Provas para um descrente

1 Comentário

Octávio Caúmo Serrano caumo@caumo.com

Além de atuar no nosso centro espírita, o Centro Kardecista “Os Essênios”, sempre fiz palestras ou ministrei aulas em outras casas espíritas da Grande São Paulo. Uma casa onde eu ia regularmente, inclusive para aprender um pouco mais, era o Centro Espírita Fabiano de Cristo dirigido pelo querido e saudoso confrade e particular Amigo Roque Jacintho; meu maior orientador e incentivador.

Segundo o Espiritismo, Fabiano de Cristo, teria sido o Padre José de Anchieta que fundou a cidade de São Paulo ao lado de Manoel da Nóbrega, cujo nome de batismo era Ermano Manuel, que ele assinava E. Manuel, uma das encarnações do nosso Emanuel, mentor do Chico.  O nome da cidade é homenagem ao mentor da Capital,  Paulo de Tarso, o grande precursor do cristianismo. Fabiano foi também o português José Barbosa, nascido em Soengas, Portugal em 1676 que imigrou para o Brasil estabelecendo-se com comércio em Paraty no Estado do Rio de Janeiro. Em 1705, foi para o Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, onde desempenhou  a função de porteiro. Por volta de 1708, assumiu o cargo de enfermeiro, embora sem conhecimento nessa área. Na enfermaria, como em todos os cargos que ocuparia, o seu amor seria exemplo de dedicação. Optou por dormir junto com os doentes, noite e dia, para o caso de algum precisar de seus cuidados. Serviu nesse posto quase quarenta anos.

Prevendo a própria morte, anunciou-a com três dias de antecedência. Em 17 de Outubro de 1747, pelas duas da tarde, rodeado pelos irmãos, faleceu. Uma multidão acorreu ao convento para se despedir do religioso. Dizem que se despediu do Superior do Convento e pediu-lhe para abraçar, um por um, todos os enfermos e companheiros da enfermaria um dia antes de sua morte. A sua ossada ainda se encontra no Convento em que passou maior parte de sua vida e não são poucos os que ali vão para pedir graças ou a cura de enfermidades. Segundo os adeptos da Doutrina Espírita até hoje ele trabalha na Casa de Fabiano, na espiritualidade, em favor dos necessitados inspirando mãos amigas no planeta. Diversas instituições foram fundadas com o seu nome. São muitas as curas atribuídas ao espírito de Frei Fabiano de Cristo. Quem consultar o livro Fabiano de Cristo, o peregrino da caridade, de Roque Jacintho, lerá casos interessantes e verá na capa a imagem desse servidor de Jesus. Sua estampa é a figura viva da humildade.

Certo dia, submetendo-me a um tratamento médico-espiritual com o Dr. Américo, entidade recebida pelo amigo Roque, o médium me disse: – Octávio, Frei Fabiano disse que vai ajudá-lo no seu Centro Espírita. Agradeci, mas não levei muito em conta porque, além da amizade com o Roque, um eterno cavalheiro que sempre me estimulava no trabalho, Frei Fabiano tem compromissos demais. Onde arranjaria tempo para me ajudar nos Essênios. Esqueci o assunto.

Passados quinze  dias, no serviço de passes que eu dirigia, deu-se o seguinte: Tínhamos duas médiuns maduras, Da. Leonízia Senst que havia participado do colégio mediúnico da Federação Espírita do Estado de São Paulo e Da. Nazaré Lapa de Almeida que trabalhava também no Lar Fabiano de Cristo, onde era encarregada da sopa para os pobres e a nossa maior incentivadora (da minha mulher e minha) para que estudássemos o Espiritismo. Uma frase dela: “Estudem a Doutrina. De médium burro o Espiritismo está cheio.”

Iniciados os trabalhos, Da. Leonízia diz: – Seu Octávio, Frei Fabiano pede para avisar que está presente. Ressalte-se que ela não sabia nada do meu contato com o Roque nem sobre ele e não tinha ideia da sua figura. Completou: – Não sei o que ele quis dizer. Deve ser com Da. Nazaré que trabalha também no outro centro. Disse-lhe que não e que eu sabia por que ele mandou o recado. Para que um descrente (eu), passasse a acreditar um pouco. Frei Fabiano cumpriu a promessa e foi nos visitar.

