Enterro ou cremação?

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Octávio Caumo Serrano

O que nos ensina o Espiritismo?

No passado disseminou-se a ideia de que a cremação deveria ser precedida de uma espera de setenta e duas horas, tempo que a alma precisaria para abandonar totalmente o corpo. Opinião encabeçada por Emmanuel, mentor de Chico Xavier.

Vamos nos socorrer de Allan Kardec. Pergunta 164. Todos os espíritos experimentam no mesmo grau de intensidade, a perturbação que sucede a separação da alma e do corpo?” Resposta, “não, depende da sua elevação. Aquele que já está purificado, se reconhece quase que imediatamente, porque já se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, ao passo que o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito mais tempo a impressão dessa matéria.” Na questão seguinte, foi perguntado se “o Espiritismo exerce uma influência sobre a maior ou menor duração sobre a perturbação.” E os veneráveis responderam que sim. “Uma grande influência, pois o espírito compreende, antecipadamente sua situação; mas a prática do bem e a consciência pura exercem maior influência.” Segue-se longo e esclarecedor comentário do Codificador.

Aprendemos que o desprendimento das coisas materiais é fundamental para o crescimento espiritual. “Viver no mundo sem ser do mundo” dizem os espíritos. Como cada um de nós está numa escala evolutiva, uns são mais desprendidos do que outros. Como determinar, portanto, que após setenta e duas horas todas as almas estariam livres dos laços materiais. Exemplos e depoimentos de espíritos nos ensinam de maneira diferente. Quem trabalha com doutrinação ou esclarecimento de espíritos em reuniões mediúnicas comprova que há os que se imaginam vivos mesmo após décadas ou séculos. Não se desprenderam dos laços materiais apesar do tempo, essa medida quimérica que só tem função no mundo físico para administrar a vida humana.

Para que houvesse a certeza do desprendimento total da alma do seu corpo físico, haveria necessidade de exame por um vidente. Aí outro problema. A existência e a seriedade que pudesse dar confiabilidade a esse vidente. E para os que não acreditam na vida após a morte isso não faria o menor sentido. Haveria ainda um outro perigo, o de estabelecer-se uma nova taxa para fornecimento do atestado de VCDT – Vidência Comprobatória de Desenlace Total, conferida por vidente especializado nessa prática sem a qual a cremação não seria autorizada. Mais uma fonte de renda para os aproveitadores da boa fé alheia.

Não queiramos explicar as Leis de Deus pela inteligência dos homens.  O raciocínio das setenta e duas horas, se verdadeiro, deveria aplicar-se também aos sepultamentos, para evitar enterrar pessoas vivas. Quantos letárgicos foram sepultados e ao abrir o caixão para exumação dos ossos estavam de bruços.

De todo este relato, o mais importante é sermos desprendidos do mundo material ainda em vida biológica, usando o corpo e tudo o mais do mundo físico para o crescimento da alma, porque enterrada ou cremada ela continua intacta porque ao voltar para o mundo espiritual ela é o espírito imortal que prossegue vivendo eternamente. É, portanto, indestrutível.

Quem optou pela cremação do seu ente querido não se preocupe se a alma já estava separada ou se ainda sentia desconforto diante do calor. Tudo é efêmero e rapidamente superado pela misericórdia de Deus. Guardemos sempre as melhoras lembranças da boa convivência e se mágoas ficaram que elas sejam perdoadas e esquecidas. Tudo fez parte de mais uma etapa de aprendizado.

Jornal O Clarm – novembro 2019

Onde está meu salvador?

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Octávio Caumo Serrano 

As promessas não param, mas a humanidade não se salva. Por quê?

Há 1500 anos a lei da reencarnação foi banida dos dogmas católicos. O Concílio de Constantinopla – ANO: 553 D.C., acabou com ela. Saiba mais da história da mulher do Imperador Justiniano:

Teodora era a filha do domador de ursos da cidade. Desde cedo fez grande carreira como cortesã e conseguiu que o Imperador se apaixonasse perdidamente por ela. Quando se tornou Imperatriz, mandou executar quinhentas de suas antigas companheiras, entre escravas, prostitutas e sacerdotisas pagãs, para eliminar testemunhas sobre sua vida.

