Você acredita na reencarnação?

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O tema é reencarnação            Octavio Caumo Serrano

Você acredita na reencarnação? Alguém me perguntou… Não! Não acredito porque não preciso. Eu a vejo e compreendo quando observo as pessoas.

Não cremos na maioria das coisas porque as vemos, mas porque as sentimos ou compreendemos. Assim é, por exemplo, com o ar ou a eletricidade. Existem e basta! Como disse Jesus a Nicodemos. “Falo das coisas da Terra e você não entende; que será quando eu começar a falar das coisas do Céu!”

Mesmo quando não vemos, o bom senso, se é que o temos, nos mostra uma realidade que as palavras não explicam, mas que por dedução inteligente nós a constatamos. Com a reencarnação acontece assim. Embora haja muitos relatos de pessoas, especialmente crianças, que contam fatos de suas vidas anteriores, citando nomes, datas e fatos comprovados por testemunhas ou documentos, nem isso é necessário porque a ideia circula em nossa mente, independentemente de crença religiosa. É intuitiva porque já foi vivida e faz parte das experiências estocadas na alma. Mesmo os que afirmam que ninguém voltou para contar, usam argumento inconsistente. De que forma gostariam que voltassem? Como humanos ou fantasmas?

Certa vez, quando eu tinha casa de campo no município de Mairiporã, São Paulo, visitei um vizinho que havia conhecido um centro espírita e se encantara com as lições do Evangelho explicadas por Kardec. A esposa, de outra doutrina cristã, bem radical, se dirige a mim e argumenta: – Viu as ideias que o seu amigo está tendo, Octávio? Agora só fala de reencarnação. – Você acredita “nessas coisas”, Octávio? Respondi: – Eu não, ao que ela aduziu, eu também não.

Após pequena pausa, voltei ao assunto e argumentei: – Mas, sabe, minha amiga. Uma coisa que me intriga é, por exemplo: – Você crê em Deus. – Sim, claro. – E como é o seu Deus, bom ou mau? – Extremamente justo e misericordioso! – Pois aí é que eu me perco, minha cara. – Por que, então, esse Deus cria filhos tão diferentes? Ricos e pobres, sadios e aleijados, bonitos e feios, uns que morrem tão cedo e outros que ficam tão velhos, se para Ele todos deveriam ser igualmente filhos queridos? Ela me olhou, profundamente surpresa, e disse: – Sabe que eu nunca havia pensado nisso. – Eu também não, minha cara. Penso que é hora de começarmos a pensar. Embora eu já fosse espírita, inclusive palestrante, se dissesse a ela que acreditava em reencarnação seria para ela mais um desequilibrado, segundo o seu conceito.

O número dos que acreditam é muito maior do que o número de espíritas confessos que no Brasil não chegam a sete ou oito por cento da população. E os que não acreditam, mas têm dúvidas formam um percentual enorme, passando de setenta por cento. É a única explicação que leva uma organização de TV líder no Brasil e com penetração internacional expressiva a fazer um seriado falando do tema reencarnação e vidas passadas. Não fez a série para os espíritas porque não atenderia às suas necessidades de audiência. Isso me lembra muito o ditado espanhol: “No creo en brujas, pero que las hay, las hay.”

Há muitos que preferem acreditar na salvação pela fé com a frequência à alguma igreja que prometa milagres. Não há local ou situação que a todos “salvem” indiscriminadamente porque seria injusto. Mais do que fé vale o merecimento. “Faz que o Céu te ajuda” é uma das célebres promessas de Jesus. Dizem os espíritos que “Deus que nos criou sem o nosso conhecimento não poderá salvar-nos sem a nossa colaboração.” Por isso, conheça a Verdade e liberte-se. Ou seja, liberte-se de si mesmo porque somos nós nosso maior algoz. Obsessor só nos derruba quando sintonizamos com suas “fake news”. Mentiras que nos adulam e iludem porque exploram nossa vaidade e desconhecimento de nossas próprias qualidades e defeitos. O Espiritismo é a doutrina da razão. Estude-o para conhecer-se e então seguirá por caminhos novos, liberto de ilusões e fantasias. Fiquem com Deus!

Tribuna Espírita – julho/agosto 19

Onde está meu salvador?

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Octávio Caumo Serrano 

As promessas não param, mas a humanidade não se salva. Por quê?

Há 1500 anos a lei da reencarnação foi banida dos dogmas católicos. O Concílio de Constantinopla – ANO: 553 D.C., acabou com ela. Saiba mais da história da mulher do Imperador Justiniano:

Teodora era a filha do domador de ursos da cidade. Desde cedo fez grande carreira como cortesã e conseguiu que o Imperador se apaixonasse perdidamente por ela. Quando se tornou Imperatriz, mandou executar quinhentas de suas antigas companheiras, entre escravas, prostitutas e sacerdotisas pagãs, para eliminar testemunhas sobre sua vida.

Extremamente cruel, Teodora, quando aprendeu a doutrina essência, ficou com muito medo de reencarnar como uma escrava negra e ordenou a Justiniano que revisse os códigos canônicos “para que aquilo nunca pudesse ocorrer”. Depois de um concílio faccioso, votou-se que a versão oficial da Igreja seria a Helenista, baseando-se em conceitos de “Céu” e “Inferno”, adaptados  do Hades e Olimpo, para o catolicismo, com uma diferença: pela imposição de Teodora, não haveria “reencarnação”.
Dessa forma, acreditavam que seria possível simplesmente finalizar o que quer que você tenha feito na Terra e subir aos céus se tivesse os contatos certos (daí surge a doutrina das indulgências). Um “quebra galho” do tipo “jeitinho brasileiro” que permanece até hoje. Ou seja, as religiões nos ensinam mentiras há muito tempo.