Na semana seguinte recebemos um jornal espírita editado em São Paulo e na capa estava a figura de Fabiano. Vendo o jornal sobre o balcão, Da. Leonízia assustou-se e disse: – É esse homem que falou comigo. É o Frei Fabiano. – Foi ele que eu vi na quarta passada. Não o conhecia. Nunca mais tive qualquer notícia do amigo espiritual, mas creio firmemente que ele me acompanhou e, quem sabe, ainda me acompanhe e me oriente nos trabalhos que faço. Não dá mais para não acreditar. Tenho muitas ideias que, claramente, não são minhas,

Quanta ajuda similar recebemos mesmo sem ser anunciadas ou sabermos. Da mesma forma que obsessores tentam se aproveitar das nossas falhas, os mentores do bem nos estimulam para que sejamos mais um colaborador na melhoria do mundo!

Depois desse episódio, mais atentos, recebemos outros recados de diferentes espíritos e temos a certeza do trabalho conjunto executado pelos dois planos. Mas há tarefas que competem aos encarnados e não podem ser delegadas. Oremos e vigiemos!

Tribuna Espírita – janeiro/fevereiro 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Estranha moral

Deixe um comentário

Walkiria Lucia Araujo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Disse-lhe outro: Senhor, eu te seguirei; mas, permite que, antes, disponha do que tenho em minha casa. – Jesus lhe respondeu: Quem quer que, tendo posto a mão na charrua, olhar para trás, não está apto para o reino de Deus.” (S. LUCAS, cap. IX, vv. 61 e 62.)

O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é pela lembrança que o Espírito ausente infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias.

Segundo o entendimento espírita, a verdadeira vida é a espiritual, então quando estamos encarnados representaria uma “morte” e o desencarne, representaria o retorno à vida espiritual. Assim, aqueles que estamos encarnados constituiríamos todos uma comunidade de “mortos”.

Precisamos também verificar os costumes locais e a situação momentânea. Para nós, o luto é representado pelo preto, para outros povos é representado pelo branco. Situação momentânea: quando grandes calamidades assolam um povo. Não há tempo em cuidarmos de enterrar todos da forma tradicional e até com o devido respeito. Não porque não se quer, mas porque não se tem condições.

Mas como sempre procuramos o sentido psicológico nas passagens de Jesus. Há época e inclusive nos dias atuais, mede-se o amor que uma pessoa devota à outra pelo luxo e o desespero que se demonstra na hora do velório e sepultamento. Não analisando as exceções neste momento, verificamos que nem sempre o velório mais rico significa mais amor pelo outro, significa que podemos pagar e queremos que os outros vejam; que o desespero pelo desencarne do outro, via de regra, denota uma alma aturdida por inúmeros fatores.

Então, o que tínhamos de bom para viver com o outro foi vivido enquanto este estava encarnado, mas que se temos o reino de Deus para anunciar que não nos detenhamos em lamentações infrutíferas, até porque, nós espíritas, sabemos que a vida continua.

Um adendo necessário se faz neste momento: a questão do tempo de luto e de retirada de objetos da casa em virtude do desenlace. Tudo é uma questão de parcimônia. Os entendidos da área de psicologia estipulam um tempo de luto de 03 a 06 meses. Autores espirituais falam em torno de 06 meses. Já ouvimos confrades espíritas fazerem discursos veementes contra pais que poucos meses depois ainda não se desfizeram do berço do natimorto. O que ocorre é que precisamos primeiro nos organizar internamente com relação ao desencarne do outro. O transformar num altar ou não conseguir se desfazer do que o outro possuía é um sinal de desarmonia psicológica que precisa ser trabalhada. É a ponta do iceberg que precisa inclusive de ajuda profissional. Não significa que, por sermos espíritas, iremos nos desfazer de tudo, mal a pessoa esteja no caixão.

Os laços que nos unem perparçam as encarnações. Os vínculos estreitam-se ou se alargam de acordo com a convivência exercida pelas criaturas. Quando o amor nos envolve, a decrepitude física significa um até breve para aquele que desencarna antes. O que ocorre é que alguns de nós carregamos a consciência de culpa por termos deixado de viver ou vivido de forma equivocada junto ao outro. Preferimos estar em outros lugares ao invés de estarmos com o nosso familiar; mesmo estando junto estávamos mais preocupados com o que estava acontecendo nas redes sociais do que com quem estava ao nosso lado, respondendo em alguns momentos de forma monossilábicas.

A qualidade da convivência diz muito do que realmente sentimos e mais ainda: explica o porquê do nosso comportamento após o desencarne do outro. Mais uma vez destacamos que não defendemos o luto real decorrente do desencarne de um ente querido, a análise parte do princípio que não devemos nos ater somente a este fato, pois convivemos com outras pessoas que também são credoras de nosso amor, somos força produtiva na sociedade, enfim, somos cidadãos que temos uma vida de relação que não pode e para nosso bem, não deve ficar estagnada em virtude de um fenômeno natural que constitui a vida da criatura humana.

