Bairrismo

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Octávio Caumo Serrano                     caumo@caumo.com

O bairrismo é dos piores preconceitos entre os homens. Somos filhos de uma mesma raça: a humana. Por nascer em lugares diversos não somos diferentes. Há estudo que afirma sermos todos descendentes da África e, portanto, nalguma geração temos um ancestral dessa origem. Verdade ou não, é o que menos importa. Não traz vantagem nem prejuízo. É apenas natural.

Somos todos mestiços; com índios, com negros, com europeus ou asiáticos. Analisando um país, o nosso, por exemplo, estamos todos misturados; nortistas e sulistas. Aqui, todo mundo casa com todo mundo e os filhos são o resultado dessa miscigenação. Árabes com judeus, orientais com ocidentais, católicos com protestantes. Então por que falarmos mal uns dos outros? Ser mestiço é o ideal. Há famílias que degeneram por uniões repetidas entre parentes. Até na natureza o híbrido é mais forte. Cruzam-se espécies para dar-lhes mais resistência.

Qual é a diferença entre um nordestino e um sulista? Entre um cearense e um paulista? Entre um pantaneiro e um gaúcho? Entre um egípcio e um paraguaio? O sangue é diferente? A inteligência, a bondade, a competência ou a soberba não dependem do lugar onde nascemos, mas da vida e da educação que tivemos. Há os que nascem no exterior, filhos de brasileiros, e que não admitem ser de outra nacionalidade. Claro que a nossa pátria, considerando-a como o berço dos ancestrais aos quais somos agradecidos, como mãe que nos aceitou, é algo a ser venerado. Mas a pátria do outro tem para ele o mesmo valor que a nossa para nós; todos cantam sua cidade como a mais bela. Mas a pátria Terra é mais importante que a pátria nação!

Ainda há no mundo pessoas ridículas que menosprezam os outros porque são de camada social ou dinastia diferente. Mas usam os seus trabalhos para ter conforto e sentem-se quites só porque pagam. Os presunçosos se julgam de sangue azul e vivem de uma ilusão que lhes dá falsa superioridade por descender de determinado doutor fulano de tal. Muitas vezes, sem que saibamos, estamos nos referindo a um bandido ou mau caráter que a história endeusou. Quem o conheceu na intimidade pode dizer exatamente de quem se trata.

O próprio Jesus Cristo disse que nenhuma ovelha se perderia e acrescentou que no fim, haveria apenas um rebanho conduzido pelo mesmo pastor. Quer orgulhar-se de algo? Orgulhe-se da sua humildade, dos amigos que o amam e do bem que consegue produzir. De quem você descende não é importante; o que vale é o que você é! De verdade!

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba – 31/07/2015

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Família

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 30/07/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

14 – FAMÍLIA

O instituto da família é uma escola em que todos os que o constituem são, ao mesmo tempo, mestres e aprendizes uns dos outros.

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Dentro do lar quase sempre encontramos os nossos maiores desafios.

Ninguém poderá avançar deixando para trás problemas que não resolveu.

Sem saldar os nossos compromissos cármicos na Terra não nos sentiremos livres para os nossos anseios de expansão espiritual em demanda a outros páramos da vida.

A nossa responsabilidade primeira é para com aqueles que nos integram a parentela.

Não aleguemos falta de afinidade para justificarmos nossa deserção aos compromissos afetivos.

Nos múltiplos desencontros familiares em que se vê envolvido, o espírito é chamado a um acerto de contas consigo mesmo.

O familiar-problema é um instrumento de aprendizado para os que o rodeiam,  um credor que nos bate à porta, reclamando com justiça o que lhe devemos.

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

Livro Lições da Vida – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli

Morrer ou desencarnar

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Octávio Caúmo Serrano   caumo@caumo.com

Quando alguém sai desta vida, há os que dizem que ele desencarnou. Entre os espíritas não se admite os verbos morrer ou falecer. Isto pelo fato de ser a reencarnação uma das leis básicas do Espiritismo, como o é de muitas outras doutrinas, especialmente orientais, para expressar a continuidade da vida após a morte e posterior retorno do espírito ao corpo físico para continuar seu aprimoramento e aprendizado. É só o que explica a diferença entre os homens.

Certa vez conversando com o presidente de uma instituição kardecista disse-lhe que meu irmão morrera já havia alguns anos, quando ele prontamente me corrigiu: – morreu ou desencarnou? Respondi: – primeiro morreu depois desencarnou; espero! Antes de cessar o fluido vital que o anima o corpo não morre; e sem a morte não pode haver o desencarne.

