O segredo das Pirâmides. Interessante

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Pai Nosso, um compromisso

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Octávio Caúmo Serrano – caumo@caumo.com

Quem tem o hábito de orar, o que é sempre recomendável, normalmente reza o Pai Nosso; mas ao dizer as palavras desta prece deixada por Jesus, deve viver o significado de cada expressão. Ao dizermos “Pai Nosso”, significa que aceitamos que Ele, Deus, é o pai de todos os homens, o que nos transforma em irmãos. Temos visto a humanidade como uma família onde somos todos irmãos? Não, não temos. Nem os de casa quanto mais os estranhos!

“Santificado seja o vosso nome.” Respeitamos o nome de Deus ou O usamos levianamente e exigimos dele o que compete a nós? Meu Deus me salve; Jesus, eu preciso de uma casa e minha filha de um bom marido! Esquecemos que para receber, mais do que pedir, é preciso merecer! “Faz que o Céu te ajuda”, já nos ensina o Evangelho!

“Venha a nós o vosso reino.” Rogamos isso porque que se o Reino de Deus não vier até nós jamais iremos até ele. Faltam-nos os atributos mínimos que nos aproximam do Pai; a imperfeição é ainda o grande obstáculo! A mágoa, a ira, a revolta contra tudo e todos…

“Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.” Isso é o que dizemos. Mas que Deus não se atreva a fazer a vontade dele e contrariar a nossa. Nosso desejo seria dizer “seja feita a vossa vontade desde que a vossa vontade seja igual à minha vontade.” Desejamos que Deus faça a nossa parte, mas nem lhe damos carta branca para que decida à sua maneira, muito mais sábia do que a nossa…

“O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje.” Mas que não seja só pão. Tem de ser um sanduíche recheado de iguarias. O pão, na sua pureza, é pouco. Pedimos também: – “Perdoa as nossas dívidas”, ou ofensas, “assim como perdoamos os nossos devedores” ou ofensores. É preciso que façamos para ter o direito de receber. Como ainda é difícil para nós perdoar um devedor ou ofensor! Fazemos com Deus um pacto de perdão, mas não cumprimos a nossa parte.

“Não nos deixe cair em tentações, mas livrai-nos do mal.” Como não cair em tentações se somos egoístas, orgulhosos e gananciosos, dando exagerado valor ao que é dispensável. Tentação é consequência. E quem tem de se livrar do mal é o próprio homem, com mudança de hábitos. Deus nos criou sozinho, mas para salvar-nos precisa da nossa ajuda!

Ao orar pense no assunto. Faça antes uma autoanálise e só depois reze. Nunca peça para ter no ombro uma cruz mais leve; peça para que seu ombro fique cada vez mais forte. Amém!

Jornal Correio da Paraíba – 10 de julho de 2015

Jornalista e poeta

Dúvidas

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Página para leitura introdutória do Estudo desta quinta-feira, 09/07/2015, no Centro Kardecista “Os Essênios”.

11 – DÚVIDA

É compreensível que o homem alimente dúvidas acerca do seu destino depois da morte, mas é incompreensível que ele duvide da força do bem sobre a Terra.

O bem não admite questionamentos, porque os seus resultados apresentam-se de imediato aos olhos de quem o pratica.

Assim, mesmo que o homem vacile na fé que abraçou, padecendo o assédio das incertezas que o envolvem, ele deve perseverar na vivência da moral religiosa em que se pauta.

A dúvida é sempre uma vitória contra a descrença.

Não há quem cruze os braços porque duvide; há quem descreia justamente porque traga os braços cruzados…

Quem acredita no bem e o põe em prática não carece de nenhuma outra afirmação de fé.

Ensina-nos o Evangelho que “a fé sem obras é morta”; isto significa que a caridade é a fé vivificada.

Não duvidemos do que sejamos capazes de realizar em favor do mundo melhor.

Deixemos fluir a bondade inata em nossas almas, na espontaneidade do gesto que socorre e levanta.

Não façamos da fé uma condição indispensável ao exercício da solidariedade que os próprios animais exercem entre si apenas movidos pelo instinto.

A fé inabalável, que se alicerça na razão, é fruto do estudo e da meditação, do trabalho e do tempo.

Livro “Lições da Vida” – Irmão José pelo médium Carlos A. Baccelli.

Semeador de almas

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Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Olhai por vós mesmos, para que não percais o vosso trabalho, mas antes recebais o inteiro galardão.” — (2ª Epístola a JOÃO, 8.)

O grande semeador de almas é o espiritismo. Trazendo alento para quem sofre, coragem para os que se acham desalentados, produz naquele que o conhece uma mudança de vida, fazendo com que olhe as situações sobre outro prisma, promovendo um imenso prazer em viver, por saber que a vida possui um sentido e que este não é aquele que lhe foi apresentado anterior. O sentido existencial do ser humano é evoluir, sendo perfeito, como perfeito é o Pai Celestial, entendendo-se esta perfeição relativa, já que não conseguiremos a perfeição absoluta, pois esta só Deus a possui.

