Octávio Caumo Serrano

Em mundos materiais como a Terra, salvo exceções em alguns tipos de vida, geralmente são necessários uma fêmea e um macho para que se dê a procriação.

No reino animal, onde só existe instinto, o sexo se destina à perpetuação da espécie e vê-se que é apenas no período fértil,  conhecido como cio, que os animais se procuram para reprodução.  Não há neles um instinto de prazer, mas apenas cumprir um desígnio da natureza para que o seu tipo não desapareça. Vemos, por exemplo, que no Brasil entre setembro e março os pássaros se acasalam e constroem ninhos para deitar os ovos que produzirão novos pássaros do seu tipo.

Essa regra não é obedecida pelo homem, apesar das muitas tentativas da igreja para que o relacionamento se dê apenas para procriação, devendo ser evitados até os anticoncepcionais. Como o ser humano está num estágio superior ao dos animais, pois além do instinto é dotado de razão, o relacionamento pode servir também para maior aproximação e mais amor entre os envolvidos, sem que necessariamente gerem crias. Todavia, apesar de lícito, é preciso é que seja um sexo respeitoso, equilibrado, com parceria e naturalidade. Que una cada vez mais os envolvidos.

O que é de se lamentar é que atualmente o sexo virou comércio e está vulgarizado, sendo explorado pela mídia em jornal, revista, teatro, televisão, em humorísticos, novelas, filmes, etc., porque a exibição dos corpos, com destaque para os femininos, é importante fonte de faturamento para essa gama de empresários desprovidos de pudor e para os quais os meios justificam os seus objetivos. O lucro acima de tudo, em quaisquer condições.

O problema é que as almas envolvidas terão de pagar altos preços. E caso não seja já nesta encarnação lhes estarão reservados para as vidas futuras. Para quem imagina que morreu acabou, não há argumento que o convença. Mas para os que sabem que viveremos novas encarnações no futuro, e já vivemos outras anteriormente, ignorar que seus atos lhes trarão dolorosas consequências é, no mínimo, uma imprudência.

Com esses conhecimentos teremos mais condições de saber por que há homens impotentes, mulheres frígidas ou estéreis e não nos sentiremos traídos por Deus por que não nos dotou de capacidades tão normais na maioria das pessoas. Mães que querem ter filhos, fazem tratamento, mas não conseguem engravidar. Outras que até têm facilidade, mas não retém a cria que lhes escapa sem razões aparentes. Abortam apesar de todos os cuidados. Somente o Espiritismo que nos fala da lei de ação e reação pode nos explicar certos fenômenos que acontecem nas nossas vidas.

Se algum dos ouvintes está vivendo tais limitações, não se revolte. Ao casal que não pode procriar, resta o lindo caminho da adoção, que, sem mesmo que saibam, muitas vezes é programada já na espiritualidade, antes do nascimento na Terra. A psicóloga americana Helen Wambach, no seu livro “Vida Antes da Vida”, confirma isso e muitas outras coisas, mostrando que nossa encarnação não se faz ao acaso, mas é resultado de cuidadosa programação na qual até os menores detalhes estão previstos.  Esse conhecimento e a vivência feliz, apesar dessas limitações, corrigem falhas do passado qualificando-nos a voltar à normalidade em futuros renascimentos.

Quem desejar se ver livre dessas consequências numa encarnação futura, cultive nobreza no sexo, usando-o para criar, amar, educar, mas sempre com respeito ao parceiro. Quem lesa o outro nesse campo, está lesando a si mesmo, embora não acredite e até ria desta afirmação. O que você não quer para sua irmã, não faça à irmã do outro. Não faça hoje para não chorar amanhã.

O livro Vida e Sexo de Emmanuel por Chico Xavier explica tudo. Até a homossexualidade. Leiam. Outro interessante é Sexo e Destino que André Luiz ditou a Chico Xavier e Waldo Vieira. Não estamos julgando porque, nesse tema, como disse Jesus, quem nunca tiver pecado que atire a primeira pedra. É só um alerta. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória!

Jornal O Clarim – Maio 2017

Anúncios