frequentadores muito coopera para a boa assistência ou para o desequilíbrio.
Casa bem orientada opera como um cirurgião plástico, embelezando o corpo e a alma de seus frequentadores. A alma estando bela, faz com que o corpo físico se enriqueça de fluidos salutares.
A disciplina da alma reconforta o corpo físico. Infeliz do homem que não se harmoniza. A mente é a condutora do magnetismo. Se ela não está ligada ao Alto, como o seu dono pode captar o que vem do mundo espiritual?
E tem quem ache que devemos respeitar o livre arbítrio e deixar o Centro ao Deus dará.
Jesus muito bem alertou contra eles: são os ditos cegos condutores de cegos.

Saudações Fraternas
Luís

Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Psicografado por: Irene Pacheco Machado
Livro: Ensina-me a falar de amor

A terceira revelação

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Walkiria.wlac@yahoo.com.br 

Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei de meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos terão sonhos” — (Atos, cap. II, vers. 17 e 18)

 

Porque a Doutrina Espírita se apresenta como fonte alentadora de nossas vidas? Ela é remédio salutar que nos é oferecido a todos indistintamente. Ricos ou pobres, não importando a cor da pele ou nível intelectual. Nem tão pouco a idade ou o gênero. Todos têm acesso a ela.

A Doutrina proveem dos espíritos, não dos homens. Por isso, mesmo que matando os homens não iremos matar o conhecimento espírita. Kardec foi o codificador da Doutrina, não o seu criador. Os fenômenos mediúnicos perdem-se na noite dos tempos, sendo que o Insigne Codificador começou por observar os fenômenos das mesas girantes e das pancadas no interior das paredes e partiu para o raciocínio básico que mesa não tem inteligência, nem tampouco parede pode responder as nossas perguntas através de estalados.

Por não ter partido de um único homem a informação, temos a UNIVERSALIDADE do conhecimento espírita, como atributo principal. Espíritos de todas as partes manifestavam-se através dos médiuns trazendo algo de novo aquele agrupamento da época. Melhor ainda quando as comunicações são feitas de forma espontânea. “Não é essa, porém, a única vantagem que lhe decorre da sua excepcional posição. Ela lhe faculta inatacável garantia contra todos os cismas que pudessem provir, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos Espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, II-Autoridade da Doutrina Espírita).

O Livro dos Médiuns em seu capítulo XXVII – Das Contradições e Das Mistificações aborda-nos a questão das dissenções criadas sobre o conhecimento espírita. Tais contradições têm origem nos homens e nos espíritos. As que são de origem dos homens provem mais do orgulho que de qualquer outra coisa. No normal não gostamos de sermos corrigidos. Alguns dirigentes de instituições espíritas ou grupos de estudos preferem a exemplo de Moisés, colocarem como divino, orientações que são puramente de cunho material, dada por eles próprios e as quais não querem contestação. Dão o seu toque pessoal nas mensagens contidas nas obras básicas ou nas trazidas pelos espíritos.

Existem também as contradições de origem espiritual. Os espíritos pseudo-sábios e os sistemáticos, desejosos de impor o seu entendimento dos fatos, induzem os homens a crenças descabidas. As mentes desavisadas permitem-se levar em virtude de não quererem aprofundar o conhecimento espírita e deixam a cargo dos espíritos a resposta de tudo. Há também as situações em que os espíritos mesmo tendo conhecimento não possuem permissão para divulgarem o que sabem. Os pontos que geram mais contradições são sobre a origem das coisas e a vida futura.

“O primeiro exame comprobativo, é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos espíritos.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, II-Autoridade da Doutrina Espírita). No capítulo XXXI de O Livro dos Médiuns encontramos as comunicações apófricas, destas destacamos as atribuídas a Jesus. Não é porque um espírito começa uma mensagem dizendo: “Em verdade, em verdade, vos digo…” que seja realmente Jesus que a irá subscrever ou o Espírito de Verdade. Precisamos usar o crivo da razão verificando a multiplicidade das mensagens e a universalidade delas para podermos acreditar. Da mesma maneira que analisamos as opiniões que nos são dadas pelos encarnados, assim também, deveremos proceder com relação aos espíritos. Não é porque desencarnou que a criatura passa a falar a verdade absoluta.