A mulher confiava que o marido tinha poder para revogar as leis de Deus com decretos e é o que as pessoas seguem pensando ainda hoje. Dizem-nos que basta ter fé, orar, frequentar os templos, oferecer dotes materiais para que o Senhor da Vida nos perdoe e abrande as nossas culpas. E vivemos todos buscando um Salvador sem perceber que para encontrá-lo basta olhar-se no espelho. Cada um é o único que pode salvar a si próprio. Os outros podem servir de estímulo, de orientadores para ajudar-nos na difícil tarefa; mas a decisão final é nossa. Se não quisermos ninguém consegue por nós. Recordando frase dos espíritos, “Deus que te criou sem o teu conhecimento não poderá salvar-te sem a tua colaboração”.

O tempo passou e a Igreja não teve coragem de restabelecer a verdade da Reencarnação, deixando-nos iludidos que com mera confissão e comunhão seríamos perdoados e anistiados das faltas. Reze, faça promessas, romarias, penitências e acenda velas que tudo se resolve. Vá à sua igreja uma vez por semana e quitará suas faltas. Atrasou por 1.500 anos o progresso do cristianismo que só agora, com o Espiritismo, volta a pensar e ser dono do raciocínio.

É tão mentira quanto à lenda de Adão e Eva que a própria Bíblia enuncia e desmente. Menciona logo no primeiro livro, “Genesis” 2:7, que Deus fez o primeiro homem do pó e o soprou para dar-lhe  vida e de uma costela sua fez Eva, a única mulher, com quem teve inicialmente dois filhos, Caim e Abel, e que depois desmente quando diz que Caim, após matar Abel,  deixou sua parentela, ”Genesis” 8:16/17, e seguintes, quando ele foi para longe, na terra de Node, onde casou-se e teve um filho, Enoque, e fundou uma cidade, muito distante do Jardim do Éden. Quem era essa mulher que se casou com Caim, se só existiam Adão, Eva, Caim, Abel e depois Sete (terceiro filho de Adão e Eva)? E se Eva era a única mulher do mundo feita da costela de Adão? Tá faltando capítulo nessa novela! E não me venham com aquela conversa de fé, porque fé que afronta o raciocínio não mais funciona nestes tempos.

Isso é o mesmo que acreditar que religiosos que vivem vida contemplativa, apenas em orações, tenham alguma utilidade. Em nada contribuem; nem mesmo para sua própria manutenção, já que não produzem seu alimento, sua vestimenta ou qualquer bem necessário à vida na Terra. São acomodados exploradores da sociedade. Não pode haver nisso qualquer mérito. Bom senso é o que nos falta para analisar até as escrituras que, apesar de rotuladas como sagradas, contém uma porção de tolices e inverdades. Orar e vigiar, também neste caso, foi a recomendação de Jesus. E não me digam que o que afirmo é uma heresia. Deem-me o direito à lucidez.

Continuo acreditando no que disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega a Deus a não ser por mim”. Mas sei que devo caminhar com meus próprios pés! Muitos estão esperando a volta do Cristo porque são cegos e não percebem que Ele nunca nos deixou. Seu Evangelho, o Sermão da Montanha e demais lições são o grande atestado da sua permanente presença entre nós. Obrigado, Senhor por me permitir ver tudo com esta clareza!

Tribuna Espírita – maio/junho 2019

 

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Será que ainda dá tempo?

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Octávio Caumo Serrano caumo@caumo.com

Tempo de que? De ser feliz e ver a sociedade em total fraternidade? Não. Por enquanto não dá, com esta humanidade apodrecida. Mas não se imagine que tudo está perdido; espíritos mais adiantados estão nascendo. Ainda não são muitos, mas daqui a uns trinta anos eles se destacarão em todos os setores. Na altura dos meus iminentes oitenta e quatro, não estarei vivo para comprovar. Mas esta convicção em mim é latente.

A organização divina não funciona com a pressa dos homens.  A obra de Deus pode ser retardada, mas não anulada pelos maus ou inúteis, que serão enviados para locais que sintonizem com o seu atraso moral. Lá usarão seus conhecimentos para ajudar os mais atrasados. E assim, praticando a caridade, salvando vidas, crescerão moralmente. Enquanto isso, outros formados na arte de servir vêm habitar a nova Terra para brindar-nos com tecnologias e conhecimentos que nos facilitem a vida, impedindo que precisemos matar, mentir ou roubar para ter o mínimo necessário. As doenças serão sensivelmente reduzidas porque não haverá o estresse da ganância, a aflição pela sobrevivência e o desrespeito ao meio ambiente. Os alimentos serão mais naturais.

Esta é a razão porque são cada vez mais comuns as mortes coletivas por acidentes ou fenômenos climáticos devastadores e os desencarnes individuais crescem cada vez mais. A criminalidade se encarrega de colaborar com as estatísticas, ajudando a banir a desonestidade que está no DNA da sociedade, internacionalmente, num grande percentual em todas as raças, camadas sociais e religiões. Mas, como espírita que crê na continuidade da vida e na volta a um novo corpo (reencarnação) para prosseguir no aprendizado rumo à perfeição, nada disso me assusta. Só tenho como preocupação ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje, para aproveitar a vida, este presente de Deus. Prossigo sereno, porque medo é fé não combinam. Já aprendi que cada um é o único que pode fazer mal a si mesmo. Minha fé nasce do raciocínio.

