A conversão de Zaqueu

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Grades internas

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Walkiria Araújo – walkiria.wlac@yahoo.com.br

“Quando se inicia a identificação desses conteúdos graves, normalmente surgem a angústia, a rejeição de si mesmo, a surpresa com os significados mórbidos e perversos, vulgares e destituídos de sentimento, que se encontravam adormecidos, podendo produzir alguns transtornos neuróticos… No entanto, perseverando-se no objetivo, passa-se a outro nível do inconsciente, com diferentes conteúdos amenos e estimulantes. É normal que isso tenha lugar, porque toda vez que se mergulha em águas acumuladas, chega-se até os depósitos de lama, que após vencidos, permitem a transparência cristalina do líquido armazenado.” (Livro Em Busca da Verdade, cap. 8 – A Busca do Significado – Individuação)

O questionamento e o exame da acurado da compreensão de si mesmo deveriam ser a primeira e a principal busca da criatura quando aporta no movimento espírita. A conquista evolutiva passa pela conquista de si mesmo. O amadurecimento evolutivo passa pelo amadurecimento psicológico da criatura. A perfeição moral chega quando o equilíbrio emocional se faz e este somente é conseguido quando a criatura passa a se enxergar como um todo: corpo e espírito.

Por isso, não é de se estranhar este movimento de mergulho na busca de conhecer-se e até mesmo estes pequenos transtornos, que a princípio causam inquietação, mas que depois fazerem com que a criatura passe a se conhecer melhor e saber por qual terreno está caminhando. A questão da busca do significado da existência humana, do porque estarmos encarnados, de quem somos, já é tratada, em O Livro dos Espíritos, por exemplo, na questão 171: Em que se funda o dogma da reencarnação? “Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.”

Se a divindade nos faculta outras encarnações como formas salutares de reajustamento com a Lei, porque não nos proporcionaria várias possibilidades durante a encarnação? Porque esperar outra encarnação para nos permitirmos recomeçar? Porque acreditar que se erramos não somos credores do Amor do Pai e por isso não temos direito a uma segunda, terceira ou quantas oportunidades possam nos ser facultadas? A Doutrina Espírita nos vem apresentar o significado de uma palavra simples, mas muito rica: responsabilidade. Somos responsáveis pelos nossos atos. Se não fizemos o certo hoje, somos responsáveis, pois temos o conhecimento, para amanhã fazermos o correto e assumirmos as consequências do que fizemos erroneamente.

Por isso, não é de se estranhar, que hoje vejamos a psicologia moderna e a própria psicologia espírita nos falar do homem e nos dizer que precisamos sim fazer este mergulho em nós mesmos, mesmo que isto signifique um processo doloroso, pois fará com que passemos do primeiro nível de águas calmas e nos aprofundemos nos nossos “depósitos de lama”, que todos possuímos e que precisamos visitá-los de quando em quando, trazendo-o a tona para que possam ser diluídos nas águas cristalinas do conhecimento espírita que já possuímos.

Até mesmo para que possamos nos arrepender daquilo que fizemos. Intimamente carregamos culpas atrozes em virtude de atos pretéritos que cometemos em outras encarnações e que na atualidade nos deparamos com as pessoas e principalmente nos vemos envolvidos nas situações de reajuste. Nesses momentos, fazemos estes mergulhos outrora abordados, deparamo-nos com tais conteúdos e mesmo que não tenhamos perfeita consciência deles trazemos a certeza da necessidade de ajuste com a Lei Divina. Por isso, verificamos que existem criaturas que mesmo diante de sofrimentos atrozes demonstram profundo equilíbrio e resignação, compreendendo o conteúdo e trabalhando-o a luz do conhecimento espírita.