As verdades trazidas pelos espíritos há época e os complementos que porventura devam acontecer deverão sempre ser com relação aos princípios da Doutrina, não com relação às partes secundárias e acessórias. Quando falamos em princípios estamos elencando a reencarnação, a justiça das aflições, por exemplo. As acessórias estão mais vinculadas, por exemplo, a dinâmica da instituição. Mais uma pergunta pode surgir: Se o meu crivo não for o suficiente? ou “Suponhamos praza a alguns Espíritos ditar, sob qualquer título, um livro em sentido contrário; suponhamos mesmo que, com intenção hostil, objetivando desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas; que influência poderiam exercer tais escritos, desde que de todos os lados os desmentissem os Espíritos?” (Evangelho Segundo o Espiritismo, II-Autoridade da Doutrina Espírita)

A universalidade do conhecimento espírita é o que o fundamenta como verdade. A opinião universal: eis aí o juiz supremo. Alguns se arvoram em querer reformular a doutrina espírita e não se detém em ler a Introdução do Evangelho. Determinados autores, ditos espíritas, tem suas obras publicadas para serem logo esquecidos. Diferente de uma obra como Paulo e Estevão (psicografada por Chico Xavier de autoria de Emmanuel), que teve sua primeira publicação em 1941 (há 73 anos) e com conteúdo atualíssimo. Autores espíritas deveremos tomar cuidado com o que publicamos e com o que dizemos. Nossa opinião não deve prevalecer em detrimento da doutrina. O todo se sobrepõe ao indivíduo.

Temos nas primeiras páginas do Evangelho Segundo o Espiritismo e reproduzido também no capítulo XXIX – A fé religiosa. Condição da fé inabalável: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente à razão, em todas as épocas da Humanidade.” Nós espíritas podemos dizer que possuímos a fé inabalável, pois ela repousa no edifício da verdade, verdade esta trazida pelos espíritos e que perdura até os dias atuais. 150 anos de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Uma mentira não poderia durar tanto tempo consolando e orientando a tantos.

Tribuna Espírita – João Pessoa-PB – julho/agosto 2014

O suicídio e a loucura

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Os malefícios da ociosidade, da falta de fé e da saciedade.

