Semeador

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Walkiria Araújo – walkirialucia.wlac@outlook.com

“Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; – em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. – Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim: Aquele que semeia saiu a semear; – e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. – Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. – Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. – Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. – Ouça quem tem ouvidos de ouvir. ” (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Amélia Rodrigues pela psicografia de Divaldo Franco, no livro Vivendo com Jesus, capítulo 16, Sementes de Vida Eterna, traz-nos uma lúcida explicação sobre esta parábola. Aduzimos o capítulo XVII – Sede Perfeitos, em seus itens 05 e 06, Parábola do Semeador. As parábolas de Jesus trazem sempre ensinamentos vinculados à vivência das pessoas para facilitar o entendimento e compreensão da mensagem. Por isso, que precisamos ter ouvidos para ouvir. Cada um depreende o que melhor constitui-se como verdade criando vinculação com o que já possui em si.

As pessoas da época lançavam as sementes antes de ararem o solo, de prepararem e adubarem. O Semeador é Jesus e as sementes são a mensagem Divina trazida pelo Mestre. Elas são disponibilizadas nos mais diferentes terrenos. Nesta parábola a criatura humana é representada nos quatro tipos de solo. Representa também o processo de revelação da Lei Divina em nossas vidas, cada um de nós analisando o terreno espiritual que possui e quais as circunstâncias que orientam a sua encarnação no momento.

As primeiras sementes foram lançadas à beira do caminho. Quando os agricultores faziam a colheita deixavam, no solo, um caminho por onde eles retornavam. Quando eles voltavam para o local específico para plantar as sementes algumas caíam. É a representação das criaturas que se interessam em receber a mensagem Divina, mas quando ocorre o momento de redefinição de valores, dedicação com relação ao tempo e esforço por mudança de conduta, a criatura deixa-se vencer pelos vícios, pela insensatez e pela transitoriedade da existência.

Querem receber os benefícios da Boa Nova, mas não querem esforçar-se pela mudança. Seu olhar é voltado para o momento presente e pela busca dos prazeres materiais, do que pode ser obtido pela lei do menor esforço, assim também o é com relação a religiosidade em suas vidas. Procuram dissimular o seu real interesse, usando de jogos para conquistar crentes a sua mudança. Podemos dar como exemplo, aqueles que adentram as instituições religiosas desejando que sejam retirados todos os seus problemas, e que aqueles que ali estão em trabalho de socorro e ajuda ao próximo farão o trabalho por elas. Acreditando que o culto de rituais exímias de qualquer esforço.

Existem aquelas que foram lançadas em terreno pedregoso. Amélia Rodrigues chama de “pessoas desafiadoras”, pois são carregadas de rudeza e grosseria. Pessoas duras, tornam-se invulneráveis relutantes com relação à reforma interior. Estão sempre na defensiva não aceitando a ajuda daqueles que querem lhe abrir os olhos com relação a Revelação Divina. Em alguns momento parece que a mensagem brota em seus corações, mas logo se entregam a amargura da agressividade, deixando que o sol lhes queimem as fibras amorosos do coração. Não compreendo a existência da Misericórdia Divina em nossas vidas.

Existem também aquelas que caem nos terrenos espinhosos. São caracterizadas como “… grupo de almas angustiadas, assinaladas pelos espinhos do desconforto moral em que vivem, acolhendo o mau humor e tentando brechas para a autorrenovação.” Somos a maioria de nós, que em contato com a mensagem Crística temos um misto de alegria pelo ensinamento que nos toca, mas nos sentimos angustiados por reconhecermos em nós um terreno difícil de ser trabalho, já provindo de outras etapas em que sementes viciadas foram semeadas. Esforçamo-nos para mudarmos, realindo os propósitos e modificando a perpectiva com relação ao futuro, mas por termos viciado o solo através de emoções deturpadas temos dificuldade neste processo de transformação moral e espiritual.

