O mínimo que podemos dar ao centro espírita é pontualidade, respeito e atenção.

Quando estamos no Centro, podemos nos ligar aos espíritos, aos quais pedimos ajuda, ou ao celular, esse implacável rastreador que já tomou conta das mentes desavisadas. De aparelho para servir-nos, virou o nosso senhor. Se o esquecemos em casa, ficamos desesperados. Parece que nos falta um membro vital. Ele, quando mal usado, desorganiza tudo. Que digam os professores de qualquer grau escolar.

Nos minutos que antecedem a palestra, os espíritos já estão trabalhando conosco, curando-nos, operando-nos ou nos usando para ajudar quem necessita mais do que nós, se tivermos o que oferecer. A nossa única colaboração é estar de mente limpa, preferivelmente em prece, para doar algo útil e qualificar-nos a receber a ajuda que precisamos, demonstrando gratidão.

Ao entrar no Centro, encontramos regras que a casa impõe para manter organizada a sua funcionalidade. Respeitam os horários, pedem silêncio, compostura, educação e nenhum exibicionismo com o qual pretendamos nos destacar, social ou intelectualmente, embora devamos sempre participar dos trabalhos que ali se realizam, dentro das regras da associação. Sentar onde eles determinam e evitar cumprimentos efusivos ou exagerados, porque a finalidade pela qual estamos ali é outra. Não é local nem hora para enaltecer personalidades. É momento de harmonizar-nos e serenar-nos. Ali não cabe o anedotário nem o gargalhar porque os espíritos se deslocaram para o Centro com as melhores intenções de ajudar quem realmente está interessado.

Se o nosso comportamento não nos liga à espiritualidade, saibamos que eles não deixarão de fazer o trabalho e beneficiar os que têm comportamento equilibrado. Os prejudicados seremos nós, os que não sabemos nos adequar às regras. Perdemos o tempo e seria preferível que estivéssemos em casa vendo TV ou conversando, porque do centro não levamos qualquer benefício. “Faz e o Céu te ajuda”, é o que diz o Evangelho.

Muitas vezes somos rebeldes contra as regras que disciplinam a reunião do Centro, imaginando que fazemos favor à casa com a nossa presença; na verdade, o inverso é a realidade. A casa é que nos atende e nos socorre e, portanto, é mais prudente oferecermos a nossa colaboração da melhor qualidade e respeito. Nem no médico, onde pagamos consulta, se justificam a indisciplina ou a arrogância, que dizer da Casa Espírita que tudo oferece gratuitamente! O mínimo que podemos dar ao Centro Espírita é pontualidade, respeito e atenção.

Se ainda não entendemos de verdade o que é um centro espírita, preferível que não o visitemos e frequentemos porque estaremos perturbando os que estão realmente interessados em ser melhores e beneficiar-se do que ali se oferece. Cada um analise o seu comportamento e verifique como está agindo em relação à casa espírita que o acolhe.

Jornal O Clarim – Novembro de 2014