Jornalista e poeta

Jornal Correio da Paraíba – maio 2019

Até entre os espíritas

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Octávio Caumo Serrano    caumo@caumo.com

Há 28 anos eu escrevia o artigo “Nosso Centro”, que me valeu o troféu AJE-SP – Associação dos Jornalistas Espíritas do Estado de São Paulo. Foi amplamente divulgado e muitos centros imprimiram para distribuir entre seus frequentadores, sendo a pioneira a Sociedade Espírita Maria Nunes, de Belo Horizonte, para encartar nos livros de João Nunes Maia, da Editora mineira ligada ao Centro. Pode ser lido em https://www.espiritbook.com.br/profiles/blogs/a-quem-pertence-a-casa-esp-rita

Já naquela oportunidade enfatizávamos que o amor entre as criaturas é escasso também nas casas espíritas onde circula a maledicência, mais precisamente a fofoca, devido à concorrência, melindre, inveja, desejo de evidência por vaidade e disputa por posições que provoquem destaque para o participante da casa. Ciúmes, críticas infundadas e grupos que se isolam dos restantes da instituição. Ou seja, a afirmativa de Jesus que seus discípulos seriam reconhecidos pelo muito que se amassem não encontra eco nas nossas instituições. Deixa claro que estamos longe de merecer ser definidos como discípulos do Cristo. Enquanto uns se gostam outros se odeiam ou se ignoram!

O que afirmamos, longe de ser um comentário crítico, é um lamento escrito devido à tristeza de constatar quão distante estamos do “uni-vos e instrui-vos”, proposto pelo Espiritismo, ou do “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, segundo Jesus.

Dizia também naquela oportunidade que os trabalhadores espíritas são como funcionários que, operando em um setor, fazem o estritamente necessário dentro da função que exercem. Não colaboram com a casa nem com os colegas, auxiliando no simples ato de desligar um ventilador, um aparelho de som ou uma lâmpada, ajudar a fechar a casa ou qualquer ato que deixe claro que ele se sinta um participante da instituição e não um freelance espírita: apenas palestrante, passista, recepcionista, orientador, etc. sem outra participação espontânea para colaborar com os demais. Mal terminam os trabalhos do dia saem, apressadamente, porque nada mais é de sua responsabilidade.

Ignoram quem encapa os livros da biblioteca, quem compra pilha para os relógios, papel higiênico e copos descartáveis. Quem se encarrega da manutenção, material de limpeza. Não sabem quem paga o aluguel, a água ou a luz, embora liguem todos os ventiladores, porque são calorentos… Não saem do seu conforto, agindo como se estivesses nas suas casas. O centro não é problema deles. E ninguém se atreva a censurá-los porque ficam zangados e ameaçam ir embora do grupo. Não suportam advertências.

Antes de criticarem este escrito, os amigos leitores que participam de casas as mais diversas, observem o seu comportamento e o de seus colegas e digam onde exagerei ou menti. Serão forçados a concordar comigo porque visito muitas casas, há quase cinquenta anos, e são todas iguais, porque em todas há os mesmos seres humanos. Orgulhosos, comodistas, insensíveis e egoístas desta sociedade falida.

Quando analisamos o comportamento de religiosos de outras doutrinas, vemos que não somos diferentes em nada. Eles, por isso, são forçados a pagar, dar contribuição compulsória ou ostensiva à sua igreja, porque espontaneamente nada se deve esperar deles. Nem de nós.

Ainda não percebemos a diferença entre ser espírita e frequentar um centro espírita. No nosso livro Pontos de Vista escrevemos sobre o Cristo, o cristianismo e o cristão. Dizíamos que o Cristo é a essência, o cristianismo as suas lições e o cristão aquele que ainda não entendeu nada sobre a proposta do Cristo. Comparávamos com o Espírito, o Espiritismo e o Espírita e a conclusão foi a mesma. Vejo milhares nas plateias dos Congressos, nas palestras dos Centros, mas quase não vejo espíritas que se identifiquem como tal pela vivência dentro da proposta do Evangelho, priorizando o trabalho incondicional em favor do próximo a par de sua modificação moral para servir de bom exemplo onde esteja: no lar, na rua, na, escola, no trabalho… Mesmo esses, prestam mais atenção ao celular do que ao Evangelho.

Estamos no limiar da nova era quando o planeta será promovido a mundo de regeneração e temos a esperança de ser habitante da nova Terra. Só que isto vai depender da nossa conquista pelos méritos que acumularmos. Com o fracasso quase que total desta civilização, o mundo está dependendo da chegada da nova geração que já está se preparando para vir ao planeta e consertar os erros que estamos cometendo há milênios. Este final de encarnação que vivemos, especialmente nós os mais velhos, pode ser aproveitado como vestibular visando o ingresso no planeta renovado. Mas o esforço de renovação deve ser grande como se fosse uma encarnação supletiva na qual faremos o que não fizemos nas últimas cinco ou dez reunidas.

Quando indagamos a uma amiga da Federação Espírita de São Paulo por que um artigo tão simples e mal escrito fez sucesso e foi reproduzido por muitos jornais e revistas, além de centros espíritas que o distribuíram entre seus frequentadores, ela respondeu que fomos o advogado do dirigente espírita que pede socorro para não ficar só com a responsabilidade de administrar a sua instituição. Penso que foi isso!

Este chamado de consciência é para que não sejamos cristãos avestruzes que enfiam a cabeça no solo para ignorar o que se passa ao nosso redor. Não mais podemos ser mornos; temos que ser participantes ativos como colaboradores neste momento de transição planetária; para nós e os que estão chegando. Em vez de jogar nas mãos de Jesus a nossa salvação, cada um que trate de se salvar. Como diz um grande amigo: – Não mais é tempo de distribuir mensagens. Chegou a hora de nós mesmos sermos a mensagem. E que Deus nos ajude!

Tribuna Espírita março/abril 2019

 

Pais e filhos

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Octávio Caumo Serrano

Já disse Khalil Gibran, no início do seu poema-pensamento sobre os filhos: “Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos. Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho…”

O Espiritismo também nos informa que os filhos são velhas almas, muitas vezes mais antigas do que nós, que vêm nascer no nosso lar para aprender ou ensinar, ser corrigidos ou corrigir-nos, o que muitas vezes dá origem a conflitos de convivência porque insistimos em desejar que pensem como nós já que, como  somos mais antigos no mundo da matéria, nos faz pensar que sabemos mais que eles, o que pode não ser verdade. A idade cronológica da Terra nem sempre segue a da eternidade. Somos todos premiados pelo esquecimento para evitar que possíveis conflitos do passado venham à tona e criem problemas de convivência por razões óbvias.