Estamos aqui, na escola terrestre, de passagem, aprimorando o entendimento; aprendendo a fazer e nos reajustando com as Leis Divinas. Processo continuo que nos envolve a todos e faz com que nos irmanemos. A nossa dor é uma dor real neste tipo de situação, mas não deve constituir única fonte motriz em nossas vidas. Até porque aquele que desencarnou pode vir a sentir-se triste pelo nosso desconforto emocional. Procuremos emanar amor para aqueles que deixaram o recesso carnal antes de nós, para que possamos um dia, se assim Deus o permitir, nos reencontrarmos novamente.

No dia que as comunicações telepáticas constituírem-se ato normal entre as criaturas, provavelmente está barreira de comunicabilidade diminua e a certeza que o outro está vivo pelas informações que serão trocadas diretamente entre ambos constitua fonte de asserenamento. Se formos observar, sempre acreditamos que ficou algo por dizer, mas temos a dificuldade de dizer quando sentimos e o outro está ao nosso lado. Amar faz bem para quem ama. Demonstrar este amor faz bem para quem demonstra. Que possamos amar mais, demonstrar mais, para quando da partida do outro tenhamos a certeza que vivemos tudo o que poderíamos viver juntos.

Tribuna Espírita – Janeiro/Fevereiro de 2016

Conceitos Espíritas e Controvérsias

Deixe um comentário

Vamos falar sobre o passe, essa prática habitual em todos os centros espíritas.

O que é o passe? A resposta é: Uma transfusão de fluidos materiais ou espirituais dada por um passista (aplicador) a um necessitado (receptor), com a ajuda ou não dos espíritos. Há passes que visam energizar o corpo que está debilitado e outros que são para reequilibrar o psiquismo de alguém com ideias confusas e dominação obsessiva por  não de conformar-se com a vida, ter sentimentos de ódio, desejos de vingança e mesmo ideias suicidas.

Quem deve receber passes? Há controvérsias. É muito comum os dirigentes ao terminar a primeira parte da reunião (normalmente a palestra), dizer que a seguir virão os passes. E recomendam que só tomem passes os que tenham real necessidade. Os que estão bem, equilibrados, saudáveis, devem deixar a oportunidade para os que realmente precisam. Não devemos ser os papa-passes (expressão comum do movimento espírita)!

Aqui fazemos a primeira pergunta: Quem na atualidade pode se gabar de estar tão equilibrado, tão energizado, a ponto de desprezar um passe? E caso este raro indivíduo exista, que mal o passe poderá lhe causar mesmo que dele não seja necessitado? A química dos fluidos é algo ainda desconhecido para nós. E tudo o que nasce de um gesto de amor só pode ser bom.

Segunda pergunta: Não é comum uma pessoa presa de obsessão dizer que está muito bem e chega até a revoltar-se quando lhe recomendam ou insistem para que receba o passe ou busque algum tipo de ajuda? Os espíritos perturbadores não querem que ela se reequilibre e insinuam que ela está muito bem.

Terceira pergunta: Se o indivíduo não precisa receber o passe, o aplicador precisa trabalhar pelo seu progresso, doando-se, e o passe é uma forma de fazer caridade. Mesmo que o outro não precise, por que não dar ao médium passista a oportunidade de servir? Prestigiar seu trabalho também é amor ao próximo.

O Espiritismo é a doutrina do bom senso e do discernimento. Não fiquemos repetindo frases feitas sobre as quais nem fizemos uma análise adequara. É como dizer que todos os suicidas ficam assistindo à decomposição do corpo corroído pelos vermes ou que todo desencarne coletivo é resultado de carma entre os participantes da tragédia.

No nosso centro, como a sistemática é diferente, todos recebem o passe ao entrar na casa. Ajuda para que o ambiente fique mais harmonizado, porque esse passe corta qualquer ligação com espíritos que acompanham a pessoa; embora depois que saem, podem voltar a ligar-se a eles. Logo a seguir ouvem a palestra que é o verdadeiro tratamento: “Conhecereis a verdade é ela vos fará livres.” Ao final, os que passaram pelo atendimento fraterno (entrevista ou orientação) e estiverem em tratamento específico, espiritual ou físico, conforme o seu problema, recebem um segundo passe. Os demais, terminada a palestra podem sair.

Apesar de ser raro alguém se recusar a receber o primeiro passe às vezes acontece. Geralmente espírita mais antigo que se imagina autossuficiente. Pseudo-sábio, esse sabe-tudo nunca precisa de ajuda. E quando insistimos que são normas da casa, sem o que não poderá assistir à reunião, acaba cedendo. E é normal sair da sala de passe emocionado, chorando, quase incorporado, demonstrando que estava perturbado. Daí a insistência em não receber o passe. Depois, sente-se bem, gosta e agradece!