Extremamente cruel, Teodora, quando aprendeu a doutrina essência, ficou com muito medo de reencarnar como uma escrava negra e ordenou a Justiniano que revisse os códigos canônicos “para que aquilo nunca pudesse ocorrer”. Depois de um concílio faccioso, votou-se que a versão oficial da Igreja seria a Helenista, baseando-se em conceitos de “Céu” e “Inferno”, adaptados  do Hades e Olimpo, para o catolicismo, com uma diferença: pela imposição de Teodora, não haveria “reencarnação”.
Dessa forma, acreditavam que seria possível simplesmente finalizar o que quer que você tenha feito na Terra e subir aos céus se tivesse os contatos certos (daí surge a doutrina das indulgências). Um “quebra galho” do tipo “jeitinho brasileiro” que permanece até hoje. Ou seja, as religiões nos ensinam mentiras há muito tempo.

A mulher confiava que o marido tinha poder para revogar as leis de Deus com decretos e é o que as pessoas seguem pensando ainda hoje. Dizem-nos que basta ter fé, orar, frequentar os templos, oferecer dotes materiais para que o Senhor da Vida nos perdoe e abrande as nossas culpas. E vivemos todos buscando um Salvador sem perceber que para encontrá-lo basta olhar-se no espelho. Cada um é o único que pode salvar a si próprio. Os outros podem servir de estímulo, de orientadores para ajudar-nos na difícil tarefa; mas a decisão final é nossa. Se não quisermos ninguém consegue por nós. Recordando frase dos espíritos, “Deus que te criou sem o teu conhecimento não poderá salvar-te sem a tua colaboração”.

O tempo passou e a Igreja não teve coragem de restabelecer a verdade da Reencarnação, deixando-nos iludidos que com mera confissão e comunhão seríamos perdoados e anistiados das faltas. Reze, faça promessas, romarias, penitências e acenda velas que tudo se resolve. Vá à sua igreja uma vez por semana e quitará suas faltas. Atrasou por 1.500 anos o progresso do cristianismo que só agora, com o Espiritismo, volta a pensar e ser dono do raciocínio.

É tão mentira quanto à lenda de Adão e Eva que a própria Bíblia enuncia e desmente. Menciona logo no primeiro livro, “Genesis” 2:7, que Deus fez o primeiro homem do pó e o soprou para dar-lhe  vida e de uma costela sua fez Eva, a única mulher, com quem teve inicialmente dois filhos, Caim e Abel, e que depois desmente quando diz que Caim, após matar Abel,  deixou sua parentela, ”Genesis” 8:16/17, e seguintes, quando ele foi para longe, na terra de Node, onde casou-se e teve um filho, Enoque, e fundou uma cidade, muito distante do Jardim do Éden. Quem era essa mulher que se casou com Caim, se só existiam Adão, Eva, Caim, Abel e depois Sete (terceiro filho de Adão e Eva)? E se Eva era a única mulher do mundo feita da costela de Adão? Tá faltando capítulo nessa novela! E não me venham com aquela conversa de fé, porque fé que afronta o raciocínio não mais funciona nestes tempos.

Isso é o mesmo que acreditar que religiosos que vivem vida contemplativa, apenas em orações, tenham alguma utilidade. Em nada contribuem; nem mesmo para sua própria manutenção, já que não produzem seu alimento, sua vestimenta ou qualquer bem necessário à vida na Terra. São acomodados exploradores da sociedade. Não pode haver nisso qualquer mérito. Bom senso é o que nos falta para analisar até as escrituras que, apesar de rotuladas como sagradas, contém uma porção de tolices e inverdades. Orar e vigiar, também neste caso, foi a recomendação de Jesus. E não me digam que o que afirmo é uma heresia. Deem-me o direito à lucidez.

Continuo acreditando no que disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega a Deus a não ser por mim”. Mas sei que devo caminhar com meus próprios pés! Muitos estão esperando a volta do Cristo porque são cegos e não percebem que Ele nunca nos deixou. Seu Evangelho, o Sermão da Montanha e demais lições são o grande atestado da sua permanente presença entre nós. Obrigado, Senhor por me permitir ver tudo com esta clareza!

Tribuna Espírita – maio/junho 2019

 

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Podemos ser melhores?

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Justiça das aflições

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Espiritismo e Disciplina-Bezerra de Menezes

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Bezerra fala sobre o Ambiente do Centro Espírita

Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus frequentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde, em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passatempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o levará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida.

