Octávio Caumo Serrano

Bom tema para os finados: Cuidar do corpo e do Espírito

Neste sentido, no item 11 do Capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, há uma mensagem de Georges, que se identifica como Espírito Protetor, ditada em Paris no ano de 1863.

Já aprendemos que o corpo é o templo do Espírito e, portanto, é preciso cuidar dele com zelo para que não adoeça ou desgaste prematuramente em virtude dos excessos do mundo material. Como trabalho além da conta, alimentação em desacordo com as necessidades da organização carnal, noites de insônia, divertimentos impróprios em prejuízo da serenidade e do repouso, irritabilidade diante dos percalços do mundo, etc. Considerando-se que esta parte seja por nós corretamente atendida, resta-nos zelar também pelo que dura para sempre e que está no mundo em aprendizado: O Espírito que somos e que um dia não mais precisará viver na matéria porque estará sublimado.

Que fazer para diminuir a nossa densidade como humano e crescer como alma eterna? Basta a correta aplicação do Evangelho de Jesus, que agora é explicado pelo Espiritismo. Caridade, caridade, caridade. Em favor dos outros e que redunda em benefício de nós mesmos, porque quando damos é que recebemos; quando amamos é que somos amados; por nós mesmos, um amor sem sofismas. Por Deus já somos amados desde que Ele nos criou já que fomos produto de sua Lei que se fundamenta no amor incondicional e irrestrito. Empenhamo-nos em receber o amor do mundo e nem percebemos que é o que menos nos acrescenta. Vale mesmo o que damos, não o que recebemos.

Quando vamos ao Centro Espírita, buscamos a informação, não a salvação. Vamos aprender como nos comportar diante da vida, ouvir minúcias da Boa Nova para lidar melhor com nossas tarefas do mundo. Isso aconteça normalmente uma vez por semana e deveria aproveitar mais. Os Espíritos nos ajudam, acalmam, operam, medicam, mas sem interferir no livre arbítrio. Respeitam as Leis conforme preceituadas por Jesus: “Faz que o Céu te ajuda.” Se não quisermos eles se afastam. Como o médico que não pode curar o paciente que se nega a tomar a medicação e seguir os regimes adequados.

Se estamos no Centro por um tempo pequeno e nos concentramos nas redes sociais, nas conversas do mundo, nos namoricos, os Espíritos vão atender quem está realmente interessado em ser ajudado e esclarecido. No momento em que entramos no Centro, já estamos em tratamento, mesmo que a reunião dos encarnados ainda não tenha iniciado. Os Espíritos não usam relógio e quando encontram quem esteja em condições de receber ajuda, iniciam o atendimento. Às vezes eles precisam sair para locais onde há mais necessidade. Há ocasiões em que vão faxinar espiritualmente a nossa casa enquanto pensamos que o atendimento se restringe ao Centro. Haja ou não outras pessoas no nosso lar. Sempre que acumularmos méritos para merecer tais ajudas.

Ao chegar no Centro, leia uma mensagem, uma revista, um livro ou fique em meditação e prece porque o atendimento é permanente. Não converse, não se distraia, não durma nem fique observando as pessoas, seus cabelos, duas roupas ou enfeites. Pelo menos nesses breves instantes cuide de você. É um momento todo seu, raro e especial, e não deve ser desperdiçado alimentando obsessores como o celular ou preocupações sem sentido. Ajude-se para ser ajudado. Senão depois irá falar mal do Centro.

Jornal O Clarim – novembro de 2018

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