Estamos no limiar da nova era, quando grandes mudanças ocorrerão em todo o planeta. Como a Terra está se aprimorando como mundo, passando de provas e expiações para de regeneração, está claro que sua humanidade está sendo substituída, porque a maioria de nós carece das condições mínimas necessárias para ser morador da Terra renovada. Atualmente isso é feito com mais intensidade, porque os tempos chegaram, o que faz com que tragédias coletivas de origem natural ou provocada levem as pessoas aos desencarnes em massa. A mudança tem pressa porque todas as oportunidades nos foram dadas sem que as aproveitássemos, percebêssemos ou nelas acreditássemos. Vulcões, tsunamis, terremotos e desastres de toda ordem, inclusive pela destruição do planeta pelos seus próprios moradores. Poluição de rios, mares e ar e corte indiscriminado de árvores. Sem considerar a poluição mental que a aparelhagem não mostra, mas que contamina o astral em que vivemos. Ódios, desejos de vingança, insatisfação, revolta contra tudo e todos.

Nesse processo de troca na nossa sociedade humana, espíritos de hierarquia mais adiantada começam a receber a incumbência de vir nascer entre nós para a restauração da ordem, dos direitos e deveres, aplacando mágoas e espalhando otimismo e amor entre as pessoas. Serão vistos por nossas acanhadas análises como superdotados que farão prodígios e que serão gênios, entre nós. São crianças difíceis de ser orientadas, educadas e encaminhadas, porque nossos sistemas educacionais não atendem aos seus anseios já mais aprimorados. Muitas vezes recusam-se a estudar, parecem desobedientes e têm convicções próprias. Nossas escolas não sabem como lidar com eles e acabam por prejudicá-los.

Isto aconteceu em todas as épocas, inclusive quando da vinda de Jesus. Ele precisaria de mãe e pai para nascer e Maria, uma moça do Convento das Virgens, foi escolhida por José, descendente de David, para esposá-lo. Assim nasceu aquela criança que viria mudar os destinos do mundo. Mas sua mãe, com toda a amorosidade que a caracterizava, teve muita dificuldade para entender aquele filho tão avançado. Criança ainda, discutia com os doutores do Templo de Jerusalém e quando convivia com seus colegas de mesma idade assustava-os com seu olhar penetrante e sensor diante de fatos como a simples matança de um inseto. As reclamações das mães contra Jesus deixavam a nossa querida “virgem” de cabelo em pé. Passou a vida toda tentando entender as ações daquele filho diferente das outras crianças que certo dia até se recusou a recebe-la, quando disse que “aqueles que fizessem a vontade do Pai, esses seriam sua mãe e seus irmãos.” Imaginamos a tristeza que ela sentiu naquele dia. Nem seus irmãos O acompanharam na sua peregrinação porque nunca foi compreendido. Somente no final, já na cruz, quando entregou o menino João Evangelista à sua querida mãe, dizendo “Mãe eis aí o teu filho, filho, eis aí a tua mãe” que ela o reconheceu como o Messias, a ponto de rogar a Ele que aceitasse também a ela como um de seus discípulos.

Agora também nós rogamos à doce e amorosa Nossa Senhora, Maria de Nazaré, da cidade desprezada pelos judeus, porque era apenas dormitório de caravaneiros e comerciantes que rumavam da Turquia para o Mediterrâneo, via Israel, que nos abençoe e proteja, intercedendo por nós quando nossos atos e pensamentos tentem afastar-nos do bem e da verdade. O momento é de calma e oração. Tudo vai passar.

Ao contemplar Maria Santíssima, com o amado Filho em seu regaço, lembro-me de todos nós, pobres mortais, que, tentando acertar, erramos sempre. Na nossa incompetência, tentando formar homens, criamos feras! Quanto sofrimento a própria mãe Maria passou por não entender, de início, a tarefa de Jesus!

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Um soneto dodecassílabo quaternário. Espero que gostem!

VISÃO LIBERTADORA
Octávio Caúmo Serrano

Olhando a nuvem, vi um retrato. Era bonito! / Mas era estável, não mudava a toda hora…
Olhando firme eu percebi Nossa Senhora/Que, meigamente, olhava os filhos do infinito!…

Eu lhes garanto que era ela, estou convicto, /Pois sua influência me deixou mais calmo agora,/ Eu já não tenho só ansiedade, como outrora, /Só sinto paz e já não mais me ponho aflito…

-Foram seus olhos que criaram essa imagem, /Muitos dirão; foi como um sonho, uma miragem, /Porque nós, pobres deserdados, somos sós!

Mas como a vejo em sua beleza e nitidez, /Fito a Senhora e peço ainda uma outra vez:/
– Mãe de Jesus, serva de Deus, rogai por nós!…

Que assim seja!

Tribuna Espírita    jan/fev 19

 

Servir a Deus e a mamom

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Octávio Caumo Serrano  caumo@caumo.com

No Capítulo XVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo há lições sobre o assunto.

Os três primeiros ensinamentos de Jesus e a parábola do mau rico, seguem todos na mesma direção. Mostra que os homens querem adquirir tudo, sem perder ou trocar nada. E Ele já nos havia esclarecido que os tesouros da Terra são frágeis e perecíveis e só têm utilidade quando se transformam em tesouros do Céu. Ensina que matéria e espírito são incompatíveis a menos que se harmonizem e se complementem. Que usemos a matéria para aprimoramento do espírito e não para a sua perdição. Precisamos vestir, comer e cuidar do corpo porque estamos encarnados e nele meio encarcerados. Mas tudo com moderação.

