Insatisfação

1 Comentário

Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 11/06/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

7 – INSATISFAÇÃO

Ninguém se sinta deslocado em seu próprio lugar.

Cada pessoa vive com pessoas com que necessita viver para ajustar-se consigo.

A insatisfação que experimentamos com os outros quase sempre é insatisfação com nós mesmos.

As Leis que regem a vida nunca se enganam.

Somos o que fizemos de nós e temos exatamente aquilo que merecemos.

Não culpemos ninguém pelas frustrações que nos impedem de ser o que desejamos.

Para que as coisas fossem diferentes precisaríamos tê-las feito diferentes.

Ajustemo-nos, pois e, com os recursos morais que nos sejam disponíveis, procuremos realizar o melhor.

Quem se conscientiza de suas limitações já começa a superar-se.

Estamos hoje no justo lugar a que os nossos pés nos conduziram, vinculados a situações e pessoas que buscamos pela nossa liberdade de escolha.

Se a vida que vivemos nos aborrece, lutemos adquirindo os méritos que ainda não possuímos para que os nossos dias se façam plenos de alegria e paz.

Livro Lições da Vida – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli

O Verdadeiro Espírita

1 Comentário

Octávio Caúmo Serrano – 8/6/2015

Reconhece-se o espírita
Pela sua transformação
E na luta em que se empenha
Para ter educação;
Vence as más inclinações,
Com todos tem só atenções,
Como age o que é cristão!

Tem sempre a boca cerrada
Diante do fracasso alheio,
Seja com desconhecidos
Ou com pessoas do seu meio.
Perdoa todo inimigo
Tentando fazê-lo amigo,
Pois do mal não tem receio!

Constantemente empenhado
Se esmera em sua instrução
Para então servir melhor
Sempre que chega a ocasião,
Pois sente contentamento
E gosta de estar atento
Qual soldado de plantão…

Não vale pelas palestras
Ou por passes que oferece
Nem pela mediunidade
Ou por dizer linda prece;
Mas por ter disposição
Para servir sempre o irmão
E ainda a Deus agradece!

Mensagem de Francisco de Assis dirigida a Pietro Ubaldi – 1951

1 Comentário

Mensagem de Francisco de Assis dirigida a Pietro Ubaldi, recebida por Chico Xavier, em 17 de agosto de 1951, em Pedro Leopoldo

Pedro,

O calvário do Mestre não se constituía tão somente de se­cura e aspereza… Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos. E as flores que desabrocharam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações.

Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos… Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração!… Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!… Entretanto, não te detenhas. Caminha!… É necessário ascender.

Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes. Lembra-te, Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, no madeiro doloroso por devotamento à humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição.

Não tomes outra diretriz senão a de sempre. Descer, auxiliando, para subir com a exaltação do Senhor. Dar tudo para receber com abundância. Nada pedir para nosso EU exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso NÓS da vida imortal. Ser a concórdia para a separação. Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição…

Ama sempre. É pela graça do amor que o Mestre persiste conosco, mendigos dos milênios, derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento.

Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta. A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo.

O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança. Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco?

É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados. A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras, e terrificantes do abismo. O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido. A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegada à aflição, ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos. Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humildade e o vento frio da desilusão soprará, de rijo, sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada se exibe, sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do espírito.

É imprescindível a ascensão. A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior, ainda mesmo coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram.

Refaze as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos.

O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim. O farol do oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou.

Avança… Avancemos…

Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor, e o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio.

Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão.

Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir. Cabe-nos apenas obedecer até que a glória Dele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo.

Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final.

O Evangelho é o nosso Código Eterno. Jesus é o nosso Mestre Imperecível. Subamos, em companhia Dele, no trilho duro e áspero.

Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo…

Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar.

Oferta do CEU – Matão

Vamos punir as crianças

1 Comentário

Octávio Caúmo Serrano   caumo@caumo.com

Destaque-se desde já, para que não me julguem um palpiteiro intrometido, que não tenho experiência na área jurídica ou penal. Sou apenas um participante da sociedade que procura usar de bom senso quando decide opinar ou agir sobre algo; especialmente polêmico.

