O homem no mundo

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Octávio Caumo Serrano – caumo@caumo.com

Você acredita em reencarnação?

Quando me fazem esta pergunta digo que não. Não preciso acreditar na reencarnação porque eu a constato quando olho para as pessoas. A diferença entre nós deixa claro que já vivemos outras vezes e cada um aproveitou como quis ou como pode. Em O Livro dos Espíritos, questão 192, foi indagado aos orientadores da espiritualidade se podemos atingir a perfeição numa única existência e a resposta foi “não”. Por mais adiantado que qualquer um de nós já esteja, o que sabemos é uma migalha do que nos resta saber. Isso é facilmente explicável porque nos faltam atributos para entender até o mais trivial entre os conceitos que abrangem a perfeição espiritual e mesmo a ciência dos homens.

Os Espíritos disseram, no entanto, no item “a” da mesma pergunta, que o homem pode garantir uma existência menos traumática depois desta vida, se não for desleixado, quando então estacionaria sempre no mesmo lugar. Isso nos convida a selecionar, de maneira rigorosa, o que pensamos, o que falamos e o que fazemos. Ter coragem para mudar o que pode ser mudado e sabedoria para aceitar o que não pode ser mudado. Sem ódios ou revoltas; com resignação e fé de que o comando é sempre de Deus e que a cada um será dado conforme suas obras e merecimentos. Não é desinteresse no combate do erro, mas o reconhecimento de até onde podemos ir. O autoflagelo nunca nos beneficiará. Como as promessas dolorosas que a ninguém beneficia.

O que devemos fazer neste instante delicado da sociedade humana, quando estamos mergulhados nas tramas do Apocalipse, é cuidar do nosso progresso moral para nos candidatarmos a lugar melhor numa nova existência, na Terra renovada ou mundos melhores que possamos merecer, porque tentar consertar esta humanidade dos nossos tempos ficou praticamente inviável. Impossível mudar a mente dos homens da nossa era, inclusive e principalmente, os que nos dirigem a partir dos órgãos oficiais, porque a Terra de Regeneração está se formando e eles não caberão numa civilização de homens decentes. Que possamos, pelo menos nós, garantir-nos um futuro menos traumático o que só será possível com um novo plantio já desde agora.

Que função temos no mundo? O que nos compete realizar nesta sociedade? Uma pergunta que fazemos amiúde. A resposta é simples: – Todos estamos aqui em prova, expiação e missão. Expiação porque se trata de nova oportunidade de aprendizado na área onda fracassamos em situações anteriores. Provas para que sejamos testados diante das dificuldades e das dores para avaliar como será o nosso comportamento como cristão que têm, nós os espíritas principalmente, o Evangelho de Jesus simplificado ainda mais pela Doutrina dos Espíritos. Ninguém poderá dizer que não entendeu o recado. Missão porque a todos são dadas tais oportunidades. Como empresário com a missão de oferecer emprego para que as famílias vivam com dignidade; como professor para orientar almas em formação cultural; como mãe ou pai para encaminhar espíritos que nos são confiados; como participantes de qualquer ambiente onde nosso bom comportamento possa influenciar e servir de exemplo aos demais. Enfim, a cada minuto podemos aprender, mas também podemos ensinar.

A nossa maior pobreza, porém, é a falta de conscientização e certeza da continuidade da vida e a necessidade de nascer novamente para dar continuidade ao nosso progresso que, atualmente, é lento e quase imperceptível. O mundo material nos absorve e merece nossa preferência. O crescimento moral/espiritual é sempre desprezado por nos faltar convicção quanto à sua real e fundamental condição para a edificação da nossa felicidade. Já diz o poeta santista Vicente de Carvalho, nos tercetos do soneto Velho Tema: – “Essa felicidade que supomos,/Árvore milagrosa que sonhamos/Toda arreada de dourados pomos,/Existe, sim: mas nós não a alcançamos/Porque está sempre apenas onde a pomos/E nunca a pomos onde nós estamos.”

Se colocarmos na nossa vida como homens no mundo a bandeira do Espiritismo – “Fora da caridade não há salvação – nunca erraremos. Faremos ao outro o que desejamos que ele nos faça quando estamos em situação idêntica. Ensinada por Jesus, esta regra é infalível. O resto virá por acréscimo.

Coragem, fé e boa sorte para todos com votos de Feliz Natal e produtivo Ano Novo.

