Palestra 13/04/2015 – CENTRO KARDECISTA “OS ESSÊNIOS”

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PALESTRA DE WALKIRIA LÚCIA ARAUJO CAVALCANTE

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Desgraça Real

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Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br 

“Os infortúnios ocultos encontram-se em todos os seres humanos, sem qualquer exceção. Dissimulados, escondidos, ignorados eles são as presenças-apelos da vida para o crescimento interior, ao esforço para alcançar os patamares da paz e da alegria perfeita. Sem o seu concurso todos se contentariam com as paisagens menos belas da névoa carnal, não aspirando ascensão, nem imortalidade!” (Jesus e o Evangelho a Luz da Psicologia Profunda, cap. Os Infortúnios Ocultos, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

Existem males necessários ao nosso aprendizado e que fazem parte das situações biológicas e/ou emocionais de difícil trato, mas que constituem o psiquismo dominante, ainda, da humanidade. Por mais que tentemos fugir, mudamos de personagens, mas os fatos repetem-se até que a lição seja aprendida. O estar encarnado neste momento representa Dádiva Divina ofertada a todos, mas que poucos de nós conseguimos realmente aproveitar-lhe as benesses.

Vemos a mesma temática em Joanna de Ângelis e em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 4 – Os Infortúnios Ocultos: “… a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares… Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar assistência.” Não estamos encarnados sozinhos no mundo, nem tão poucos somos os únicos que temos a nossa porta da consciência batida com a necessidade de reajuste. Vivemos todos neste regime de contenção e resolução dos vícios com o fortalecimento e desenvolvimento do senso moral.

Então o que faz uma criatura agir diferente de outra perante os sofrimentos? Além da maturidade espiritual que é a base e o centro do entendimento humano perante as dores e a evolução que se faz necessária, temos a visão periférica da criatura perante a vida. Quando focamos o olhar para o problema que estamos vivendo deixamos de observar o que nos cerca. Passamos a enxergar somente o que nos é conveniente e necessário para resolvermos ou nutrirmos mais ainda a situação que estejamos vivendo. Dizemos nutrir, pois alguns de nós, se felicitam em ser objeto de atenção em virtude das desgraças particulares que por ventura estejam vivendo, causando certo burburinho ao redor, preocupação e ajuda dos mais próximos.

Mas existe outra classe de pessoas, aqueles que mesmo sofrendo ampliam seu objeto de visão e começam a olhar em volta estendendo a visão espiritual para todos aqueles que estão em seu derredor. Os consultórios médicos estão abarrotados de pessoas que vão à busca normalmente de atenção e amparo para os seus sofrimentos. Vivemos numa sociedade tão informatizada, que mandamos flores, abraços e beijos virtuais, estando um ao lado do outro e não fazemos isto pessoalmente. Nunca se sofreu tanto de solidão como atualmente, alguns de nós vivem em busca da “alma gêmea” esquecendo-se de valorizar as “almas algemadas” que passam verdadeiras encarnações ao seu lado sem serem valorizadas, acarinhadas e respeitadas.

Reclamamos que não somos amados. Mas será que estamos nos dispondo ao amor? Ao amor puro, sem mesclas e sem segundas intenções. O Evangelho nos fala de uma nobre senhora, que mesmo possuindo seus afazeres sociais, procurava ser útil ao semelhante, saindo de si mesma para poder ajudar ao mais carente. Carente de recursos financeiros e de amor. Às vezes a hipocrisia toma conta de alguns agrupamentos afirmando que devemos “levar a palavra de Jesus” aos mais pobres esquecendo-se que palavras desprovidas de ações não provocam ressonância. Realmente, a função da sociedade é amparar no que for possível aos mais necessitados, mas como falar de amor, de Jesus e de Deus com aquele que tem o estômago vazio e que o que mais desejaria era ter sua fome aplacada?