O oposto também ocorre. Existem criaturas que ao serem convidadas ao reajustamento, fazem o mergulho e ao depararem-se consigo mesmas não gostam do que vislumbram. Debatem-se, reclamam, buscam instrumentos de fuga, psicotrópicos e outros equivalentes. Criam verdadeiras grades internas em que se prendem e acabam prendendo os que estão em derredor. Se formos nós que estamos nesse processo tenhamos a certeza que a noite dura o tempo exato para todos, nenhum minuto a mais. Que o mergulho é necessário para que tragamos a superfície o conteúdo a ser trabalhado e tão logo seja diluído, tornar-se-á mais fácil à encarnação.

Se formos nós aqueles que convivemos com alguém que está neste processo e que não quer buscar ajuda, lembremo-nos da afirmativa: A cada um segundo suas obras! Somos herdeiros de nós mesmos. Também faz parte do exercício evolutivo e de aprendizagem a prática da humildade. Aprendemos o valor de algo primeiro para depois sentirmos a necessidade desse algo em nossas vidas. Na sequência, esforçamo-nos por conseguir o que almejamos. Denotaria outra análise nesse momento, mas, muitas vezes, a criatura coloca-se na situação de oposição, desejosa da comiseração dos que estão ao redor.

Elegemos grades internas difíceis de serem quebradas, pois colocamos barreiras que consideramos intransponíveis de ultrapassar, o que nos impede de sair, bastando em sua maioria, o desejo de querermos sair. Precisamos querer sair da inação que nos encontramos e fazer o movimento para fora de nós mesmos. Produzindo em nós a solução de nossos problemas e tendo a certeza que a Divindade sempre nos oferece novas oportunidades para podermos evoluir.

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – dezembro 2016

Viver para aprender

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Octávio Caúmo Serrano

É tempo de Natal. Tempo de dar presentes.

Há poucos anos, Silvana Caúmo me descobriu pela internet; pelo sobrenome e por me achar parecido com seu pai, casado com a mãe dela em segundas núpcias, imaginou que seríamos parentes. Realmente, somos primos por parte desse tio, irmão mais novo de meu pai.

Começamos a nos falar e nos conhecemos pessoalmente. Uma moça com pouco mais de quarenta anos, mãe de dois filhos, que trabalhava num escritório e cursava Administração de Empresas na Faculdade Zumbi dos Palmares, onde concluiu o curso no final de 2015. Com bolsa de estudos, porque de outra maneira não teria como estudar.

Foi despedida do emprego devido à fusão de dois escritórios e a prioridade pendeu para os mais antigos, o que não era o caso dela. Sem trabalho, fez uma reforma em sua casa e ela mesma se encarregou da pintura. Chamou à atenção das pessoas o serviço e ela mesma se surpreendeu com a alegria que isso lhe proporcionava. E começaram a surgir pinturas de todo tipo, já que ela faz desenhos artísticos e coloca papel de parede também. Virou profissional requisitada e vive disso bem melhor do que quando se perdia em um escritório, fazendo trabalho muito aquém da sua capacidade por falta de oportunidade de progresso. Como forma de gratidão a Deus, quis fazer algo em favor de alguém e procurou orfanatos e asilos para doar cestas ou semelhante. Algumas visitas foram decepcionantes pelo despreparo das pessoas até para receber as ofertas, imaginando que seriam acompanhadas de pedidos de ajuda. O tratamento foi muito frio.

Surgiu a oportunidade de fazer um curso dinâmico gratuito na Universidade da Pintura, patrocinada por uma fábrica de tintas, e ela se destacou, tendo sido entrevistada por revistas expressivas e até apareceu na TV em São Paulo. Com o final do curso, o grupo que colou grau dia 22/3/16 dirigiu-se a uma creche no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo, para um mutirão de pintura como donativo para a Instituição. Dão o nome de “Solidare”.

Esta prima mandou-me mensagem chorando emocionada com a oportunidade de fazer este trabalho. Foi quando eu lhe disse que ela estava tão ávida para oferecer coisas e agora ela podia dar de si mesma, seu amor, sua alegria e seu prazer em embelezar um lar coletivo para crianças que são ali abrigadas enquanto suas mães lutam pela sobrevivência.