Jornal Maria de Nazaré   Nov/Dez

 

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Convicção e preconceito

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Octávio Caumo Serrano  caumo@caumo.com
Por que nossa opinião deve ser a única certa?!

Quando temos uma preferência política, tentamos convencer todas as pessoas a votar no nosso candidato. Nós o definimos como o mais, e talvez o único, honesto do país. Quando torcemos por um clube esportivo, de qualquer modalidade, não admitimos vê-lo derrotado. Tem de ser sempre o vencedor para que fiquemos felizes e não nos interessa a frustração dos demais. Quem mandou não gostar do mesmo clube que nós? Esquecemos que sem adversário não há competição. Todo jogo é uma disputa com vitorioso e derrotado. Mesmo nos esportes onde vale empatar o resultado é melhor para um que para o outro.

Quando temos nossa crença, parece que somos o mais lúcido dos mortais. Ao falar de alguém da maior religião do Brasil, dizemos que a pessoa é muito católica. O que define esse “muito”. Vai sempre na igreja, confessa, comunga e faz promessas? Daí ser muito católica, ou é porque já perdoa, faz caridade e é resignado diante das dores e insucessos? O que a define como “muito católica”? Ninguém diz que alguém é muito evangélico ou muito espírita!

Se temos o direito de buscar Deus pela estrada das nossas convicções, permitamos que os outros façam o mesmo. O Espiritismo, por exemplo, diz que fora da caridade não há salvação. Independente de seita, se a pessoa pratica a caridade está indo pelo caminho que leva ao Céu. Não é a igreja que salva; é a conduta diante do próximo e de si mesmo. Jesus advertiu seus discípulos certa vez, dizendo: “Em verdade vos digo: Os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus. Pois João veio a vós, num caminho de justiça e não crestes nele”. (Mt 21, 31-32). Antes de querer trazer o outro que está ajustado na doutrina dele para a sua religião, afim de salvá-lo, “salve” primeiro você mesmo e a sua conduta servirá de inspiração para que ele também se “salve”, se for o caso, mesmo continuando na igreja dele. Não é o que se diz e sim o exemplo que inspira o outro a mudar de comportamento.

Não devemos esquecer que tudo tem os dois lados e muitas vezes os dois lados estão em nós formando um conflito. Queremos ser de uma maneira e vivemos de outra. Quantas mudanças já se operaram em nós ao longo da vida?! Ninguém é hoje o mesmo que era há alguns anos. O filho é grosseiro com os pais até que experimente a paternidade. Nesse momento entenderá como dói ter um filho ingrato e agressivo. Muitos políticos acreditam que podem consertar seu país, até o dia que têm a oportunidade e fazem tolices maiores do que aqueles que criticavam. Isso se chama crescimento de sabedoria, de moral, possivelmente, o que dá a necessária experiência que buscamos com esta nova encarnação.

Estamos nos aproximando do final de mais um ano, turbulento como todos os outros, e é momento apropriado para meditação e análise do que fizemos no ano que agora finda. Como o começamos e como o terminamos; em que avançamos, social e moralmente; que objetivos entre os listados no início do ano foram realizados. E que propostas temos para o período que vai iniciar brevemente.

Entre as análises que propomos, inclua as de caráter religioso, prestando mais atenção à sua atuação no seu núcleo, onde busca as lições de Jesus para incorporá-las ao seu dia a dia. Fez este ano pela sua instituição um pouco mais que no ano passado? Tem proposta para fazer mais no ano que começa? Ou vai-se manter morno, como é hábito, entrando e saindo da sua comunidade sem prestar atenção às necessidades do núcleo e que colaboração você pode oferecer, em trabalho ou outros tipos de doação. Temos novo presidente, mas o Brasil é o mesmo. É tempo de lembrar a velha frase do presidente Kenedy:- Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.” A hora é agora.

Bom natal e Feliz Ano Novo. Boa sorte, Presidente.

Jornal O Clarim – dezembro 2018

Sugestão

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Sugestão para o Natal
Octávio Caumo Serrano

O Natal está perto! Então é hora
De ofertar a um amigo algum presente,
Mas que o faça feliz, deixe-o contente;
Por isso é que me veio a ideia agora
De rogar a Jesus, Nossa Senhora,
Que nos deem a melhor inspiração
E saibamos ouvir a sugestão,
Para que seja útil a lembrança
E algo que só leve a esperança
E toque o fundo do seu coração!…

Se ele é da sua crença então invista.
Podemos sugerir-lhe, criatura,
Que lhe dê de presente a assinatura
Conjunta de um jornal e uma Revista,
Porque, segundo o meu ponto de vista,
Ele ficará muito agradecido
Por você ter tal brinde oferecido,
Já que traz coisa boa e qualidade,
Dura um ano e é, na realidade,
Um presente que não será esquecido!