As várias encarnações constituem um todo de aprendizagem que nos faz caminhar fazendo as escolhas que melhor correspondem ao que somos intimamente. É um processo lento e gradual, mas sólido. Nestes vários mergulhos que nos projetamos no lado sombra trazemos as reminiscências de outras encarnações como projeções de personalidade em desalinho que urge a necessidade de auto-ajuste.

Fala-se sobre a obsessão de desencarnados para encarnados e até da própria obsessão de encarnados para encarnados, mas ainda pouco comentado é a auto-obsessão. A criatura humana na vilegiatura carnal possui matrizes espirituais que lhe orientam a encarnação em termos de comportamento e escolha de vivência de experiências. Pois bem, neste momento e por possuir tais matrizes espirituais que representam todo o conglomerado de experiências já sedimentadas, fazemos escolhas baseadas nelas e, por conseguinte, agimos de acordo com o todo já vivenciado até aquela data.

Quando fazemos a escolha por este e não aquele tipo de comportamento não podemos alegar que são os espíritos que nos induzem. Num primeiro momento afirmemos que somos nós que escolhemos e que outros pelas razões mais variadas se associam a nós em virtude da sintonia estabelecida naquele momento. Somos aquilo que nós queremos ser. Não podemos alegar, nós que temos o conhecimento espírita, que não sabemos de tais relações espirituais. Conhecemos, mas em virtude da própria necessidade de redirecionamento de tais matrizes espirituais, precisamos durante as próprias experiências reaprendermos e redirecionarmos o contexto.

Se não for assim, ficaremos tratando dos “obsessores externos” e não aprofundando o bisturi na criatura que é a fonte do mal em questão. Encontramos no livro Mediunidade: Desafios e Bênçãos, de Manoel P. de Miranda, psicografado por Divaldo P. Franco, em seu capítulo 17 – Complexidade das Obsessões: “A Divindade não necessita de intermediários para que se resgatem dívidas, possuindo recursos incalculáveis que são postos no caminho da dignificação dos rebeldes, de todos aqueles que se encontram assinalados pelos desaires que se permitiram.”

Tanto nós como o outro podemos e devemos ser veículo de amor e ajuda. O quadro obsessivo é muito bem descrito em todo o capítulo 17 citado anteriormente. Entendemos que existem quadros deprimentes de obsessão, situações que nos provocam profundo pesar por vermos a situação deplorável que a criatura se encontra, mas mesmo assim a origem do sofrimento encontra matriz na própria criatura que sofre a injunção. Tendo na aplicação bioenergética e a fluidoterápica importantes aliados no processo de fortalecimento e ajuda da renovação da criatura humana.

A família tem fator preponderante no processo de ajuda para renovação íntima da criatura. Pois somente através da prática do bem, conseguimos modificar tais quadros de pesar. Se estamos em uma família, significa que fazemos parte de um grupo que está vinculado a nós e neste momento será o nosso porto seguro na resolução dos problemas. Não podemos fingir que não fazemos parte ou que não queremos ajudar dizendo que isso cabe ao centro espírita. A maior e a melhor doutrinação é a do amor. A instituição da o norte doutrinário, mas a aplicação depende da criatura e dos que a cercam. Podem-se oferecer os melhores instrumentos para um músico, mas se ele não quiser tocar ou tocá-los de forma errada, será uma opção dele.

A doutrina espírita projeta no ser uma luz. Luz interna esta que faz com que a criatura comece a olhar de dentro para fora verificando o que há necessidade de mudar. Ao detectar, começamos por nos arregimentar de recursos para a batalha que ocorre interiormente, até o momento que se espraie através da mudança de conduta, esta última já percebida pelos que estão ao nosso derredor.

Está encarnado é uma oportunidade bendita de renovação. Temos, hoje, condições de fazer uma análise judiciosa sobre as nossas atitudes. Temos o conhecimento que a mediunidade nos traz, mostrando o que nos aguarda de acordo com o nosso comportamento e com as opções de vida que fizermos. Temos inúmeras possibilidades de crescimento, a escolha depende unicamente de nós. Que possamos usar do conhecimento trazido pela doutrina espírita e mudar as matrizes que estão em nós. O trabalho é nosso, indelegável. Podemos fazer o que quisermos, mas obrigatoriamente faremos a colheita. Não coloquemos em outros ombros a responsabilidade daquilo que só cabe a nós fazermos, pois também o sucesso será creditado somente a nós.

Jornal O Clarim – julho de 2015

Agir de acordo

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Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis e desobedientes, e reprovados para toda boa obra.” — Paulo. (TITO, capítulo 1, versículo 16.)