Este tipo de caridade é o que mais alegra a alma do doador, porque não comprou para repassar; nesse caso, deu dela mesma. O que doamos feito com nossas mãos leva impregnado  nosso carinho e a vibração amorosa quando imaginamos quem estaria recebendo a atenção. A mulher que faz roupas, que executa com suas mãos o agasalho para uma criança, oferece um presente divino mais expressivo do que quando adquire numa loja, embala e simplesmente entrega. É alimento para as almas sensíveis.

Entendo bem a emoção da prima, o que aconteceu ainda no ônibus que transportava o grupo da Universidade para a creche. Imagino o que ela não sentiu ao chegar e atuar no próprio ambiente, coordenar a equipe de trabalho e executar o serviço na presença dos funcionários e das crianças. A creche serviu o almoço e os pequenos ofertaram flores aos pintores. O melhor presente é sempre o que damos não o que recebemos. Para que acreditem no que afirmo, só tendo sua própria experiência para comprovar. Já diz o médico paraense Alberto Almeida que amar se aprende amando. Foi o que Silvana e seus amigos fizeram. Quando pensava doar estava na verdade recebendo. Já ensinou Francisco de Assis que é dando que se recebe. Ela aprendeu na prática e comprovou.

E.T. – Como fim de curso de nova turma, em 27 de agosto passado eles repetiram o gesto quando 20 pintores formandos e 20 já diplomados embelezaram a Casa de David, na Rodovia Fernão Dias, onde houve festa, música e homenagens da parte daqueles que tem seus sentidos atrofiados. A prima chorou duas vezes mais que na vez anterior. Que bonita é a vida quando lhe damos utilidade!

Jornal O Clarim – Dezembro de 2016

Todos nosotros somos uno

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Es necesario vivir, porque nuestra vida no nos pertenece; ¡es de Dios!

Octávio Caumo Serrano | caumo@caumo.com

Aunque seres gregarios, que no podemos dispensar la convivencia múltiple, en la esencia cada uno de nosotros somos una individualidad con historia propia. Hay veces que la escribimos a solas, en la intimidad de nuestro ser y en el recóndito de nuestro altar silencioso; hay veces que hacemos parte de la historia colectiva. Sin embargo, al final prevalece la individualidad con los informes adquiridos que nos identifican como un ser mejor o peor.

Los compañeros de viaje van llegando y saliendo poco a poco de nuestra vida. Sea el colega de escuela, el compañero de trabajo, el cónyuge, el hijo que nace y que al crecer gana vida propia y se aleja, el amigo que ayuda y que un día se cansa de nosotros o el otro que amparamos y después se nos paga con la ingratitud. Todos vienen y se van.

Detalles sencillos del cotidiano que algunas veces nos sirven de estímulo y otras nos derriban o desencantan. Es un compañero, próximo o distante, que deja el plan material para volver a lo de origen donde va a descansar por un tiempo y readquirir fuerzas para nuevas jornadas. Sale de nuestra vida sin preaviso dejándonos como que medio aislados, sin que podamos andar por nosotros mismos, tan acostumbrados que estábamos a apoyarnos en él. El mundo se abate sobre nosotros y si no tenemos equilibrio nos quedamos en el suelo, aplastados bajo nuestra inferioridad.

El importante, sin embargo, es la certeza de lo que somos y de lo que necesitamos para proseguir sin perder la esperanza y el deseo de angelizarnos, a pesar de todo. La vida sirve para eso. El coraje de avanzar a solos debe permanecer eternamente porque es así que fuimos criados: un ser uno que transita por toda  la eternidad sin perder jamás esa condición. En cada etapa llegamos a solas y también solitos regresamos.

Por un tiempo dividimos con alguien nuestra cama. Ora con la madre amorosa que atiende a nuestras necesidades físicas, dándonos la leche y el afecto, que nos ofrece amor y nos calienta con su cariño, ora con el compañero a quién nos unimos para juntos ser confundidos con un solo, tal es el entrelazamiento de deseos, necesidades y donaciones, en una simbiosis de amor. Pero todo es solamente temporal y son repeticiones de lo que vivimos miles de veces y que volveremos a vivir aún en incontables oportunidades. Sin embargo, cada una parece especial e inédita; festejada e interminable, a pesar de su transitoriedad. Pensamos que es única y que jamás vivimos o volveremos a vivir algo igual. Nos sentimos derrotados y no conseguimos proseguir. La caída del otro nos derriba también.

