Para meditação

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NO SILÊNCIO DA PRECE

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Opinião Espírita. Lição nº 59. Página 191.

Em ti, no silêncio da prece mental, sem que tenhas necessidade de ver ou perceber, em sentido direto, o coração bate sem cessar na cadência admirável da vida.

Movimenta-se o sangue, por mil canalículos diversos.

Intestinos trabalham independentes de tua vontade sustentando-te a nutrição.

Pulmões arfam revolvendo o ar que te envolve.

Impulsos nervosos eletrizam-te a imensa população celular do cérebro.

Miríades e miríades de unidades de vida microscópica palpitante na concha da boca.

Em torno de ti, no silêncio de tua prece, os átomos se agitam em vórtices intermináveis na estrutura material da roupa que te veste e dos sapatos que te calçam.

A eletricidade vibra esfuziante por quilômetros e quilômetros de fios, transformando-se, não longe de ti, em força, luz e calor.

Milhares de criaturas humanas num perímetro de algumas léguas em derredor, falam, cantam e choram sem que ouças.

Outros milhões de vozes em dezenas de idiomas, nas ondas hertzianas, entrecruzam-se à tua volta sem que as registres.

Raios sem conta chovem sobre ti sem que lhes assinales a presença.

Inúmeros fenômenos meteorológicos se sucedem em toda parte, sem que consigas relacioná-los.

O planeta faz giros velozes carregando-te, em paz e segurança, sem que tomes qualquer conhecimento disso.

Igualmente, no silêncio de tua prece, acionas vasto mecanismo de auxílio e socorro na atmosfera que te rodeia, comparável a imenso laboratório invisível.

O teu influxo emocional dirige-se além de teus sentidos para onde te sintonizes, através de insondáveis elementos dinâmicos.

Não descreias da oração por não lhe marcares fisicamente os resultados imediatos.

O firmamento não é impassível porque te pareça mudo.

No silêncio de tua prece mental, podes expressar até mesmo com mais veemência do que num discurso de mil palavras, o hino vibrante do amor puro, a ecoar pelo Infinito, assimilando no âmago do ser a Divina Luz, que te sublimará todos os anseios e esperanças, na renovação do destino.

Estará você sofrendo desencantos; varando enormes dificuldades; suportando empecilhos com os quais você não contava; o trabalho em suas mãos, muitas vezes se lhe afigura um fardo difícil de carregar; falham recursos previstos; contratempos se seguem uns aos outros; tribulações de entes amados lhe martelam a resistência; a enfermidade veio ao seu encontro; entretanto, prossiga agindo e cooperando, em favor dos outros. Não interrompa os seus passos, no serviço do bem, porque justamente na execução dos seus próprios encargos é que os Mensageiros de Deus encontrarão os meios de trazerem a você o Socorro Preciso.

André Luiz – Chico Xavier – Livro: Aulas da Vida 

Renato Dantas Magalhães

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Na busca da felicidade

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Octávio Caúmo Serrano caumo@caumo.com

Enunciado bíblico nos dá conta que “a felicidade não é deste mundo.”

A primeira pergunta que nos vem à mente é: a que mundo ele se refere? Ao mundo planeta, ao mundo evolutivo que atingimos ou ao mundo das nossas prioridades?… A que mundo?

A felicidade já foi cantada e recitada por grandes pensadores que procuram definir-nos o que é essa tal que procuramos tanto e nunca a temos. Analisemos, por exemplo, o poeta santista Vicente de Carvalho quando diz no soneto Velho tema que “essa felicidade que supomos, árvore milagrosa que sonhamos, toda arreada de dourados pomos, existe, sim: mas nós não a alcançamos porque está sempre apenas onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.” Fala dos pomos saborosos e carnudos!

O precursor da bossa nova, João Gilberto é outro que diz que “a felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar; voa tão leve, mas tem a vida breve; precisa que haja vento sem parar.” Uma efemeridade! Silvio Britto, em A terra dos meus sonhos, canta que “felicidade só se tem, quando se doa…”! Só assim a vida é boa.

Nosso maior erro é buscar a felicidade fora de nós. Condicioná-la às conquistas. Vemos a felicidade no carro novo, no apartamento de luxo, na viagem do sonho, na conquista de um amor. Não nos damos conta que nada disso nos pertence e só nos pode dar resquícios de alegria que podem terminar num abrir e fechar de olhos.

Qual seria, então, a receita para ter felicidade duradoura já, neste mundo? A resposta é simples: dê felicidade. Quem dá é dono para sempre; quem recebe, nem sempre tem. Experimente odiar e sinta o mal que lhe causa; mas faça o bem e perceba que prazer irá sentir; independente do reconhecimento do beneficiado.