Fervilham as discussões sobre a redução da maioridade penal para dezesseis anos. Seria bom? Seria mau? Claro que a intenção dos poderes é desviar as atenções para esconder a própria incompetência, porque eles não têm certeza de nada. Sempre na base do “tive uma ideia”.

Se atentarmos para o estado dos presídios no Brasil, quando se colocam na mesma cela assassinos perversos, traficantes criminosos e alguém que furtou uma fruta para alimentar seu filho faminto, será levar este último a especializar-se no crime devido à convivência e violência que terá de enfrentar.

Quando falamos dos menores, vemos que as Fundações são como universidades do crime, complementadas pelas lições da TV com seus filmes e jornais que dão ideias e detalhes para a sofisticação da criminalidade. Quando um presídio para o jovem for de verdade um reformatório, um educandário, que possibilite a ele sair dali melhor depois de alguns anos, valerá a pena reduzir-se a idade da punição para 16, 14 ou menos. Afinal, ele estará numa escola que suprirá a negligência da família ou controlará a rebeldia do menor que a ninguém obedece; os próprios pais são, às vezes, impotentes para domá-los e pô-los no caminho certo.

Segundo a minha crença, na qual uma das leis principais é a reencarnação, todos nós trazemos para cá uma herança de vivências passadas, que envolve qualidades e defeitos, bondade e ferocidade. É difícil lidar com certas almas que vem ao mundo para, servindo-nos de expressão popular, “bagunçar o coreto”. Jamais conseguiremos consertá-las como o operário que aquece o ferro e lhe dá marteladas. É preciso habilidade, paciência, competência e amor para tentar (sic!) corrigi-las. Por isso irmãos são tão diferentes entre si, mesmo educados na mesma família. Não há garantia. Mas estocando-os numa cela promíscua, com 100 onde cabem 30, nada de bom conseguiremos; transformaremos pequenos infratores em assassinos.

Pitágoras, muito antes de Jesus, já ensinou que se educássemos as crianças não teríamos que punir os adultos. Aqui nem comentamos de instrução, saúde, emprego e melhores salários para desestimular a violência, porque isso também não é novidade; mas fica para outro dia.

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba – 06/06/15

Superiores e Inferiores

Deixe um comentário

Octavio Caúmo Serrano caumo@caumo.com

Na vida somos chamados a ocupar cargos e encargos. Os encargos são sempre mais importantes do que os cargos. Um chefe pode ser nomeado por contrato ou registro em carteira, mas o líder é o que tem qualidades que muitas vezes seu chefe não tem.

Em qualquer posição que estejamos na sociedade, mesmo o mais poderoso monarca, sempre haverá alguém abaixo de nós e alguém acima. Nem sempre esta posição se percebe pela hierarquia; pode ser cultural, moral ou espiritual. É produto das experiências, o que confere sabedoria que a própria instrução não dá, e de atitudes que dão brilho ao caráter.

O superior de verdade não se reconhece pelo poderio do seu extrato bancário nem pelo acervo da sua declaração de bens, mas pela coleção de virtudes que carrega e ornamentam o seu mais importante patrimônio: a vida! Suas telas mais preciosas foram pintadas por ele mesmo e se chamam humildade, solidariedade e gentileza e para isso usou o colorido das tintas fabricadas com o amor ao próximo. Confundimos humildade com pobreza e, no entanto, ela é a maior riqueza do homem. É uma qualidade tão importante e sutil que o homem nem sabe que a possui; e aquele que descobre que a tem logo a perde!

A soberba, a prepotência e a grosseria nunca emolduram o retrato do homem de bem. Conhece-se um superior pela forma respeitosa como trata seu subalterno. Ajuda-o sem menosprezá-lo e é sempre agradecido pelo que dele recebe, ainda que o remunere muito bem com os salários convencionais. Pagar não nos dá garantia de ser queridos e respeitados, como também não nos confere o direito de humilhar. Só conseguimos a harmonia quando intercambiamos respeito e gratidão.