Encontramos o mesmo título e citação no livro Caminho, Verdade e Vida, psicografado por Chico Xavier de autoria espiritual de Emmanuel. Trazemos tal título como objeto de reflexão com relação ao momento que a humanidade atravessa. Perseguições atrozes, calúnias e a própria falta de cordialidade existente representam o próprio desaguar de uma nova era. Era que traz mudanças existenciais.

Não falamos mais em crer ou não na existência dos espíritos ou se eles podem se comunicar ou não com os “vivos”. Espíritos existem e as comunicações mediúnicas estão como prova que além-túmulo existe muito mais de dor e sofrimento esperando por aqueles que não honram a oportunidade de estar encarnados do que se apregoa. Por isso, aqueles que nos candidatamos a uma mudança de atitude desde já, sofremos e sofreremos muito mais com a incompreensão alheia. Mas isto não significa desestímulo no trabalho abraçado. Pelo contrário, é esperança de uma nova vida que se desenha. A nossa vida começa a ter cores novas. Cores de amor e paz.

Os novos adeptos do espiritismo aderem a uma doutrina que possui uma base muito bem sedimentada nas obras da codificação e que dia após dia tem suas bases científicas corroboradas pela ciência da atualidade. Os fluidos, a forma como a mudança de pensamentos pode promover a cura de determinadas doenças ou pelo menos modificar quadros que para a ciência vigente não tinham solução e que “por milagre” apresentaram melhora.

Mas algo também que verificamos atualmente, promanando destes novos adeptos é a urgência na resolução de problemas e mais ainda, como não contestam a existência dos espíritos querem “terceirizar” a resolução de tais situações para eles. Mesmo entre os que se tornam trabalhadores do movimento espírita. Querem partir logo para o final esquecendo-se da base: Estudar a doutrina espírita. Destacamos como três, os objetivos propostos pelo Codificador: “Instrução dos encarnados, erradicação da incredulidade e o trabalho terapêutico de aconselhamento aos Espíritos que sofrem e aos que fazem sofrer.” (Qualidade na Prática Mediúnica, questão 80 – Projeto Manoel P. de Miranda).

Quando falamos em instrução dos encarnados entendemos que aquele que se debruça sobre o conhecimento espírita nunca pode dizer que já sabe tudo, que já aprendeu tudo. Estamos aprendendo sempre. A mesma questão de O Livro dos Espíritos lida em momentos diferentes soa em nossa mente de formas diferentes dependendo do momento que estejamos. O mesmo tema de palestra assistido em momentos variados desencadeia memórias diferentes e provocam modificações inimagináveis. Por isso, centro espírita que não estuda Kardec, entendendo-se aqui as obras da Codificação, não é centro espírita. É um aglomerado de pessoas que se reúnem a cerca da mediunidade, mas não é instituição espírita.

A questão da erradicação da incredulidade possui alguns desdobramentos. Estes três objetivos estão elencados numa obra voltada para os praticantes da mediunidade, mais podem ser utilizadas de forma ampla para os praticantes do espiritismo. O próprio fato mediúnico faz com que a criatura modifique o seu entendimento sobre a vida, fazendo reflexionar sobre atitudes e procedimentos que anteriormente eram praticados, mas que agora pela própria explicação lógica dos fatos faz com que a criatura mude de conduta.

Assim também ocorre com aqueles que participando de grupos de estudo e trazendo os postulados kardequianos para o seu dia a dia conseguem mudar de prisma com relação ao enfrentamento de determinadas situações e ambos, os participantes de reuniões mediúnicas e os que não participam, influenciam definitivamente no alicerce de areia movediça dos que não acreditam ou vacilam diante dos preceitos espíritas. Saber que a morte não existe, que somos herdeiros de nós mesmos provoca na criatura uma atitude de libertação e ao mesmo tempo de resignação que “contamina” aqueles que estão ao seu derredor. Destacando que a incredulidade nos dias atuais está muito mais vinculada ao orgulho dos que não querem modificar a sua atitude perante a vida do que por falta de informação e comprovação.

Por fim, a questão do trabalho terapêutico. Não precisamos possuir nenhum destaque no movimento espírita para as pessoas nos procurarem e pedirem ajuda. O trabalho terapêutico não ocorre somente no silêncio das salas de comunicação mediúnica ou de atendimento fraterno. Ocorre todos os dias, em todos os locais. Basta aparentarmos mais equilíbrio que o outro para que ele aproveite o momento e desabafe conosco. E como já possuímos o clarão da doutrina a nos nortear os passos, ouvimos calmamente o desabafo da criatura, sendo esta atitude o bastante para ajudar ao próximo. Numa sociedade que não tem tempo de olhar os outros, alguém que pare para ouvir, já provoca grande diferença na vida das pessoas.

