Octávio Caumo Serrano caumo@caumo.com
É preciso usar todos os recursos para nos defender.

Num mundo conturbado e violento como o que estamos vivendo, toda proteção é necessária. Seja no que concerne à vida social, à vida profissional e à vida espiritual. Contamos hoje com seguros e aparelhagens de todo tipo para cuidar da nossa vida e patrimônio e proteger o que com tanto esforço conseguimos e pensamos  amparar nossos descendentes na nossa velhice ou caso faltemos.

Instalamos anti-virus nos equipamentos de informática contra invasores de arquivos e contas bancárias. Estamos vigilantes contra e-mails maliciosos que vêm fantasiados de seriedade, convidando-nos a atualizar cadastros, informando que nosso nome está com problemas, que nosso veículo foi multado, que o orçamento (que nunca solicitamos) está anexado à mensagem, que o correio tentou entregar nossa encomenda e a casa estava fechada, etc. etc. A imaginação da delinquência não tem limite.

Nossos patrimônios são guardados por vigilantes, cercas elétricas, seguros, alarmes, câmeras, sem que isso nos garanta ficar livres da maldade do mundo que conta com almas de baixo caráter, mas extremamente inteligentes. Como os hackers que invadem as contas de grandes organizações, aparentemente protegidas com segurança absoluta.

Recomendam as autoridades que não permaneçamos conversando em veículos estacionados na via pública, que não deixemos pertences, mesmo sem valor, no interior dos carros, que não usemos celular caminhando na via pública, que evitemos lugares ermos e tantas outras advertências para dificultar a ação da bandidagem. Mas nem sempre isso é suficiente.

Há uma proteção, todavia, mais segura do que as resultantes das providências acima que é o cuidado que a espiritualidade tem com seus fiéis auxiliares. Podemos ser parceiros de Deus na organização e aprimoramento do mundo. Cabem a nós as ajudas materiais que a espiritualidade recomenda. O agasalho, o alimento, o abrigo e a palavra aconselhadora para estimular o aflito ou desanimado dando-lhe diretrizes para reagir e buscar a felicidade. Os espíritos podem, nesses casos, inspirar-nos para o trabalho, segredar-nos caminhos que devemos tomar, mas as providências são da nossa alçada e responsabilidade. Se já sabemos ouvir, ouviremos.

À medida que vamos sendo bons obreiros na sua seara gozaremos de proteção, pois passamos a ser importantes na organização socorrista a que pertencem. Por isso somos poupados em acidentes, vamos por caminhos diferentes do imaginado e temos proteção contra assaltos. Sabemos tudo o que nos acontece, mas jamais ficamos sabendo de quantos males fomos poupados por ser colaboradores nos trabalhos divinos. De quantas doenças fomos curados sem nem mesmo saber que as tínhamos. O segredo é ser merecedor de proteção. Sem ter tais méritos, por mais cuidado que tenhamos ainda estaremos vulneráveis.

Nem trancas, nem cadeados, nem câmeras ou cercas eletrificadas podem cuidar de nós melhor do que a espiritualidade que nos tem como parceiros. Será que acreditamos nisso? “Ajuda-te e o céu te ajudará”, recomendou Jesus. Será que já temos fé suficiente para confiar em Deus? Oração e vigilância, uma atitude imprescindível nas vinte e quatro horas de cada dia!

Jornal O Clarim – abril 2017

 

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