Não se pode, diz Jesus, adorar ao mesmo tempo dois senhores distintos. Que ama, não odeia. Se somos desprendidos, não somos avarentos. Se quisermos só os bens do mundo nada teremos de nosso, de verdade. Somos proprietários de verdade somente daquilo que não nos pode ser tirado. Para ilustrar, temos um carro e dizemos que é nosso, mas não é. Apenas usufruímos do conforto que ele pode nos proporcionar. Ele é emprestado para o tempo em que estamos na matéria. Caso se acidente, incendeie ou o ladrão roube e não tínhamos dinheiro para o seguro, já não mais somos donos de um carro.

Tudo o mais do mundo físico segue esta regra; de nada adianta cuidarmos da beleza do corpo, exagerando em tratamentos, reparos estéticos, enfeites da modernidade, flagelando-nos com piercings e tatuagens, se somos de mau caráter, sem humildade, nunca somos amigos e fraternidade e paciência não fazem parte do nosso temperamento. Muitos exemplos estão no Evangelho de Jesus, todos seguindo nesta linha. “Antes de fazer a tua oferenda, reconcilia-te com teu adversário, enquanto estás a caminho.” “Ninguém sairá daqui enquanto não pagar até o último centavo.” Daqui de onde? Do mundo que nos prende à matéria, está claro, inclusive como desencarnados. João 5:28-30, diz: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.  E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” João 14.12, diz: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”.

Em vez, portanto, de tudo esperarmos de Jesus, inclusive que nos carregue no colo, por que não ser seu auxiliar na propagação do Evangelho? Na prece que fazemos no nosso Centro, no início de todas as reuniões, há uma frase que diz: “Veneráveis mensageiros celestes, auxiliares de Jesus, fortalecei-nos e amparai-nos para que possamos ajudar as forças do bem na transformação do mundo.” Um privilégio ser parceiro do Cristo para que seu Evangelho se espalhe cada vez mais, em vez de fazê-lo de empregado colocando em seus ombros nossas mazelas para que Ele resolva. Depois de matá-lo quando veio pessoalmente ao mundo para deixar sua mensagem, mostrando que nada entendemos das suas lições continuamos sendo seus exploradores.

Os tempos estão se acelerando e as oportunidades são cada vez menores. Por enquanto as dores desfilam à nossa frente para nos dar a oportunidade de mostrar o quanto estamos cristianizados. Se insistirmos em manter olhos e ouvidos cerrados, os dias passarão e, como na parábola das virgens, continuaremos dormindo. Nossa candeia permanece sob o velador. Enquanto não colocamos nossa luz para clarear o caminho dos semelhantes, nós também permaneceremos no escuro.

Os que já entenderam este minuto espiritual que vivemos na Terra, saberão investir para a melhoria da alma. Quem não percebeu nada, continua juntando tesouros na Terra e portando uma porção de intrigas quando chegar a hora da partida. Os cartórios onde se lavram os inventários estão cheios de ricos desencarnados revoltados porque “seus bens” estão sendo entregues para pessoas que eles não queriam. Morreu, mas continua, equivocadamente, como dono. Que coisa triste! Quer voar, mas o peso da ganância os deixa presos ao mundo físico.

De nada vale divulgarmos o Espiritismo com conferências e distribuindo passes, nem apregoar a nossa fé, se não temos atitudes condizentes com a mensagem do Cristo, quanto à nossa ligação com o Criador. Recomendamos como leitura final e esclarecedora, em O Livro dos Espíritos, sobre a Lei da Adoração; perguntas 649 a 659.

Neste Natal, além da reunião da família em volta da ceia e dos presentes que dará aos seus próximos mais queridos, não se esqueça de dar um presente a você mesmo programando um ano voltado para as conquistas espirituais, porque são seus tesouros eternos. O resto, as coisas do mundo, chegam a nós pelo acréscimo da misericórdia de Deus, acompanhado do merecimento que tivermos construído ao longo da encarnação. Confie e siga.

Tribuna Espírita nov/dez 18

 

 

 

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A NOSSA MAIS IMPORTANTE ENCARNAÇÃO

Alkíndar de Oliveira
(www.alkindar.com.br)

[Extraído do livro APRIMORAMENTO ESPÍRITA, Editora Truffa]

“Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase  um  perdão  de Deus”. Emmanuel

Se de um lado a boa lógica nos diz que nossa última encarnação é sempre a mais importante, pois mais uma vez temos a oportunidade de nos redimir dos erros passados, creio que esta atual, pelas deduções mais abaixo, é especialíssima. Creio firmemente que é a nossa mais importante existência de todos os tempos. Se conscientizarmo-nos deste fato, faremos com  que  nossos  pensamentos, sentimentos e atitudes tomem salutar direção. Por exemplo, poderemos deduzir de que, se temos Jesus como guia e modelo, é imprescindível – nesta nossa mais importante existência – termos como meta o amor incondicional. Pois é esta modalidade de amar que irá ditar o conteúdo dos nossos textos e de nossos procedimentos diários e, por conseqüência, melhor iremos aproveitar dos ensinamentos espíritas nesta fundamental e decisiva existência.

Para que a conclusão do tema deste seja confirmada pelo(a) leitor(a), atentemos aos textos abaixo de Santo Agostinho e também às conclusões que vêm logo a seguir.

a)  “(O planeta Terra) há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que de orbe expiatório, mudar-se à em planeta de regeneração,  onde  os  homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus”.

Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo,  capítulo  III, item 19

b)  As características do Mundo de Regeneração:

“O homem (…) ainda é de carne. (…) Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. (…) Eles (os mundos de regeneração) representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel”.

Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo,  capítulo  III, item 17

c)  “Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê- lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso”.

Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo,  capítulo  III, item 19

Dos depoimentos logo acima destaquei, em negrito, a expressão “degraus imperceptíveis”, a qual denota que não perceberemos de maneira evidente a passagem do nosso mundo, de Expiação e Provas, para a próxima e determinante etapa, a de Mundo de Regeneração. Consoante a esta condição, o Espiritismo nos faculta a possibilidade, através de pesquisa e do raciocínio lógico, de passarmos a enxergar o que parece não estar evidente.

Se não há dúvida de que estamos num período de transição para um Mundo de Regeneração, vou além, tenho a convicção de que caminhamos a passos largos nessa bendita direção. Creio que toda esta atual convulsão mundial é importante prenúncio desta aprazível mudança, pois todos os sofrimentos atuais estão despertando o ser humano a procurar um significado à vida. A Terra, com sua revolução interior, movimentando as placas tectônicas nos alerta e nos  desperta  para nossa também necessária revolução interior, com o propósito de movimentarmos as placas endurecidas de nossos corações.

É saudável, caro(a) leitor(a), que duvide desta minha convicção de que caminhamos a passos largos para um Mundo de Regeneração. Ninguém tem a obrigação de crer na convicção de outrem. Mas, após as informações que vêm a seguir, procure liberar sua mente de idéias pré-concebidas que possam impedir o raciocínio dedutivo, para livremente poder refletir sobre  os  esclarecimentos  oriundos de grandes mestres de nossa Seara.  Comecemos pelo preposto  imediato do nosso Mestre Jesus, Allan Kardec:

I   – ALLAN KARDEC NOS DIZ QUANDO O ESPIRITISMO SE TORNARÁ CRENÇA COMUM EM TODO O MUNDO TERRENO:

Antes de expor o dito de Kardec, entendamos que a expressão constante no título logo acima, “crença comum”, não necessariamente significa religião comum. Pois, talvez por um longo período as diversas religiões hoje existentes continuarão    a ter suas atuais denominações. No entanto, Kardec esclarece que futuramente o princípio essencial de todas elas será calcado nos fundamentos espíritas, uma vez  que estes são provenientes de leis da natureza. E toda lei da natureza, depois de revelada, se torna incontestável. Veja o exemplo da eletricidade, a qual por muito tempo foi vista como feitiçaria e hoje universalmente compreendemo-la como lei natural. Lembremo-nos também da lei da gravidade, que não obstante por muito tempo desconhecida da humanidade, hoje é aceita sem qualquer contestação. O mesmo ocorrerá com os temas Reencarnação, Pluralidade dos Mundos Habitados e Comunicabilidade dos Espíritos, que, por serem leis naturais, no tempo certo todos seres humanos naturalmente irão crer. Portanto, o Catolicismo (por exemplo) continuará existindo, mas a diferença será que os seus seguidores irão crer na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados e em outros princípios e verdades já reveladas pelo Espiritismo.

Retornando ao assunto-título deste parágrafo, muitos de nós, espíritas, não tivemos olhos para enxergar o que está claro e límpido como um lago cristalino: Kardec já nos informou quando o Espiritismo será implantado na Terra. Na questão 798 d’O Livro dos Espíritos, a qual tem como foco quando haverá a implantação do Espiritismo na Terra, Kardec nos esclarece que  “(…) durante  duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará”.

Como a boa lógica nos diz que após um período de incredulidade a única alternativa será um período de credulidade, façamos as contas para esclarecermo- nos sobre quando chegaremos a esse alvissareiro período.  Antes,  é  importante dizer que, mesmo a expectativa de vida na época de Kardec ser bem inferior aos 70 anos, o fato é que as pessoas consideravam esta idade como sendo o  tempo  de  uma geração. Agora, sim, façamos as contas:

a)       Se na época de Kardec uma geração correspondia a um período de 70 anos;

b)       Se Kardec afirma que o período de incredulidade durará duas ou três gerações (140 a 210 anos);

c)          Se após o período de incredulidade vem o período de credulidade:

d)       Se O Livros dos Espíritos, que iniciou a Era do Espiritismo, foi  editado  em 1.857;

Então, fazendo as contas chega-se à seguinte conclusão:

II    – CHICO XAVIER, NOS INFORMA QUANDO A TERRA SERÁ UM MUNDO DE REGENERAÇÃO:

No livro Plantão de Respostas, Volume II, Chico Xavier diz: “Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2.057”.

Percebamos que o ano de 2.057 está dentro dos limites preconizado por Kardec, no item Conclusão-I, logo acima. O que nos leva a crer que, quando os princípios espíritas estiverem implantados em todo o planeta,  haverá  uma  revolução cultural em tamanha proporção, que veremos o alvorecer  do  tão  esperado Mundo de Regeneração.

III  – BEZERRA DE MENEZES, NOS INFORMA QUANDO O ESPIRITISMO SERÁ IMPLANTADO NA TERRA.

No livro (*)Atitude de Amor, Editora Dufaux, Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, Bezerra de Menezes nos esclarece que para o  Espiritismo  ser  implantado na Terra houve um planejamento na espiritualidade (como não poderia deixar de ser), e que a implantação teve uma delimitação de três períodos distintos de 70 anos.

O primeiro período de 70 anos (de 1.857 a 1.927) teve como foco a consolidação do fato de que o Espiritismo não é uma  crença fundamentada em  idéias humanas, mas, sim, o Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos.

O segundo período (de 1.928 a 1.997) teve como objetivos a proliferação dos Centros Espíritas e a difusão do conhecimento espírita. Foi o período em que

ficamos especialistas em fazer belos discursos, sem praticá-los! Passamos a ter conhecimento, mas, sem as correspondentes atitudes.

O terceiro e último período de 70 anos (1.998 a 2.067) é o que estamos vivendo neste momento! O que implica o quão essencial é crermos que nossa atual reencarnação é a mais importante de todas as existências que até hoje tivemos.