Para cada agrupamento uma realidade diferente e uma forma de agir também. Em comunidades que não sabem o que é saneamento básico deixemos o nosso contributo de amor, mas também enriqueçamos este contributo com o alimento material que sustenta e dá vigor ao físico. O Evangelho nos diz: “Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita.” Incitando a caridade verdadeiramente modesta, sem mesclas. Que não procura um jeito de ser vista pelos outros, fingindo que foi descoberto; nem tão pouco o faz em busca de honrarias humanas. Faz porque entende que está realizando uma verdadeira exaltação a vida futura, irmanando-se com aqueles de nossos irmãos que ainda tem fome e sede, que ainda são muitos em nosso Brasil.

Quando possamos estar na presença daqueles que tem fome e sede de amor, pois seus estômagos já foram aplacados, tenhamos a doce palavra de conforto. Não precisamos ir muito longo para encontrá-los. Muitos destes moram em nossas residências. Suplicam pela nossa atenção. Realizam verdadeiros malabarismos para estarem ao nosso lado e simplesmente não os enxergamos. Queixamo-nos de solidão, mas não nos movimentamos para sanar. Se por ventura, sejamos os que suplicam amor e não somos atendidos, distribuamos o que temos em abundância para tantos que também caminham ao nosso lado em busca de uma troca saudável.

A nobre senhora além de dar o pão material oferece o pão espiritual e a exemplo de Jesus, não perdendo uma oportunidade de dar o exemplo, se faz acompanhar da filha para que esta possa aprender o que vem a ser a caridade. Estimula-a fazer trabalhos manuais para poder oferecer a comunidade ou simplesmente cuidar dos doentes junto com a mãe. Exercendo a prática do bem e do amor em sua maior acepção. A carência afetiva é grande, mas podemos revertê-la e até extirpá-la fazendo um movimento de visão periférica, enxergando quem caminha ao nosso lado, necessitado de nosso amor e respeito. Muitas das doenças modernas deixarão de existir com estas simples atitudes.

Jornal O Clarim – Abril 2015

Não resistais ao mal

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Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br 

“Os infortúnios ocultos encontram-se em todos os seres humanos, sem qualquer exceção. Dissimulados, escondidos, ignorados eles são as presenças-apelos da vida para o crescimento interior, ao esforço para alcançar os patamares da paz e da alegria perfeita. Sem o seu concurso todos se contentariam com as paisagens menos belas da névoa carnal, não aspirando ascensão, nem imortalidade!” (Jesus e o Evangelho a Luz da Psicologia Profunda, cap. Os Infortúnios Ocultos, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

Existem males necessários ao nosso aprendizado e que fazem parte das situações biológicas e/ou emocionais de difícil trato, mas que constituem o psiquismo dominante, ainda, da humanidade. Por mais que tentemos fugir, mudamos de personagens, mas os fatos repetem-se até que a lição seja aprendida. O estar encarnado neste momento representa Dádiva Divina ofertada a todos, mas que poucos de nós conseguimos realmente aproveitar-lhe as benesses.

Vemos a mesma temática em Joanna de Ângelis e em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 4 – Os Infortúnios Ocultos: “… a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares… Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar assistência.” Não estamos encarnados sozinhos no mundo, nem tão poucos somos os únicos que temos a nossa porta da consciência batida com a necessidade de reajuste. Vivemos todos neste regime de contenção e resolução dos vícios com o fortalecimento e desenvolvimento do senso moral.

Então o que faz uma criatura agir diferente de outra perante os sofrimentos? Além da maturidade espiritual que é a base e o centro do entendimento humano perante as dores e a evolução que se faz necessária, temos a visão periférica da criatura perante a vida. Quando focamos o olhar para o problema que estamos vivendo deixamos de observar o que nos cerca. Passamos a enxergar somente o que nos é conveniente e necessário para resolvermos ou nutrirmos mais ainda a situação que estejamos vivendo. Dizemos nutrir, pois alguns de nós, se felicitam em ser objeto de atenção em virtude das desgraças particulares que por ventura estejam vivendo, causando certo burburinho ao redor, preocupação e ajuda dos mais próximos.