Há quem diga que é uma agressão ao livre-arbítrio. Se ele não quer, não quer. Mas até o livre arbítrio deve ser analisado, verificando se a pessoas está na plenitude de suas faculdades para exercer sua vontade. Os pais não perguntam ao filho se quer ir à escola ou prefere jogar bola. Há horas que não temos capacidade nem para usar o direito do livre-arbítrio.  Não se pergunta a um condenado se ele prefere ficar preso ou solto.

Quem tem total domínio sobre sua vontade aceita receber o passe porque sabe que nenhum mal lhe causará. Quem procura se esconder é porque tem medo de que alguma verdade possa ser revelada ou que alguma fraqueza possa vir à tona. E quem economiza no de atendimento é porque tem medo que acabe seu estoque de caridade.

Não exijamos que a pessoa saiba se precisa de passe. Todos nós precisamos. Ofereçamos nossa ajuda com amor e alegria. O resto fica por conta de Deus.

Jornal O Clarim – fevereiro de 2016

Nuestra vida no es nuestra

Deixe um comentário

 

La vida que tenemos no nos pertenece; eso aprendí con un hombre que vive en la calle.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

Asistía yo a una entrevista en la TV Cultura de São Paulo, cuando un reportero charlaba con esas personas sin hogar que vagan por la Capital paulista. El reportaje mostró diferentes tipos y se concentró en un hombre que demostraba sabiduría que sorprendía el propio profesional de la prensa.

Sereno, contestaba a las cuestiones a él dirigidas en directo, con filosofía poco común, incluso en las personas privilegiadas por la vida, económica, social y culturalmente. Mostró un indigente que sacaba de la basura su alimento y comentó que él estaba equivocado. Esa actitud mancha la persona. Podría sacar de la basura algo que pudiese transformar en dinero, material reciclable, y entonces comprar su comida; jamás comer la basura. “Pero él no sabe”, completó el hombre.

En ese momento, el reportero le preguntó si aún así valía la pena vivir. Después de una sonora carcajada, él dijo: “No es cuestión de valer la pena, mi amigo; usted tiene que vivir porque su vida no pertenece al señor. ¡Es de Dios!”. Y completó: “Si esos gobiernos poderosos supiesen, no se matarían por inutilidades, contaminando la atmósfera con cadáveres que quedan echados por los aires. Pero como ellos piensan que pueden todo, hacen esas tonterías imaginando que están ciertos y que así defienden a su soberanía y dignidad”.

La frase “usted tiene que vivir” se impregnó en mí y, como espiritista, soy obligado a entender qué el hombre tenía razón. Si ni matarnos es posible, porque el suicidio pone fin al cuerpo, solamente, sobrecargando el alma qué es inmortal, creándole más problemas qué deberá reparar en futuras encarnaciones, ¿cómo podemos acabar con la vida por mero desinterés o incapacidad? Tenemos de vivir, sí, ¡porque somos eternos e inmortales!

Si ya entendemos y somos todavía ayudados por la ley del determinismo, porque rebelarnos o dificultar nuestro progreso concentrándonos en intereses pequeños, cuando el progreso espiritual es lo que importa. Esa ley, que por mucho tiempo de nuestra caminata espiritual tiene más fuerza que el libre-albedrío, nos impulsa hacia el alto, independiente de nuestra voluntad.

Después de vivir un día, no somos más la misma persona. El aprendizaje es inherente a la existencia. Basta estar vivo para aprender. Como estamos vivos espiritualmente, incluso después del desencarne, significa que aprendemos siempre, queramos o no. No nos acostamos al final del día la misma persona que despertamos por la mañana. Tenemos nuevas experiencias y nuevos conocimientos; aprendemos mucha cosa que desconocíamos e hicimos nuevas amistades o deshicimos otras más antiguas. La vida cambia a cada día, cada hora, cada minuto, cada segundo. Se reímos felices ahora y en segundos podremos estar muertos, no hay como prever todos los acontecimientos.

¿Cómo comportarnos ante la vida, entonces? La respuesta es estar siempre listo para desencarnar. ¿Lo qué es estar listo para desencarnar? Es tener la conciencia tranquila. Solo muere bien quien vive bien. Y vivir bien es uno estar en paz consigo mismo. No avergonzarse de nada de lo que hace o de lo que es. Tener un pasado limpio pudiendo mirarse en el espejo sin sentir vergüenza.