Por fim, existem aquelas sementes que são lançadas na boa terra. São aquelas almas “… que estão preparadas para a ensementação do evangelho, para a vivência do Bem, faltando somente que alguém lhes alcance as paisagens emocionais e, logo que recebem a dádiva do grão que irá fertilizar-lhes o Espírito, deixam-se dominar pelas alegrias, propiciando todos os recursos hábeis para que haja resultados opimos. Sacrificam-se em favor da oportunidade…”

Como não se lembrar de Chico Xavier? Maior exemplo de criatura que possuía o terreno pronto para receber a semente da mensagem Divina e produzir frutos. Semeador também o foi, colocando a sua vida como veículo para a ensementação do Amor nos corações humanos. Trazendo na sua alegria pela execução do trabalho o exemplo de devoção a prática do Bem na Terra. Oscilamos nos quatro tipos de terreno, demorando-nos naquele que melhor representa quem somos em essência. É um processo lento e gradual, mas constante. A mensagem Divina está disponível para todos, o Mestre até o presente continua semeando-a em nós. Cabe-nos nos colocar em situação favorável adubando-o com a ternura e o amor.

Jornal O Clarim – novembro de 2017

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Por um pouco

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Walkiria Araújo – walkirialucia.wlac@outlook.com

“Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado.” – Paulo. (HEBREUS, 11:25.)

Este é o capítulo 42 do Livro Fonte Viva. Temática mais que atual para os nossos dias. A filosofia espírita mostra-nos uma visão do comportamento pautada no entendimento da própria criatura, para depois podermos compreender o nosso semelhante, mas se não tivermos parâmetros de comportamento bem definidos, também não conseguiremos enxergar o semelhante, e posteriormente ajuda-lo. Pois, “Ninguém chega ao Pai, senão por mim.”[1]

Afirmação que nos mostra qual a rota a tomar, implicitamente trazendo a ideia que necessitamos do próximo para evoluirmos. Dando o justo valor as situações e verificando a representatividade do fato tal como ele é. Trazendo a luz do pensamento Crístico o entendimento e explicação dos percalços que nos alcançam a caminhada. Assim, mediremos com a mesma vara nós e o semelhante.

Quantos convites nos são feitos durante a encarnação para podermos desvirtuamos o proceder? Começando por analisar o comportamento humano num todo até chegarmos ao próprio comportamento espírita. Alguns confrades nos perguntam como sermos fieis ao Mestre diante da vida que nos é apresentada? Como ser cristão se o que se nos apresenta é uma barbárie social e intimamente sentimos “obrigados” a agir igual aos outros?

Emmanuel nos responde neste capítulo do livro já citado. Para nos candidatarmos ao muito precisamos ser fieis no pouco. Para chegarmos a uma condição de espíritos puros precisamos antes trabalhar esta argila que possuímos em nós, até que ela fique uniforme. Moldando ao ponto que não possua nenhuma falha. O Evangelho Segundo o Espiritismo também nos fala sobre o assunto em seu capítulo 16: Não se pode servir a Deus e a Mamon. É a lição da escolha certa, entre o que é transitório e o que é permanente em nossas vidas.

Quando voltamos o olhar para as coisas transitórias: os bens materias, as relações afetivas superficiais, as emoções supérfluas acabamos nos escravizando ao que nos causa perturbação e deixamos de observar o que realmente tem importância em nossas vidas. É um apego que se constitui educação ancestral em nossas vidas. Precisamos remodular a base para modificar as consequências. Princípio que deve nos nortear o comportamento é que se não estamos obtendo sucesso na maneira como estamos vivendo, modifiquemos as atitudes para termos resultado diferente.

A proposta de Jesus para nós há mais de dois mil anos era uma mudança de comportamento, mas ele não nos apresentou solução para as situações atuais que nós vivemos, mas uma proposta para o futuro. Sendo que a mudança no comportamento, atualmente, gera desde já uma paz íntima que nos leva a caminhar de maneira mais centrada dispensando o que não nos trará proveito para o futuro e ajustando o valor das coisas no presente para aquilo que poderá nos projetar para a vida eterna.

Joanna de Ângelis, nos diz: “O ser humano tem o dever de selecionar os objetivos existenciais, colocando-os em ordem de acordo com a qualidade e o significado de todos eles, para empenhar-se em destacar aqueles que são primaciais, exigindo todo o empenho, e aqueloutros que são secundários, podendo ser conduzidos com naturalidade, sem maior sofreguidão.”[2]

Esta ordem será baseada no conhecimento adquirido, nos valores que possuímos e na carga emocional envolvida na situação. Estabelecendo como prioridade aquilo que melhor entendemos ser o que irá nos fazer feliz. Quando adicionamos a este pensamento e tomada de decisão a orientação religiosa pautada no entendimento da vida futura, conseguimos com um golpe de visão, vislumbrar o futuro e as conseqüências dos nossos atos presentes. Difícil de exercício, mais muito válido quando executado.