Mas existe outra classe de pessoas, aqueles que mesmo sofrendo ampliam seu objeto de visão e começam a olhar em volta estendendo a visão espiritual para todos aqueles que estão em seu derredor. Os consultórios médicos estão abarrotados de pessoas que vão à busca normalmente de atenção e amparo para os seus sofrimentos. Vivemos numa sociedade tão informatizada, que mandamos flores, abraços e beijos virtuais, estando um ao lado do outro e não fazemos isto pessoalmente. Nunca se sofreu tanto de solidão como atualmente, alguns de nós vivem em busca da “alma gêmea” esquecendo-se de valorizar as “almas algemadas” que passam verdadeiras encarnações ao seu lado sem serem valorizadas, acarinhadas e respeitadas.

Reclamamos que não somos amados. Mas será que estamos nos dispondo ao amor? Ao amor puro, sem mesclas e sem segundas intenções. O Evangelho nos fala de uma nobre senhora, que mesmo possuindo seus afazeres sociais, procurava ser útil ao semelhante, saindo de si mesma para poder ajudar ao mais carente. Carente de recursos financeiros e de amor. Às vezes a hipocrisia toma conta de alguns agrupamentos afirmando que devemos “levar a palavra de Jesus” aos mais pobres esquecendo-se que palavras desprovidas de ações não provocam ressonância. Realmente, a função da sociedade é amparar no que for possível aos mais necessitados, mas como falar de amor, de Jesus e de Deus com aquele que tem o estômago vazio e que o que mais desejaria era ter sua fome aplacada?

Para cada agrupamento uma realidade diferente e uma forma de agir também. Em comunidades que não sabem o que é saneamento básico deixemos o nosso contributo de amor, mas também enriqueçamos este contributo com o alimento material que sustenta e dá vigor ao físico. O Evangelho nos diz: “Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita.” Incitando a caridade verdadeiramente modesta, sem mesclas. Que não procura um jeito de ser vista pelos outros, fingindo que foi descoberto; nem tão pouco o faz em busca de honrarias humanas. Faz porque entende que está realizando uma verdadeira exaltação a vida futura, irmanando-se com aqueles de nossos irmãos que ainda tem fome e sede, que ainda são muitos em nosso Brasil.

Quando possamos estar na presença daqueles que tem fome e sede de amor, pois seus estômagos já foram aplacados, tenhamos a doce palavra de conforto. Não precisamos ir muito longo para encontrá-los. Muitos destes moram em nossas residências. Suplicam pela nossa atenção. Realizam verdadeiros malabarismos para estarem ao nosso lado e simplesmente não os enxergamos. Queixamo-nos de solidão, mas não nos movimentamos para sanar. Se por ventura, sejamos os que suplicam amor e não somos atendidos, distribuamos o que temos em abundância para tantos que também caminham ao nosso lado em busca de uma troca saudável.

A nobre senhora além de dar o pão material oferece o pão espiritual e a exemplo de Jesus, não perdendo uma oportunidade de dar o exemplo, se faz acompanhar da filha para que esta possa aprender o que vem a ser a caridade. Estimula-a fazer trabalhos manuais para poder oferecer a comunidade ou simplesmente cuidar dos doentes junto com a mãe. Exercendo a prática do bem e do amor em sua maior acepção. A carência afetiva é grande, mas podemos revertê-la e até extirpá-la fazendo um movimento de visão periférica, enxergando quem caminha ao nosso lado, necessitado de nosso amor e respeito. Muitas das doenças modernas deixarão de existir com estas simples atitudes.

RIE-Revista Internacional de Espiritismo – Abril 2015

Incensados por Insensatos

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Octávio Caúmo Serrano.

Troque a honraria provisória e duvidosa dos homens pela glória eterna de Deus.