 •  Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“O desgosto da vida nasce da ociosidade, da falta de fé e, frequentemente, da saciedade.” (O Livro dos Espíritos, questão 943, Editora IDE, 164ª Edição)O insigne Bezerra de Menezes, na obra A Loucura Sob Novo Prisma, traz o que ele denomina de Loucura Cerebral e Loucura Psíquica. Esta última nasce de quadros obsessivos e representa “a perturbação na transmissão do pensamento”; a primeira se origina da desarmonia espiritual e orgânica que danifica o órgão lesionado, dificultando assim a expressão mental do ser.
O Livro dos Espíritos, nas questões 943 a 957, faz questão de determinar esta diferença mesmo não usando a terminologia de Bezerra, sempre trazendo o termo “suicídio voluntário” ou “suicídio involuntário”, tanto que na questão 944-a, afirma-se que “o louco que se mata não sabe o que faz”. A grande maioria dos que buscam o suicídio, entretanto, tem por base “o desgosto da vida que nasce da ociosidade, da falta de fé e, frequentemente, da saciedade”.
Da ociosidade, pois quando não temos o que fazer, permitimo-nos deixar envolver por pensamentos que normalmente tem o cunho de tristeza, de revolta e de autopiedade.
Da falta de fé, porque colocamos o nosso ponto de vista na vida presente acreditando que os males são eternos, mas eles só serão eternos enquanto acreditarmos que eles existem. Quando temos fé, acreditamos que existe uma força superior que nos governa a todos, permitindo que cada um de nós tenha a justa medida do necessário para evoluir. Divisamos com o olhar espiritual o futuro que nos espera e que dependerá somente de nós chegar mais rápido ou demorar mais para alcançar o objetivo. Tudo segue um encadeamento lógico e não somos dados jogados ao acaso. O meu futuro eu projeto e modifico agora, dependendo das minhas atitudes e decisões tomadas. Sou herdeiro de mim mesmo.
Da saciedade. Quando estamos entediados por acreditar que já temos tudo, ficamos acomodados. Esquecemo-nos da Lei do Trabalho que nos convoca a sermos ativos, não sendo necessária a remuneração material para a sensação de bem-estar. E quando somamos à saciedade a doutrina materialista, vemos criaturas buscarem nos alucinógenos sensações novas, já que as antigas não lhes completam mais.
Não podemos alegar os desgostos da vida como razão para o suicídio. Pois todos os possuímos. O que precisamos é treinar psicologicamente para ver, não somente olhar as coisas boas que a vida nos oferece, e ocuparmo-nos com coisas úteis, porque, com raras exceções, nenhum sofrimento dura toda uma encarnação e mesmo aqueles que estão acometidos de males cruciantes e que acreditam que muito em breve terão a vida ceifada, não devem buscar no suicídio uma forma de eliminar a dor. Agindo assim, criarão dois problemas: aquela situação que provoca dor, se tiver ainda necessidade de reajuste, retornará com ela e a certeza que violou as Leis Divinas.
Existem aqueles que alegam ser o suicídio decorrente da vergonha de ter cometido um ato errado, ou um meio de poupar a vergonha que a família possa vir a ter pelo erro que cometeu. O Livro dos Espíritos nos diz que antes fique para assumir as consequências de seus erros. Assumir o erro já é o começo da reabilitação e quem garante que após o desencarne a verdade não venha à tona e a família não passe pela mesma situação de vergonha pelo erro cometido, somando-se a isso a saudade do que partiu?
Outros acreditam que suicidando-se encontrarão mais rápido a felicidade (a prometida para os eleitos) ou estarão mais cedo entre os seus que já desencarnaram. Ledo engano. Fazendo isso retardarão tal felicidade ou tal reencontro. As Leis Divinas não permitem que o agressor – pois o suicida é um agressor de si mesmo – tenha como prêmio o mesmo que aqueles que enfrentam os desaires da encarnação com galhardia.
Diferente daqueles que se põem em risco por alguém ou por um grupo (questão 951). Isto sim é sublime, mas há sempre que se avaliar se não seria mais útil ficar vivo do que fazer esse sacrifício. É aquela mãe espírita que mesmo sabendo que pode fazer uso da prática do aborto em virtude de estar correndo risco de vida, não o faz, acreditando na divindade e colocando a própria vida e a vida do filho nas mãos do Criador. A medicina evoluiu muito, mas os profissionais também erram. Existe também a misericórdia divina que nos abarca a todos indistintamente. Mas sempre é uma escolha difícil a ser feita e por isto afirmamos que é sublime.
Encontramos em O Livro dos Espíritos o suicídio moral (952), que é aquele decorrente do abuso das paixões, quando a pessoa se torna presa delas e acabam por configurar-se verdadeiras necessidades físicas, abreviando o tempo de encarnação. Segundo os insignes mestres da humanidade é uma prova de falta de coragem e sinal de animalidade da criatura.
Questão 957: “Quais são, em geral, as consequências do suicídio sobre o estado do espírito? As consequências do suicídio são muito diversas: não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que provocaram. Mas uma consequência a qual não pode fugir é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam a sua falta imediatamente, outros em uma nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”.
Agora, existem consequências que são mais ou menos comuns decorrentes do suicídio. Por exemplo: a sensação de perturbação decorrente do rompimento abrupto do cordão fluídico que liga o corpo ao perispírito, por isso que alguns acreditam ainda estarem encarnados e padecendo dos males que viviam. Mesmo assim, esse não é um estado geral. O que é certo é que aquele que comete tal ato terá que se reajustar com as Leis em virtude da sua falta de coragem perante a vida.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Setembro de 2014

Candeia Viva

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Todo processo de mudança é difícil, doloroso e demorado, mas precisa ser feito.

 

