Gratidão pelo serviço

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PÚBLICO 26_06_2017É este o ambiente do nosso Centro Kardecista Os Essênios, em João Pessoa – PB

GRATIDÃO PELO SERVIÇO – 26/6/2017
Octávio Caumo Serrano

Eu vejo no Centro pessoas rezando
E outras pensando na vida que têm,
De olhos fechados, sem ver mais ninguém,
Em meditação, ou sonhando, sonhando…

Às segundas-feiras, lá vão pontualmente;
Vejo muita gente com tal compromisso
E eu me pergunto: – Por que fazem isso
De forma contrita e assim reverente?…

São moços são velhos, solteiros, casados,
Descompromissados, homens ou mulheres,
Porém cada um com seus duros misteres,
Que chegam, no mundo, a ficar alienados.

Há já vinte anos que os vejo fazê-lo
Com o mesmo zelo do primeiro dia
Trocando a tristeza por fé e alegria,
Esperando ser para o outro um modelo.

Durante a palestra, que é sobre o Evangelho,
Percebo que o velho e o moço igualmente
Procuram ouvir, e sempre atentamente,
As orientações que só dão bom conselho.

E passam os anos, o tempo se apressa,
Cada um se confessa feliz com a benesse,
Até que ao final, no momento da prece,
Estão satisfeitos e fazem promessa!

Prometem que vão alterar sua vida,
Fazê-la vivida tendo utilidade,
Porque este momento de tranquilidade
Lhes trouxe lições de ternura e guarida…

Todos que fazemos o Lar desses gênios
Há já dois decênios, ficamos felizes
Por ver que não se abrem mais as cicatrizes
Em quem é tratado por mestres Essênios.

E nós seus adeptos, frágeis encarnados,
Fomos convidados a esta parceria
Para dar amor e espalhar alegria,
Que nos faz sentir muito recompensados.

Que possa durar este nosso serviço;
Curando o enfermiço que nos pede ajuda,
Rogamos ao Pai que o ampare e o acuda
Porque é um privilégio poder fazer isso!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo Outubro de 2017

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O Verdadeiro Espírita

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Octávio Caúmo Serrano – 8/6/2015

Reconhece-se o espírita
Pela sua transformação
E na luta em que se empenha
Para ter educação;
Vence as más inclinações,
Com todos tem só atenções,
Como age o que é cristão!

Tem sempre a boca cerrada
Diante do fracasso alheio,
Seja com desconhecidos
Ou com pessoas do seu meio.
Perdoa todo inimigo
Tentando fazê-lo amigo,
Pois do mal não tem receio!

Constantemente empenhado
Se esmera em sua instrução
Para então servir melhor
Sempre que chega a ocasião,
Pois sente contentamento
E gosta de estar atento
Qual soldado de plantão…

Não vale pelas palestras
Ou por passes que oferece
Nem pela mediunidade
Ou por dizer linda prece;
Mas por ter disposição
Para servir sempre o irmão
E ainda a Deus agradece!

Oração de graça

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Não, eu não invejo ninguém… eu tenho tudo Senhor!
Na manhã cheia de sol eu me sinto feliz
como os pássaros que abandonam o mistério dos ninhos
e são notas de música na pauta dos caminhos

Eu dormi bem, Senhor. como as crianças e os justos,
muito embora eu já tenha sofrido
e já tenha pecado.
– fechei os olhos com as estrelas! e abri-os quando o sol
saltou o muro verde das montanhas
e libertou-se pelo descampado!

Acordei com a madrugada dealbando
e as aves tagarela,
– e ao abrir os meus olhos, já encontrei me espiando
os dois olhos quadrados das janela

Não, eu não invejo ninguém… Eu tenho livres e fortes
os braços, as pernas e o coração…
– E estão limpos os meus olhos e a minha alma é sadia,
– e posso sentir a força dos meus músculos
com um orgulho viril e uma ingênua alegria!