Observemos o outro: precisamos dele para preparar nossa comida, nossa roupa, nosso remédio, nossos utensílios, nosso lazer. Vejamos um circo. Que seria do palhaço sem o público e o que seria das pessoas sem os construtores do espetáculo. Pagamos pouco pelo riso que nos oferecem e nem nos damos conta como eles nos brindam com momentos de intensa felicidade. O outro sempre precisa de nós e nós sempre precisamos do outro. Assim compreendendo, veremos que ninguém é Superior ou Inferior, mas apenas parceiros de uma longa e difícil jornada. E se não caímos mais, é porque vivemos amarrados uns nos outros!…

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba – 5/6/15

Deixe um comentário

Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. – E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? – Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.” (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

A princípio iremos definir a fé como a paciência que sabe esperar. Pois faz que a criatura tenha confiança em Deus e nas suas Leis. Não uma confiança inoperante, mas uma confiança que dá tranquilidade e esperança acreditando que as Leis Divinas se cumprem. Além do próprio Evangelho Segundo o Espiritismo, capt. XIX, temos como ponto de apoio para análise temática, o livro Jesus e o Evangelho a Luz da Psicologia Profunda da autora espiritual Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

A fé se expressa mediante a confiança que o Espírito adquire em torno de algo. Pode-se apresentar natural, adquirida ou procedendo de vivências transadas. Natural, se expressa de forma espontânea, simples, destituída de reflexão ou de exigência racional, característica normal do ser humano; Adquirida, é conquista do pensamento que elabora razões para estabelecer os seus parâmetros e manifestar-se; Procedendo de vivências transadas, quando o Espírito enfrentou situações e circunstâncias que foram experienciadas, deixando os resultados dos métodos utilizados para superá-las.

Kardec coloca na primeira página do Evangelho: “Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.” O ser humano, não nos constituímos somente de um conjunto organizado de carne. Possuímos um espírito que pré-existe e sobrevive a encarnação atual. A criatura humana não se contenta mais com artigos de fé sem explicação. Procuramos desenvolver o conhecimento, mas que este conhecimento esteja alicerçado em bases verdadeiras, corretas. Que antes de sermos tocados no sentimento sejamos tocados na razão, por isso que a fé cega não deve mais fazer parte da vida daqueles que si dispõem a abraçar a doutrina espírita como doutrina salvadora de almas. E aqui salvadora não está sendo utilizado no aspecto de salvação sem esforço, mas de encontro consigo mesmo e visão real de quem somos, para, a partir daí, conseguirmos utilizar as ferramentas que existem em nós e avançarmos rumo à perfeição.

“O homem de fé reconhece o limite das próprias forças e não se aventura em empresas que lhe podem comprometer a resistência, levando-o a falência moral. Por isso há um limite entre a fé e a ação, que deve ser tido em conta quando da tomada de decisão ante o que fazer ou deixar de realizá-lo.” É muito interessante a forma como D. Joanna de Ângelis aborda o assunto. Pois aqui verificamos, que a demonstração de fé nada tem a ver com práticas exteriores. Deixar de comer pão irá ajudar a afinar a silhueta, mas não transformará a criatura em uma pessoa de fé. Não é crítica com relação a quem faz isso, mas uma análise de um comportamento que não nos convêm fazer. Também os sacrifícios, que na antiguidade eram humanos, depois passaram a ser de animais até chegar a flores e frutos, que ainda é um pensamento distorcido. O sacrifício que mais agrada a Deus é de aplacarmos o orgulho e a vaidade ainda tão fortes em nós.