Aún por mucho tiempo seremos más producto del determinismo en la ruta de la evolución, por lo menos en cuanto al conocimiento, de lo que el libre-albedrío que generalmente usamos más en nuestro perjuicio que beneficio. Felizmente la ley nos impulsa al crecimiento por su propia constitución, sin consultarnos si estamos de acuerdo. Después del calor, la sed; después del trabajo, el cansancio; después de la fatiga, el sueño; y así sucesivamente. Queramos o no, porque eso es la naturaleza comandando nuestra vida.

A la medida que nuestro entendimiento se amplía, el determinismo apoca y el libre-albedrío se agranda. Empezamos a ser más dueños de nuestras acciones porque dejamos de ser niños espiritualmente y pasamos a dominadores de nuestra voluntad, sabiendo claramente sobre derechos y deberes y las consecuencias que ellos nos ofrecen. ¡Si la mayor parte de la humanidad es de sufridores, se debe al uso indebido del albedrío de cada uno!

Si estamos atentos a la vida, aprendemos siempre; por un cartel de calle, por una cabecera de diario, con el ademán de un niño o con los propios animales. De la ventana de mi oficina, una vez más fui testigo de amor al prójimo. El comportamiento de un pájaro que debe ser una madre y está alimentando a su cría. Es muy lindo de verse. Basta entender el lenguaje que ellos usan. Para mí es muy clara. Mirándolos, hice este soneto. Confieran:

Solidaridad (Inspirado en una pareja de pajaritos)

La hembra, al descubrir allí el papaya/Que yo pongo en la mesa para los pájaros,/No come. ¡Antes llama por el macho”,/Avisando que allí está la ración! /Mientras allí no llega otro “sanhazu”,/Ni picotea la fruta y, con atención,/Si él no llegar va luego, entonces,/Volando y así sigue a sus pasos./Vuelven enseguida y él, primero,/¡Avanza por la fruta y ella lo mira!/Después que él si harta por entero,/Ahí, ella con calma, bien serena,/Degusta su trocito y se deleita…/ ¡Ver un ejemplo así vale la pena!

Que siempre podamos tener ojos de ver, oídos de oír y cabeza de pensar; seremos más felices.

RIE -Revista Internacional de Espiritismo – febrero 2016

 

Nossa vida não é nossa

1 Comentário

RIE_Fev_2016

 

A vida que temos não nos pertence; aprendi com um morador de rua.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

Assistia certa vez a uma entrevista na TV Cultura de São Paulo, quando um repórter conversava com essas pessoas sem lar que vagam pela Capital paulista. A reportagem mostrou diferentes tipos e concentrou-se num homem que demonstrava sabedoria que surpreendia o próprio profissional da imprensa.

Sereno, respondia às questões a ele dirigidas diretamente, com filosofia pouco comum mesmo nas pessoas privilegiadas pela vida, econômica, social e culturalmente. Mostrou um indigente que tirava do lixo o alimento e comentou que ele estava errado. Essa atitude denigre a pessoa. Ele poderia tirar do lixo algo que pudesse transformar em dinheiro, material reciclável, e então comprar sua comida; jamais comer lixo. “Mas ele não sabe”, completou o homem.

Nesse momento, o repórter lhe perguntou se ainda assim valia a pena viver. Após sonora gargalhada, ele disse: “Não é questão de valer a pena, meu amigo; o senhor tem de viver porque a sua vida não pertence ao senhor. Ela é de Deus!”. E completou: “Se esses governos poderosos soubessem não se matariam por inutilidades, poluindo a atmosfera com cadáveres que ficam jogados pelos ares. Mas como eles pensam que tudo podem, fazem essas tolices imaginando que estão certos e que assim defendem a sua soberania e dignidade”.

A frase “o senhor tem de viver” impregnou-se em mim e, como espírita, sou obrigado a entender que o homem tinha razão. Se nem matar-nos é possível, porque o suicídio dá fim ao corpo, apenas, sobrecarregando a alma que é imortal, criando-lhe mais problemas que deverá reparar em futuras encarnações, como podemos acabar com a vida por mero desinteresse ou incapacidade? Temos de viver, sim, porque somos eternos e imortais!

Se já entendemos e somos ainda ajudados pela lei do determinismo, porque rebelar-nos ou dificultar nosso progresso concentrando-nos em interesses miúdos, quando o progresso espiritual é o que importa. Essa lei, que por muito tempo da nossa caminhada espiritual tem mais força que o livre-arbítrio, impulsiona-nos ao alto, independente da nossa vontade.

