Walkiria Araújo – walkirialucia.wlac@outlook.com

“Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras. Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz. Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.”(Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XX, item 4).

A perfeição moral constitui-se meta a alcançarmos, mas não sendo condição si ne qua non para executarmos os trabalhos de renovação moral e divulgação da mensagem evangélica. Constituindo-se como mensageiros da Boa Nova, pois trazemos o estandarte da reencarnação, divulgamos a todos que nada finda com o decurso da vida física, sendo um até breve que todos nos dizemos neste momento que antecede o porvir que logo nos encontraremos.

A mensagem sendo trazida pelo Mestre Jesus há mais de dois mil anos, renova-se com o tempo, cabendo ao Espiritismo, ser o tradutor das vozes dos espíritos, decodificando a mensagem em língua clara para que todos possam compreendem, através da comunicabilidade dos espíritos, colocando cada um em sem devido lugar, explicando a simplicidade dos fatos e a analogia com os da época do Mestre Rabi, afasta o maravilhosos e sobrenatural, apresentando o homem do presente ao homem do passado, mostrando-nos que somos os mesmos, com as mesmas características, mas com explicações mais aclaradas sobre os fatos.

Por isso, não deveremos nos acanhar diante das nossas dificuldades morais na divulgação de tamanha informação. Bate a nossa porta o nascer de um novo dia, em que o Mestre, como outrora, evidencia a clareza de um Sol de Conhecimento. A Doutrina, como no princípio de Kardec, vivencia um momento de transbordar, ultrapassando as barreiras dos Centros Espíritas. Nunca se falou de Espiritismo como agora.

ibope notícias sobre o assunto. Verdade seja dita, algumas deturpadas em suas explicações. Por isso, precisamos ter a coragem de Jesus, a coragem de Kardec e nos vestirmos de Doutrina, nos vestir de verdade e prosseguirmos. O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo XX, item 4, Missão dos Espíritas, faz um verdadeiro chamamento para nós espíritas, “…conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.”

O momento não é daqui a pouco, é agora. Não importa como tenha sido a nossa encarnação até o presente momento. O importante é como iremos nos conduzir a partir de agora. A dor é algo implícito da condição humana, fazendo com que alguns espíritas fraquejem e até desistam da labuta espírita em virtude disso. A exemplo de Kardec, que buscou forças no Espírito Verdade; Chico, em Emmanuel, e tantos outros; busquemos forças em nosso anjo guardião, em Jesus, e prossigamos. Sendo nós, uma mensagem, através do nosso exemplo, de divulgação do Evangelho.

Não nos amedrontemos contra as investidas do mal. Temos o antidoto contra o mal que se chama Evangelho Segundo o Espirito. Temos uma mensagem renovadora, chamada Doutrina Espírita, por fim, temos os bons espíritos a nos sustentarem e nos ampararem na divulgação da mensagem rediviva. Da mesma forma que aqueles que não querem a divulgação da mensagem do bem e do amor se organizam aqueles que, há tempos, se organizaram pela Codificação da Doutrina, continuam a trabalhar, juntamente com outros, por esta mesma Doutrina ajudando e sustentando aqueles que trabalham por ela.

No item já citado, verificamos a convocação a todo instante do “Ide e pregai.” Porque quando dizemos para ir, destacamos o ir com afinco, fazer com afinco, com firmeza, com certeza; sendo o pregar, com atitude, ter uma presença que está fazendo aquilo com convicção. Ser do jeito que é por ter convicção que aquilo lhe faz bem ser daquela forma não porque estão nos impondo ser daquela forma. É uma compreensão da alma diante das informações que são apresentadas. Sendo uma maturidade de vida perante o todo. Nós exalamos aquilo que somos não importando o questionamento exterior, fazendo o que absorvemos como correto diante da Lei.

“Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra.” Palavras que parecem ultrapassadas, mas não o são. Quantas Instituições Espíritas não reservam um horário para estudo das Obras Básicas da Codificação? Se nós não estudamos, nós não compreendemos. Se nós não compreendemos como querermos que essa verdade faça parte de nossas vidas?

“Somente lobos caem em armadilhas para lobos…” Nós que já conhecemos algumas mensagens, temos por obrigação de trazê-las para a nossa rotina. O sentido da frase é não sermos aqueles que nos deixamos pegar fácil diante de algo que já conhecemos, situações que já aprendemos a lição, algumas destas passamos pelo aprendizado e vimos qual o resultado. Porque repetir algo que já sabemos o final?

“Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.” Quantos livros ditos espíritas que de espíritas só possuem o título? Cabe-nos, nós que nos dizemos espíritas, comportarmo-nos como tais. Dentro e fora da Instituição. Mesmo Kardec não tendo escrito uma cartilha de bom comportamento, temos os Livros da Codificação a nos orientar o proceder. Temos a moral cristã a nos ditar a regra de conduta. Temos, por fim, a nossa consciência a nos mostrar o caminho a seguir. E mesmo que ao consultarmos todos estes parâmetros, ainda nos reste à dúvida, perguntemos: O que o Cristo faria se estivesse no meu lugar?

Jornal O Clarim – Março de 2018

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