Semelhante ao festim de bodas precisamos antes vestir a túnica nupcial para estarmos de acordo com a festa a que nos candidatamos. A doutrina espírita é um verdadeiro banquete celeste que nos foi ofertado pelo Pai como consolo e orientação fazendo com que a criatura caminhe nesta encarnação e a cada passo dado liberte-se do homem velho. Sendo a solução presente o resultado dos objetivos determinados no passado. Vivendo hoje, a construção de um futuro promissor, se assim o quisermos.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – julho 2015

Ostentação

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Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. – Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.) 

Encontramos aqui uma figura de linguagem para expressar a caridade verdadeiramente modesta. Pois, há aqueles que ao esconder a mão estão longe de serem modestos. Quando o fazem, sempre dão um jeito dos outros verem. Há também os que fazem em busca de honrarias humanas, estes já receberam a sua recompensa e terão que expurgar o orgulho pelo ato praticado. Possui duplo mérito: é uma caridade material e uma caridade moral, pois poupa àquele que a recebe a humilhação de saber que os outros saibam que está passando por momentos difíceis.

Também encontramos uma exaltação da vida futura e uma sugestão de análise para que possamos nos colocar acima do momento presente e das situações que possamos estar vivendo, procurando planar acima da matéria e enxergar o irmão como realmente um irmão. A sublimidade da caridade chega ao seu ápice quando podemos convertê-la em trabalho.

“Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. – Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. – Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. – Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova.” (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Vemos a diferença que há em fazer conhecer um ato de caridade, divulgando para que outros também o façam e fazer propaganda de si mesmo. Jesus não tinha interesses nenhum em se vangloriar do que fazia, mas queria mostrar para os sacerdotes da época que a cura através da imposição de mãos era possível e que isto não derrogava as leis. Eles a estudavam e tinham maior facilidade de compreender o ato e poder interpretá-lo. Não tratariam como algo miraculoso ou fora dos padrões, das leis.

Jesus foi o maior exemplo de caridade para com o próximo. Mesmo entre os homens não se permitiu contaminar, pelo contrário: iluminou há quantos o procuravam. Mesmo em algumas situações que ele não podia eliminar o sofrimento, em virtude da necessidade de aprendizado, procurava remediá-las para que a criatura suportasse mais facilmente o que estava vivendo.

O mesmo ocorrendo com a divulgação da doutrina espírita. Quando a conhecemos, queremos que os que nos rodeiam possam também participar deste verdadeiro banquete celestial. Mas não podemos fazer a fruta amadurecer antes do tempo. É uma caridade a divulgação da mensagem evangélica, mas precisamos saber onde estamos pregando. Nossos atos são mais importantes que nossas palavras. A palavra torna-se vazia quando é destituída de atos que a corroborem.

Algo que precisamos responder a nós mesmos é se estamos utilizando a caridade como um subterfúgio para nos afastarmos dos afazeres domésticos e familiares. Exemplifiquemos: existem aqueles que se dedicam com muito afinco a fazer a caridade para o externo, mas dentro do lar não conseguem servir um copo com água para um familiar como um gesto de gentileza. Ouvem por horas a fio no atendimento fraterno aqueles que buscam a Instituição Espírita, mas são incapazes de trocar duas palavras com os familiares ou amigos mais próximos, estando sempre ocupados com os eletrônicos modernos.

Sempre nos será contado o bem que fizermos. O Livro dos Espíritos, nas questões 766 a 775 fala-nos da Lei de Sociedade. Destacamos a necessidade sim de vivermos em sociedade, pois senão vivêssemos nos embruteceríamos. A reclusão é uma fuga a uma Lei Natural e que aqueles que se retiram do mundo procurando a tranqüilidade que certos trabalhos reclamam constituem o grupo que praticam o retiro dos egoístas.

Antes, falava-se de isolar-se da sociedade afastando-se para um local distante. Hoje, em virtude da própria tecnologia que é uma excelente facilitadora de vidas, mas que quando não é bem utilizada separa muito mais que une, vemos criaturas que enamoram-se, casam-se mas que não estão juntas porque estão acompanhadas dos seus aparelhos eletrônicos. Fazem a caridade na Instituição, mas esquecem-se de fazer a caridade com os mais próximos. O viver em sociedade é um eterno atritar que produz sentimentos controversos, mas necessários para o desenvolvimento humano.

É dever de consciência ajudar ao próximo, mas não podemos nos esquecer que existem próximos mais próximos que reclamam a nossa atenção, paciência, amor e caridade. Comecemos por exercitar com eles, expandindo para vizinhos, instituição e sociedade por fim o bem que há em nós. Ajudando a todos, começando por nos reconhecermos como parte integrante de uma sociedade que reclama a nossa presença e o nosso amor.

Tribuna Espírita – Maio/Junho 2015

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