A felicidade é deste mundo para quem a busca de maneira correta e nos lugares e momentos certos. Sorria e será feliz. Aborreça-se e ficará deprimido. Sonhe pequeno e sempre realizará seu sonho. Imagine conquistas irrealizáveis e passará a vida inteira sofrendo com a ansiedade diante das metas inatingíveis!

É por isso que pobres e ricos são igualmente infelizes. A riqueza exterior não nos dá o que procuramos, porque o que buscamos já mora dentro de nós! Chama-se paz. Seria bom se soubéssemos lidar com ela! Viver no mundo seria menos sofrido!

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba de 26/06/2015 

O banho e o passe

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O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético, que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou as lutas de cada dia. O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe. Além das virtudes curativas da água. enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma. A disciplina dospensamentos é uma fonte de bem-estar, na hora da higiene do instrumento carnal.

No instante do banho é preciso que entendais a necessidade da alegria, que o vosso pensamento sustente o amor, até ao próprio líquido que vos serve de asseio. Visualizai, além da água que cai em profusão, a contraparte, como fluidos espirituais banhando todo o vosso ser.

O impulso dessa energia destampa no vosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho.

Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance das vossas mãos. O chuveiro seria como um médium da água e, esta, o fluido que vivifica o corpo.

Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas, dependendo do modo pelo qual pensais. Uma mente ordenada na alta disciplina e pela concentração, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual, e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica.

Sabeis por que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornarmos cantores? É a alegria advinda da esperança, de que a água é portadora pêlos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor.

O lar é o vosso aprisco acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho com a família nos mostrará como Deus é bom. Essa assistência atinge igualmente as coisas materiais, desde a arborização, até o preparo das águas que nos servem. Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se cientifique disso?

É a misericórdia do Senhor pêlos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar.

Eles colocam fluidos apropriados nas águas para o banho, e nas que tomais. E quando eles encontram disposições mentais favoráveis alegram-se pela grande eficiência do trabalho.
Na hora do repasto é sagrado e conveniente que tenhais boas conversações.

No momento do banho, é preciso que ajudeis com pensamentos nobres, tanto quanto a prece, para que tenhais mãos mais eficientes operando em vosso favor. Se quereis quantidade maior de oxigénio nitrogenado, basta pensardes firmemente que estais recebendo esses elementos, e a natureza dar-vos-á com abundância. É o “pedi e obtereis” do Cristo. E com o tempo estareis mestre nessa operação. A alegria tem também bases físicas. Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor.

Quando tomardes o vosso café pela manhã, tomai-o convicto de que estais absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em vosso corpo.

E saireis da mesa dispostos para o trabalho, como também para a vida. Despedi-vos dos vossos familiares com um sorriso agradável, e deixai deslumbrar em vosso olhar o otimismo, de maneira a fascinar todos, que eles, ocultamente, vos beneficiarão, sem que percebais. Lembrai-vos de que um copo de água que tomais, onde quer quê seja, é, sobremaneira, um banho e passe, por dentro.

Não vos esqueçais de sorvê-lo com alegria e amor. lembrando com gratidão de quem vos deu, porque, se ele vem rico de coisas espirituais, aumentará com o que tendes. Se não, os fluidos que vos cercam, canalizados pela vossa mente, limparão o acrescido na água, inútil à vossa saúde, como vigilância da vossa parte. É muito bom saber, como é muito bom amar. São dois caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.

Fonte – Horizontes da Mente (psicografia João Nunes Maia – espírito Miramez)

Caminhos

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 25/06/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

9 – CAMINHOS

Mostremos o caminho, ensinemos a caminhar, mas não obriguemos ninguém a seguir sobre os nossos passos.

Cada espírito tem a sua própria trajetória na conquista das experiências que lhe dizem respeito.

Não nos aflijamos porque observamos aqueles que mais amamos se distanciando de nós, ao enveredarem por perigosos atalhos.

Em essência, esteja onde estiver cada qual estará buscando a sua realização pessoal.

O anseio da descoberta é apanágio de todos os espíritos.

As palavras, por mais fiéis, nunca transmitem as lições que somente a experiência conseguirá, na linguagem inarticulada da dor.

Para seguirmos juntos não teremos necessariamente que caminhar lado a lado; os caminhos paralelos acabam por se convergirem adiante.

Palmilhemos a senda que nos diz respeito, estendendo, além dos seus limites, as nossas mãos em auxílio aos que avançam pelas veredas que elegeram para si.

Afirmando ser o Caminho, Jesus não exigiu que ninguém o seguisse!

Compreendamos, assim, os companheiros que se afastam de nós e oremos a Deus pela sua felicidade, renunciando à alegria de tê-los conosco na jornada que empreendemos.