Sobre este último período, diz Bezerra de Menezes que é o período das atitudes, isto é, este é o momento de praticarmos o  que  até  agora aprendemos  com o Espiritismo. Por exemplo, se temos um belo discurso sobre fraternidade, chegou a hora de sermos fraternos.     Como disse Richard Simonetti, “Chegou a  hora do conhecimento descer da cabeça para o coração”, ou como disse nosso também confrade Carlos Abranches: “Precisamos raciocinar com o coração e amar com o cérebro”.

IV       – CINCO RESPEITABILÍSSIMAS E VALOROSAS INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS SERVEM DE CANAL PARA NOS INFORMAR QUE O MUNDO DE REGENERAÇÃO ESTÁ PRÓXIMO:

Imaginemos o que é receber uma mensagem espírita que reforça e valida as conclusões de todos os itens anteriores, e, além disto, traz em seu bojo o endosso de cinco instituições reconhecidas em nosso país pela sua importância e, principalmente, credibilidade:

Instituição-1) Bezerra de Menezes (é nosso  irmão  desencarnado,  mas não deixa de ter o peso e o valor de uma “instituição” pelas suas contribuições sobejamente sabidas por nós espíritas);

Instituição-2) Divaldo Franco (é nosso irmão e médium encarnado, mas também não deixa de ter o peso e o valor de uma “instituição” pelas suas contribuições sobejamente sabidas por nós espíritas);

Instituição-3) Conselho Federativo Nacional Instituição-4) FEB- Federação Espírita Brasileira Instituição-5) Revista Reformador

Em janeiro de 2.005, a revista Reformador, traz um dos mais esclarecedores textos de Bezerra de Menezes sobre o momento atual do nosso mundo, do Espiritismo e também sobre nossas responsabilidades  advindas  dos  fatos por ele mencionados.

A mensagem foi recebida na última reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB do ano de 2.004. Nosso amado benfeitor espiritual utilizou-se da mediunidade psicofônica de Divaldo Franco para dizer com todas  as letras, sem deixar dúvida alguma sobre o teor do que tinha a nos passar, que: “Não podemos negar que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração”.

Caro(a) leitor(a), para reforçar o ‘’obvio coloquei em negrito a expressão “este é o grande momento”. Mas antes de reforçar o óbvio,  pergunto-  lhe: A palavra “este” tem relação com o passado, com o presente ou com o futuro? Desculpe-me pela pergunta tão simplória. A verdade é que todos nós sabemos

que tal palavra tem a ver com o momento “presente”. Portanto,  Bezerra  não está  se referindo ao futuro! Daí o fato de, no mesmo texto, Bezerra de Menezes complementar: “(…) Já não há mais tempo para adiarmos a proposta de  renovação do planeta”.

Mais uma dedução importante para nós espíritas: se Bezerra de Menezes afirma que já não há mais tempo para adiarmos  a proposta de renovação do planeta, a lógica elementar nos leva à quarta conclusão, a seguir:

V   – OS ESPÍRITOS MARIA MODESTO CRAVO E JOANNA DE ÂNGELIS NOS ALERTAM SOBRE A RENOVAÇÃO QUE JÁ ESTÁ OCORRENDO EM NOSSO PLANETA!

Duas informações:

A primeira:

No livro Reforma Íntima Sem Martírio, lançado e editado nesta  primeira  década do século XXI  (esta informação é  importante), Editora Dufaux, psicografia  de Wanderley Soares de Oliveira, o espírito Maria Modesto Cravo diz: “Uma geração nova regressa às fileiras carnais da humanidade para arejar  o  panorama  de todas as expressões segmentares do orbe, interligando-as e projetando-as a ampliados patamares de utilidade. (…) É tempo de renovar”.

A segunda informação:

No livro Momentos de Harmonia, lançado e editado em  1.991  (esta  informação é importante), Editora Leal, psicografia de Divaldo Franco, o espírito Joanna de Ângelis diz: “(…) dá-se neste momento  a renovação  do  Planeta, graças  à qualidade dos espíritos que começam a habitá-lo, enriquecidos de títulos de enobrecimento e de interesse fraternal”.

Caro(a) leitor(a), se você convive com crianças, pergunto-lhe: As crianças de hoje não são muito inteligentes? Sei qual vai ser sua resposta: “Sim, muito inteligentes!!!”

Por que são tão inteligentes? A resposta está na análise dos dois textos dos espíritos amigos acima: Informam-nos os amáveis espíritos Joanna de Angelis  e Maria Modesto Cravo que, de poucas décadas para cá, os espíritos que estão nascendo em nosso planeta são muito especiais. São nobres de  alma,  são  fraternais, e por natural dedução, inteligentes.

Esta alvissareira notícia de renovação do planeta, certamente a mais importante ocorrência depois da vinda de Cristo e do nascimento de Kardec, nos   leva à quinta conclusão:

VI    – O RESPEITADO MÉDIUM E ORADOR BAIANO, DIVALDO FRANCO,  DISSE, EM PALESTRA PROFERIDA EM 1.999, QUE NO ANO DE 2.025 DUZENTOS MIL ESPÍRITOS ALTAMENTE EVOLUÍDOS RETORNARÃO  À  TERRA.

Caro(a) leitor(a), conforme a bem-vinda informação do  título  logo  acima, mais a informação do item V, onde Joanna de Ângelis e Maria Modesto Cravo esclarecem-nos que espíritos nobres e fraternais (também inteligentes), estão retornando à Terra com o objetivo de ajudarem na renovação do planeta, podemos então formular a seguinte pergunta:

COMO SERÁ PLANETA TERRA EM 2.060?

A resposta da questão acima, a teremos de forma dedutiva:

a)      Em 2.060 os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terão até 70 anos de idade;

b)        Em 2.060 os duzentos mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;

c)       Em 2.060 os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal ESTARÃO DESENCARNADOS!