Es en este momento que debemos renacer de las cenizas, agradeciendo y buscando descubrir porque fuimos mantenidos hasta ahora y contemplados con la continuidad. Además de nosotros mismos, que estamos en tarea de intransferible crecimiento, el mundo también precisa de nosotros. Necesitamos todos unos de los otros porque, aunque individuales, somos como átomos de una sola molécula en la cual estamos todos interconectados. Cada movimiento nuestro provoca millares de vibraciones, como la piedra lanzada en el agua forma una inmensidad de círculos. Somos ejemplos vivos para toda la humanidad, mostrando el bien o el mal, construyendo o destruyendo, conforme nuestros instintos y convicciones. Y nuestro pensamiento modifica e interfiere en nuestro psiquismo y en los ambientes donde hacemos nuestras experiencias.

Cuando la soledad llegue, hay que rellenarla con utilidades porque usted es el dueño de su vida y nunca podrá desistir. No hay esta opción. Usted no nació para eso. Rellene los vacíos causados por sus angustias, hermanándose a los compañeros del bien, sirviendo de escalera o de puente para alcanzar las alturas divinas aquí mismo en el suelo. Las dimensiones de Dios difieren de las que nos rigen en la Tierra. Donde haya tristeza, que nuestra alegría sea luz que elimina la angustia; donde haya desánimo, que nuestro coraje sea un guía para los que están caídos. Usted que puede leer este escrito es dueño de muchas virtudes. Tiene el mirar que distingue, el discernimiento y la oportunidad de saber que está de pose del mayor bien que el Universo se nos ofrece: la propia vida; estemos en la materia o fuera de ella, pues somos indestructibles. ¡Las peores armas humanas son incapaces de eliminarnos porque somos inmortales!

Conmemore, por más difícil que le parece, porque los flacos se quedan en el suelo y los fuertes se elevan al punto más alto cuando arrastran con ellos los que tienen un mínimo de fe y coraje. Impulsemos los otros como el arco que lanza la flecha. ¡Sin embargo, no nos olvidemos de ser también cómo la propia flecha qué avanza siempre en frente!

Vamos nos programar para vencer los impedimentos del año que ya llega. Porque ciertamente él los tendrá. Pero después de celebrar la llegada de Jesucristo en este Natal de 2016, ningún temor podrá aposarse de nosotros. Feliz quien vive sin miedo de la vida. ¡Sublime quién prosigue sin miedo de la muerte! Porque, al final, es apenas una transformación; ¡una fantasía creada por los hombres qué no comprenden los planes de Dios!

Rie – Revista Internacional de Espiritismo – Deciembre 2016

Todos nós somos um

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rie_dezembro

 

É preciso viver, porque nossa vida não nos pertence; é de Deus!

Octávio Caumo Serrano | caumo@caumo.com

Embora seres gregários, que não podemos dispensar a convivência múltipla, na essência cada um de nós é uma individualidade com história própria. Há vezes que a escrevemos a sós, na intimidade do nosso ser e no recôndito do nosso altar silencioso; há vezes que fazemos parte da história coletiva. Mas ao final, prevalece a individualidade com as referências adquiridas que nos identificam como um ser melhor ou pior.

Os parceiros de estrada vão chegando e saindo pouco a pouco de nossa vida. Seja o colega de escola, o companheiro de trabalho, o cônjuge, o filho que nasce e que ao crescer ganha vida própria e se afasta, o amigo que ajuda e que um dia se cansa de nós ou o outro que amparamos e depois nos paga com a ingratidão. Todos vêm e vão.

