Octavio Caumo Serrano

Nunca me dês, Senhor, a dura prova
De uma cegueira ou da paraplegia;
Conserva-me a saúde até que a cova
Me guarde sob a lousa dura e fria.

Que eu possa ter uma experiência nova
Na minha caminhada, a cada dia,
Porque só assim o homem se renova
Quando conquista aos poucos a alegria!

Mas se for necessária a provação,
Não deixe que eu reclame nunca, oh Pai;
Dá-me também a resignação…

Que eu tire do sofrer a minha fé
E em horas tristes, quando o corpo cai,
Que esta minha alma permaneça em pé!

Jornal O Clarim outubro 2018

 

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