Certa vez, um palestrante, ou como preferem os espíritas modernos, um conferencista, de outro estado, foi levado à nossa casa por uma amiga e o autorizamos a fazer seu trabalho de divulgação, repetindo tema que já usara em outros centros da nossa cidade.

Como conhecemos os costumes de algumas casas locais, advertimos nosso convidado que ele não teria palmas no final de sua apresentação, o que não significava que o trabalho dele não tivesse sido do agrado, mas que era hábito do nosso centro não aplaudir o orador.

Assustado, e parecendo decepcionado, perguntou-nos a razão desta atitude. Explicamos ao confrade que, segundo nosso entendimento, isso não cabe no trabalho do espírita que é apenas repetidor do Evangelho e dos postulados deixados por Kardec. Somos divulgadores de ideias alheias, apesar de muitas vezes usarmos palavras nossas. Falamos de pensamentos já pensados e por mais brilhante que seja a nossa forma de apresentá-los, nada têm de original porque não são criados por nós.

Citamos o próprio Chico Xavier que quando lhe perguntavam por que ele cedia totalmente os direitos autorais de suas obras, ele respondia que o fazia porque nenhuma só linha de seus livros era de sua autoria e, portanto, ele não podia beneficiar-se pecuniariamente com elas; tudo pertencia aos espíritos que ditavam as lições.

O aplauso generalizado contempla todos, dos mais brilhantes oradores aos iniciantes nessa difícil tarefa e contempla os bons e os maus discursos, indistintamente. É hábito, naquela casa, bater palmas ao final da exposição. Isso não significa que o púbico gostou, mas visa apenas demonstrar educação e lhaneza.

Quem deve ser grato pela oportunidade de falar, num Centro, ou em qualquer lugar onde nos reunamos em nome do Espiritismo, é o palestrante que espalha o conhecimento que já adquiriu com o estudo desta doutrina especial e libertadora, porque sua fala é como se fora gratidão pelo que recebeu nos seus primeiros contatos com essas verdades. Um dia, completamente ignorantes no assunto, fomos buscá-la para conhecê-la ou tentar solucionar problemas que nos afligiam ou obter respostas que desconhecíamos. Como fez sentido para nós, divulgamos tais conhecimentos na esperança de que tenham o mesmo efeito para aqueles que agora nos ouvem.

Nosso testemunho e trabalho assemelha-se a uma retribuição, um pagamento mesmo, pelo que recebemos quando fazíamos parte do público, semelhante àquele que hoje nos assiste. O privilegiado somos nós que retribuímos ao Espiritismo o que ele já fez por nós no passado. Somos devedores, não credores.

Quando você, confrade espírita, é convidado a proferir palestra numa casa coirmã, em vez de envaidecer-se fique feliz com a oportunidade, na certeza de que o beneficiado é você porque seus conhecimentos poderão não chegar aos que o ouvem, mas em você eles já estão incorporados. Ainda que você não consiga aplicá-los, o primeiro passo já foi dado: já sabe; já tem a informação de maneira clara; tente vivê-la a partir de agora e seja como o semeador que lança a semente sem a responsabilidade pela sua fertilização e crescimento, porque ela pode cair em terra boa ou não, no período das chuvas ou não, e livre de ervas que a afogue ou não. Semeie e prossiga, sabendo que Deus se encarrega do futuro dela, como fez com você que depois de ouvir as orientações decidiu segui-las e agora espalhá-las.

Não se envaideça se o aplaudirem freneticamente, nem se decepcione se a sua fala é seguida de profundo silêncio. O resultado do seu trabalho recebeu, nas duas situações, a mesma recompense da esfera divina. Você colocou a sua luz no alto, no velador, para que todos se beneficiassem dela; isto é o que importa.

Jornal O Clarim – Abril de 1015

El Evangelio en el cotidiano

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Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

A la inminencia de más un aniversario de nuestro bendito El Evangelio Según el Espiritismo, hablábamos sobre el apartado 5 del Capítulo XIII y comentábamos la preocupación de Jesucristo al mirar la acción de las personas para después mencionarlas como ejemplos, especialmente a sus seguidores más cercanos más.