Quanto a nós, perseveremos no cumprimento do dever que abraçamos, longe do qual estaremos sempre desnorteados em nós mesmos, em completo desencontro com a Vida.

Livro “Lições da Vida” – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli.

O poder das palavras

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Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Secular provérbio diz: “Você é senhor da palavra contida e escravo da palavra proferida.”

A palavra, falada ou escrita, é a materialização do pensamento. Com ela construímos ou destruímos. É preciso cuidado no seu uso. Em sua epístola o apóstolo Tiago advertiu: “Se alguém não tropeça na palavra o tal é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo.” “Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos para que nos obedeçam. Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas.” Não nos percamos pela língua!

Emmanuel, mentor de Chico Xavier, dizia que o homem guarda uma arma embainhada na boca; a língua, evidentemente. O mesmo Chico disse que sua mãe lhe receitou certa vez a água da paz. Como não a encontrasse ela lhe disse: “Está aí, nessa talha sobre a pia. Ingira-a e a deixe na boca enquanto durar sua raiva. Só depois que passar, beba-a.” George Foreman, o lutador americano, disse que aprendera em criança que se não pudesse falar bem de alguém, ficasse calado. Muitos se guiam por nossas ideias. Há os que são ídolos do público e não se dão conta que interferem na vida dos fãs. Fazem declarações levianas, além de exibirem comportamento que deseduca, como certos famosos de pouco senso.

Duas categorias que usam mal as palavras são políticos e economistas. Sempre cheios de ideias originais e “achismos”, preenchem espaços ociosos da mídia com afirmações que não passam de chutes, mas que acabam por fazer estragos. Dizem que a crise está grande e vai piorar. É o que eles “acham”. E quem acredita, sofre por antecipação. Não compra, não investe, não arrisca, não poupa e não progride!  E aí a crise se instala mesmo, porque é fabricada por nós que damos importância às tolices divulgadas pelos profetas do quanto pior melhor!

Todo político diz que o partido do outro nunca fez algo útil; bom é o partido dele. Geralmente o que já foi governo e só produziu bobagens. Mas eles sabem que o povo é uma porção de ninguém. Daí ex-ministros da economia posarem de sábios para dar receitas salvadoras!

Dia 7 de junho, em crônica neste jornal, o Dr. Roberto Cavalcanti citou frase que pedimos licença para reproduzir. “O mundo – em toda a sua imensidão – cabe dentro de um chapéu. Pois tem o tamanho exato da nossa cabeça.” E nós completamos: pena que tenhamos cabeça de formiga.

Cada um deveria aprender a administrar a própria vida, o seu bem mais precioso! Conduzir-se; não ser conduzido! Pensar com sua mente, não com a dos outros… Acorda povo!

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba de 19/06/2015

Dependência

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Página para leitura introdutória do Estudo da quinta-feira, 18/06/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

8 – DEPENDÊNCIA

Não dependamos emocionalmente de ninguém.

Todos somos interdependentes, no entanto cada qual tem o direito de efetuar as suas próprias escolhas.

Quem depende psiquicamente de outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isso mesmo, inadiável tratamento.

Não escravizemos ninguém às nossas ideias e ao nosso modelo de ser tanto quanto não permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade.

Todo excesso no campo afetivo a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio.

O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.

Ninguém deve entregar-se pessoalmente a alguém, a não ser a Deus.

Todos somos efetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disso para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais.

Quem se doa aos outros sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exata do que houver cedido.

Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.

Sempre nos será possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos.

Livro “Lições da Vida” – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli.

Insatisfação

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 11/06/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

7 – INSATISFAÇÃO

Ninguém se sinta deslocado em seu próprio lugar.

Cada pessoa vive com pessoas com que necessita viver para ajustar-se consigo.

A insatisfação que experimentamos com os outros quase sempre é insatisfação com nós mesmos.

As Leis que regem a vida nunca se enganam.

Somos o que fizemos de nós e temos exatamente aquilo que merecemos.

Não culpemos ninguém pelas frustrações que nos impedem de ser o que desejamos.

Para que as coisas fossem diferentes precisaríamos tê-las feito diferentes.

Ajustemo-nos, pois e, com os recursos morais que nos sejam disponíveis, procuremos realizar o melhor.

Quem se conscientiza de suas limitações já começa a superar-se.

Estamos hoje no justo lugar a que os nossos pés nos conduziram, vinculados a situações e pessoas que buscamos pela nossa liberdade de escolha.

Se a vida que vivemos nos aborrece, lutemos adquirindo os méritos que ainda não possuímos para que os nossos dias se façam plenos de alegria e paz.

Livro Lições da Vida – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli

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