No tocando ao sofrimento e a questão das provas que nos batem a porta temos a mesma depreensão do termo: por um pouco. A eternidade vincula-se a vida espiritual, todo o resto cumpre a necessidade de aprendizado em nossas vidas. Queremos mensurar a real necessidade do reajuste com a Lei pessoas que estão em diferentes patamares de entendimento, sendo que todos sem exceção chegaremos ao Pai após transportarmos as barreiras que interditam a nossa entrada em Mundos mais felizes.

O apóstolo Lucas nos diz: “… Esta noite mesmo tomar-te-ão a alma…”[3]. Esta afirmativa toma real contorno quando observamos em nós ou em pessoas próximas a nós que fazíamos planos para um futuro longuinquo acreditando que teríamos tempo de concredização e por esses reveses, que só a justiça das reencarnações pode nos explicar, não conseguimos concredizar. Se tivéssemos suportado mais, amado mais, tido mais paciência, ultrapassaríamos aquele momento ou anteciparíamos a vivência do amor em nossas vidas.

A negação de algo não faz com que este algo deixe de existir. Demonstramos mais maturidade espiritual quando paramos de lutar contra o aprendizado e trabalhamos a favor. Evitaríamos sofrimentos, ultrapassaríamos fases e chegaríamos ao ponto desejado com mais segurança emocional.

Deus tem o controle de tudo. Por não compreendermos a sua Lei queremos antecipar fatos perdendo a oportunidade de esperar a fruta amadurecer para podermos colher. Tudo se encadeia na mais perfeita ordem na Criação Divina, temos a oportunidade de sermos co-criadores quando desenvolvemos o perfeito entendimento da Lei e passamos trabalhar em favor de nós mesmos. É um processo de desenvolver a consciência e ampliar os sentimento superiores em nós. Tudo, em nossas vidas, tem um fim providencial.

 

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – novembro de 2017

[1] João, cap. 14, v 7

[2] Livro Jesus e o Evangelho a Luz da Psiciologia Profunda, capítulo 22 – Propriedade

[3] Lucas: 12:20

Um perigoso obsessor

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Octávio Caumo Serrano

Parece absurdo ter de pedir para que as pessoas desliguem os celulares ao entrar no Centro. Afinal, se estão mais interessadas no celular do que no Evangelho e na assistência espiritual, o que vão fazer na casa espírita?

Ressalvadas as exceções, médicos e plantonistas de qualquer atividade, que podem deixar ligados seus aparelhos sem o som, apenas com o aviso vibratório que atenderão nas emergências retirando-se para local isolado, nada justifica ir ao centro com a atenção mais ligada nesse rastreador do que na palestra do dia.

É preciso deixar claro para as pessoas que ao entrarmos no Centro já somos ajudados e doamos o que tivermos de melhor para outros necessitados. Importante também que saibam que a explanação da lição do dia é mais importante do que o passe, porque o Evangelho nos dá o conhecimento da verdade que é a real libertação. O passe é reforço fluídico que deve ser acompanhado da colaboração do assistido para maior eficiência.

Dia destes, no nosso Centro, logo na segunda fileira do salão, uma senhora com criança de uns dois anos, brincavam de celular. Antes da palestra a ser feita por uma confreira da nossa Instituição, pedimos a ela que se fosse impossível fazer a criança se comportar, que, por favor, se sentasse mais no final do salão, para não atrapalhar os que tinham interesse no assunto, nem desviar a atenção da expositora, que havia se dedicado na preparação do tema do dia para oferecer-nos o melhor.

A senhora levantou-se naturalmente, deu água para a criança, e acomodou-se na outra sala onde pode assistir à palestra por um monitor de TV. Tudo natural, sem trauma. Apenas disse a ela que a criança não tinha culpa porque o que ali se realizava não despertava nela qualquer interesse. O erro é dar um celular a uma criança a quem a mãe deveria dar uma boneca. Ela estava sonegando da filha a sua infância. Retirei-me e fui participar dos trabalhos dos passes de tratamento.

Dia seguinte, soube que um casal que foi ao Centro por primeira vez estranhou nosso comportamento, censurando-nos.  Lamentei por eles porque mostraram que não conhecem as implicações da hierarquia, da organização e do respeito. Sendo caridoso e calando diante da atitude daquela mãe equivocada, estaríamos desrespeitando todos os demais que destinam aquele pequeno tempo para sua oração semanal, muitas vezes vindos diretamente do trabalho, sem alimentação, porque consideram importante em suas vidas. Preferível, portanto, que dois ou três se zanguem a que todos os demais sejam privados do ambiente equilibrado. Já disse Jesus que não devemos lançar pérolas aos porcos. Baseamo-nos na orientação do item 21, por São Luiz, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo X.

