Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Sempre que me é possível, faço o bem! E vou dizer a todos porque faço; porque quando eu não sirvo a ninguém me vejo insatisfeito e me embaraço. O bem enche de glória o coração, porque nos faz sentir grande prazer e causa, além de tudo, uma emoção que aumenta esta alegria de viver.

É sempre bom demais ser generoso, e assim viver sereno e envolto em paz, porque vai se dar conta, o que é bondoso, que Deus o recompensa muito mais. Quem tem seu coração embrutecido, cultiva o mau humor, vive nervoso; só anda de abdome contraído e é sempre um infeliz, um lamentoso…

A vida é para ser bem desfrutada, pois a cada segundo isso é possível, se a mente não estiver contaminada e o homem não for do tipo sensível; aquele que se ofende por migalhas e tudo lhe parece de importância, que vive discutindo até por tralhas, porque é do tipo escravo da ganância. Percebam como precisamos pouco, para levar avante a nossa vida, mas nós nos conduzimos como um louco, juntando o que não serve na partida. Depois deste minuto no planeta, quando o tempo do fim já se avizinha, nessa hora em que a coisa fica preta e temos de voar como andorinha, só cabe utilidades na bagagem, pois bens aqui da Terra não levamos, já que será sem volta esta viagem e daqui quase nada precisamos.

As reservas, já ensina o Evangelho, devem ser das que se usam lá no céu, porque o resto na Terra fica velho e serve simplesmente de escarcéu; gera briga de herdeiro ganancioso, o que reza até mesmo pela morte daquele que se julga poderoso e humilha até os seus filhos e a consorte.

Por isso quem portar qualquer tesouro, produzido no tempo aqui da Terra, transforme cada pepita de ouro em virtude da que n´alma se encerra. Daí porque falei logo no início, que apenas sou viciado em fazer bem, pois não quero habitar num outro hospício no dia em que eu for morar no além!

Eu sei que muita gente não aceita ser esta a forma certa de viver… Mas se não concordar com esta receita, há sempre outra opção: pague pra ver!

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba de 8 de maio de 2015