En el Templo, sentado cerca de la urna de donativos, el cariñoso Rabi observaba a los que habían puesto sus ofertas y llamó a la atención de sus discípulos para una mujer vestida con simplicidad. Él entonces comentó: “En verdad os digo, que más ha contribuido esta pobre viuda de que todos los otros que pusieron en el gazofilacio. Porque todos los otros dieron de lo que tenían en su abundancia; sin embargo ésta ofreció de su misma indigencia todo lo que tenía y todo qué le quedaba para su sostén”. Este relato está en el Evangelio de Marcos XII – 41-44 y en lo de Lucas XXI – 1-4. La caridad de ella fue típica de quien no es egoísta. La máxima escogida por Kardec para al Espiritismo, es “Fuera de la Caridad no hay Salvación”. Exactamente lo qué Jesucristo demostraba en aquel momento y solamente es posible ser ejecutado por quien no vive la egolatría.

Para un mejor entendimiento, recurrimos al Libro de los Espíritus, cuestiones 913 a 917, que enseña sobre el egoísmo y nos quedamos con la pregunta 915, que dice lo siguiente: “¿El egoísmo siendo inherente a la especie humana, no será siempre un obstáculo al reino del bien absoluto en la Tierra? Analicemos la contestación:

“Es cierto que el egoísmo es vuestro mayor mal, pero él se debe a la inferioridad de los Espíritus encarnados en la Tierra y no a la humanidad en sí misma; ora, los Espíritus depurándose a través de encarnaciones sucesivas pierden el egoísmo cómo pierden otras impurezas (énfasis nuestro). No tenéis en la Tierra ningún hombre exentado del egoísmo y practicante de la caridad?” (énfasis nuestro). Son mucho más numerosos que imagináis, pero poco los conocéis, porque la virtud no busca hacer alboroto. Se hay un, por qué no habrá diez; ¿se hay diez, por qué no habrá mil y así por delante?

Para confirmar la verdad de la respuesta de los Espíritus Superiores, la humanidad conoce algunos que a pesar de la modestia fueron revelados por los medios de comunicación, como Tereza de Calcutá, Dulce de Bahia, Mohandas Gandhi de India, Martin Luther King de Estados Unidos, Chico Xavier y Jerônimo Mendonça de Brasil. Pero hay infinitos casos desconocidos de la sociedad en general.

Nos permitan contar un episodio que envolvió a dos conocidos tenores. Sé que la mayoría de los lectores ya conoce, sin embargo es un bonito ejemplo de Evangelio vivido en la práctica y que vale la pena ser divulgado como estímulo a los que no saben de la historia.

En 1984, dos tenores españoles, Plácido Domingo, madrileño, y José Carreras natural de Barcelona, capital de la Cataluña discutieron por problemas políticos porque los catalanes, hace mucho tiempo, quieren su independencia de España. Se quedaron enemigos declarados y en los contratos de trabajo de uno siempre había cláusula que impedía la presentación simultánea del otro.

En 1987, sin embargo, José Carreras conoció a un enemigo aún peor: una leucemia, cáncer que afecta la sangre y la medula huesosa. Hizo trasplante medular en Estados Unidos para donde iba constantemente hacer transfusiones de sangre y otros tratamientos, que acabaron con sus economías, que no eran pocas. Sin recursos, se quedó sabiendo que en Madrid había una clínica llamada Hermosa que cuidaba a enfermos con ese problema y lo hacía gratuitamente.

Viajó para conocer el lugar donde fue bien atendido y empezó a tratarse. Pasado un tiempo, se curó y volvió a la vida normal de artista clásico, como excelente tenor que era. Luego se recobró, incluso financieramente.