Certa vez, o competente José Raul Teixeira, expressivo conferencista espírita, interrompeu a sua fala diante da indisciplina de crianças num Centro, perguntando onde estavam seus pais e os dirigentes da casa que não tomavam providências. Disse que naquelas condições era impossível realizável seu trabalho. E era apenas convidado.

Ninguém é obrigado a ir ao Centro. Mas quem vai deve se submeter à sua organização, sentando onde lhe recomendam, seguindo os trâmites dos trabalhos, comportando-se conforme estabelecido pela administração que antes de criar normas estudou-as, criteriosamente. Quem não se adaptar, procure outro local que mais lhe agrade. O dirigente é o guardião da doutrina dentro do Centro. Os erros e as falhas dos trabalhadores são atribuídos ao Espiritismo, porque o participante insatisfeito dirá que se desencantou com a Doutrina Espírita, pela maneira como é ali divulgada.

Quem dá mais importância ao celular do que ao Evangelho, escravize-se a ele no restaurante, na rua, no carro, em casa. Não na igreja, no templo, no Centro Espírita, no teatro ou em qualquer reunião pública. Queremos nos livrar dos espíritos inferiores, mas temos outros obsessores eleitos por nós mesmos: crediário, cartões de crédito e as famosas redes sociais onde temos amigos aos milhares que, no entanto, nos deixam abandonados quando estamos precisando de atenção e socorro. A opção de cada um é livre, mas o centro se serve das lições do Cristo para ajudar na educação das almas. Quem não concordar com as normas não venha. Diz o povo e aqui se aplica: “Muito me ajuda quem não me atrapalha”.

Jornal O Clarim – novembro de 2017

 

Invitación a la disciplina

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En favor del Espiritismo, respeto y atención.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

Nuestro centro espiritista, pequeño y modesto, “Los Esênios”, fue fundado en Paraíba en 1997 y desde el inicio implantamos reglas de disciplina, copiando la institución fundada en 1982 en São Paulo: iniciamos las reuniones en la hora establecida, cuando cerramos la puerta, no permitiendo la entrada de retardatarios; no hacemos excepciones.

Hay otras exigencias. Por ejemplo, que no se usen ropas sensuales, porque no son propias para reuniones de este tipo, especialmente las espiritistas, porque conocemos la actuación de la espiritualidad inferior que se prevalece de la invigilância de los desavisados para esparcir negatividades, llenando las personas de pensamientos malos. Bezerra de Menezes y Luiz Sergio tienen páginas a ese respeto. Pedimos que se sienten por orden de llegada para que unas no molesten a las otras. Que no conversen ni desaprovechen el tiempo de oración y agradecimiento con la manipulación de los celulares, que, allí, son altamente inconvenientes. Si nos ocupamos más con las noticias y las redes sociales, los buenos espíritus nos abandonan y van a cuidar a quien esté realmente interesado. Todo a su tiempo, a la hora y local propios.

A las personas que llegan por primera vez al centro y van con ropas impropias o escotadas, ofrecemos un chal, discreto, absolutamente limpio, dando a ella la opción de usarlo o no participar de la reunión. En el inicio, como tenemos ampliamente divulgado en nuestro blog en  internet y en la puerta de llegada, no permitíamos la entrada de personas en esas circunstancias. Sin embargo, para no decepcionar a los que desconocían las exigencias, ya que no son habituales en la mayoría de las casas espiritistas o templos de cualquier doctrina, decidimos por la alternativa del abrigo temporal y ofrecemos nuestro folleto, publicado en la RIE de noviembre de 2006, “Un Centro Diferente” [1], para que sepan las razones que nos llevaron a tal procedimiento.