Depois de viver um dia, nunca somos mais a mesma pessoa. O aprendizado é inerente à existência. Basta estar vivo para aprender. Como estamos vivos espiritualmente, mesmo após o desencarne, significa que aprendemos sempre, queiramos ou não. Não deitamos ao final do dia a mesma pessoa que acordamos pela manhã. Temos novas experiências e novos conhecimentos; aprendemos muita coisa que desconhecíamos e fizemos novas amizades ou desfizemos outras mais antigas. A vida muda a cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo. Estamos rindo felizes, agora e em segundos poderemos estar mortos. Não há como prever todos os acontecimentos.

Como comportar-nos diante da vida, então? A resposta é estar sempre pronto para desencarnar. O que é estar pronto para desencarnar? É ter a consciência tranquila. Só morre bem quem vive bem. E viver bem é estar em paz consigo mesmo. Não se envergonhar de nada do que faz ou do que é. Ter passado limpo podendo olhar-se no espelho sem sentir vergonha.

Ainda por muito tempo seremos mais produto do determinismo no quesito evolução, pelo menos quanto ao conhecimento, do que do livre-arbítrio que geralmente usamos mais em nosso prejuízo que benefício. Felizmente a lei nos impulsiona ao crescimento pela sua própria constituição, sem consultar-nos se estamos de acordo. Após o calor, a sede; após o trabalho, o cansaço; após a fadiga, o sono; e assim sucessivamente. Queiramos ou não, porque é a natureza comandando a nossa vida.

À medida que nosso entendimento se amplia, o determinismo diminui e o livre-arbítrio alarga-se. Começamos a ser mais donos das nossas ações porque deixamos de ser crianças espiritualmente e passamos a dominadores da nossa vontade, sabendo claramente sobre direitos e deveres e as consequências que eles acarretam. Se a maior parte da humanidade é de sofredores, deve-se ao uso indevido do arbítrio de cada um!

Se estivermos atentos à vida, aprendemos sempre; por um cartaz de rua, por uma manchete de jornal, com o gesto de uma criança ou com os próprios animais. Da janela do meu escritório, mais uma vez testemunhei um gesto de amor ao próximo. O comportamento de um sanhaçu que deve ser mãe e está alimentando sua cria. É muito lindo de se ver. Basta entender a linguagem que eles usam. Para mim é muito clara. Olhando-os, fiz este soneto. Confiram:

Solidariedade (Inspirado num casal de passarinhos)

A fêmea, ao descobrir cedo o mamão / Que eu ponho sobre a mesa do terraço, / Não come. Antes faz um estardalhaço, / Avisando o parceiro da ração! / Enquanto ali não vem o outro sanhaçu, / Ela nem bica a fruta e, com atenção, / Se ele não chegar vai logo, então, / Voando bem depressa ao seu encalço. / Voltam logo depois e ele, primeiro, / Avança sobre a fruta e ela o espreita! / Depois que ele se farta por inteiro, / Aí, ela com calma, bem serena, / Degusta o seu pedaço e se deleita… / Olhar tão belo exemplo vale a pena!

Que sempre possamos ter olhos de ver, ouvidos de ouvir e cabeça de pensar; seremos mais felizes.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – fevereiro de 2016

O invisível

Deixe um comentário

 

Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Exaure-se, em companhia dos seus demônios internos e dos seus anseios desregrados, até que surge a fome, por escassear os meios de prosseguir na loucura, e termina por encontrar companhia nas pocilgas dos vícios mais perversos, alimentando-se dos miasmas e excentricidades que lhe chegam em decorrência do abandono dos parceiros emocionais… É, então, quando tem um insight e dá-se conta de que não é aquilo, somente se encontra daquela forma, que não necessita de chafurdar mais fundo no chavascal da vergonha e do desdouro moral…” (Em Busca da Verdade, cap. Um País Longínquo, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.)

O texto trazido acima foi extraído da explicação de Joanna de Ângelis a cerca da passagem evangélica do filho pródigo. Analisando o comportamento daquele que foi embora e volta para a família, em andrajos. Tendo conhecido o mundo lá fora dos prazeres fácies e das amizades estéreis volta para o convívio do lar paterno e encontra o Pai Amoroso que o recebe e o recolhe num abraço e beijo afetuosos. Típico daqueles que conhecem o significado da palavra amor.

O limite da extensão do sofrimento vivido passa pela compreensão dos fatos e do amor envolvido para resolução do problema. Assim, a criatura elastece ou diminui a tolerância de acordo com estes dois fatores. A pessoa que está encarnada vive e sobrevive do Amor emanado pelo Pai. Por isso é tão importante à comunhão com Deus. Estamos num movimento de aprendizagem através da encarnação. Isto denota passar por diversas etapas, fato que constitui a vida de cada um de nós. Mesmo os aparentemente felizes possuem também a sua carga de aprendizagem, vinculada ao sofrimento. Ele nos educa a todos sem exceção.