Abro os braços e respiro fundo, como quem sente
e saboreia lentamente um sorvo puro de ar!
E penso então para mim, intimamente:
– que bom, numa manhã de sol assim, a gente respirar!

Canta o ar nos pulmões que vibram como sinos
brônzeos, sincopados, num misterioso som,
e eu repito comigo numa alegria cheia de prazeres incalculados:
– que bom a gente respirar! que bom!

Que bom sentir no sangue os ímpetos da vida
e nos olhos a luz que dos céus se irradia,
como se abríssemos pela primeira vez os olhos
para o primeiro dia!

Sentir-se humano, e amar as coisas simples
encontrando-se de repente livre e puro
depois de tanto tempo cativo,
a repetir tal como eu, atordoado com a própria descoberta:
– eu amo! eu vivo

Não, eu não invejo ninguém… e quero dizer ao mundo
por que me sinto feliz…
Há tanta gente como eu que está vivendo
e segue se maldizendo sem saber o que diz…

Eu tenho tudo, Senhor…Eu tenho tudo, Senhor…

Posso vestir-me e sair, deambular pelas ruas;
olhar as casas, ouvir os pássaros, acompanhar os navios
partindo e chegando;
ou sentar-me no banco dos jardins, sob a sombra ainda fria
das árvores para sentir-me criança outra vez, na alegria
da criança sorrindo e brincando…

Sentar-me no banco das praças, junto aos lagos e às ermas
dos poetas, a olhar os repuxos bailarinos
esquecido do tempo e sem saber quem sou eu…
– para reler aqueles versos claros e divinos
que um dia. Raul de Leoni escreveu…

E posso debruçar-me nas amuradas a observar
as gaivotas que mergulham, os ônibus que correm,
ou os reflexos do sol liquefeito no mar…

E posso ir às praias encontrar-me com as ondas,
meter os pés descalços nas areias úmida,
correr como um menino ou como o vento!
– e escalar as montanhas, e fugir pelas estradas
sem saber por muito tempo qual o próprio destino
do meu pensamento!

E posso entrar nos “cafés”, e deixar-me ficar
para ver todo mundo que passa nas ruas;
e admirar as vitrinas e desejar as mulheres!
– tudo isso eu posso fazer!
E posso amar, e posso pensar, e posso escrever!

Não, eu não invejo ninguém . . . Eu tenho tudo. Senhor!

As ruas, as praças, os jardins, os caminhos,
as árvores, o mar, a alegria das crianças,
o ar com que encho os pulmões…
E o ruído das ondas, e o sussurro das folhas, e a música das água.
e as cores, e os perfumes, e as formas, e os sons!

Eu tenho tudo. Senhor!… Eu tenho tudo. Senhor!

Tenho demais talvez, porque ainda trago um coração
que compreende a grandeza dessa graça, e a infinita beleza desse amor!…

– Obrigado, Senhor!…
(Poema de J.G. de Araújo Jorge – do livro Eterno Motivo –  Prêmio Raul de Leoni,
da Academia Carioca de Letras – 1943)

Morrer e desencarnar

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Morrer e desencarnar 01/11/2014
Octávio Caúmo Serrano

Há muita gente que morre
Sem poder desencarnar
E por isso permanece
Sempre no mesmo lugar,
Preso ainda a este mundo,
Atarantado a vagar…

A morte vem quando acaba
Todo o fluido vital,
É parte da Lei de Deus,
Já que ninguém é imortal,
Pois morrer é, para todos,
Um evento natural!

Desencarnar, todavia,
É muito mais complicado,
Precisa desprendimento
Para ver-se libertado
E desatar cada laço
Que aqui nos deixa atrelado!

Isso só se aprende em vida
Ao treinar o desapego,
Das coisas que são do mundo,
Já que após não tem “arrego”,
Porque depois que morremos
E difícil ter sossego…

É triste você pensar
Que ainda trabalha e come
No emprego que frequentava
E ao meio-dia tem fome,
Querendo que todo mundo
O chame pelo seu nome! 