Considerando que nós, habitantes atuais da Terra:

a)  Eventualmente não fazemos parte dos espíritos que nas últimas décadas    do século XX iniciaram o retorno a este planeta, com nobreza no coração e espírito  de fraternidade;

b)   Com certeza, não fazemos parte dos espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2.025;

A questão é: Como ficamos  nós?

Bem, a oportunidade nos foi  dada.

Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que  é  uma  dádiva divina. Esta é grande oportunidade que temos de iniciarmos a reparação dos nossos erros pretéritos. Precisamos com toda nossa força, com toda nossa vontade,

com todo nosso empenho, aproveitar desta oportunidade de  aqui  estarmos habitando este planeta que logo-logo pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem será a tônica. Como alcançarmos esta graça? A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual.

Sugiro três passos, para bem aproveitarmos dessa nossa atual existência:

Primeiro Passo:

Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus pela oportunidade de estarmos vivendo nossa mais importante encarnação de todas as  existências que tivemos.
Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel: “Cada encarnação é como se fosse um atalho nas  estradas  da  ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase  um  perdão de Deus”.

Considerando que grande é a fila de seres que querem ter a oportunidade de reencarnar na Terra, e cientes de que poucos conseguem este retorno, então a afirmação acima, de Emmanuel, nos faz refletir como temos que agradecer por termos tido a oportunidade de sermos atuais moradores  deste  nosso  amado planeta. Reflitamos: Por que dentre bilhões de espíritos que habitam as diversas dimensões do nosso planeta Terra, nós fazemos parte do  percentual  mínimo  dos que vivem em sua superfície justamente na época da transição para o mundo de regeneração?

Segundo Passo:

Iniciarmos urgentemente um processo de auto-conhecimento.
A base de toda mudança comportamental é o auto-conhecimento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. O auto-conhecimento não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) “a maior” dificuldade do ser humano.  Por  exemplo,  se  somos avarentos, dissemos que somos “econômicos”; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

Para nos conhecermos, o Budismo nos ensina dois especiais procedimentos:

Atenção Plena: Que é a arte budista de observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos. O que é um hábito que para ser desenvolvido exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: Que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não  falarmos “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Este proceder de negar nossos sentimentos inferiores chama-se  auto-ilusão,  um  proceder altamente destrutivo. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole  e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.

Complementa a “interiorização” o  ato  de estudarmos nossas reações perante  a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente” e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos “se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?” Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos

e conhecer o porquê de nossas reações, o que é um importante passo para a mudança de comportamento.

Os dois procedimentos acima levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida.

Sobre o tema auto-conhecimento, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz, Editora Dufaux):

“Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da alma  na busca de si próprio”.

Terceiro Passo:

Transformarmos em vivência prática  nosso  discurso  sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.
Sobre o tema fraternidade, disse o espírito Ermance Dufaux (livro Unidos Pelo Amor, Editora Dufaux):

“Antes dos projetos ‘além-paredes’, estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias rotineiras em nossa casa  espírita,  encetando  esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações (…).”

CONCLUSÃO:

No primeiro semestre do ano de 2.005 ouvi de uma presidenta  de  determinado Centro Espírita da cidade de São Paulo: “Dentro de nossa casa espírita havia muita intriga, muitas discussões e conflitos improdutivos. Um  dia  nossa  equipe se reuniu e fizemos um acordo, o de sermos fraternos. Isto já faz um ano. Desde aquele dia até hoje, a fraternidade está presente entre nós. Sabe, nós descobrimos que ser fraterno é uma questão de escolha”.

Concluindo, podemos em nosso meio espírita escolher uma das duas opções seguintes:

a)     Sermos iniciadores ou propagadores de conflitos improdutivos entre  irmãos do mesmo ideal, como ainda ocorre atualmente, ou

b)     Escolher    sermos    fraternos,    aceitando    nossas   diferenças,  isto  é, exercitando a alteridade.

Sermos fraternos é – simplesmente – uma questão de escolha. Então, que nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da fraternidade e, com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa: Mundo de Regeneração!

Currículo do autor: Alkindar de Oliveira, Palestrante, Escritor e Consultor de Empresas radicado em São Paulo-SP, profere palestras e ministra treinamentos comportamentais em todo o Brasil. Juntamente com sua equipe de consultores, tem seu foco de atuação em diversas áreas de treinamento, como VISÃO SISTÊMICA, CULTURA DO DIÁLOGO, ORATÓRIA, LIDERANÇA, COACHING, RELACIONAMENTO, MOTIVAÇÃO, COMUNICAÇÃO ESCRITA, COMUNICAÇÃO VERBAL, CRIATIVIDADE, HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE EMPRESARIAL, VENDAS, FINANÇAS, EFICAZ COMUNICAÇÃO INTERNA, NEGOCIAÇÃO, PRODUÇÃO/CHÃO DE FÁBRICA, ETC.

Suas teses e artigos estão expostos em renomados veículos de comunicação, como: as revistas Você S/A e Bons Fluidos, da Editora Abril; revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Editora Globo; revista “Venda Mais”, Editora Quantum; e os jornais Valor Econômico, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil, etc.

É autor dos seguintes livros:

·        O PODER DO DIÁLOGO, Editora Planeta/Academia

·        DESENVOLVIMENTO ESPÍRITA, Editora Truffa

·        APRIMORAMENTO ESPÍRITA, Editora Truffa

·        DIALOGANDO, Editora Leon Denis (co-autoria com Cezar Braga Said)

·        LIDERANÇA SAUDÁVEL, Editora Planeta

·        O ESPÍRITA DO SÉCULO XXI, Editora EBM

·        TORNE POSSÍVEL O IMPOSSÍVEL, Editora Butterfly

·        VIVER BEM É SIMPLES, NÓS É QUE COMPLICAMOS, Editora Didier

·        ESPIRITUALIDADE NA EMPRESA, Editora Butterfly

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