Lendo O Céu e o Inferno, em seu capítulo IV, item Lisbeth, verificamos que a nossa situação no pós-desencarne constitui-se a decorrência daquilo que fizemos anteriormente. Que as nossas escolhas, aparentemente sem correlação com o passado ou futuro nos vinculam ao modo de concorrência de atitudes e faz com que o nosso viver seja uma constante escolhas e ressonâncias. A Lisbeth nos fala do arrependimento, no referido item, mostra-nos que ele não deve ser somente dos lábios e que este se constitui na primeira etapa de reajustamento com as Leis Divinas. Primeira e mais importante, pois a criatura, que antes acreditava não ter necessidade de mudança, verifica que o seu comportamento está indo de encontro com a mensagem de Amor do Mestre e começa por racionalizar os atos cometidos e verifica que precisa mudar de rota.

Quando estamos encarnados, para alguns, esta análise constitui-se como impossível. Mas quando desencarnamos, inclusive pela força das coisas, têm-se as condições de verificar melhor e estabelecer uma mais judiciosa análise das atos cometidos. Não é fato obrigatório este de acontecer, mas ocorre para a maioria, constituindo o grande público que procuram as reuniões de desobssessão. A criatura aparvalhada com o sofrimento e vendo nas Instituições Espíritas um grande foco de Amor, buscam-nas como forma de lenitivo de suas dores.

São encaminhados das mais diversas formas, pelos mais intrincados caminhos, pelas mais diferentes razões. Mas o ponto primordial a ser destacado é que todos demonstram arrependimento dos atos cometidos, mesmos os que afirmam que não se arrependem. Pode parecer um contrasenso esta nossa afirmação, mas não é. Partindo do princípio que estamos falando de uma Instituição séria, baseada nos preceitos doutrinários, depreendemos em virtude das leituras auxiliares e dos relatos trazidos pelos próprios espíritos, que há uma seleção e preparo para que tais criaturas participem dos trabalhos. Pois bem, estes irmãos em evolução passaram por um preparo, orientação e amparo até que chegue o momento azado da comunicação.

O que ocorre é que admitir o que o facilitador/doutrinador vem trazer como informação libertadora representa aceitar que a sua conduta até aquele momento está errada, mais ainda, que a partir daquele momento é imperioso a necessidade de mudança. É como nos traz O Livro dos Espíritos na questão 798, a qual fala da Influência do Espiritismo sobre o Progresso: “… Entretanto, terá grandes lutas a sustentar, mais ainda contra o interesse que contra a convicção…” É uma questão muito maior de interesse, por isso que se obstinam em insistir que não concordam.

Quantos ali estão trazidos pelos familiares também já desencarnados e que oram ao Pai por estes que estão na retaguarda do sofrimento! O arrependimento é necessário, o segundo passo é a mudança de visão com relação à vida, constituindo-se na sequência a imperiosa necessidade de mudança de conduta. Como Lisbeth nos diz na passagem já citada que “O arrependimento produtivo é aquele que tem por base o remorso de haver ofendido a Deus, e o ardente desejo de reparar.” É justamente este desejo ardente de reparar que nos conduz na mudança de conduta fazendo com que nos confrontemos conosco mesmos e mudemos os nossos objetivos de vida. Agora maduros, colhendo o plantio anterior, mas efetuando um novo plantio. Agora de amor, equilíbrio e paz.

Semelhantes ao filho pródigo, tendo esta fome de vida, retornando-nos todos ao Pai Amado, que nunca nos julgou e que nos ampara e vela por nós. Sempre é tempo de nos arrependermos e recomeçar. Não importa o que tenhamos feito. Sempre podemos, a partir daquele momento, modificar a nossa conduta. Experimentamos do erro, agora sabemos o que não devemos fazer. Temos as condições de encaminhar outros no caminho reto do bem e do amor, mostrando através do exemplo o que deve ser feito. O amor nos conduz, Deus nos ampara e a rota é traçada por nós rumo à perfeição.

Jornal O Clarim – Fevereiro de 2016

A lei do amor

Deixe um comentário

 

Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XI, item 8)

O amor ínsito em todos nós faz com que procuremos contato com o Divino que também habita em nós. Este contato faz com que a criatura modifique a sua conduta e rume para a felicidade proclamada por Jesus quando afirmou: Eu e o Pai somos Um Só = Uno/Unidade. É isto que a criatura verdadeiramente deve buscar: ser Uno com o Pai. Um dos exemplos de procurarmos estar Uno com o Pai é a prática da mediunidade, o atendimento aos desvalidos do plano espiritual.