Entre os vários que existem lhe sugiro
A RIE e o jornal, que é O Clarim,
Que de há muito comprovam ser, enfim,
Portadores de textos que admiro,
Como o ar que de há muito já respiro,
E nos traz bastante conhecimento;
Quero confirmar neste momento,
São periódicos sempre atualizados
Com textos bem escritos, revisados,
E notícias do todo o movimento.

Sempre abordam o puro Espiritismo,
São fiéis aos princípios kardequianos,
Isto já comprovado há muitos anos,
Porque não dão espaço ao fanatismo;
Ensinam que o orgulho e o egoísmo
Jamais nos fazem bem, só causam mal,
Por isso o meu conselho é racional.
Garanto-lhes que é o melhor presente!
Despeço-me e desejo a toda gente,
Um feliz ano novo e um Bom Natal!…

 

Ato de caridade

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Ato de Caridade

Do Livro Versos Escolhidos e Epigramas-
Djalma Andrade – MG 1952

Que eu faça o bem e de tal modo o faça
Que ninguém saiba o quanto me custou;
– Mãe, espero de Ti mais esta graça:
Que eu seja bom sem parecer que sou!

Que o pouco que me dês me satisfaça
E se, do pouco mesmo, algum sobrou,
Que eu leve essa migalha onde a desgraça
Inesperadamente penetrou.

Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,
Que será, minha Mãe, Senhora Nossa,
Para o pobre faminto que vier.

Que eu transponha tropeços e embaraços,
Que eu não coma sozinho o pão que possa
Ser partido por mim em dois pedaços.

Estudio y Trabajo

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Octávio Caumo Serrano – caumo@caumo.com

Tenemos que usar mente y manos simultáneamente

Nosotros somos conscientes de que la Doctrina Espiritista es una ciencia filosófico-moral que necesita ser muy estudiada para ser comprendida. El propio Kardec enfatizó esa necesidad en el prefacio de El Libro de los Espíritus, al decir qué “años son necesarios para formarse un médico (…). ¿Cómo pretenderse en algunas horas adquirir la Ciencia del Infinito?”. Pero él dijo también, definiendo el slogan del Espiritismo, que “fuera de la caridad no hay salvación”.

Nadie puede lamentar la falta de condiciones para aprender. Encuentros, seminarios, congresos, cursos, en-línea o presenciales, revistas, periódicos, libros y exposiciones de nombrados espiritistas están accesibles a todas las personas, porque el Espiritismo es fácil de ser comprendido por los que tienen interés real en el conocimiento. Espiritista que no estudia es simpatizante de la doctrina, no es espiritista. Buscarla por curiosidad o para resolver problemas que no solucionó por su propia capacidad o con la ayuda de su religión tradicional. Oyó hablar de obsesión y se imagina entre las víctimas inocentes, asediadas por los Espíritus. Creen en milagros, olvidando a el básico del Evangelio que “a cada uno será dado según sus obras”. “Hace que el Cielo te ayuda.”

La ayuda sin esfuerzo no es parte de la Justicia de Dios. Ella recompensa los méritos, pero no ofrece inmerecidos privilegios. El arreglo es cosa de los hombres, no del Padre Celestial.

Muchos de nosotros, espiritistas, somos como “míseros”. Salidos de otras religiones creemos que la ida semanal al centro basta para cumplir nuestros deberes cristianos. Asistimos a la exposición, recibimos pase y agua fluidificada y solo volvemos la semana siguiente. Cuando no faltamos porque tenemos fiesta o llueve… o para ahorrar gasolina, pues la crisis está grande. Nada sabemos de la casa, pero el centro abre igualmente para atender una o cien personas.

Mientras el Evangelio no baja de las mentes hacia las manos, nada producimos. El trabajo es la mejor oración. Estudiamos demás mientras las manos herrumbran por la inactividad. Cantamos hosanas, pero ignoramos el problema del vecino o de quien nos ofreció la terapia espiritual en el centro, transfiriendo un poco de su energía para fortalecernos.