Volvió a la clínica para informarse como podría aportar como forma de agradecimiento por todo lo que recibiera. Se quedó sabiendo que el fundador, presidente y principal mantenedor de la clínica era su mayor enemigo: Plácido Domingo. Como el chisme es institucionalizada en el mundo entero, supe también que el tenor madrileño creó la clínica pensando en él, Carreras, su concurrente y enemigo declarado, pero que él jamás podría saber la verdad. Probablemente no aceptaría la ayuda para no herir a su orgullo y amor propio, esas tonterías que los hombres suponen ser calidades, pero que están, en verdad, entre las peores enfermedades morales de la humanidad.

Desconcertado con lo que oía, va a asistir a un recital de Plácido Domingo cuando en medio al espectáculo sube a la escena, se arrodilla frente al “enemigo” y le pide disculpas. ¡El otro lo irguió y lo abrazó; a partir de allí, volvieron a cantar juntos, lo que hicieron algunas veces también con el italiano Luciano Pavarotti, interpretando el conocido “Amigos para Siempre”!

Al ser indagado por periodistas porque él hizo esto con la única persona que podía le hacer competencia artísticamente, Domingo simplemente contestó: “Porque una voz como la del no podía perderse”.

¿Lo qué hubo de semejanza con las lecciones del Evangelio en ese episodio? 1 – “Ama a tu enemigo y perdona a los que te calumnian.” 2 – “reconcíliate con tu adversario mientras estás a camino.” 3 – Sentimos la aplicación integral de la caridad según San Pablo, ESE, cap. XV, apartados 6 7, cuando dice, resumidamente, que “la caridad es benigna, es paciente, no se irrita, no sospecha mal, no es ambiciosa, no busca a sus propios intereses, todo tolera, todo cree, todo espera, todo sufre”.

Los Espíritus tenían razón. El bien en el mundo es más abundante de que suponemos. Sólo que difícilmente son cabeceras en los medios de comunicación. Cuántos otros ejemplos anónimos como ése no hay que desconocemos. Un día serán procedimientos naturales. Esta hora, ya estaremos viviendo en la Nueva Tierra, el mundo de regeneración.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – abril 2015

O Evangelho no cotidiano

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RIE_ABRIL_2015À iminência de mais um aniversário do nosso abençoado O Evangelho Segundo o Espiritismo, falávamos sobre o item 5 do Capítulo XIII e comentávamos a preocupação de Jesus em observar o comportamento das pessoas para depois mencioná-las como exemplos, especialmente aos seus seguidores mais próximos.

No Templo, sentado junto à urna de donativos, o meigo Rabi observava os que deitavam suas ofertas e chamou à atenção dos seus discípulos para uma mulher vestida com simplicidade. Ele então comentou: “Na verdade vos digo, que mais deitou esta pobre viúva do que todos que deitavam no gazofilácio. Porque todos os outros deitaram do que tinham na sua abundância; porém esta deitou da sua mesma indigência tudo o que tinha e tudo o que lhe restava para o seu sustento”. Este relato está no Evangelho de Marcos XII – 41-44 e no de Lucas XXI – 1-4. A caridade dela foi típica de quem não é egoísta. A máxima escolhida por Kardec, referindo-se ao Espiritismo, é “Fora da Caridade não há Salvação”. Exatamente o que Jesus demonstrava naquele momento e só é possível ser executado por quem não cultua a egolatria.

Para um melhor entendimento, recorremos a O Livro dos Espíritos, questões 913 a 917, que ensina sobre o egoísmo e concentramo-nos na pergunta 915, que diz o seguinte: “O egoísmo sendo inerente à espécie humana, não será sempre um obstáculo ao reino do bem absoluto na Terra? Analisemos a resposta:

“É certo que o egoísmo é vosso maior mal, mas ele se prende à inferioridade dos Espíritos encarnados na Terra e não à humanidade em si mesma; ora, os Espíritos depurando-se através de encarnações sucessivas perdem o egoísmo como perdem outras impurezas (grifo nosso). Não tendes na Terra nenhum homem isento do egoísmo e praticante da caridade?” (grifo nosso). Eles são muito mais numerosos que imaginais, mas pouco os conheceis, porque a virtude não busca fazer estardalhaço. Se há um, por que não haverá dez; se há dez, por que não haverá mil e assim por diante?