Alguém já afirmou e entendemos ser uma verdade: o amor e o ódio andam lado a lado. O ódio é o amor que adoeceu. Quem muito odeia é porque se sente rejeitado e se acha com menos importância chegando ao ponto de odiar para não ter que sofrer com a rejeição. Parece um contrasenso, mas não é. Amar é a libertação da criatura constituindo-se um grande passo para a libertação da humanidade.

Vivemos travando uma constante luta entre os dois Eu existentes em nós. “Um Eu opõe-se ao outro Eu em intérmina luta interior. Um é consciente, vigilante; o outro é inconsciente, adormecido, que desperta acionado pelo seu oposto. Um se encontra na razão; o outro, no sentimento ou vice-versa. A não vigilância e não saudável administração desse opositor se apresenta como desvario, que impede o raciocínio, a presença da razão.” (Livro Em Busca da Verdade, cap. Estrutura Bipolar do Ser Humano, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.)

Interessante a nobre Mentora trazer este pensamento, pois normalmente, passamos a encarnação tentando provar que somos pessoas totalmente equilibradas, sem conflitos internos, cientes dos nossos objetivos e que não titubeamos em nossas escolhas. Somemos a essa bipolaridade, ínsita na criatura humana, o desabrochar da mediunidade e a execução dela ao longo da encarnação e verificaremos que a criatura vive encarnada num exercício incessante de autocontrole, mais ainda, de autoiluminação passando pela compreensão exata de quem é.

Os profissionais mais conceituados da área do comportamento humano afirmam que ninguém se conhece totalmente, por isso, não podemos afirmar com cem por cento de convicção qual atitude tomaríamos diante de determinados fatos em nossas vidas. Talvez, tal afirmação ficasse sem base fundamental se não conhecêssemos a explicação trazida por Joanna, fundamentada em Jung através de argumentação plausível sobre a conduta humana baseada sim, no exercício constante de equilíbrio.

Trazemos para somar a este pensamento, os fenômenos de incorporação mediúnica, pois os médiuns mais atentos verificamos que as situações trazidas não são diferentes das situações vivenciadas por nós ou por pessoas próximas a nós e que se não tivéssemos a prática mediúnica mostrando-nos as consequências de nossos atos, provavelmente incorreríamos nos mesmos erros.

Interessante que muitos buscam o “desenvolvimento” da mediunidade, mas não compreendem o real compromisso que ora assumem. Ao travarmos experiências mediúnicas também temos acordado nos refolhos da alma, o nosso passado de débitos com necessário reajuste com as Leis Divinas. Ao nos permitir sermos transmissores das mensagens trazidas por aqueles que sofrem em decorrência da própria intempérie, acionamos no lado sombra o correspondente ao que estamos tentando esconder. Esconder de nós mesmos.

Neste capítulo já mencionado, Joanna nos diz que “Pessoas inexperientes, quando se dão conta dos opostos no seu mundo interior, afligem-se desnecessariamente, formulando conceitos indevidos e punitivos, como se as manifestações do inconsciente signifiquem inferioridade, promiscuidade, dando origem a culpas injustificáveis pelo fato de existirem.” Assim também ocorre com relação às comunicações mediúnicas exaradas através de nós.

A mediunidade é um capítulo a parte da criatura, pois estamos em um trabalho de amor, mas temos os nossos conceitos e preconceitos desta encarnação e trazemos experiências que estão grafadas no inconsciente e que ora ou outra são trazidos à tona em virtude das mensagens. Por isso, algumas criaturas eximem-se da execução do trabalho, pois começam a fazer drama de consciência e acreditam que não são merecedoras de estarem num trabalho como este, em virtude dos clichês mentais acionados nestes momentos.

O primeiro princípio a ser observado num trabalho como este é o de ética com relação aos princípios basilares da Doutrina Espírita. Mas jamais poderemos esquecer a Lei de Amor que nos une a todos. Estamos buscando, naquele momento e depois se estendendo aos outros de nossas vidas, sermos UNO com o Pai. Mas para boa execução de qualquer trabalho precisamos exercitar. Então, se começarmos por acreditar que não estamos aptos para a execução do trabalho e por isso resolvermos nos afastar, pensemos que o recipiente só se torna puro após a passagem, inúmeras vezes, de água limpa por ele.

Quando executamos A Lei de Amor através da boa prática da mediunidade capacitamos o veículo, nos adestramos a prática do bem e vamos trabalhando pelo equilíbrio interno. Diminuindo até extirpar os preconceitos e aproveitando a oportunidade para nos reajustarmos com as Leis Divinas, também trabalhando em nós o lado sombra guardado em nosso inconsciente. Nos aproveitando das experiências dos outros, para também resolvermos as nossas.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – fevereiro 2016