Pero como el estudio es también importante para dar las bases del entendimiento, usted que se dice espiritista conteste, sin consultar apuntamientos, estas preguntas elementales: 1. Nombre completo de bautismo de Allan Kardec. 2. Fecha de su nacimiento. 3. Día de su desencarne. 4. ¿Cuándo él lanzó y cuántas preguntas tenía la primera edición de El Libro de los Espíritus? 5. ¿Cuál el nombre de la esposa del Codificador? 6. ¿Cuántos son los libros de la codificación y en qué año fueron lanzados? 7. ¿Usted ya leyó las Obras Póstumas? 8. ¿Y la Reviste Espiritista Allan Kardec? 9. ¿Qué hecho importante ocurrió el 1r de abril de 1858, protagonizado por Allan Kardec? 10. ¿Sabe lo que es el Auto de Fe de Barcelona?

Las respuestas tienen a ver con su interés en conocer un mínimo de la religión que profesa. Es como el católico que necesita conocer la Biblia. El básico del conocimiento.

Después preguntaríamos si además de las reuniones públicas usted participa de algún grupo de estudio de la Doctrina y ya se ofreció para hacer algún trabajo en su institución. ¿Conoce algo de la estructura y qué medios tiene de mantenimiento y supervivencia? ¿O está entre los que entran y salen y ni perciben se hay bombilla quemada, ventilador roto o reloj parado porque la pila agotó? Usan papel higiénico, vasos desechables y reciben el refrigerio de los ventiladores, pero no saben quién paga las cuentas.

No espere ser cobrado ni que insistan para que usted participe de las actividades, sea cual sea su habilidad. Y cuando sea invitado para realizar algún trabajo no se diga sin condiciones. Reencarnamos para aprender y no estamos en el mundo de paseo. La próxima encarnación podrá ser una difícil conquista. Especialmente para quien espere nacer en cuna privilegiada, porque las personas más ricas no quieren saber de hijos. Quieren casas, coches y vida de lujo. Y con los altos costes de los estudios está difícil instruir varios hijos. Va a tener que conformarse en venir como pobre y ser obrero. Puede tener algo mejor si hace por merecerlo; sin desmerecer los obreros, importantes en una sociedad como cualquier doctor, sin embargo, es siempre más sufrido.

Incluya en sus oraciones y Evangelio en el Hogar las vibraciones de amor por la casa que lo acoge, agradecido por lo que recibe y anhelando que sus responsables tengan fuerza y recursos para mantenerla siempre equilibrada. Solo así usted será asistido y tendrá oportunidad de crecer, por el conocimiento y servicio. Las personas desconocen el esfuerzo de los dirigentes para mantener el centro organizado, disciplinado y en condiciones de divulgar el verdadero Evangelio del Señor Jesús. A veces falta incluso el básico para el mantenimiento de la casa. Los ingenieros de obras listas creen que todo se cae del cielo y buscan beneficiarse de ella sin percibir el sacrificio de los administradores y colaboradores. Son exigentes, indisciplinados y se hallan con el derecho de todo recibir sin nada ofrecer. Ni respeto.

¡Lástima qué tantos de nosotros seamos de ese tipo! Aprovechemos la Navidad para analizar cómo fue nuestro año de 2018, contra lo cual tanto reclamamos, y meditar sobre lo que seremos tras el desencarne: ¿Ángeles de guarda o agentes de obsesión de los hombres del mundo?

¡Buen Navidad y feliz 2019!

Revista Internacional de Espiritismo – Deciembre 2018

Estudo e trabalho

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RIE_DEZ 18

Temos de usar mente e mãos simultaneamente

Octávio Caúmo Serrano | caumo@caumo.com

Estamos cientes que a Doutrina Espírita é uma ciência filosófico-moral que precisa ser muito estudada para ser compreendida. O próprio Kardec enfatizou essa necessidade no prefácio de O Livro dos Espíritos, ao dizer que “anos são precisos para formar-se um médico (…). Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?”. Mas ele disse também, quase que definindo um slogan do Espiritismo, que “fora da caridade não há salvação”.

Ninguém pode se queixar da falta de condições para aprender. Encontros, seminários, congressos, cursos, on-line ou presenciais, revistas, jornais, livros e palestras de renomados espíritas estão acessíveis a todas as camadas, porque o Espiritismo é fácil de ser compreendido pelos que têm real interesse no conhecimento. Espírita que não estuda é simpatizante da doutrina, não espírita. Busca-a por curiosidade ou para resolver problemas que não solucionou por sua capacidade ou com a ajuda de sua religião tradicional. Ouviu falar de obsessão e se imagina entre os sofredores inocentes, assediados pelos Espíritos. Creem em milagres, ignorando o básico do Evangelho que “a cada um será dado conforme suas obras”. “Faz que o Céu te ajuda.”