A fé raciocinada faz com que caminhemos com segurança diante das situações do dia-a-dia sem fraquejarmos, ou sem antes desistirmos da empreitada empreendida. Fazermos algo uma vez, denota esforço, mas a empolgação nos impulsiona também. Fazer sempre, todos os dias, representa a avaliação judiciosa do que é melhor para nós. Quando fazemos mal ao outro estamos, em realidade, fazendo mal as Leis Divinas através do outro, por isso que a nossa vinculação de reajuste é com as Leis e não com o outro. O que acontece é que a relação de ódio e remorso que nos une em tal situação se cristaliza de tal forma que nos vinculamos a outra criatura e acabamos por estabelecer uniões no pós-desencarne, permitindo assim um reajuste com as Leis através daquele a quem fizemos mal. Tudo se encadeia perfeitamente.

A fé é muito mais racional do que se imagina. O Evangelho nos diz: “… entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança.” Quando temos confiança em Deus, em suas Leis, sabemos racionalizar os fatos e achar a melhor saída. Como temos a certeza que ninguém foge ao cumprimento de suas Leis, e a própria experiência nos mostra que a sucessão dos fatos levará ao objetivo almejado, lembrando a fé que tem origem em vidas transadas, vemos com calma os fatos transcorrerem e esperamos com paciência a hora certa de acontecerem.

Voltando a esta passagem de Mateus que lemos a princípio. O mestre Rabi fica defronte a um pai que vê seu filho sofrendo de pungente obsessão, na qual o espírito o submete as mais tristes situações para levá-lo a loucura e desencarne. Esta situação, segundo Joanna de Ângelis, ocorre logo após a transfiguração no Monte Tabor que Elias materializa-se na presença dos apóstolos. Então Jesus e os apóstolos vinham imbuídos de tal situação e veem um pai que pedia ajuda para seu filho. Isto tocou profundamente o Mestre. Jesus com a facilidade de conhecer o ser humano não só no que ele falava, mas principalmente no que silenciava compadeceu-se do jovem e daquela criatura que o envolvia nas trevas. O jovem havia cometido erros no passado que o vinculavam aquela criatura e esta com o desejo de desforra levava-o a situações vexatórias.

“Aturdido na sua insânia, não raciocinava, nem se apiedava daquele que lhe sofria a vindita, incidindo no mesmo erro de que fora vítima anteriormente.” É muito interessante o desejo da desforra na criatura. Quando somos atingidos temos como primeiro impulso o desejo de revide e quando estamos conseguindo fazer com que tal situação chegue a seu ápice não nos apiedamos do outro, mas somos capazes de fazer campanhas pela morte das baleias no oceano ártico, é muito interessante este estado de cegueira moral que nos encontramos quando não raciocinamos e temos fé em Deus. O jovem ao ser tocado pelo amor imensurável do Mestre arrependeu-se do que fez no passado, sendo este o primeiro passo para se libertar do mal feito. Isto fez com que ele se deslindasse do perseguidor, deixando de ser hospedeiro deste. Ele agora iria trabalhar com o seu lado sombra, não com a sombra do outro. A explicação que Joanna nos dá sobre o fato dos apóstolos não terem conseguido afastar tal entidade é porque “… para cada Espírito em sofrimento, a terapia é específica, porque não são todos da mesma classe moral, do mesmo estágio evolutivo, necessitando de variada gama de recursos para chegar-se até cada qual.”

E ela conclui com relação ao fato: “Faltava-lhes fé, profundidade de confiança, para conseguirem os bons resultados da empresa, em detrimento do esbravejamento estúrdio, da gritaria exterior a que se haviam entregado.” Nas situações mais adversas, as criaturas mais calmas são aquelas que granjeiam mais simpatia e conseguem resolver a situação com mais facilidade. Não podemos e não devemos nos assemelhar ao bruto, já que reclamamos do seu comportamento. A presença insofismável do Mestre produziu tal estado de coisas que fez com que o Espírito se sentisse profundamente tocado. Não era à força das palavras, mas a força da moralidade e do amor do Mestre que tocou a todos ali presente. Não foram só os três vinculados a situação que foram ajudados, todos os presentes.

Jornal Tribuna Espírita – Março/abril 2015

Older Entries Newer Entries