 •  Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Ele [Jesus] trazia uma nova versão da realidade, centrada no ser imortal, procedendo do ser espiritual e a ele volvendo, o que alterava a estrutura da justiça, que não mais deveria ser punitiva-destrutiva, mas educativa-reabilitadora.” (Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, cap. Soberanas Leis, Leal, 1ª Edição)
A luz do conhecimento espírita é apresentada a todos indistintamente, mas cada um a seu modo (entendimento) a absorve como convém. Um grupo de pessoas que adentra uma sala iluminada pelo candeeiro, que possui a sua chama viva em decorrência do óleo que queima, perceberá cada um à sua maneira a luz e como o processo se desenvolve.
Alguns admirarão a luz, entendendo que ela é suficiente para iluminar a todos que ali adentram; outros quererão colocar mais óleo para que a luz se torne mais viva; outros acreditarão que só os que estão próximos ao candeeiro é que estão banhados pela verdadeira luz.
Da mesma forma ocorre com os homens sobre as verdades espirituais. Semelhantes aos primeiros da sala olham para a mensagem divina trazida por Jesus e se identificam, acreditando que é luz suficiente para clarear os passos de todos aqueles que desejarem; outros entenderão que o sacrifício empreendido (o óleo) é pouco e exigirão, dos outros, mais sacrifício, para provarem a sua fé, enquanto que de sua parte preferem ficar no terreno do comodismo a movimentar-se diante da luz do conhecimento que recebe; outros enfim, terão contato com o conhecimento, mas acreditarão que só os escolhidos (os que estão mais próximos ao candeeiro) terão capacidade de se iluminarem.
Entendemos que uma luz muito forte pode cegar aquele que procura ver. Mas sabemos também que Jesus nunca quis violentar a consciência humana. Como falar a todo o povo da mesma forma? Se entre os discípulos havia falta de entendimento sobre as verdades espirituais, imaginemos entre o povo daquela época. Tomé só acreditou que o Mestre estava vivo e o que havia morrido era o corpo quanto lhe tocou as chagas!
Não existem mistérios proibidos ao conhecimento da humanidade. O que existe é a falta de entendimento para este conhecimento. Jesus veio nos falar do ser imortal que provém do ser espiritual e que ruma para a perfeição. Trouxe em forma de parábolas para que cada um, segundo o seu entendimento, pudesse não só compreendê-las, mas pô-las em prática.
Aquele que já possui o conhecimento, mesmo em forma rudimentar e procura desenvolvê-lo, terá este conhecimento aumentado. Aquele que pouco sabe e baseia suas crenças em dogmas preestabelecidos pelos homens, vê estes dogmas caírem por terra com o passar dos tempos e no pouco que acreditavam, deixam de acreditar, indo embora a base do seu conhecimento.
No meio espírita, quantos tem contato com o conhecimento, mas preferem ficar na periferia do aprendizado? Ouvem palestras há anos, mas são incapazes de estudarem. Participam de reuniões mediúnicas, sendo que em alguns casos são os transmissores das mensagens, mas não se sentem tocados por elas. Adoram as mensagens que são distribuídas nas Instituições, pois afirmam que é boa para “a” ou “b”, mas são incapazes de ler nas entrelinhas a mensagem de renovação ali contida.
A melhor forma de convencer o outro que uma coisa é boa é vivenciando-a. Palavras sem atos se tornam vazias. Precisamos agir diante dos acontecimentos não nos permitindo absorver pelo comodismo que as situações nos convidam a viver. Todo processo de mudança é difícil, doloroso e demorado, mas precisa ser feito. Não poderemos estagiar eternamente no mesmo nível evolutivo. Precisamos, amparados pela luz do conhecimento, rumar para a perfeição.
A rotina aparente da disciplina para renovação íntima provoca a apatia de alguns confrades. Alguns afirmam que a reencarnação nos possibilita oportunidades novas de reajustes com as Leis Divinas, então não há porque ter pressa. Acomodam-se diante das mensagens, cruzam os braços diante dos livros. A doutrina espírita é a forma de conhecimento mais dinâmica que existe. Nunca relemos um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo da mesma forma. Sempre algo novo se descortina à nossa frente. Basta querermos.
Não estamos dizendo com isso que deveremos depositar todas as informações de uma única vez. É semelhante ao que ocorre na situação daquele que busca uma instituição espírita e que passa pelo atendimento fraterno. Temos que ter o cuidado de não violentar consciências que já estão fragilizadas e que buscam a instituição, às vezes, como último instrumento de consolo. De nossa parte temos sempre o cuidado de perguntar o que a criatura conhece da Doutrina Espírita, se já leu algum livro, como chegou à instituição. Enfim, procurar conhecer um pouco do mundo do outro, para a partir daí, introduzir o conhecimento espírita na proporção da compreensão e do interesse.
Mas há outro grupo: daqueles que tendo contato com a verdade guardam só para si, acreditando que com isso que só eles serão “salvos” (ideia que persiste de outros tempos). São os egoístas. A comunicabilidade com os espíritos não é novidade para a maioria das religiões. Na verdade, eles também praticam, mas dão outro nome. Faz com que um pequeno grupo tenha acesso algumas informações. Mas a Ciência avança de braços dados com a religião ao contrário do que muitos pensam.
Quanto à parte vinculada ao amor e à caridade, Jesus não falou por parábolas, mas exemplificou para que não restassem dúvidas. O Evangelho nos fala que as parábolas versavam sobre pontos abstratos da doutrina cristã que seriam confirmados a posteriori pela Ciência e pelo próprio Espiritismo. Tudo tem seu tempo de aclarar a consciência humana. Mas é necessário um movimento de nossa parte para que isso ocorra.
Jornal O Clarim – setembro de 2014

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