Como norma, las personas aceptan nuestra solicitación sin problema. Sin embargo, una vez u otra, hay alguien que no se pone de acuerdo con nuestra manera de administrar la casa. Son personas que no les gustan ser contrariadas, pues se enojan. No son fieles en el poco, pero quieren recibir mucho de Dios. Y hay quien diga que no entiende porque tanta exigencia, qué no se ve en otros centros. Exactamente porque si el dirigente espiritista es el guardián de la doctrina en su centro, debe seguir rigurosamente las orientaciones del Espiritismo para evitar obsesiones gratuitas, por medio de providencias simples. Si nadie se exhibe con sensualidad y actitudes provocantes, los pensamientos frívolos se quedarán lejos de nuestra mente. Sin embargo, si el escenario está delante de nosotros, ya aprendemos con Jesús, quien quiera que lance la primera piedra. Somos todos aún vulnerables a estas ocurrencias.

Quien va al centro no atiende a una invitación de la institución, sino de Jesucristo, del Evangelio o de su propio sufrimiento. Nadie está obligado a permanecer o entrar en un ambiente que lo desagrade. Si no concuerda con las reglas hay muchos otros centros como alternativa. Cada actitud implantada en nuestra casa fue resultado de análisis, estudio de pros y contras para que no agraviásemos los visitantes, pero para que también no contrariásemos la doctrina. No queremos una casa llena de personas engañándose, sino de criaturas que aprovechen ese sublime y raro instante semanal para colocar más un ladrillo en el edificio de su casa mental, edificándola en la roca y no en arenas movedizas.

Cuando Emmanuel comenzó su trabajo con Chico, luego aclaró que exigía de él como elemento básico que hubiese disciplina en la obra que realizarían. La naturaleza da ejemplos todos los días. Si el sol nació hoy en determinada hora, minutos y segundos, en este mismo día, en el año próximo, nacerá otra vez en esta misma hora.  ¿Alguien se atreve a decir qué es por acaso qué eso acontece hay milenios sin fallar nunca? Cuando plantamos semillas fructíferas en un pomar sabemos, de antemano, cuanto tiempo tardarán a producir y la cantidad de frutas que cogeremos. Hay los que venden la cosecha anticipadamente. Las mareas ascienden y bajan a cada seis horas. La mujer tiene su hijo después de nueve lunas. ¿No es muy organizado para ser confundido con el acaso?

La disciplina de la comida, del sueño, del ocio, del estudio muestra que nuestra salud depende de ella. Todos los excesos nos perjudican, adoleciéndonos. El mismo se da con nuestro comportamiento al manejar un vehículo, al caminar en la calle, al usar un autobús o ejecutar un trabajo. Tenemos compañeros a nuestro lado en todas las situaciones, con derechos y deberes iguales a los nuestros. ¡A ellos, lo que queremos a nosotros!

Cuando vamos a un centro para energizarnos espiritualmente, es necesario despojarse de quejas o prejuicios, exigencias o reclamaciones, respetando la casa a concentrándonos solamente en el auxilio que buscamos, sabiendo que simultáneamente somos usados para donar y servir, sin perjuicio para nuestra salud. Al contrario, recibiendo renovadas las eventuales donaciones que uno cogió de nosotros.

Ayude siempre. Ofrezca lo que pueda a la institución que tan bien lo recibe. Pero si no puede donar nada material, dé su respeto, su silencio, su buena vibración y su disciplina. Sin percibir, será ejemplo para muchos que están a su lado y lo observan sin que usted ni siquiera perciba.

¡Qué Dios nos ayude!

  1. Documento disponible en: https://essenios.files.wordpress.com/2008/10/um-centro-diferente2.pdf

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Noviembre 2017

Convite à disciplina

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RIE_11_2017

Em favor do Espiritismo, o respeito e a atenção.

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

 

Nosso centro espírita, pequeno e modesto, “Os Essênios”, foi fundado na Paraíba em 1997 e desde o início implantamos itens de disciplina, copiando a instituição fundada em 1982 em São Paulo: iniciamos as reuniões no horário estabelecido, quando fechamos a porta, não permitindo a entrada de retardatários; não fazemos exceções.

Outros itens são exigidos. Por exemplo, que não se usem roupas extravagantes ou sensuais, porque não são próprias para reuniões deste tipo, especialmente as espíritas, em que conhecemos a atuação da espiritualidade inferior que se prevalece da invigilância dos desavisados para espalhar negatividades, enchendo as pessoas de maus pensamentos. Bezerra de Menezes e Luiz Sérgio tem páginas a esse respeito. Pedimos que se sentem pela ordem de chegada para que umas não incomodem as outras. Que não conversem nem desperdicem o tempo de oração e agradecimento com a manipulação dos celulares, que, ali, são altamente inconvenientes. Se nos preocupamos mais com as notícias e as redes sociais, os bons espíritos nos abandonam e vão cuidar de quem esteja realmente interessado. Tudo a seu tempo e na hora e local próprios.