Para confirmar a verdade da resposta dos Espíritos Superiores, a humanidade conhece alguns que apesar da modéstia acabaram sendo revelados pela mídia, como Tereza de Calcutá, Dulce da Bahia, Mohandas Gandhi, da Índia, Martin Luther King, dos Estados Unidos, Chico Xavier, e Jerônimo Mendonça do Brasil. Mas há infinitos casos desconhecidos da sociedade em geral.

Permitam-nos contar um episódio que envolveu dois conhecidos tenores. Sei que a maioria dos leitores já conhece, mas é um bonito exemplo de Evangelho vivido na prática e que vale a pena ser divulgado como estímulo aos que não sabem da história.

Em 1984, dois tenores espanhóis, Plácido Domingo, madrileno, e José Carreras natural de Barcelona, capital da Catalunha discutiram por problemas políticos porque os catalães, há muito tempo, querem independer-se da Espanha. Ficaram inimigos declarados e nos contratos de trabalho de um sempre havia cláusula que impedia a apresentação simultânea do outro.

Em 1987, todavia, José Carreras conheceu um inimigo ainda pior: uma leucemia, câncer que afeta o sangue e a medula óssea. Fez transplante medular nos Estados Unidos para onde ia constantemente fazer transfusões de sangue e outros tratamentos, que acabaram com suas economias, que não eram pequenas. Sem recursos, ficou sabendo que em Madrid havia uma clínica chamada Formosa que cuidava de doentes dessa enfermidade e o fazia gratuitamente.

Viajou para conhecer o lugar onde foi bem atendido e começou a se tratar. Passado um tempo, curou-se e voltou à vida normal de artista clássico, como excelente tenor que era. Logo se recuperou, inclusive financeiramente.

Voltou à clínica para informar-se como poderia contribuir como forma de agradecimento por tudo o que recebera. Ficou sabendo que o fundador, presidente e principal mantenedor do local era o seu maior inimigo: Plácido Domingo. Como a fofoca é institucionalizada no mundo inteiro, soube também que o tenor madrileno criou a clínica pensando nele, Carreras, seu concorrente e inimigo declarado, mas que ele jamais poderia saber a verdade. Provavelmente não aceitaria a ajuda para não ferir seu orgulho e amor próprio, essas tolices que os humanos supõem serem qualidades, mas que estão, na verdade, entre as piores enfermidades morais da humanidade.

Desconcertado com o que ouvia, vai assistir a um recital de Plácido Domingo quando em meio ao espetáculo sobe ao palco, ajoelha-se frente ao “inimigo” e lhe pede desculpas. O outro o ergueu e o abraçou; a partir daí, voltaram a cantar juntos, o que fizeram algumas vezes também com o italiano Luciano Pavarotti, interpretando o conhecido “Amigos para Sempre”!

Ao ser indagado por jornalistas porque ele havia feito isso com a única pessoa que podia lhe fazer concorrência artisticamente, Domingo simplesmente respondeu: “Porque uma voz como a dele não podia se perder”.

O que houve de semelhança com as lições do Evangelho nesse episódio? 1 – “Ama o teu inimigo e perdoa os que te caluniam.” 2 – “Reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho.” 3 – Sentimos a aplicação integral da caridade segundo São Paulo, ESE, cap. XV, itens 6 e 7, quando diz, resumidamente, que “a caridade é benigna, é paciente, não se irrita, não suspeita mal, não é ambiciosa, não busca seus próprios interesses, tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre”.

Os Espíritos tinham razão. O bem no mundo é mais abundante do que supomos. Só que dificilmente são manchetes da mídia. Quantos outros exemplos anônimos como esse não devem existir que desconhecemos. Um dia serão procedimentos naturais. Nesta hora, já estaremos vivendo na Nova Terra, o mundo de regeneração.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Abril 2015