 

“Onde estiver teu tesouro
Estará teu coração!”
Ensinou-nos Jesus Cristo,
Ao falar à multidão,
Quando trouxe a este mundo
A grande revelação.

Portanto, você que é espírita
E a verdade já conhece,
Faça muita caridade
E se defenda com a prece,
Para depois que morrer
Poder ter o que merece.

Não fique vagando a esmo,
Igual a uma assombração,
Perdido e causando susto
Aos outros na escuridão,
E atrasando sua viagem
Na rota da evolução!

A vida aqui é provisória,
É uma visita fugaz;
Portanto, depois da morte,
Siga sem olhar pra trás
Porque o que ficou na Terra
Para nada serve mais.

Só assim terá sua alma,
Com a morte, desencarnada!
E bastante resoluto,
Seguirá a sua caminhada,
Em busca do mundo novo,
Onde há uma nova alvorada!

RIE-Rev. Int. Esp. Novembro 2014

 

 

Esta é a hora da reforma

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Acordei às 5h30, com vontade de escrever. Saiu isto…

A nossa maior tarefa
É o autoaprimoramento;
É o que de mais importante
Nós temos neste momento
Desta nova encarnação,
Pois aplicar a lição
É vencer o sofrimento!

Vamos usar a Boa Nova
Que nos guia com sua luz,
Para sairmos do escuro,
Porque ela é que nos conduz;
Cuide sempre de si mesmo,
Jamais viva a vida a esmo,
Escute o Mestre Jesus!

Olhamos o semelhante
Só procurando defeito,
Enquanto isso esquecemos
De analisar-nos direito;
Deixando o tempo passar,
Mas sem nos aprimorar
Na lei de causa e efeito!

Vamos ajudar os outros,
Na linha da caridade,
Porém jamais esqueçamos
Que hoje a nossa prioridade
É sair daqui mais forte
E o Evangelho é o suporte
Que nos ensina a verdade!

A tal da reforma íntima
Que apregoa o Espiritismo,
É para ser realizada
Aos poucos, sem fanatismo,
Até banirmos o orgulho
Que enche a alma de entulho
E nos leva ao egoísmo!

Aproveitemos, Amigos,
Esta passagem na Terra,
Porque o tempo vai depressa
E logo, logo, se encerra;
E quando chegar a morte
Vamos reclamar da sorte
Como um cabrito que berra!

Só que ai não há desculpa!
Flutuando na escuridão,
Como uma alma penada,
Parecendo assombração,
Nós ficaremos vagando
E alguma luz procurando
Perdidos na imensidão…

Espero tenha entendido
Porque hoje está reencarnado;
Não é só para curtir
Deixando o esforço de lado
Imaginando que a morte
Vai resolver a sua sorte
Porque estará liquidado!…

Viveremos para sempre;
Convença-se da verdade!
Fomos criados por Deus
Para ter eternidade
E não viver de recreio
Só vindo à Terra a passeio
Sem responsabilidade!

Aproveite enquanto é tempo
Esta sua caminhada,
Porque mais cedo que espera
Vai chegar ao fim da estrada
E depois que o mal for feito
Saiba que não tem mais jeito;
Reclamar não adianta nada!

 

Os Essênios

1 Comentário

No Qumran, lá no Mar Morto,
Quase sem nenhum conforto,
Por que o calor era intenso,
Viviam homens essênios,
Tidos como bons e gênios,
Num Mosteiro que era imenso.

Tinham água de piscina,
Porque ali o duro clima
Chega perto dos cinquenta,
Nos graus que nós conhecemos,
E quase nos derretemos,
Pois um qualquer não aguenta.

Moravam junto ao deserto,
Onde nada havia por perto,
Povo bom, trabalhador,
Que com o esforço e a prece,
Preparou pra que viesse
Viver na Terra o Senhor.

Como não faz qualquer um,
Tinham seus bens em comum
Porque eram desprendidos,
Olhavam velhos e moços,
Davam-lhes roupas e almoço
Como parentes queridos.