Às pessoas que chegam pela primeira vez ao centro e vão com roupas cavadas ou decotadas, oferecemos um xale, discreto, absolutamente higienizado, dando a ela a opção de usá-lo ou não participar da reunião. No início, como temos amplamente divulgado no site e na porta de entrada, não permitíamos a entrada de pessoas nessas circunstâncias. Todavia, para não decepcionar os que desconheciam as exigências, já que estas não são habituais na maioria das casas espíritas ou templos de qualquer doutrina, decidimos pela alternativa do abrigo temporário e oferecemos nosso folheto, publicado na RIE de novembro de 2006, “Um Centro Diferente”[1], para que saibam as razões que nos levaram a tal procedimento.

Como norma, as pessoas aquiescem à nossa solicitação e aceitam as regras sem problema. Mas, vez ou outra, há alguém que não concorda com nossa maneira de administrar a casa. São pessoas que não aceitam ser contrariadas, pois se zangam. Não são fiéis no pouco, mas querem receber muito de Deus. E há quem diga que não entende porque tanta exigência, o que não se vê noutros centros. Exatamente porque se o dirigente espírita é o guardião da doutrina no seu centro, deve seguir rigorosamente as orientações do Espiritismo para evitar-nos obsessões gratuitas, por meio de providências simples. Se ninguém exibir-se com sensualidade e atitudes provocantes, os pensamentos frívolos ficarão longe da nossa mente. Mas se o cenário estiver mesmo à nossa frente, já aprendemos com Jesus, quem quiser que atire a primeira pedra. Somos todos ainda vulneráveis a tais ocorrências.

Quem vai ao centro não está atendendo a um convite da instituição, mas de Jesus, do Evangelho ou do seu próprio sofrimento. Ninguém está obrigado a permanecer ou entrar num ambiente que o desagrade. Se não concorda com as regras há muitos outros centros como alternativa. Cada atitude implantada na nossa casa foi produto de análise, estudo de prós e contras para que não ofendêssemos os visitantes, mas para que também não contrariássemos a doutrina. Não queremos uma casa cheia de pessoas iludindo-se, mas de criaturas que aproveitem esse sublime e raro instante semanal para colocar mais um tijolo no edifício de sua casa mental, edificando-a na rocha e não em areias movediças.

Quando Emmanuel começou seu trabalho com Chico, logo esclareceu que exigia dele como item básico que houvesse disciplina na obra que realizariam. A natureza dá exemplos todos os dias. Se o sol nasceu hoje em determinada hora, minutos e segundos, neste mesmo dia, no ano que vem, nascerá outra vez no mesmo horário. Alguém se atreve a dizer que é por acaso que isso acontece há milênios sem falhar nunca? Quando plantamos sementes frutíferas num pomar sabemos, de antemão, quanto tempo demorarão a produzir e a quantidade de frutas que colheremos. Há os que vendem a safra antecipadamente. As marés sobem e descem a cada seis horas. A mulher tem seu filho após nove luas. Não é muito organizado para ser confundido com o acaso?

A disciplina da refeição, do sono, do lazer, do estudo mostra que a nossa saúde depende dela. Todos os excessos nos prejudicam, adoecendo-nos. O mesmo se dá com nosso comportamento ao manejar um veículo, ao caminhar na rua, ao usar uma condução ou executar um trabalho. Temos parceiros ao nosso lado em todas as situações, com direitos e deveres iguais aos nossos. Aos outros, o que queremos para nós!

Quando formos a centro para energizar-nos espiritualmente, estejamos despojados de queixas ou preconceitos, exigência ou reclamações, respeitando a casa a concentrando-nos apenas na ajuda que buscamos, sabendo que simultaneamente somos usados para doar e servir, sem prejuízo para a nossa saúde. Ao contrário, recebendo renovadas as eventuais doações que alguém colheu de nós.

Ajude sempre. Ofereça o que puder à instituição que tão bem o recebe. Mas se não puder doar nada material, dê seu respeito, seu silêncio, sua boa vibração e sua disciplina. Sem perceber, será exemplo para muitos que estão ao seu lado e o observam sem que você nem mesmo perceba.

Que Deus nos ajude!

  1. Documento disponível em: https://essenios.files.wordpress.com/2008/10/um-centro-diferente2.pdf

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – novembro de 2017