Nuanças comuns do cotidiano que algumas vezes nos servem de estímulo e outras nos derrubam ou desencantam. É um parceiro, próximo ou distante, que deixa o plano material para voltar à casa de origem onde vai descansar por um tempo e readquirir forças para novas jornadas. Sai da nossa vida sem aviso prévio deixando-nos como que meio aleijados, sem que possamos andar por nós mesmos, tão habituados que estávamos em apoiar-nos nele. O mundo desaba sobre nós e se não tivermos equilíbrio ficamos no chão, esmagados sob a nossa inferioridade.

O importante, porém, é a certeza do que somos e do que precisamos para prosseguir sem perder a esperança e o desejo de nos angelizarmos apesar de tudo. A vida serve para isso. A coragem de avançar sozinho deve permanecer eternamente porque é assim que fomos criados: um ser uno que transita por toda a eternidade sem perder jamais essa condição. Em cada etapa chegamos sozinhos e sozinhos retornamos.

Por um tempo dividimos com alguém nosso leito. Ora com a mãe amorosa que supre nossas necessidades físicas, dando-nos o leite e o afeto, que nos oferece colo e aquece-nos com seu carinho, ora com o parceiro com quem nos unimos para juntos sermos confundidos com um só, tal o entrelaçamento de desejos, necessidades e doações, numa simbiose de amor. Mas tudo é apenas temporário e são repetições do que vivemos milhares de vezes e que voltaremos a viver ainda em incontáveis oportunidades. Apesar disso, cada uma parece especial e inédita; festejada e interminável, apesar de sua efemeridade. Pensamos que é única e que jamais vivemos ou voltaremos a viver algo semelhante. Sentimo-nos derrotados e não conseguimos prosseguir. A queda do outro nos derruba também.

É neste momento que devemos renascer das cinzas, agradecendo e procurando descobrir porque fomos poupados até agora e contemplados com a continuidade. Além de nós mesmos, que estamos em tarefa de intransferível crescimento, o mundo também precisa de nós. Necessitamos todos uns dos outros porque, embora individuais, somos como átomos de uma mesma molécula na qual estamos todos interligados. Cada movimento nosso provoca milhares de vibrações, como a pedra lançada à água forma uma imensidade de círculos. Somos exemplos vivos para toda a humanidade, mostrando o bem ou o mal, construindo ou destruindo, conforme nossos instintos e convicções. E nosso pensamento modifica e interfere em nosso psiquismo e nos ambientes onde fazemos nossas experiências.

Quando a solidão chegar, preencha-a com utilidades porque você é o dono da sua vida e nunca poderá desistir. Não existe esta opção. Não foi feito para isso. Preencha os vazios causados por suas angústias, irmanando-se aos parceiros do bem, servindo de escada ou de ponte fluídica para atingir as alturas divinas aqui mesmo no chão. As dimensões de Deus diferem das que nos regem na Terra. Onde houver tristeza, que a nossa alegria seja luz que elimina a mágoa; onde houver desânimo, que nossa coragem seja o guia para os que estão caídos. Você que pode ler este escrito é dono de muitas benesses. Tem o olhar que distingue, o discernimento e a oportunidade de saber que está de posse do maior bem que o Universo nos oferece: a própria vida; estejamos na matéria ou fora dela, pois somos indestrutíveis. As piores armas humanas são incapazes de nos eliminar porque somos imortais!

Comemore, por mais difícil que lhe parece, porque os fracos ficam no chão e os fortes se elevam ao ponto mais alto quando arrastam consigo os que têm um mínimo de fé e destemor. Impulsionemos os outros como o arco que lança a flecha. Mas não nos esqueçamos de ser também como a própria flecha que avança sempre para frente!

Vamos nos programar para vencer os impedimentos do ano que já chega. Pois certamente ele os terá. Mas depois de celebrar a vinda de Jesus neste Natal de 2016, nenhum temor poderá tomar conta de nós. Feliz quem vive sem medo da vida. Sublime quem prossegue sem medo da morte! Porque, afinal, ela é apenas uma transformação; uma fantasia criada pelos homens que não compreendem os planos de Deus!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – dezembro 2016