O auxílio sem esforço não faz parte da Justiça de Deus. Ela recompensa os méritos, mas não oferece imerecidos privilégios. O jeitinho é coisa dos homens, não do Pai Celestial.

Muitos de nós, espíritas, somos como “misseiros”. Egressos de outras religiões cremos que a ida semanal ao centro basta para cumprir nossos deveres de cristãos. Assistimos à exposição, recebemos passe e água fluidificada e só voltamos na semana seguinte. Quando não faltamos porque têm festa ou está chovendo… ou para economizar gasolina, pois a crise está grande. Nada sabemos da casa, mas o centro abre para atender uma ou cem pessoas.

Enquanto o Evangelho não desce das mentes para as mãos, nada produzimos. O trabalho é a melhor oração. Estudamos demais enquanto as mãos enferrujam pela inatividade. Cantamos hosanas, mas ignoramos o problema do vizinho ou de quem nos ofereceu a terapia espiritual no centro, transferindo um pouco de sua energia para fortalecer-nos.

Mas como o estudo é também importante para dar as bases do entendimento, você que se diz espírita responda, sem consultar apontamentos, estas perguntas elementares: 1. Nome completo de batismo de Allan Kardec. 2. Data do seu nascimento. 3. Dia do seu desencarne. 4. Quando ele lançou e quantas perguntas tinha a primeira edição de O Livro dos Espíritos? 5. Qual o nome da esposa do Codificador? 6. Quantos são os livros da codificação e em que ano foram lançados? 7. Você já leu as Obras Póstumas? 8. E a Revista Espírita de Allan Kardec? 9. Que fato importante ocorreu em 1º de abril de 1858, protagonizado por Allan Kardec? 10. Sabe o que é o Auto de Fé de Barcelona?

As respostas têm a ver com o seu interesse em conhecer um mínimo da religião que professa. É como o católico que precisa conhecer a Bíblia. O básico do conhecimento.

Depois perguntaríamos se além das reuniões públicas você participa de algum grupo de estudo da Doutrina e já se ofereceu para realizar algum trabalho na instituição. Conhece algo da estrutura e que meios tem de manutenção e sobrevivência? Ou está entre os que entram e saem e nem percebem se há lâmpada queimada, ventilador quebrado ou relógio parado porque a pilha esgotou? Usam papel higiênico, copos descartáveis e recebem o refrigério dos ventiladores, mas não sabem quem paga as contas.

Não espere ser cobrado nem que insistam para que você participe das atividades, seja qual for a sua habilidade. E se for convidado para realizar algum trabalho não se diga sem condições. Reencarnamos para aprender e não estamos no mundo a passeio. A próxima encarnação poderá ser uma difícil conquista. Especialmente para quem espera nascer em berço privilegiado, porque as pessoas mais ricas não querem saber de filhos. Querem casas, carros e vida de luxo. E com os altos custos dos estudos está difícil instruir vários filhos. Vai ter que se conformar em vir como pobre e ser operário. Você pode ter algo melhor se fizer por merecê-lo; sem desmerecer os operários, importantes numa sociedade como qualquer doutor, todavia, é sempre mais sofrido.

Inclua em suas orações e Evangelho no Lar as vibrações de amor pela casa que o acolhe, agradecido pelo que recebe e desejando que seus responsáveis tenham força e recursos para mantê-la sempre equilibrada. Só assim você será assistido e terá oportunidade de crescer, pelo conhecimento e serviço. As pessoas desconhecem o esforço dos dirigentes para manter o centro organizado, disciplinado e em condições de divulgar o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus. Às vezes falta até o básico para a manutenção da casa. Os engenheiros de obras prontas creem que tudo cai do céu e procuram beneficiar-se dela sem perceber o sacrifício dos administradores e colaboradores. São exigentes, indisciplinados e se acham no direito de tudo receber sem nada oferecer. Nem respeito.

Lástima que tantos de nós sejamos desse tipo! Aproveitemos o Natal para analisar como foi nosso ano de 2018, contra o qual tanto reclamamos, e meditar sobre o que seremos após desencarnar: anjos de guarda ou obsessores dos homens do mundo?

Bom Natal e feliz 2019!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Dezembro 2018