Se alguém ficasse doente
Podia, tranquilamente,
Esperar por atenção.
E não era fato raro,
Todos recebiam o amparo
Nascido do coração.

Não utilizavam arma,
Porque o amor nos desarma
Quando a fé se instala em nós,
Cuidavam da plantação
Para ter sua nutrição
Naquela secura atroz.

Fim de tarde, após o banho,
Reunia-se esse rebanho
E liam histórias dos reis,
Estudavam as escrituras
E aquelas criaturas
Eram informadas das leis.

E todos tinham respeito
Por esse povo direito
Que vivia em sua labuta,
Porque só fazia o bem
Sem se preocupar a quem,
Sendo exemplo de conduta.

Eram calmos, silenciosos,
Mas dos deveres ciosos,
Pondo em tudo seriedade,
Mas quando chegou Jesus,
Amainou-se aquela luz
Pela nova claridade.

E o Salvador verdadeiro,
O que ampara o mundo inteiro,
Veio trazer a renova
E agradeceu o carinho,
Por ver já pronto o caminho
Para falar da Boa Nova!…

Inda por quarenta anos,
Sob a mira dos romanos,
Só fizeram o que era certo,
Mas em batalha sangrenta,
Lá pelos anos setenta,
Calou-se a voz do deserto!

Octávio Caúmo Serrano – http://www.ocaumo.wordpress.com

Do Livro “Luz no Túnel” – 1998

 

Uma luz que veio do Céu

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Homenagem ao 18 de abril de 1857 – A Falange VERDADE.

Certo dia, em meio às trevas,
Camuflado em nuvem clara,
Veio até nós obra rara,
Volitando pelo espaço;
Vinha esvoaçando no vento,
Como uma revelação
Pondo luz na imensidão,
Dando repouso ao cansaço!

O mundo todo se agita,
Impressionado que estava,
Pois ninguém acreditava
Naquelas revelações;
Eram tantas novidades
Acima do entendimento,
Que os homens, nesse momento,
Dividiam as atenções.

Espíritos do Senhor,
Nos quatro cantos do mundo,
Se apresentam e, num segundo,
A humanidade se altera…
A sociedade reunida
Brinca com as mesas que dançam
E as almas, como crianças,
Não sabem o que as espera.

Poucos anos se passaram
Juntando-se informações
E apesar dos brincalhões,
Muita coisa se aprendia;
Anotaram-se as respostas
Às perguntas dos curiosos,
Sobre assuntos tenebrosos,
Cheios de sabedoria.

O melhor do revelado
Neste divino arrebol
É que Espíritos de escol
Falaram da nossa sorte!
Nós somos almas eternas,
Com muitas encarnações
Para aprender mais lições
De vida, pois não há morte!

O que se julgava o fim,
Agora é só mera etapa
E se a vida nos escapa,
Voltamos num recomeço,
Cada vez que é necessário,
Quantas vezes for preciso,
Até que tenhamos juízo
E por nossa vida apreço.

Logo após veio Kardec,
Que num livro registrou
Tudo aquilo que anotou;
Foi em 18 de abril,
Do ano cinquenta e sete,
No século XIX;
Até que em sessenta e nove
Ele da terra partiu.

Deixava o Consolador,
Já prometido em João,
Para a nossa redenção,
Num processo natural;
Não há castigo do Céu,
E nada mais nos afronta,
Pois cada um, por sua conta,
Vai se livrando do mal.

Neste pequeno relato
Que mostra o saber de Deus,
Vemos que mesmo os ateus,
Como os de outros matizes,
De outras raças, de outros credos,
Receberam, igualmente,
O amor divino, imanente,
Que há de fazê-los felizes!

Salve a Doutrina divina
Que se chama Espiritismo,
Que sem nenhum fanatismo
Nos convida à liberdade
E é acessível a todos;
Não esconde informações,
Porque são revelações
Do Espírito da Verdade!

RIE – Revista Internacional de Espiritismo – abril de 2013

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