Octavio Caumo Serrano caumo@caumo.com

Desde que fomos criados lá atrás na eternidade dos tempos, começamos nossa evolução. De simples e sem nenhum conhecimento, caminhamos para a angelitude, um longo trajeto que cada um percorrerá no seu próprio ritmo. De início uma lei soberana nos impulsiona ao progresso: Chama-se DETERMINISMO. Ele nos leva ao conhecimento e ao progresso e todo dia aprendemos algo novo, automaticamente, mesmo sem darmos maior atenção. O conhecimento se amplia pelo simples fato de estarmos vivendo.

Passada essa fase primitiva, começa a despontar em nós, produto da razão, a lei do livre-arbítrio que agora decide sobre a vida segundo nossa própria vontade. Inicialmente é um livre arbítrio acanhado que vai se ampliando conforme vamos crescendo. Passamos a ser donos da nossa vontade com mais competência porque já sabemos decidir sobre  o que é melhor para nós. Não apenas enquanto no mundo, mas todo o contexto que nos envolve segundo o critério da vida eterna. Preparar nesta encarnação o que teremos de viver numa outra.  Investirmos em qualidades morais e espirituais que nos poupem de maiores sofrimento s no futuro.

O objetivo desse crescimento é atingir um dia a super intuição que é o conhecimento amplo das situações que vamos viver. Intuição, diferente do que muitos imaginam, não é o que vem de fora como mensagem enviada pelos espíritos: isto é inspiração. A intuição é conquista individual e um dia seremos como Jesus que já detinha a super intuição. Quando Ele se referiu ao Templo de Jerusalém dizendo que não ficaria pedra sobre pedra, ele sabia que algo que começa errado não termina bem. Não há porque nos iludirmos.

Se observarmos as pessoas com as quais nos relacionamos podemos ver a diferença de intuição que cada uma possui. Há aquelas que quando você lhe pede um conselho ela afirma com segurança: Não vai dar certo. E não insista porque não vai dar mesmo. É o óbvio que o ser intuitivo percebe com a maior naturalidade o que para o ser comum é algo ainda misterioso e imprevisível. Por isso um é bom conselheiro outro não.

Durante a vigência do determinismo vivemos nos diferentes reinos da natureza aprendendo sobre sobrevivência, perpetuação da espécie, adaptação às mais variadas situações, condições de relacionamento. E vamos progredindo pelo aprendizado compulsório. Levantamos, vivemos um dia e ao voltar par casa somos uma pessoa diferente; com novos conhecimentos do que é bom e do que é ruim.

Bem mais à frente, o livre arbítrio começa a ser exercido para obtermos o que mais nos convém, provocando o bem ou o mal, mas sempre submetidos à lei de causa e efeito que estabelece uma reação de acordo com cada uma de nossas ações. Temos de definir o que mais vale a pena para nós e nos causa mais prazer e menos sofrimento.

Um dia, quando vivermos o Evangelho na sua essência total, passaremos a ter o domínio total do livre-arbítrio, porque só teremos interesse na prática do bem. O mal deixa de fazer parte das nossas cogitações porque já aprendemos como são funestas as consequência de sua prática. Estaremos mais perto de Jesus. Será impossível para nós praticamos o mal contra quem quer que seja, contra o ambiente e contra nós mesmos. Não seremos mais atingidos pela mágoa, tristeza, raiva, desejos de vingança ou qualquer outro sentimento que nos fazem mal e nos adoecem.

Quando o mundo coletivo chegar nesse ponto, o mal desaparecerá do planeta. Nem roubos, nem estupros, nem crimes, nem suicídios, nem sequestros. O amor ao próximo como a si mesmo, será natural em toda a sociedade.

Tenhamos fé porque este tempo está se formando.

Jornal O Clarim – janeiro de 2017

 

 

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