O importante é saber que apesar da morte material, quando o corpo decomposto volta à natureza e se une aos diferentes elementos, não significa que a alma tenha se livrado do físico. Poderá estar ainda apegada aos gozos deste mundo o que dificulta a sua liberação da parte grosseira. Por isso, muitos morrem, mas não desencarnam; vivem como fantasmas ambulantes presos aos vícios, à família, ao trabalho, não se dando conta que isso não faz mais parte da sua rotina. Seu mundo agora é outro, mas ainda não perceberam e a mente os conserva humanos.

O grande conselho que a doutrina dos espíritos nos dá é que sejamos desprendidos dos bens terrenos enquanto estamos neste mundo. E bens terrenos não são apenas os materiais, mas também os do sentimento; o apego desequilibrado ao filho, ao cônjuge, aos pais ou aos amigos, ao trabalho e ao lazer, porque mais tarde haverá o trauma da separação.

Como “não somos um ser humano numa experiência espiritual, mas um ser espiritual numa experiência humana”, segundo muitos pensadores, é mais inteligente viver também como espíritos, não só como corpos, a fim de que ao morrer possamos imediatamente desencarnar sem que nossa mente sinta fome, frio, angústia e outros problemas. Viver no mundo sem ser do mundo, de modo a não sentir desconforto no dia em que voltarmos à casa de origem, nem ficar perambulando pelas esquinas da vida, imaginando que ainda moramos na matéria grosseira.

Dizem que a felicidade não é deste mundo, mas é aqui que se adquire a passagem para a viagem final. Para isso temos de usar os tesouros do Céu. Mesmo quem não creia nisto, um dia viverá sua própria experiência. A lei é uma só e é igual para todos; não depende de raça ou religião!…

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba – 24/07/2015

Imediatismo

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 23/07/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

13 – IMEDIATISMO

O imediatismo é um dos maiores entraves ao progresso espiritual.

Quem se envolve em demasia com as questões materiais da existência é possuído ao invés de possuir.

Cedendo o seu pensamento aos negócios do mundo, nos quais concentra todos os seus interesses, o homem não consegue cultivar-se.

É indispensável que o homem faça uma pausa no corre-corre da vida diária, buscando amealhar os recursos imperecíveis da alma.

O prazer-agora é materialismo disfarçado.

Da maneira como investe na aquisição dos bens materiais, o homem de bom senso não pode deixar de investir no seu futuro espiritual.

Romper com o círculo vicioso da ambição em que se encarcera é de suma importância para o espírito.

O mancebo rico que procurou Jesus, perguntando-lhe o que fazer para conquistar a vida eterna, não conseguiu libertar-se de sua escravidão ao status social.

Ninguém pense que terá pela frente todo tempo que deseje a fim de mudar de vida.

Sobre o mundo, todas as coisas são transitórias e o homem não detém sequer a posse definitiva do seu corpo.

Ainda hoje, comece o homem a desapegar-se dos bens materiais que lhe forem concedidos por empréstimo, em benefício de sua espiritualização.

Livro Lições da Vida – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli

Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo

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Centro_SPCentro Espírita Eurípedes Barsanulfo

Av Diederichsen 1462 – Vila Guarani – Metrô Conceição.

Local da antiga sede do Centro Kardecista Os Essênios – SP-SP

Reuniões públicas às segundas-feiras 20 hs.

Perdão

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 16/07/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

12 – PERDÃO

Quem não perdoa o ofensor está mais vinculado a ele do que imagina.

Ao invés de afastar-nos, o ressentimento ainda mais nos aproxima daqueles que nos ferem.

Somente quem perdoa libera o pensamento das algemas de ódio que forjou para si.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, todos ferimos ou somos feridos por alguém, necessitando, por isso mesmo, de exercermos o perdão recíproco.

Consciente ou inconscientemente, estamos magoando as pessoas todos os dias.

Coloquemo-nos no lugar do outro para compreendermos melhor atitudes dele conosco.

O ofensor é quase sempre alguém agindo pressionado por problemas que nos escapam à percepção imediata.

Ninguém agride pelo simples prazer de agredir.

Não guardemos mágoa no coração como quem armazena ressentimento para consumo diário.

Quem tenha algo contra alguém não conseguirá ser plenamente feliz.

Estejamos sempre dispostos a perdoar, mas, sobretudo, sejamos humildes no reconhecimento dos erros que cometemos.

Livro “Lições da Vida” – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli.

O segredo das Pirâmides. Interessante

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Piramides11

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