Somente esses, portanto, serão registrados no Além Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.
Assim sendo, precisamos ter os devidos cuidados com as vibrações que disseminamos pelos diversos ambientes da nossa Casa Espírita, procurando participar com alegria e dignidade dos trabalhos realizados sob a inspiração e comando dos Amigos do invisível, mantendo o desejado equilíbrio emocional, cedendo nossos melhores fluidos, tornando-nos instrumentos úteis aos variados e delicados trabalhos que ali se processam.
Seja na tarefa da mediunidade de cura dos enfermos que buscam o auxílio espiritual das casas espíritas para suas enfermidades, seja na tarefa de conversar com as entidades desencarnadas sofredoras, ou ainda na sublime oportunidade de falar da consoladora mensagem espírita através da oratória, precisamos demonstrar principalmente preparo e fé para estarmos aptos a captar e transmitir pela inspiração que nos serão dadas pelos instrutores espirituais, os melhores recursos para a eficácia da tarefa a nós confiadas.
Precisamos ouvir a advertência dos Emissários Celestes da espiritualidade esclarecida, que nos recomendam o máximo respeito nas assembléias espíritas, onde jamais deverão penetrar a frivolidade e a indisciplina, a maledicência e a intriga, o comércio, o barulho e as atitudes menos dignas de qualquer jaez.
Quando não procedemos conforme nos instruem os Celestes Emissários, estamos nos sujeitando a atrair para tais atividades, e, portanto, para a nossa instituição, bandos de entidades hostis, malfeitoras e ignorantes do invisível, que virão interferir de forma negativa nos trabalhos ali realizados, pois, os Espíritos Benfeitores não participam de atividades frívolas nem de ambientes incompatíveis com a prática da verdadeira caridade.

Do Livro “Dramas da Obsessão”, de Bezerra de Menezes, psicografado por Ivone A. Pereira – Editado pela FEB .

Espiritismo e Disciplina -Luis Sérgio

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Muita Paz

O Traje na Casa Espírita

O homem deve trajar-se de acordo com as estações do ano.
No inverno, não podemos estar vestidos como se estivéssemos no verão. Como podemos usar um sobretudo em pleno verão brasileiro?
Assim também não se concebe as pessoas buscarem os locais de oração trajando roupas sumárias, apropriadas para clubes, praias e piscinas, ou vestidas como se fossem  a casamentos.
As Casas Espíritas são hospitais de almas. Devemos chegar a elas com trajes discretos e que não façam desviar a atenção dos seus frequentadores para a nossa pessoa.
Frequentamos a Casa Espírita para ajudar a nós mesmos e aos Espíritos, sejam eles bons ou menos evoluídos, e muitas vezes uma roupa por demais sensual causa transtorno em algum Espírito sem evolução.
Repetimos: se não é prudente comparecermos a uma cerimônia com roupa de banho, por que zangarmos com a diretoria de uma Casa Espírita, quando esta nos pede roupas decentes? As bermudas, como as ditas minissaias, não são trajes apropriados para quem deseja orar.
Os piores obsessores são os encarnados. Eles é que muitas vezes atormentam os Espíritos que tanto necessitam encontrar guarida no mundo espiritual.
Muitos acham que não deve haver preocupação com as roupas, porque a Doutrina Espírita é uma doutrina de respeito ao livre arbítrio.
Respeitar o livre arbítrio não quer dizer cooperar com a indisciplina. Casa sem disciplina é pasto de obsessores e a conduta dos seus frequentadores muito coopera para a boa assistência ou para o desequilíbrio.
Casa bem orientada opera como um cirurgião plástico, embelezando o corpo e a alma de seus frequentadores. A alma estando bela, faz com que o corpo físico se enriqueça de fluidos salutares.
A disciplina da alma reconforta o corpo físico. Infeliz do homem que não se harmoniza. A mente é a condutora do magnetismo. Se ela não está ligada ao Alto, como o seu dono pode captar o que vem do mundo espiritual?
E tem quem ache que devemos respeitar o livre arbítrio e deixar o Centro ao Deus dará.
Jesus muito bem alertou contra eles: são os ditos cegos condutores de cegos.

Saudações Fraternas
Luís

Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Psicografado por: Irene Pacheco Machado
Livro: Ensina-me a falar de amor

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